Madri, a vibrante capital da Espanha, oferece uma mistura de tradição e modernidade que se reflete em seu diverso patrimônio arquitetônico. Esse rico passado está gravado em suas fachadas antigas, amplos espaços públicos e instituições religiosas históricas que definem grande parte do caráter atual da cidade. A contínua renovação arquitetônica de Madri, que se traduz tanto em restaurações respeitosas quanto em novas construções inovadoras, destaca o compromisso da cidade em preservar seu patrimônio ao mesmo tempo em que abraça o futuro.
No século XX, Madri abriu-se à modernidade sob a influência de movimentos como o racionalismo, o Estilo Internacional e o brutalismo. Hoje, a cidade é uma vitrine do design contemporâneo, onde projetos atuais de arquitetos e arquitetas de renome coexistem com seu legado histórico. Estruturas como o CaixaForum, de Herzog & de Meuron, e o Museu Reina Sofía, de Jean Nouvel, exemplificam o interesse da cidade por explorações arquitetônicas.
A edição de 2025 do Coachella Valley Music & Arts Festival dá continuidade à sua tradição de unir arte contemporânea em grande escala e música, transformando o Empire Polo Field em uma paisagem dinâmica de instalações imersivas. Com curadoria de Raffi Lehrer, da Public Art Company (PAC), em colaboração com a direção de arte de Paul Clemente, da Goldenvoice, a programação deste ano explora temas como movimento, ilusão e impermanência por meio de obras inéditas comissionadas e de artistas que retornam ao festival. Desde 2016, o programa artístico do Coachella evoluiu para uma plataforma multidisciplinar, com a maior parte de sua produção gerenciada internamente e no próprio local. O festival de 2025 acontece ao longo de dois fins de semana, de 11 a 13 de abril e de 18 a 20 de abril. A edição deste ano inclui três novas instalações artísticas comissionadas, além de obras permanentes e de edições anteriores que retornam ao evento.
Durante o período pós-guerra no século XX, o Sul Global esteve sob forte influência de profissionais de arquitetura do exterior, frequentemente convidados por governos locais para aportar sua expertise e visão inovadora. Vistos como símbolos de modernidade, edifícios projetados por "starchitects" elevaram a imagem dessas nações. Décadas mais tarde, mesmo com o avanço na capacidade das indústrias locais, o desejo pelo talento estrangeiro persiste. Trata-se de um resultado natural da globalização ou a presença contínua de escritórios internacionais no Sul Global reflete uma dependência persistente?
Quando a Índia conquistou a independência em 1947, a nação enfrentou uma decisão que determinaria o rumo de seu futuro arquitetônico: tijolo ou concreto. Uma escolha de material aparentemente banal estava enraizada em uma divisão filosófica mais profunda entre dois caminhos possíveis para o ambiente construído da Índia pós-colonial. Figuras pioneiras na luta pela independência indiana tinham visões opostas — Mahatma Gandhi defendia o artesanato tradicional, enquanto Jawaharlal Nehru abraçava o modernismo. A arquitetura que se vê no subcontinente hoje é um mosaico de ambos, levantando a questão: o modernismo na Índia teria sido uma imposição estrangeira ou uma importação celebrada?
Mais do que um mero registro visual, a fotografia de arquitetura é um meio poderoso capaz de revelar e explorar os espaços arquitetônicos sob perspectivas únicas. Pelas lentes de um/a fotógrafo/a talentoso/a, a arquitetura manifesta seu jogo de luzes e sombras, a tectônica de seus elementos estruturais, o detalhamento meticuloso dos encontros de materiais e as narrativas mais amplas do patrimônio cultural. No Dia Mundial da Fotografia de 2024, celebramos essa forma de arte singular destacando o trabalho de 25 fotógrafos/as de destaque que capturaram a arquitetura em suas formas mais evocativas.
Entre as séries fotográficas apresentadas, Paul Clemence explora a precisão minimalista dos museus suíços, Iwan Baan oferece uma narrativa visual de Praga, enquanto Simone Bossi destaca o contraste entre as estruturas construídas pelo ser humano e o seu entorno natural. Além disso, Marc Goodwin dá continuidade à sua série sobre escritórios de arquitetura ao redor do mundo, oferecendo um vislumbre dos espaços criativos da profissão. O trabalho de Erieta Attali transporta o público a ruínas antigas para explorar justaposições históricas e paisagens culturais.
Nascido no período pós-guerra no Reino Unido, o movimento brutalista inicialmente foi recebido com ceticismo, mas posteriormente cativou a imaginação de novos designers fascinados pela interação entre formas geométricas impactantes e os materiais brutos expostos com os quais são concebidos. Este artigo se aprofunda nas particularidades que definem a contribuição da Itália para o movimento brutalista, explorando o estilo pelas lentes de Roberto Conte e Stefano Perego. Os dois fotógrafos também publicaram um ensaio sobre o tema no livro intitulado "Brutalist Italy: Concrete Architecture from the Alps to the Mediterranean Sea".
Ora escultural e expressivo, ora monolítico e monótono, o estilo arquitetônico brutalista é igualmente diverso e polêmico. Desde suas origens como subproduto do movimento modernista na década de 1950 até hoje, os edifícios brutalistas continuam sendo um ponto de discussão popular no debate arquitetônico. Uma possível explicação para isso é que estes edifícios brutalistas geralmente são muito fotogênicos; suas texturas e sombras dramáticas criam imagens apelativas.
Após uma ampla restauração de cinco anos realizada pelo escritório David Chipperfield Architects e pela Generali, as icônicas Procuratie Vecchiena Praça de São Marcos reabriram para a cidade, com uma instalação do artista italiano Edoardo Tresoldi. Intitulada "Monumento", a obra responde às novas funções de caráter social apresentadas pelo vasto espaço, "renovando a linguagem da coluna monumental e os valores aos quais a sociedade aspira para refletir sua própria época".
Após o fim da Segunda Guerra Mundial e com a clamorosa vitória dos Aliados sobre a Alemanha Nazista, a União Soviética se consolidou como uma das principais potências emergentes junto aos Estados Unidos, ampliando seu limites e expandindo sua influência e domínio sobre um vasto território da Europa Central à Ásia. Ao longo da segunda metade do século XX, em um período marcado por uma vaidosa disputa ideológica contra os EUA, a União Soviética utilizou a arquitetura como uma ferramenta para estabelecer uma aparente uniformidade e concordância sobre um território ocupado extremamente diverso e policromático. Neste contexto, procurava-se combater as especificidades locais em favor da supremacia de uma nova sociedade unificada e homogênea. No entanto, na prática, a arquitetura se mostrou suscetível a adaptações e influências locais—principalmente nos distantes territórios ocupados pela URSS na Ásia Central. Dito isso, este artigo ilustrado com fotografias de Roberto Conte e Stefano Perego procura analisar as especificidades e desdobramentos da arquitetura soviética em um território historicamente excluído das principais narrativas modernas, revelando todas as nuances de seu patrimônio construído e a variedade de tons de suas paisagens urbanas.
A cidade de Madri pode ser vista como um reflexo de todos os estilos arquitetônicos encontrados no continente europeu. Edifícios renascentistas do século XVI e construções barrocas do século XVIII coexistem em harmonia com linguagens mais modernas, como o Art Déco ou a arquitetura contemporânea expressiva dos últimos anos. Escritórios icônicos de arquitetura contemporânea, como Herzog & de Meuron e Rogers Stirk Harbour + Partners, com projetos como a Sede do BBVA e o Terminal do Aeroporto de Madri-Barajas, também desempenharam um papel fundamental na definição da identidade arquitetônica de Madri, resultando em uma cidade com paisagens urbanas extremamente variadas e distintas.
Etherea, a instalação projetada por Edoardo Tresoldi para o festival Coachella em 2018, desembarcou em Roma para o Back to Nature, um projeto expositivo com curadoria de Costantino d'Orazio. A grande escultura translúcida feita de malha metálica dialogará com as árvores do Parco dei Daini, em Villa Borghese, até 13 de dezembro deste ano.
Edoardo Tresoldi acaba de inaugurar sua mais recente instalação de arte pública. Implantada na orla marítima de Reggio Calábria, no sul da Itália, a obra intitulada “Ópera” foi encomendada pelas autoridades municipais e regionais como uma intervenção artística permanente “criada para celebrar as relações entre a paisagem humana e cultural da região, ressignificando elementos da arquitetura clássica na materialidade ausente da já famosa obra do jovem artista italiano”.
Famosa por seu plano urbano e edifícios cívicos, Chandigarh representa um fragmento icônico da arquitetura modernista. Este centro econômico e administrativo foi concebido para mostrar ao mundo o progresso da recém-independente Índia dos anos 50.