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Arquitetos: LUO studio
- Área: 84 m²
- Ano: 2025


As notícias desta semana trataram, em grande parte, de fenômenos de grande escala espacial e social. Na América Latina, os esforços de resgate continuam após o terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia, enquanto a disciplina se mobiliza para as ações de assistência e reconstrução. A UNESCO celebrou dois dias internacionais dedicados aos povos indígenas do mundo e à juventude. No primeiro, destacamos reflexões, estudos de caso e entrevistas sobre o conhecimento construtivo ancestral, ao passo que no segundo chamamos a atenção para como a arquitetura pode responder às aspirações das novas gerações. Olhando para o futuro, destacamos três projetos em Vlorë, Chicago e Qiddiya City: duas torres projetadas pelo OODA e pelo SOM, e um centro de tênis coberto por vegetação apresentado pelo Populous.

O título de Capital Mundial da Arquitetura UNESCO-UIA é uma iniciativa criada em conjunto pela UNESCO e pela União Internacional de Arquitetos (UIA). Em 5 de agosto de 2026, Pequim foi nomeada Capital Mundial da Arquitetura para 2029, um título concedido a cada três anos a uma cidade que sedia um ano de programação voltada à arquitetura, coincidindo com o Congresso Mundial de Arquitetos/as da UIA. A indicação foi feita sob recomendação do Comitê Conjunto para a Capital Mundial da Arquitetura, presidido pelo/a arquiteto/a Dominique Perrault. A nomeação ocorre após o recente encerramento do Congresso Mundial de Arquitetos/as da UIA 2026 em Barcelona, atual Capital Mundial da Arquitetura, e se apoia nas experiências anteriores do Rio de Janeiro e de Copenhague.

Nesta semana, a relação da arquitetura com a cultura ganhou destaque por meio de exposições, projetos públicos e novas infraestruturas que expandem o discurso arquitetônico para além do edifício em si. Ao mesmo tempo que grandes exposições na Austrália, em Xangai, Barcelona e Copenhague investigaram temas como habitação, paisagem e lugar por meio de pesquisa e projeto, obras recém-reveladas na China e na Itália demonstram como museus, espaços de performance e complexos de uso misto são cada vez mais concebidos como paisagens públicas abertas, e não como instituições isoladas. Paralelamente, novas mostras e marcos de construção refletem a experimentação contínua em reuso adaptativo, projetos responsivos ao contexto e ambientes urbanos flexíveis.



