Com o mero toque de um interruptor, a iluminação tem a capacidade de transformar completamente um espaço, definir sua atmosfera e criar uma experiência multissensorial fascinante. Ela pode projetar sombras e realces, adicionar profundidade e textura, e tem até mesmo o poder de despertar emoções e influenciar nosso bem-estar. Muito mais do que uma simples fonte prática de luz, trata-se de uma ferramenta para esculpir espaços e expressar uma identidade marcante. As luminárias surgem em diversas formas, tamanhos e estilos, cada uma com caráter e propósito únicos; da elegância rebuscada de um lustre pendente ao minimalismo fluido de uma luminária de embutir na parede. As possibilidades de expressão criativa são infinitas. Inovando e rompendo as fronteiras do design de iluminação tradicional, as luminárias esculturais de Tom Dixon são um testemunho dessas possibilidades.
Diz-se que o que se vê é o que se leva. As técnicas de preparo simplificadas e os equipamentos utilizados em redes de fast-food, por exemplo, ficam totalmente visíveis para os clientes na fila de espera. Contudo, esse conceito de projetar ambientes de hospitalidade abertos e transparentes ao menos oferece honestidade ao público, pois, embora os ingredientes mais frescos e as técnicas de alta gastronomia não estejam presentes, a gordura e a sujeira antes associadas a esse tipo de estabelecimento também não estão.
Ao comparar essa realidade com a de estabelecimentos mais sofisticados, que mantêm a cacofonia de uma cozinha comercial oculta aos olhos do público durante o serviço, passa-se a questionar o que mais poderia estar escondido. Ao adotar o mesmo conceito de cozinha aberta, cozinhas profissionais que contam com chefs talentosos/as e ingredientes de alta qualidade conseguem provar seu valor.
Há alguns anos, uma das minhas professoras favoritas da universidade (que me inspirou a estudar urbanismo) me procurou com um pequeno pedido: ela queria transformar a janelinha do seu quarto em uma varanda para olhar a rua.
A sustentabilidade assumiu o papel de protagonista no vasto universo da arquitetura e do design, inspirando e direcionando a construção de novas estruturas em direção à harmonia ambiental. O uso da madeira — um material clássico com enorme potencial para reduzir nosso impacto ecológico, ao mesmo tempo que oferece possibilidades ilimitadas de projeto — é um exemplo notável da implementação desse movimento. Na busca pela sustentabilidade no campo da arquitetura, a madeira tornou-se uma grande aliada. Suas qualidades singulares, como a renovabilidade e a neutralidade de carbono, têm inspirado métodos criativos entre arquitetos e arquitetas em todo o mundo.
Uma ampla gama de projetos arquitetônicos — desde instalações de saúde essenciais até edifícios de uso misto dinâmicos, polos culturais e espaços residenciais acolhedores — beneficia-se da extraordinária versatilidade da madeira como material de construção. De fato, o calor natural e as qualidades biofílicas da madeira podem criar espaços que reduzem o estresse e promovem o bem-estar. Além disso, a neutralidade de carbono inerente à madeira alinha-se perfeitamente ao compromisso do setor de design com a responsabilidade ambiental.
O papel do fogo no desenvolvimento da humanidade é inegável. Nossos ancestrais aproveitaram essa descoberta para enfrentar as baixas temperaturas, proteger-se de predadores e transformar os alimentos para torná-los mais digestíveis. Assim, ao longo do tempo, o ritual da cozinha evoluiu de uma simples fogueira em espaços abertos para o confinamento do fogo em câmaras, que se sofisticaram paulatinamente com o passar dos anos até se tornarem elementos complexos e modernos que marcaram o ponto de partida para o surgimento das cozinhas como espaços arquitetônicos sociais.
Independentemente de seu tamanho ou configuração, a cozinha como espaço de convivência mantém sua ritualidade até os dias de hoje. Na antiguidade, nos reuníamos ao redor do fogo para preparar alimentos e contar histórias; hoje, nos reunimos na cozinha de nossos lares para nos conectar com os outros. A relevância desse espaço na vida cotidiana é potencializada por linhas de mobiliário de cozinha como a Wasser, marca distribuída pela CHC que equilibra estética e funcionalidade para conceber as cozinhas como espaços utilitários e de convivência, com atenção especial ao seu design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138656/5-estilos-de-cozinhas-modulares-e-como-combina-losEnrique Tovar
Consagrada como uma excelente ferramenta para vivenciar um edifício antes mesmo de sua construção, a visualização em tempo real também se mostra um recurso valioso para compreender a história de estruturas que já deixaram de existir.
A seguir, veja como duas pesquisadoras da Universidade de Salerno (UNISA) reconstituíram séculos de história e revelaram o rico passado da Villa Rufolo com o auxílio da visualização em tempo real.
Concebido inicialmente como uma forma de reaproveitar fragmentos de resíduos de construção de mármore, o terrazzo é um material amplamente utilizado em todo o mundo, com suas raízes modernas remontando a séculos atrás, em Veneza, na Itália. Sua estética é inconfundível, caracterizada por padrões mesclados e uma ampla gama de cores vertidas sobre o piso. Não surpreende que esse material seja amplamente apreciado por profissionais de arquitetura em diversos tipos de projeto devido à sua aparência única. Um exemplo notável do uso do terrazzo é o Museu Guggenheim de Nova York, projetado por Frank Lloyd Wright. Ao descobri-lo em uma de suas viagens, Wright reconheceu que, graças ao seu apelo estético e à sua versatilidade, o material resistiria ao tempo como acabamento interno do museu.
A evolução dos materiais de construção transformou o terrazzo da mistura tradicional usada por Wright, que incluía o cimento como aglomerante, para uma versão que incorpora uma matriz epóxi, aprimorando sua estética icônica e integrando novas capacidades técnicas. Hoje, a Terrazzo & Marble capacita designers contemporâneos/as a criar padrões singulares e paletas de cores vibrantes que se alinham perfeitamente ao contexto da arquitetura moderna. Isso se viabiliza por meio de quatro princípios fundamentais que orientam os/as profissionais de arquitetura na especificação do terrazzo epóxi.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138642/mesclado-e-atemporal-por-que-arquitetos-as-e-designers-especificam-o-terrazzo-epoxiEnrique Tovar
A sustentabilidade é muito mais do que simplesmente decidir a favor ou contra um produto específico. É um conceito que deve ser integrado à maneira como construímos e projetamos a arquitetura, bem como ao uso inteligente de edifícios existentes e suas potenciais reformas. Sob a perspectiva da sustentabilidade, demolir um edifício antigo é tão insustentável quanto construir um novo. Ambos consomem grandes volumes de energia incorporada que poderiam ser evitados se todas as partes envolvidas no planejamento considerassem novas formas de trabalhar e colaborassem de maneira mais estreita.
Nesse sentido, o uso eficiente de matérias-primas e a redução de resíduos para reutilização são fundamentais. O policarbonato em fachadas, por exemplo, tem um ciclo de vida médio de pelo menos 20 anos e pode ser reciclado e reutilizado de várias maneiras, duplicando assim sua vida útil até que não possa mais ser reciclado de forma viável.
“Choques econômicos, mudanças climáticas e a COVID-19 alteraram os sistemas de transporte de maneira fundamental. Não podemos desperdiçar uma crise. É possível ampliar o acesso ao transporte e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Podemos alcançar mais mobilidade com menos impactos”, argumentou Ani Dasgupta, presidente do World Resources Institute (WRI), na 20ª conferência anual Transforming Transportation. Durante dois dias, líderes globais refletiram sobre a situação dos sistemas de transporte em todo o mundo no evento híbrido em Washington, D.C., que também foi acompanhado online por dezenas de milhares de pessoas. O evento foi coorganizado pelo WRI e pelo Banco Mundial.
O setor de transportes ainda responde por 25% das emissões globais de gases de efeito estufa e por até 30% das emissões nos países desenvolvidos. Trata-se de um setor diverso, que abrange desde calçadas e bicicletas até carros, ônibus, trens, metrôs, navios e aviões.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138676/vinte-anos-transformando-o-transporte-onde-estamos-agoraJared Green
Se há alguém que realmente entende os desejos e sonhos das futuras noivas, certamente são as mentes por trás da criação daquele mítico objeto matrimonial: o vestido de noiva. Há mais de 30 anos, Lars Wallin, um dos estilistas mais famosos da Suécia, cria vestidos para mulheres prestes a vivenciar o que, para muitas, é a experiência romântica definitiva. E com o projeto de uma recém-concluída suíte nupcial no hotel Radisson Blu Scandinavia em Gotemburgo, Wallin demonstrou não apenas sua delicadeza de alta costura em materializar sonhos de glamour e romance, mas também a habilidade de transferir perfeitamente seus talentos criativos do ateliê para o quarto.
Em um contexto no qual as manifestações da nossa cultura adquirem cada vez mais valor, e suas apresentações e representações são fundamentais para transmitir diferentes conteúdos, o design de espaços expositivos assume especial relevância na hora de projetar e estabelecer diferentes percepções e narrativas, tanto no cotidiano quanto em eventos específicos.
O vomitório e sua finalidade constituem um dos equívocos mais comuns da história da arquitetura. Diz-se que o vomitório era uma sala adjacente aos banquetes romanos, onde os/as convidados/as podiam purgar socialmente o conteúdo de seus estômagos antes de retornar à festa com capacidade renovada. Embora essa teoria não seja inteiramente fictícia — já que se sabe que os romanos de fato praticavam a regurgitação habitual, possivelmente como um sinal de extrema riqueza —, não há motivos para acreditar que existisse um espaço específico dedicado a essa prática.
O uso original do termo "vomitório" — derivado da mesma raiz latina "vomere" (vomitar) — refere-se, na verdade, a um espaço que permite a um grande edifício esvaziar rapidamente seu conteúdo. Um vomitório, portanto, nada mais é do que um corredor. Trata-se, especificamente, de um corredor amplo e arterial que conduz a — ou provém de — um espaço público de grande capacidade, como um teatro, arena ou estádio, projetado com o objetivo de permitir que o maior número possível de pessoas entre ou saia do local o mais rápido possível. Um vomitório bem projetado, por exemplo, é essencial para procedimentos eficientes de evacuação de emergência. No entanto, mesmo no cotidiano, a capacidade de deslocar grandes volumes de público agiliza a rotatividade do espaço e proporciona uma experiência coletiva mais agradável.
Centro de Visitantes do Memorium Nuremberg. Imagem cortesia de Sebastian Brunke
Espaços públicos são o coração pulsante de nossas cidades. Eles atuam como polos de atividade social e cultural onde as pessoas se reúnem, interagem e escapam do clamor urbano. Essas áreas são cruciais para determinar a identidade e o caráter de uma cidade, bem como o bem-estar e o padrão de vida de seus cidadãos e cidadãs. Por meio de seus projetos arquitetônicos, equipamentos e atividades, os espaços públicos podem definir nossas comunidades e impactar significativamente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Além disso, oferecem oportunidades de lazer, exercícios e recreação, permitindo que as pessoas escapem da rotina diária e se conectem com a natureza.
A seleção com curadoria desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que apresentam diferentes propostas para aprimorar o espaço público. Desde a reimaginação de praças centrais até a inserção de monumentais obras de Land Art no epicentro urbano, esses espaços públicos elevam a qualidade de vida da população local. Na Alemanha, o redesenho de todo o entorno do Memorial dos Julgamentos de Nuremberg propõe um local de encontro enraizado na história, ao passo que, em Havana, a nova Praça Cubana explora a metáfora da união no centro da cidade. O desenho e a acessibilidade dos espaços públicos impactam significativamente nosso bem-estar e qualidade de vida. Espaços inclusivos e bem planejados, com assentos, áreas verdes e infraestrutura amigável para pedestres, podem promover a atividade física, a saúde mental e o engajamento comunitário no meio urbano.
O projeto de piscinas é uma oportunidade para criar espaços sofisticados e relaxantes que complementem e valorizem o entorno existente. Ao escolher os materiais, é importante buscar opções que não apenas sejam esteticamente atraentes, mas também duráveis e resistentes ao desgaste. Um material que atende a todas essas características é a pedra Sukabumi.
Esta pedra natural é extraída de pedreiras localizadas na região de onde provém o seu nome, Sukabumi, na Indonésia. Além de seu apelo visual e de seu tom verde-esmeralda, a pedra Sukabumi conta com propriedades antiderrapantes e é altamente resistente à erosão. Essas qualidades a tornam uma escolha popular para projetos de piscinas e detalhes decorativos de estética natural em diversas partes do mundo.
Como repositórios de conhecimento e catalisadores de inovação, os museus representam uma tipologia arquitetônica repleta de oportunidades. Eles atuam como intermediários entre o público geral e os/as artistas, historiadores/as e pesquisadores/as, criando o meio para a exibição de culturas e da criatividade, ao mesmo tempo em que buscam tornar o conhecimento acessível a todas as pessoas. Por meio de uma curadoria atenta e do design de exposições, oferecem uma plataforma para a educação e a pesquisa, promovendo a compreensão e a valorização de diversas culturas, histórias e ideias. Para os/as arquitetos/as, representam também a oportunidade de conceber espaços alinhados às obras expostas, criando uma experiência imersiva para os/as visitantes.
A seleção desta semana do Melhor da Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que evidenciam arte, tecnologia e inovação por meio de programas de museus e centros culturais. Apresentando propostas de escritórios de arquitetura emergentes e consagrados, como Hariri Pontarini Architects, Beyer Blinder Belle, Studio Saheb, RAMSA e Ho Khue Architects, a seleção abrange uma variedade de escalas e programas — desde um museu dedicado à memória do Holocausto até um museu privado de carros esportivos na Áustria ou uma galeria de arte de formas complexas no Vietnã.
Ao longo da história, a essência funcional dos banheiros permaneceu inalterada devido ao fato de seu design ser moldado por parâmetros biológicos. Inicialmente, a função dos banheiros limitava-se à higiene e à gestão de resíduos, resultando na concepção desses ambientes como espaços insalubres e meramente utilitários. Esse cenário levou à sua separação das demais áreas destinadas à convivência.
No entanto, a implantação de sistemas de abastecimento de água e de redes de esgoto resgatou o papel do banheiro nos espaços habitáveis. Esses ambientes assumiram um papel primordial nos projetos de design de interiores, refletindo a personalidade do/a usuário/a por meio da combinação de cores, revestimentos, acessórios e elementos decorativos. Na evolução do design de banheiros, surgiram propostas que se destacam pela pureza formal, múltiplas nuances, coexistência sutil de elementos e possibilidades de personalização. Marcas como a antoniolupi desenvolveram mobiliários para banheiro que integram essas propostas e levam os limites do design ainda mais longe, colaborando com arquitetos/as e designers de renome, como Paolo Ulian, Brian Sironi, Luca Galofaro e Mario Ferrarini, para citar apenas alguns. Dando continuidade a essa série de colaborações, Carlo Colombo ficou encarregado de desenvolver a coleção Borderline.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138575/desafiando-os-limites-do-mobiliario-para-banheiros-por-meio-do-design-sob-medidaEnrique Tovar
Apesar da má reputação das habitações públicas nos Estados Unidos, organizações, urbanistas e profissionais de arquitetura em Portland, no Oregon, estão determinados a criar habitação acessível que não sacrifique a qualidade nem o apelo estético. Embora Portland tenha desenvolvido uma reputação negativa em relação ao seu problema de pessoas em situação de rua, nos últimos quatro anos os recursos fluíram na direção certa, e as equipes de projeto souberam responder à altura para projetar edifícios habitáveis e impactantes, dentro de orçamentos altamente restritivos. Por meio de abordagens inovadoras e criativas de construção e design, essas organizações e profissionais de projeto utilizaram recursos federais, estaduais e municipais para viabilizar esse tipo de empreendimento.
Como parte de uma nova colaboração entre os escritórios mexicanos Dellekamp Arquitectos e Rojkind Arquitectos, é apresentada a Casa Roca, em Puerto Los Cabos, San José del Cabo, México. Um projeto inspirado nas formações rochosas no topo do terreno, que faz parte de um desenho radial cuidadosamente organizado em relação à sua topografia. A casa, implantada em um lote de 5.000 m², organiza suas funções ao longo da paisagem natural dentro de uma área construída de 1.200 m², minimizando o impacto de sua projeção e criando uma inter-relação com a natureza como a principal experiência de vida.
O OTROCAFÉ está localizado no térreo do icônico edifício da YWCA, em pleno Centro Histórico da Cidade do México, um espaço que abriga mais de 100 anos de história. O projeto nasceu com a intenção de ser uma proposta integral de arquitetura e design, o que se reflete em sua estrutura criativa. A decoração do café combina diferentes elementos que desempenham um papel importante: o vermelho em alguns detalhes, a madeira no mobiliário e como elemento distintivo que envolve o espaço, as paredes brutas pigmentadas com uma massa à base de cal e a iluminação quente e suave que completa a atmosfera.
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Render por Lucas Knust, Thomas Wanckel y Mario Rojas. Renovación Municipalidad de Estación Central. Image Cortesía de Sto
As emissões de gases de efeito estufa provenientes da operação de edifícios existentes são significativamente maiores do que as emissões geradas por novas construções, ou seja, aquelas decorrentes dos materiais e do seu uso durante a construção, que representam 25%; enquanto isso, a operação de edifícios existentes representa 75% das emissões – e isso sem contar todo o universo edificado que se enquadra no conceito de pobreza energética.
É nesse contexto que o concurso "Proyectar a Conciencia" (PAC) segue fomentando a discussão em torno do embate "Construir melhor vs. melhorar o construído" em sua quinta edição. Como de costume, o concurso convidou estudantes e profissionais de arquitetura a apresentarem, por meio da reabilitação energética e da transformação parcial do patrimônio edificado de infraestrutura institucional, privada ou pública, a visão de uma sociedade melhor.
A arquitetura tem o poder de transformar as cidades. Seja através do uso inovador de materiais, da colaboração com outros escritórios para a concepção de planos diretores de bairros, ou da requalificação do transporte público para toda uma população, o design pode influenciar e impactar significativamente a forma como interagimos com os lugares onde vivemos. Em uma entrevista exclusiva ao ArchDaily, Alan Pullman, do Studio One Eleven, fala sobre a visão de seu escritório para o futuro de Los Angeles e sua abordagem voltada à arquitetura e ao planejamento urbano.
Os arquitetos Smiljan Radic e Nicolás Schmidt projetaram uma estrutura inflável para a XXII Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile. Localizada no entorno urbano do Palacio de la Moneda, em Santiago, a instalação funcionou como um palco temporário para a programação de encontros, debates e palestras que promoveram as discussões públicas sobre a temática central do evento: "Habitats Vulneráveis".
Vicuña Mackenna 20 (VM20), a poucos metros da estação Baquedano do Metrô e em pleno coração de Santiago, é um novo projeto da Universidade do Chile que busca tanto se tornar um polo de extensão artística e cultural quanto impactar o plano de recuperação de espaços públicos no entorno central da capital.
Ao percorrer visualmente a cidade, é comum notar estruturas que rompem o ritmo das obras de arquitetura concluídas. São edifícios envoltos em tramas de metal ou madeira, por vezes cobertos por redes coloridas, que anunciam um momento de construção, reparo, reforma ou demolição. Conhecidos como sistemas de andaimes, essas estruturas temporárias são instaladas no espaço urbano para viabilizar a construção ou manutenção de edifícios. Contudo, com o tempo, passaram a expressar uma linguagem arquitetônica própria. Como o fazer urbano é um processo contínuo, os andaimes atuam como marcos visuais, antecipando silhuetas, alturas e formas de novas edificações. Eles avançam sobre as calçadas, servindo de sombra ou criando obstáculos ao fluxo de pedestres e veículos. Em contraposição à permanência da arquitetura, exibem uma noção de temporalidade que ajuda a registrar a passagem do tempo, o crescimento dos bairros e a evolução da própria cidade.