1. ArchDaily
  2. climate responsive design

climate responsive design: O mais recente de arquitetura e notícia

África e China avançam com Grandes Muralhas Verdes como corredores continentais de vida selvagem

Áudio disponível

A ideia de uma "Grande Muralha Verde" designa uma iniciativa de reflorestamento em larga escala realizada especificamente para conter a desertificação. Em andamento na África para evitar o avanço do Deserto do Saara e na China no entorno do Deserto de Gobi, trata-se de um projeto de desenvolvimento paisagístico, agrícola, econômico e social surgido em resposta ao aumento das temperaturas globais, à superexploração agrícola e ao manejo inadequado da terra. Ambas as iniciativas, atualmente em execução, são projetos interseccionais que envolvem governos de diferentes países, organizações da sociedade civil, além de voluntários/as individuais e grupos organizados, orientados pela proposta de uma resposta unificada aos problemas ambientais globais por meio da restauração da fauna e da flora. Trata-se de uma aplicação infraestrutural em larga escala do conceito de 'corredor verde' ou 'corredor ecológico': uma faixa linear de vegetação ou paisagem natural que conecta ecossistemas fragmentados e populações de vida selvagem separadas pelo desenvolvimento humano em escala continental.

África e China avançam com Grandes Muralhas Verdes como corredores continentais de vida selvagem - Imagen 1 de 4África e China avançam com Grandes Muralhas Verdes como corredores continentais de vida selvagem - Imagen 2 de 4África e China avançam com Grandes Muralhas Verdes como corredores continentais de vida selvagem - Imagen 3 de 4África e China avançam com Grandes Muralhas Verdes como corredores continentais de vida selvagem - Imagen 4 de 4África e China avançam com Grandes Muralhas Verdes como corredores continentais de vida selvagem - Mais Imagens+ 2

Teatro de Música do Rike Park em Tbilisi e torre residencial do CRA em Seul: Destaques da semana

Áudio disponível

Nesta semana na arquitetura, debates sobre a vida útil dos edifícios, a evolução das instituições culturais e o projeto responsivo ao clima destacaram como a prática contemporânea se estende cada vez mais para além do momento da construção. De discussões sobre demolição e reuso adaptativo a novos museus que integram paisagem e desempenho ambiental, os acontecimentos da semana refletem a mudança de prioridades em torno da permanência, da transformação e do valor público. Paralelamente a esses projetos, importantes anúncios institucionais, desde os finalistas do Prêmio RIBA Stirling até a eleição da nova liderança da UIA, oferecem um panorama das agendas arquitetônicas que moldam a profissão em diferentes escalas e geografias.

Teatro de Música do Rike Park em Tbilisi e torre residencial do CRA em Seul: Destaques da semana - Image 1 of 4Teatro de Música do Rike Park em Tbilisi e torre residencial do CRA em Seul: Destaques da semana - Image 2 of 4Teatro de Música do Rike Park em Tbilisi e torre residencial do CRA em Seul: Destaques da semana - Image 4 of 4Teatro de Música do Rike Park em Tbilisi e torre residencial do CRA em Seul: Destaques da semana - Image 3 of 4Teatro de Música do Rike Park em Tbilisi e torre residencial do CRA em Seul: Destaques da semana - Mais Imagens+ 2

Ao sul de tudo: arquitetura e presença territorial na Antártica

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

A Antártica não tem governo, população permanente ou economia. Além disso, desde 1959, não possui proprietário legalmente reconhecido, uma vez que o Tratado da Antártica congela qualquer reivindicação territorial no continente. No papel, isso faz da Antártica o que há de mais próximo na Terra de um verdadeiro bem comum. Na prática, cerca de trinta países operam atualmente mais de setenta estações de pesquisa por lá, várias delas a uma curta distância de voo umas das outras, e uma dessas estações conta com escola, capela, cemitério e um cartório de registro civil que já registrou onze nascimentos desde 1978.

Nada nessa arquitetura é acidental, e muito pouco se explica apenas pela ciência. Uma estação de pesquisa custa milhões de dólares para ser construída e abastecida em um dos lugares logisticamente mais hostis do planeta; um país não assume esse custo apenas para medir o ozônio atmosférico que poderia, em muitos casos, monitorar de um local mais próximo. O que uma estação faz, de fato, é marcar presença em um território onde isso é legalmente proibido.

Ao sul de tudo: arquitetura e presença territorial na Antártica - 1 的图像 4Ao sul de tudo: arquitetura e presença territorial na Antártica - 2 的图像 4Ao sul de tudo: arquitetura e presença territorial na Antártica - 3 的图像 4Ao sul de tudo: arquitetura e presença territorial na Antártica - 4 的图像 4Ao sul de tudo: arquitetura e presença territorial na Antártica - Mais Imagens+ 24

A edição de 2026 do Prêmio UIA 2030 reconhece projetos construídos que impulsionam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

Áudio disponível

Durante uma cerimônia realizada no Fórum Urbano Mundial (WUF) em Baku, Azerbaijão, em 20 de maio de 2026, a União Internacional de Arquitetos (UIA) e o ONU-Habitat anunciaram os/as vencedores/as do terceiro ciclo do Prêmio UIA 2030. O prêmio bienal reconhece projetos construídos que trazem contribuições significativas para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Arquitetos/as foram convidados/as a enviar projetos de arquitetura, paisagismo e desenho urbano que abordassem desafios ambientais, sociais e econômicos urgentes em seis categorias: gestão sustentável da água, promoção de ambientes de trabalho seguros, habitação adequada e acessível, planejamento eficiente e inclusivo, acesso a espaços verdes e públicos e resiliência climática.

O terceiro ciclo foi lançado em julho de 2025, e os finalistas regionais das cinco regiões globais da UIA foram anunciados em janeiro. Na etapa final, o júri selecionou os projetos vencedores, altamente recomendados e recomendados em cada categoria, reconhecendo trabalhos na China, Bangladesh, Índia, Tailândia, México, Peru, Colômbia, Espanha, Quênia, Marrocos e Estados Unidos.

A edição de 2026 do Prêmio UIA 2030 reconhece projetos construídos que impulsionam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU - Imagen 1 de 4A edição de 2026 do Prêmio UIA 2030 reconhece projetos construídos que impulsionam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU - Imagen 2 de 4A edição de 2026 do Prêmio UIA 2030 reconhece projetos construídos que impulsionam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU - Imagen 3 de 4A edição de 2026 do Prêmio UIA 2030 reconhece projetos construídos que impulsionam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU - Imagen 4 de 4A edição de 2026 do Prêmio UIA 2030 reconhece projetos construídos que impulsionam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU - Mais Imagens+ 119

A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar

Áudio disponível

A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas — a vida agora é bem-vinda nos edifícios, sob a ótica da inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições dos materiais. A diferença não é científica; diz respeito a quais formas de vida a arquitetura está disposta a aceitar e quais prefere eliminar.

O mofo não se limita a edifícios abandonados ou interiores mal conservados. Ele surge em residências, escolas, escritórios, estruturas históricas e novas construções, nos mais diversos climas e contextos. Isso torna difícil ignorá-lo como um problema menor ou isolado. Se o mofo continua voltando, o que ele nos diz sobre os ambientes que os edifícios criam?

A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar - Imagen 1 de 4A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar - Imagen 2 de 4A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar - Imagen 3 de 4A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar - Imagen 4 de 4A arquitetura do mofo: o que os edifícios não podem controlar - Mais Imagens+ 17

Modernismo Tropical Além da Estética: A Política da Sombra e do Ar

Áudio disponível

A imagem é familiar: uma fachada revestida com brise-soleil, a luz suavizada em uma sombra rendilhada, interiores mantidos resfriados sem o uso de máquinas. Apresenta-se como inteligência tornada visível, uma arquitetura que compreende o sol. No entanto, raramente essa imagem é examinada de perto. Os mesmos dispositivos que atenuam o calor também organizam o acesso, distribuem o conforto e dependem de formas específicas de trabalho. O que parece ser uma resposta climática é, na verdade, uma decisão sobre quem recebe alívio do calor, e de que forma. O modernismo tropical, frequentemente reduzido a uma linguagem visual de sombra e porosidade, revela-se, ao contrário, um conjunto de práticas situadas onde o clima, o trabalho e o poder são negociados de maneiras distintas em diferentes contextos.

Na escala do elemento, o modernismo tropical começa como um problema técnico. Em climas quentes, a radiação solar não é incidental, mas constante, exigindo que os edifícios façam a mediação da luz, do calor e do ar antes que estes atinjam o interior. Nomes da arquitetura como Maxwell Fry e Jane Drew abordaram essa questão com um nível de precisão que resiste a qualquer leitura decorativa desses elementos. Dispositivos de sombreamento são calibrados de acordo com os ângulos solares, a orientação e a variação sazonal. Os brises-soleils são dimensionados para bloquear o sol de ângulo alto ao mesmo tempo que admitem luz difusa; os beirais estendem-se o suficiente para evitar o ganho térmico direto nas horas de pico; as aberturas são alinhadas para favorecer a ventilação cruzada. Pesquisas de meados do século XX testaram exaustivamente essas estratégias, medindo reduções de temperatura e melhorias no fluxo de ar. Nesse sentido, a linguagem do modernismo tropical não é simbólica. Ela é performática: cada projeção, vazio e elemento vazado faz parte de um sistema ambiental.

Modernismo Tropical Além da Estética: A Política da Sombra e do Ar - Image 1 of 4Modernismo Tropical Além da Estética: A Política da Sombra e do Ar - Image 2 of 4Modernismo Tropical Além da Estética: A Política da Sombra e do Ar - Image 3 of 4Modernismo Tropical Além da Estética: A Política da Sombra e do Ar - Image 4 of 4Modernismo Tropical Além da Estética: A Política da Sombra e do Ar - Mais Imagens+ 7

Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede

Áudio disponível

A arquitetura é tradicionalmente registrada pela persistência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é invocada, ela costuma ser compreendida como um ato subtrativo — o afilamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. No entanto, existe uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material de construção não é o que ocupa o espaço, mas o que se move através dele.

Tratar o ar como um meio significa ir além do binarismo do envelope. A fronteira entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e se transforma, em contrapartida, em um campo de filtragem e pressão. Começamos a ver o edifício como uma válvula térmica, uma série de gradientes nos quais a umidade, a velocidade e o calor não são meras "condições" de fundo a serem mitigadas por sistemas mecânicos, mas as próprias substâncias que estão sendo moldadas.

Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 1 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 2 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 3 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Image 4 of 4Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede - Mais Imagens+ 6