
Estão abertas as inscrições para o processo de seleção 2024 dos candidatos ao Mestrado Profissional em Arquitetura Paisagística – MPAP-FAU-UFRJ.

Estão abertas as inscrições para o processo de seleção 2024 dos candidatos ao Mestrado Profissional em Arquitetura Paisagística – MPAP-FAU-UFRJ.

Localizado ao longo da orla de Manhattan do Rio East, o Freedom Plaza tem como objetivo criar um novo centro cívico e cultural, introduzindo um novo espaço aberto e verde em uma área densa, com planos para adicionar um Museu da Liberdade e Democracia no parque. Além disso, o projeto feito pelo BIG-Bjarke Ingels Group inclui unidades habitacionais acessíveis, dois hotéis, comércio e restaurantes. Desenvolvido pelo Soloviev Group e Mohegan, o empreendimento Freedom Plaza reimagina um dos maiores terrenos vagos de Manhattan, medindo 2,7 hectares, localizado ao sul da sede das Nações Unidas no bairro de Midtown East.

Após duas semanas de votação na 15º edição do Prêmio ArchDaily Building of the Year, nossas leitoras e leitores escolheram dentre cerca de 4.000 projetos os 75 finalistas nas 15 categorias. A premiação deste ano celebra o que há de melhor em design, inovação e sustentabilidade em todo o mundo, com a lista apresentando uma variedade excepcional de projetos que vão desde pequenas casas até centros culturais de ponta e espaços públicos inovadores.
O Prêmio ArchDaily Building of the Year é oferecido pela Dornbracht, conhecida internacionalmente por seus produtos para cozinhas e banheiros.

Como arquiteto paisagista, Dan Kiley contribuiu significativamente para o mundo do design, tendo trabalhado com arquitetos influentes como Louis Kahn, I.M. Pei e Eero Saarinen. Influenciado pelas paisagens atemporais de André Le Nôtre, a maioria de seus projetos é conhecida por sua maneira de mesclar grades e alamedas, encontrando um equilíbrio entre a beleza natural e a organizada.
Aberta em 18 de janeiro, a exposição "O Legado da Arquitetura Paisagística de Dan Kiley" é uma exibição fotográfica itinerante que homenageia um dos mais importantes arquitetos paisagistas modernistas. Curada pela The Cultural Landscape Foundation, a exposição tem como objetivo explorar e aumentar a conscientização sobre o profundo impacto do arquiteto. Apresentada no The Exhibition Space @ ABC Stone no Brooklyn, a mostra oferece uma jornada cativante por 27 projetos cuidadosamente selecionados de Dan Kiley.

O Prêmio Dinamarquês de Paisagismo 2023 foi concedido ao Jardim H.C. Andersen, projetado pela MASU Planning. O prêmio busca reconhecer trabalhos de arquitetura paisagística que servem de "inspiração" para a indústria. Situado na cidade dinamarquesa de Odense, o projeto vencedor deste ano foi elogiado propor a requalificação do centro da cidade, criando um espaço que se integra ao contexto existente.

Uma das instâncias mais radicais de transformação do espaço público aconteceu recentemente. Durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19, o espaço público se transformou em "um recurso médico, centro de distribuição, espaço de transbordamento, local de protesto e resistência, academia, centro para idosos, centro comunitário, creche, pátio escolar, boate, via de transporte, restaurante ao ar livre, shopping center, parquinho infantil, teatro aberto, espaço de música, refugio natural e um lugar de pertencimento, de 'sentir-se em casa'".

Locais bonitos com vistas incríveis ao longo das orlas de grandes cidades são frequentemente negligenciados devido aos vestígios industriais de uma economia passada baseada no transporte marítimo e manufatura. A transição desses setores econômicos e o potencial desses locais têm levado à adaptação desses espaços para uso público. Enquanto algumas cidades optaram por demolir e começar completamente do zero, a transformação do Brooklyn Bridge Park na orla marítima da cidade de Nova York incluiu a preservação de parte de seu caráter industrial. No livro "Brooklyn Bridge Park", os arquitetos do escritório Michael Van Valkenburgh Associates discutem seu processo projetual que incorporou a materialidade e as estruturas existentes dos píeres para contar a história do lugar.

A firma Skidmore, Owings & Merrill (SOM) concluiu as obras de restauração da Lever House, um dos marcos modernistas de Nova York. O edifício foi concluído em 1952, seguindo o projeto da SOM. Na época, o crítico de arquitetura Reyner Banham disse que o edifício "deu expressão arquitetônica a uma época no exato momento em que ela estava nascendo". Desde então, a SOM tem se comprometido em fazer visitas técnicas ao edifício e, mais recentemente, garantir que as obras de restauração preservassem sua imagem original sem comprometer padrões contemporâneos de desempenho.

Rodovias, em seu estado inanimado, não podem ser racistas. No entanto, as forças que as criaram e as consequências de sua localização estão profundamente ligadas à questão racial. Deborah Archer, professora de direito e advogada de direitos civis, aprofunda essa noção: "As rodovias foram construídas através e ao redor de comunidades negras para solidificar a desigualdade racial e proteger espaços e privilégios brancos."
No novo livro, Justice and the Interstates: The Racist Truth About Urban Highways, os editores Ryan Reft, Amanda Phillips du Lucas e Rebecca Retzlaff exploram a injustiça racial e o sistema de rodovias interestaduais. Eles reúnem ensaios que abordam o deslocamento causado pelas rodovias interestaduais. O livro surgiu a partir de uma série de artigos na Metropole, uma publicação da Urban History Association.

Em setembro deste ano, a cidade de Nova York vivenciou uma tempestade severa que inundou suas ruas com mais de 177 mm de água em menos de 24 horas, causando o fechamento de várias ruas, a inundação de carros e o bloqueio de ônibus. Esse evento destacou novamente a incapacidade da antiga infraestrutura da cidade de lidar com chuvas torrenciais. À medida que as mudanças climáticas se intensificam, os especialistas alertam que esses eventos se tornarão cada vez mais frequentes. Essa vulnerabilidade é especialmente preocupante em áreas urbanas densamente ocupadas, como a cidade de Nova York, onde os riscos de inundação aumentam devido à grande quantidade de superfícies impermeáveis.

No dinâmico cenário do desenvolvimento urbano contemporâneo, a arquitetura pública é uma força essencial na reformulação das cidades. Na verdade, esse elemento de regeneração urbana pode recuperar economias e reativar áreas comerciais. Nessa era de mudanças, as cidades da China se transformaram em centros financeiros, atraindo empresas e arquitetos de renome mundial que estão redefinindo esses horizontes. Por sua vez, essas metrópoles se tornam reflexos da inovação e de um estilo de vida do futuro.
As cidades da China se tornaram centros de modernidade como resultado de sua explosiva proeminência na economia mundial. As cidades se tornaram ímãs para maravilhas arquitetônicas que vão além da simples funcionalidade, desde a reinvenção incessante de Xangai até o renascimento cultural de Pequim. Bem como, o inegável surgimento de Shenzhen como um centro global de tecnologia, pesquisa, fabricação, negócios, economia, finanças, turismo e transporte, com o Porto de Shenzhen, o quarto porto de contêineres mais movimentado do mundo. Em geral, essas cidades são uma porta de entrada crucial para a compreensão da dinâmica de desenvolvimento em ambientes metropolitanos.

O arquiteto paisagista de Pequim, Kongjian Yu, foi anunciado pela Cultural Landscape Foundation como o vencedor do Prêmio Internacional de Arquitetura Paisagística Cornelia Hahn Oberlander 2023 (Prêmio Oberlander). Kongjian Yu ganhou reconhecimento internacional por seu conceito de "cidades esponja", uma medida para lidar e prevenir inundações urbanas no contexto das mudanças climáticas aceleradas. O conceito foi adotado como política nacional na China em 2013, priorizando infraestruturas de grande escala baseadas na natureza, como zonas úmidas, corredores verdes, parques, proteção de árvores e bosques, jardins de chuva, telhados verdes, pavimentos permeáveis e biovaletas.
Yu foi selecionado pelo júri internacional do Prêmio Oberlander, que o reconheceu como "uma força para mudanças progressivas na arquitetura paisagística ao redor do mundo". Organizado bienalmente, o prêmio tem como objetivo reconhecer e dar visibilidade à arquitetura paisagística e às formas como ela pode abordar questões relacionadas às mudanças climáticas e à sustentabilidade.

O recém-revitalizado Tom Lee Park, projetado pelo Studio Gang e pela SCAPE Architects, foi reaberto ao público recentemente. Localizado na orla do Rio Mississippi, no centro de Memphis, o parque de 12 hectares é o destaque da orla fluvial da cidade. Tratado como uma zona essencial incluída no plano diretor do Studio Gang para a região, o projeto servirá como um modelo de ecologia natural restaurada em parques urbanos.

O ensaio a seguir é um trecho de "Architectural Botany: A Conversation with William Balée on Constructed Forests", o oitavo capítulo de “Environmental Histories of Architecture”, um livro de acesso gratuito publicado pelo Canadian Centre For Architecture. A publicação completa está disponível aqui: https://www.librarystack.org/environmental-histories-of-architecture/
No início da década de 1980, enquanto trabalhava com o povo Ka'apor, na região leste da Amazônia, o botânico norte-americano William Balée, naquela época um jovem pesquisador, deparou-se pela primeira vez com o que os Ka'apor chamam de taper, isto é, um tipo específico de formação florestal que reconhecem como sendo “plantada” por seus ancestrais:

A arquitetura paisagística está vivendo um momento especial. Recentemente, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos decidiu credenciar o campo de atuação com a prestigiosa designação STEM. Como parte das disciplinas educacionais de ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) que se enquadram nessa categoria, os estudantes de arquitetura paisagística agora podem passar 24 meses procurando emprego em um período de treinamento, além dos 12 meses garantidos a qualquer recém-graduado de qualquer curso. O título também promete mais prestígio para os formandos, salários iniciais mais altos e maior flexibilidade de carreira. Torey Carter-Conneen, CEO da American Society of Landscape Architects (ASLA), entende a iniciativa como um avanço significativo para a "educação e prática da arquitetura paisagística, e isso é ótimo para a América e para a comunidade global".
A notícia corresponde a uma ênfase crescente na arquitetura paisagística como disciplina fundamental em todo o mundo nos últimos anos - uma prática intimamente ligada às noções de saúde pública, paisagismo, biofilia, sustentabilidade e rewilding ou restauração ecológica. Ela também destaca a relação íntima entre tecnologia e paisagismo. As propostas paisagísticas cada vez mais dependem da ciência e tecnologia avançadas para prever como as intervenções ecológicas podem alterar um terreno existente e determinar quais medidas produzirão o maior benefício tanto para os seres humanos quanto para a natureza em geral. O ideal contemporâneo de prados selvagens e florestas biodiversas pode existir livre de influências externas, mas o caminho para chegar lá a partir de um ponto de partida urbano requer assistência.

É fácil se sentir perdido e ansioso em um ambiente novo. Mesmo com a qualidade dos aplicativos de mapas via satélite, ainda nos estressamos quando nosso mapa mental do lugar onde estamos falha.
Enquanto os mapas digitais nos ajudam a encontrar a rota mais rápida pelas ruas, quando nossa necessidade de direção é mais urgente — como encontrar o departamento certo em um vasto campus hospitalar, o alívio de um banheiro em um aeroporto ou a plataforma certa 30 segundos antes do trem partir — mesmo com a tecnologia IPS inovadora, as interfaces digitais ainda ficam em segundo plano em relação às placas bem posicionadas ou outras soluções mais intuitivas.

O escritório Henning Larsen acaba de divulgar o projeto da nova sede e terminal de balsas da Smyril Line em Torshavn, a capital das Ilhas Faroe. O edifício rende homenagem aos tradicionais barcos de pesca locais e ao histórico porto oriental, ao mesmo tempo em que envolve o pitoresco cenário natural. A nova sede terá três funções principais, sendo ao mesmo tempo um terminal de balsas, um edifício de escritórios e um centro logístico.