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Urbanism: O mais recente de arquitetura e notícia

“Cidades são armas mentais”: Utopian Hours 2026 retorna a Turim com Sir Peter Cook e uma programação sobre o "fazer cidade"

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A segunda parte do Utopian Hours 2026, festival internacional de city-making, será realizada em Turim nos dias 16 e 17 de outubro. Após um primeiro capítulo em Roterdã, o festival celebra sua edição de décimo aniversário retornando à sua cidade natal, na Itália. A programação e o projeto cultural do evento foram concebidos para explorar como as cidades podem responder de forma criativa aos desafios sociais, ambientais e políticos do século XXI. O festival Utopian Hours é organizado desde 2017 pela Stratosferica, uma associação cultural sem fins lucrativos dedicada a produzir e compartilhar conhecimento urbano por meio de conteúdos sobre a evolução das cidades, estratégias de comunicação urbana, eventos, engajamento comunitário (community building) e placemaking.

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Desenhando uma nova cidade: Brasília, Fordlândia e Ciudad Guayana

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Uma ordem social diferente é mais fácil de imaginar quando se situa longe daquela que já existe. Na América Latina, essa distância frequentemente tem sido territorial. Partes da região foram repetidamente tratadas como lugares onde outro mundo poderia começar. Esses lugares, contudo, nunca estiveram vazios.

Para os/as arquitetos/as, essa ideia tem um ponto de partida familiar: o plano. Visto de cima, um território pode parecer uma folha em branco, pronta para um eixo ou uma malha urbana. Ao nível dos olhos, esse mesmo chão já está repleto de pessoas e dos caminhos que elas utilizam.

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Um novo olhar sobre o patrimônio moderno: ArchDaily firma parceria com o World Monuments Fund

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O que torna um edifício digno de preservação? A idade é a resposta mais comum, mas nem sempre a melhor. Um edifício das décadas de 1950 ou 1970 pode ter tanta relevância histórica quanto uma catedral medieval; a questão exige apenas uma abordagem diferente, que pondere o contexto político, o significado cultural e a inovação arquitetônica em vez da mera passagem do tempo. Isso se aplica sobretudo à arquitetura modernista no chamado Sul Global, onde o movimento assumiu formas de expressão singulares.

É justamente esse debate que o ArchDaily e o World Monuments Fund (WMF) estão abrindo juntos. O WMF traz sua expertise prática em conservação ao redor do mundo, enquanto o ArchDaily entra com a capacidade editorial para contextualizar esse trabalho e conectá-lo a um público global. O objetivo é atuar em duas frentes simultâneas: preservar lugares e contar suas histórias, moldando a compreensão do patrimônio modernista para muito além do próprio campo da preservação.

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Danish Architecture Center celebra os 90 anos do urbanista Jan Gehl com programação de atividades e exposição

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Pelo segundo ano consecutivo, Copenhague foi eleita a cidade mais habitável do mundo no Índice Global de Habitabilidade de 2026 da Economist Intelligence Unit. Segundo o Centro de Arquitetura Dinamarquês (DAC), parte desse progresso na qualidade de vida urbana se deve ao trabalho do arquiteto e urbanista dinamarquês Jan Gehl, que comemora seu 90º aniversário este ano. Jan Gehl dedicou sua carreira profissional ao campo da vida urbana e do desenvolvimento urbano focado nas pessoas, fundando o escritório Gehl Architects (hoje Gehl Studio) em 2000 e publicando extensivamente sobre metodologias de desenho urbano para criar ambientes urbanos vibrantes, saudáveis e centrados no ser humano. Em homenagem ao seu aniversário, o Centro de Arquitetura Dinamarquês apresenta uma exposição e uma série de atividades focadas no papel que ele desempenhou no desenvolvimento urbano global.

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Do Jardim ao Monumento: Paisagens da Libertação nas Cidades Africanas

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A libertação nem sempre começa com um monumento. Pode começar em um jardim, quintal, clareira ou campo; na ocupação da terra e na possibilidade de se reunir ali. Ao longo de histórias moldadas pelo colonialismo e pela expropriação, o espaço tem sido mais do que o cenário onde a libertação ocorre. Ele tem sido uma de suas práticas: cultivado, ocupado, servindo de refúgio, percorrido e coletivamente refeito.

A pesquisa do escritório Wolff Architects Liberation Gardens propõe o jardim como uma forma de ler essas práticas espaciais, não simplesmente como um terreno plantado, mas como um espaço através do qual a sobrevivência, o sustento e a imaginação emancipatória podem ser mantidos. O jardim, nesse sentido, não é definido tanto pelo projeto de paisagismo, mas sim pelas relações entre as pessoas e a terra, o cultivo e o conhecimento, a ocupação e a autonomia. Ele pode abrigar a produção cultural ao lado da subsistência, além de formas de vida coletiva que emergem sob condições de violência e expropriação. A libertação, compreendida espacialmente, passa a ser tanto sobre a possibilidade de habitar de forma diferente quanto sobre alcançar uma condição final de liberdade.

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Entre Florestas em Chamas e Cidades Utópicas: Projetando a Transição Climática

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Não faltam formas de imaginar como será o mundo após uma catástrofe climática. Gêneros inteiros de filmes e romances foram construídos em torno da pergunta sobre o que acontece quando as salvaguardas contemporâneas falham, desde a ficção distópica e a literatura pós-apocalíptica até filmes de desastre, histórias em quadrinhos e videogames. Florestas em chamas, cidades submersas, infraestrutura abandonada, escassez de recursos e deslocamentos em massa constituem um vocabulário visual e narrativo familiar. Tornamo-nos extraordinariamente fluentes em imaginar as consequências de um mundo que falha em responder às mudanças climáticas.

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A Cidade como Sistema de Saúde: Rompendo Ciclos de Retroalimentação no Planejamento

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As consequências espaciais da forma urbana se revelam quando os indicadores de saúde são mapeados nos bairros. Bairros que estimulam a caminhabilidade, a realização de tarefas diárias, a interação social e o acesso a serviços essenciais criam oportunidades para incorporar a atividade física à rotina diária. Por outro lado, locais estruturados em torno de longas distâncias e do transporte individual motorizado anulam essa possibilidade. A atividade física e a motivação para integrá-la ao cotidiano são moldadas pela distância até o supermercado, a segurança de uma faixa de pedestres, a frequência do transporte público, a largura da calçada e a quantidade de serviços disponíveis a curtas distâncias a pé.

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O que é a arquitetura metamoderna? Entre a ironia pós-moderna e uma nova sinceridade

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Em um volume esguio de capa com bordas amarelas, publicado recentemente pela editora portuense Circo de Ideias, o arquiteto Paulo Martins Barata (sócio fundador do Promontório) faz uma afirmação cuja audácia se esconde sob uma aparente simplicidade: a de que a arquitetura produzida na Europa desde a Grande Recessão não pertence a nenhum dos dois campos que estruturaram o debate disciplinar mais acirrado do século XX.

The Language of Metamodern Architecture toma emprestado seu título, com evidente ironia, de The Language of Post-Modern Architecture (1977), de Charles Jencks — o livro que declarou celebremente a morte da arquitetura moderna às 15h32 de 15 de julho de 1972, com a demolição de Pruitt-Igoe. Sua aposta é de que outra morte, nunca oficialmente certificada, ocorreu por volta de 2008, e de que a arquitetura tem vivido, em grande parte sem perceber, naquilo que cresceu ao redor do túmulo.

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Como substituir o ar condicionado? Estratégias passivas para lidar com o aquecimento global

Entre agora e 2050, a instalação de aparelhos de resfriamento, como o ar condicionado, triplicará em todo o mundo, resultando no dobro de energia consumida. Como sinônimo do aquecimento global, nossa dependência cada vez maior desses equipamentos apresenta um paradoxo: até quando iremos enfrentar o aquecimento global com soluções que aumentam ainda mais a temperatura das cidades?

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Entre encostas e desigualdades: ocupações urbanas de risco e o racismo ambiental

Historicamente, diversas cidades pelo mundo foram assentadas e construídas sobre encostas, em que se é possível notar os inúmeros desafios urbanos enfrentados por elas, em razão de suas condições topográficas. Mas para além de questões relativas à suas infraestruturas urbanas ou aos seus sistemas de transportes, que podem tornar-se mais complexos devido à geografia do local, a ocupação urbana de encostas também costuma envolver diversas interseções de questões sociais, ambientais e econômicas.

Muitas vezes, essas ocupações são realizadas por comunidades vulneráveis e de baixa renda, impulsionadas por uma série de motivações. Com frequência, a falta de informações sobre certos perigos, aliada à escassez de políticas habitacionais adequadas, resulta em decisões e ações que colocam essas comunidades em situações de alto risco, especialmente durante o período de chuvas, resultando em um ciclo que afeta desproporcionalmente os residentes mais marginalizados.

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Desafios urbanos das cidades em encostas

Viver em cidades construídas sobre encostas geográficas é uma experiência singular e desafiadora. Se, por um lado, essas áreas podem oferecer vistas panorâmicas e paisagens impressionantes, por outro lado, a topografia íngreme apresenta uma série de desafios em termos de planejamento urbano, segurança estrutural e riscos socioambientais. Essas cidades exigem cuidados e soluções especiais no projeto de ruas, edificações e infraestruturas, e também o entendimento de que, por motivos de segurança ambiental e da população, nem todas as áreas devem ser ocupadas.

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Adis Abeba: o que precisa mudar na capital da Etiópia

Com uma população estimada em mais de 3,7 milhões de pessoas, Adis Abeba, a capital da Etiópia, abriga cerca de um quarto da população urbana do país. A cidade gera mais de 29% do PIB urbano da Etiópia e 20% do emprego urbano nacional. Nas últimas duas décadas, Adis Abeba testemunhou rápidas mudanças socioeconômicas e uma drástica transformação física, impulsionadas por um governo orientado para o desenvolvimento e pelo setor privado.

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Seis entrevistas para entender a arquitetura latino-americana

Multifacetado e cheio de complexidades, o cenário da arquitetura e do urbanismo na América Latina revela nuances e desafios específicos diante das problemáticas enfrentadas pelos diversos países, como a desigualdade social, a violência e o crescimento urbano acelerado. Nesse contexto, a prática arquitetônica assume um papel relevante na construção de soluções possíveis e adequadas a cada realidade, em que ainda se destaca a importância da reafirmação das referências e narrativas locais nessa elaboração.

Perante a hegemonia estabelecida especialmente pela América do Norte e Europa, que muitas vezes marginaliza as realizações arquitetônicas e urbanísticas latino-americanas, sobretudo a produção que sequer é considerada como tal, a valorização dessa diversidade e complexidade torna-se um imperativo para qualquer pensamento e intervenção sobre a região. A seguir, selecionamos seis entrevistas que nos ajudam a entender a arquitetura da América Latina, e que contribuem para uma abordagem mais contextualizada e sensível de suas necessidades, potencialidades e riquezas.

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São Paulo: 470 anos de história e construção da capital paulista

Há 470 anos, no Pateo do Collegio, surgia a maior cidade da América Latina: São Paulo. Uma metrópole em constante movimento que, entre tantas complexidades e conflitos, apresenta uma diversidade cultural e humana que a torna profundamente rica.

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O que não sabemos sobre as 100 maiores cidades da África

Uma análise rápida das cem maiores cidades da África não apresenta muitas surpresas. A maioria está nos países mais ricos da África. A maior parte delas são capitais nacionais ou regionais/estaduais. Pelo menos metade tem portos fluviais ou marítimos. Muitas têm estações ferroviárias há décadas e, mais recentemente, aeroportos e conexões com rodovias. Um grande número tem universidades. Todas têm perfis na Wikipedia, incluindo muitos que se estendem por várias páginas.

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Felicidade Interna Bruta como política pública: o caso de Butão

Recentemente, o renomado escritório dinamarquês BIG anunciou o lançamento do seu projeto para a cidade de Gelephu, no Butão. Um masterplan inspirado na cultura do país e nos seus princípios de felicidade. A "Mindfulness City" apresentará inúmeras possibilidades de apropriação ao público, trazendo investimentos em infraestrutura, educação e tecnologias sustentáveis, tudo sob os preceitos da Felicidade Interna Bruta (FIB).

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Entre a rua e a fé: espaços urbanos e as festas populares brasileiras

No Brasil, as festas populares costumam ter uma profunda ligação espacial, histórica e simbólica com os espaços públicos das cidades, proporcionando uma experiência única de ocupação, apropriação e reelaboração coletiva desses locais durante suas ocorrências. Esses eventos não apenas utilizam os espaços urbanos de maneiras diferenciadas de seus cotidianos, mas também constituem a paisagem cultural e social das cidades, lançando outros modos e possibilidades de apreendê-la. Ao apropriarem-se das ruas, em suas possibilidades e em seu sentido e entendimento mais amplo, elas as concedem outros usos, o que, muitas vezes, ainda transgridem suas atividades habituais.

Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Insper está com inscrições abertas para a pós-graduação em Urbanismo Social

Com uma aula magna no próximo dia 31 de janeiro, começam as atividades da quarta turma de pós-graduação em Urbanismo Social do Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Insper. As matrículas estarão abertas até o próximo dia 29..Semipresencial, o curso terá aulas quartas, quintas e sextas, das 9h às18h, e aos sábados das 8h às 17h. As aulas acontecem em uma semana de cada mês (com exceção de fevereiro, em que ocorrerão naqueles dias da primeira e da última).