Seja para um momento de pausa, descontração ou até mesmo para um wifi gratuito, as cafeterias costumam abrigar uma série de situações que envolvem mais que apreciar uma xícara de café. Um lugar tranquilo e agradável, que além de tudo ofereça uma boa bebida quente, é um grande atrativo para quem busca por uma cafeteria para passar algumas horas.
Nesse sentido, um projeto paisagístico que integre o verde a estes ambientes pode aumentar significativamente o conforto dos clientes, ao amenizar temperaturas e oferecer uma barreira contra a poluição atmosférica, sonora e visual. Além disso, após as restrições impostas pela pandemia de Covid-19, espaços abertos, com ventilação natural e jardins passaram a ser prioridades para muitos projetos, inclusive cafeterias.
Como ponto de partida para projetos de arquitetura, o terreno e a sua topografia apontam os direcionamentos que a distribuição do programa poderá seguir. Entre elas, uma solução se destaca pela continuidade entre a topografia e a arquitetura, a partir do rebaixamento do nível da construção e avanço do terreno sobre a cobertura. A partir deste teto jardim criado com as mesmas características do entorno, o resultado causa a impressão de uma intervenção quase inexistente.
A incorporação do terreno como elemento arquitetônico retoma, de certa maneira, o conceito das cavernas, reforçando uma ideia de abrigo e acolhimento a partir de um híbrido entre a configuração inicial e natural e a intervenção arquitetônica.
Cuidar de uma planta nem sempre é fácil, tem espécies que precisam ser regadas diariamente, já outras que podem passar por uma temporada maior sem qualquer contato com a água. Ao buscar por essas últimas, é possível criar um paisagismo que diminui consideravelmente a manutenção - incluindo a quantidade de podas e regas, por exemplo - e o consumo de água, facilitando a existência do verde sem grandes dores de cabeça: um jardim seco.
Uma das primeiras decisões a serem tomadas durante o processo de projeto de uma habitação é onde ela será implantada no terreno. Seja um lote grande ou pequeno, a implantação de uma casa impacta tanto a arquitetura da própria construção quanto sua relação de vizinhança, e por isso deve ser pensada e projetada com cuidado.
As vantagens de uma casa pátio são bastante conhecidas. Além de trazer contato mais próximo com o exterior desde o interior, ela aprimora significativamente o conforto ao brindar mais iluminação e ventilação naturais. Essa tipologia atravessa o tempo sendo reinventada a partir de diferentes formas de pensar não apenas a sua arquitetura, mas também o paisagismo de sua área externa. Sendo assim, reunimos distintas formas de pensar o jardim e outros elementos que podem constituir esse espaço.
A circulação vertical pode ser apenas uma das funções de uma escada. Sempre ocupando um tamanho razoável, esse elemento pode servir para trazer alguns outros usos ao ser pensado de forma mais integrada com todo o espaço, brindando espaços de estar, depósito e também um maior apelo estético. Por isso, reunimos algumas ideias de como ocupar as áreas ao redor de uma escada em diferentes projetos: da escala do lar à industrial.
Muito além de suas características decorativas, o paisagismo traz consigo questões biológicas e culturais que precisam ser trabalhadas nos projetos. O que se vê em grande parte dos jardins públicos, residenciais, condominiais, comerciais e empresariais, porém, é uma série de abordagens que distanciam o paisagismo de todos seus atributos, reduzindo-o a uma camada decorativa na construção. A seguir, reunimos estratégias para se esquivar dos principais problemas do projeto paisagístico, juntando a estética com suas possibilidades ambientais e culturais.
Nas geografias de encostas e em conjunto com fatores como a precipitação e o excesso de água que promovem o escoamento superficial, produz-se uma série de impactos que levam a processos de perda de solo, água, nutrientes e sementes, com a consequente redução da produtividade agrícola (Posthumus, 2005). Nos contextos montanhosos andinos, esta situação se agrava pela variabilidade e escassez de água, assim como pela dificuldade de retenção da mesma (Canziani, 2007). Diante desses desafios, foram surgindo transformações e modificações territoriais conhecidas como andenes e terraços, que constituem uma das mais antigas práticas infra-estruturais de conservação e manejo hidrológico e do solo. Sua presença física, uso produtivo e importância cultural ainda estão presentes em muitas partes do mundo.
Da diminuição da temperatura local à melhoria da qualidade do ar, são inúmeros os benefícios da arborização nos centros urbanos. Somando vantagens sociais, ambientais e até econômicas, a arborização urbana, em especial do passeio público, é fundamental para qualidade de vida dos cidadãos, mas precisa ser definida e projetada com cuidado, combinando as demandas urbanas com as necessidades biológicas.
Place de la Fontaine, Lagny-sur-Marne, França. Foto de Pascal Bernardon, via Unsplash
Fruto direto do aquecimento global, o fenômeno das ondas de calor tem se mostrado mais avassalador e frequente a cada novo verão. A mais recente delas irrompe há dias na Europa, com agravamento nos países da região oeste, a exemplo de Bélgica e Reino Unido. O derretimento da superfície da pista de aterrissagem do Aeroporto de Luton e os incêndios causados na vila de Wennington, em Londres, e em Calatayud, no sudoeste da Espanha, são alguns dos episódios que ajudam a entender os contornos críticos do problema.
Celebrando seus 35 anos, esta edição da CasaCor reúne projetos de 68 renomados profissionais distribuídos em mais de 10mil m² dentro do ícone do modernismo paulistano, o Conjunto Nacional. Sob o tema “Infinito Particular”, a mostra desse ano se concentra no acúmulo temporal, na história contada e que contamos sobre nós mesmos. Nesse universo de formas de habitar o mundo, e dos rastros que deixamos ao nosso redor, desde a gordura dos dedos nas paredes até a poeira que trazemos na sola de nossos sapatos, estamos sempre buscando algo que é só nosso, inesgotavelmente próprio.
A maior e mais completa mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas, esta edição comemorativa dos 35 anos da CASACOR São Paulo leva criatividade e inovação ao coração da cidade. O Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, importante edifício moderno do arquiteto David Libeskind, foi escolhido para sediar o evento, e será mais um grande protagonista dessa grande celebração.
O design biofílico é capaz de melhorar o bem-estar dos usuários de um espaço a partir da reconexão com a natureza. Quando essa prática é colocada em escritórios e ateliês, essa propriedade se traduz em muitos benefícios. Afinal, além das qualidades emocionais que a vegetação pode trazer, ela tem a capacidade de filtrar ruídos, iluminação e permitir um clima mais ameno, resultando na produtividade da equipe e em serviços mais otimizados.
De papel relevante na composição espacial, as escadas podem gerar dinamismo no espaço e trazer o movimento do corpo para a arquitetura. Em alguns projetos, elas ganham um destaque ainda maior ao serem acompanhadas por um desenho paisagístico, que traz o verde para os interiores e transforma o modo como percebemos o espaço ao mesmo tempo que brinda diversas vantagens para o usuário.
O que pode vir a ser paisagismo sustentável no Brasil? O que é realmente importante em nossa realidade ambiental? Com linguagem acessível e baseado em ciência e prática, esse livro procura compreender o passado e o presente e pensar o futuro, buscando caminhos para essas respostas. Escrita ao longo de sete anos, é uma obra para profissionais, amadores e interessados no tema.
Em tempos marcados pelo isolamento, muito se tem discutido sobre a importância da vegetação nos espaços internos como forma de nutrir a fundamental relação com a natureza. Presentes tanto em residências quanto em espaços comerciais, esses resquícios verdes auxiliam no bem-estar e conforto emocional dos ocupantes.
Além da relação psicológica, um jardim interno bem projetado e posicionado pode ajudar também na purificação do ar e no conforto térmico do ambiente. Para tanto, se deve levar em consideração alguns fatores como orientação solar, ventilação e, claro, escolha adequada das espécies que melhor se adaptam ao clima onde serão inseridas.
O que ações desenvolvidas no Rio de Janeiro nos anos 1800, na Dinamarca nos anos 1850, na Costa Rica em 1970 ou na Etiópia nos anos 2000 têm em comum? Em todos esses casos, projetos pioneiros de restauração florestal permitiram recuperar milhares de hectares de florestas, protegendo animais, nascentes e retirando carbono da atmosfera.
https://www.archdaily.com.br/pt/982971/wri-lanca-ferramenta-para-identificar-fatores-de-recuperacao-de-paisagensLuciana Alves e Julio Alves