A origem dos pátios internos é antiga. Eles serviam como uma forma de abrigo, segurança e proteção e, ao mesmo tempo, visavam o conforto e o bem-estar internos por meio da inserção de elementos externos. Nas habitações contemporâneas, há uma ampla gama de usos e atividades que promovem a relação entre o ambiente interno e o exterior e, ao mesmo tempo, incorporam noções de eficiência energética, regulação térmica, ventilação e iluminação naturais, entre outras.
Children's Learning Center, Mas-in Village / Native Narrative. Image
Desde as primeiras civilizações, a natureza tem sido um pilar fundamental para servir a humanidade como um habitat natural, oferecendo abrigo, alimentos e outros recursos. Nos tempos modernos, as revoluções industriais e tecnológicas tomaram conta da paisagem, remodelando a forma como os humanos interagem com a natureza. No entanto, hoje, e devido aos eventos que experimentamos enquanto sociedade, é cada vez mais necessário focar na criação de cidades e espaços que integrem a natureza à vida cotidiana
Jardín Nativo Adriana Hoffmann, Museo Interactivo Mirador (MIM) en Santiago de Chile. Image Cortesía de Bosko
Durante o século XIX, os esforços para melhorar a qualidade da vida urbana se concentraram na criação de jardins e parques, iniciando assim a evolução do paisagismo como a disciplina moderna que conhecemos hoje. No entanto, embora existam exemplos notáveis em todo o mundo, estruturas excessivas e a artificialidade dos jardins urbanos foram contra as motivações que lhes deram origem. Em muitos casos, seu design resultou em espaços públicos descontextualizados e ineficientes, altamente exigentes em recursos e afastados da verdadeira sustentabilidade.
O uso estrito da geometria e a imposição de espécies difíceis de adaptar e cuidar estão gradualmente dando lugar a uma abordagem mais orgânica ao paisagismo, adaptada aos ecossistemas locais e mais eficiente em seu desenvolvimento e conservação. As florestas nativas incorporam todos esses aspectos positivos. Elas não apenas restauram ecologicamente as áreas degradadas, mas também melhoram a qualidade do ar e mantêm a água da chuva, criando espaços verdes com biodiversidade que conectam profundamente as pessoas à natureza. Conversamos com Magdalena Valdés, fundadora e diretora do Bosko, que explica por que as florestas nativas são o caminho certo para o paisagismo consciente e verdadeiramente ecológico.
Rutas Naturbanas (San José, Costa Rica. 2015 – 2020). Créditos: Fundación Rutas Naturbanas - Federico Cartín. Imagem Cortesia de Jeannette Sordi
Os corredores ecológicos, ou corredores de biodiversidade, são grandes porções de terra que recebem ações coordenadas, cujo objetivo é a proteção da diversidade biológica. Segundo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), eles envolvem o fortalecimento e a conexão de áreas protegidas dentro do corredor, incentivando usos de baixo impacto ao implementar uma alternativa mais abrangente, decentralizada e participativa de conservação.
Uma planta faz toda a diferença. Sua cor e textura, seus movimentos, o celebrar de seu florescer. O verde no interior dos lares brinda diversos benefícios. No entanto, além de saber quais espécies são mais fáceis de cultivar, buscar por formas mais eficazes para compor elas com o ambiente pode aprimorar a experiência espacial. Por isso, apontamos aqui algumas dicas na hora de colocar os vasos e jardineiras espalhados (ou não) pela casa.
Criar a paisagem que dialoga com a arquitetura a partir de elementos naturais que podem compor com o espaço. A junção de diferentes texturas, materiais e espécies. Conceber a harmonia entre o tempo da natureza e o da construção. São diversas as frases possíveis para tentar resumir um projeto de paisagismo, que a partir de seus desenhos, referências e conceitos, é fundamental não apenas para trazer mais beleza aos lugares, mas também conforto e qualidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/994515/os-melhores-projetos-brasileiros-de-paisagismo-de-2022ArchDaily Team
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Casa Puente / Francisco Biskupovic. Screenshot de video Los Ríos Territorio Arquitectura #002 - En el Paisaje y con el Paisaje. Image Cortesía de Los Ríos Territorio Arquitectura
"Los Ríos Territorio Arquitectura" é um programa que busca valorizar a arquitetura da XIV região do Chile, Los Rios, ao mesmo tempo em que torna visível o trabalho dos arquitetos desse território através de três episódios que reúnem entrevistas com 15 profissionais e 22 locações diferentes.
https://www.archdaily.com.br/pt/994948/arquitetura-na-regiao-de-los-rios-paisagem-patrimonio-e-construcao-localFernando Costa
Os espaços públicos não refletem apenas as aspirações de uma sociedade. Também configuram os cenários nos quais podem surgir novas ideias de convivência e do coletivo a partir de suas qualidades. Pensar as ruas, praças, parques e até mesmo a natureza, é um modo de lidar com ideais comuns e garantir a dinâmica social presente na relação entre os corpos e o ambiente.
Qualquer ambiente fica mais aconchegante com uma planta. Não é preciso ter uma grande sacada para cultivá-las, muitas espécies se desenvolvem bem na sala, cozinha e até banheiro, com pouca manutenção e não ocupando muito espaço. Os vasos e cachepôs onde se desenvolvem são uma boa aposta na composição de ambientes bem decorados. As flores acrescentam cor e diversidade para todos os ambientes, mas vale lembrar que as espécies que não produzem flores realizam menos fotossíntese e, portanto, exigem quantidades menores de sol e portanto são mais indicadas para serem cultivadas dentro de casa. Importante ressaltar que os nomes populares podem variar muito, e por isso deve-se atentar sempre para seus nomes científicos na hora de escolher suas espécies.
O verão está chegando e com ele a vontade de estar ao ar livre. Nos grandes centros urbanos, as casas raramente possuem um grande quintal ou pátio para criar uma área de lazer ou estar. Em sua maioria, são áreas reduzidas. Por isso, reunimos aqui alguns exemplos que souberam ocupar esses espaços para trazer uma maior conexão entre interior e exterior, mas também mais conforto para seus usuários.
Os recuos laterais configuram a distância que deve haver entre a construção e o limite lateral do terreno. Planos diretores, código de obras ou leis de zoneamento determinam o afastamento mínimo que deve ser obedecido para garantir que a construção usufrua de uma melhor aeração, insolação e permeabilidade. Embora esse recurso traga diversas qualidades para o ambiente construído, muitas pessoas não sabem como aproveitar o espaço dado pelo recuo e, muitas vezes, ele se torna apenas um corredor de passagem.
Banco Safra S.A._Edificio Sede. Recorte do desenho original. Acervo Instituto Burle Marx
O Centro Cultural Fiesp (CCF) recebe até fevereiro de 2023 a exposição Paisagem construída: São Paulo e Burle Marx, com curadoria de Guilherme Wisnik, Helena Severo e Isabela Ono. Dividida em três eixos principais, a mostra conta com acervo do Instituto Burle Marx, e traz ênfase para projetos de ecologia urbana pensados por Roberto Burle Marx (1909-1994) e seus colaboradores na cidade de São Paulo, um diálogo entre seus projetos e arquitetos renomados, como Rino Levi e Paulo Mendes da Rocha, além de propostas inéditas, não executadas, para espaços públicos da cidade, como o Parque Trianon, o Parque Ibirapuera, o Vale do Anhangabaú e a Praça da Sé. A mostra ressalta o ativismo ambiental e pioneirismo na defesa da preservação dos biomas sul-americanos com o pensamento de projetos sobre cidades verdes.
https://www.archdaily.com.br/pt/991467/exposicao-sobre-roberto-burle-marx-aborda-ecologia-urbana-e-traz-projetos-em-sao-pauloArchDaily Team
O paisagismo de interiores acontece das mais variadas formas, afinal, trazer o verde para os ambientes internos tem demonstrado diversos fatores benéficos para a qualidade do espaço e seus usuários. Salas e escritórios normalmente possuem um espaço dedicado para as plantas, mas isso nem sempre acontece com os banheiros. Por isso, elencamos alguns modos de levar a vegetação para este espaço muitas vezes subestimado.
O Festival Internacional de Jardins do Canadá está lançando uma chamada de propostas para sua 24ª edição, a ser realizada em junho de 2023. Amantes de jardinagem e land art podem se candidatar – os projetos selecionados vão integrar os jardins temporários do Les Jardins de Métis, também conhecidos em inglês como Reford Gardens.
Em 2021, mais de 60 mil visitantes percorreram 25 instalações de jardim cujo tema era “adaptação” em referência à pandemia. Passado o período de maior contágio da Covid-19, o festival retorna com o tema “raízes” e busca valorizar o conhecimento tradicional. Os designers são convidados a imaginar um presente e um futuro ecologicamente, economicamente e culturalmente responsáveis, a partir dos ensinamentos das gerações passadas.
Durante um longo período os automóveis foram os maiores protagonistas das grandes cidades. O resultado dessa priorização são territórios ocupados majoritariamente por rodovias, pouco convidativos para as pessoas. Nos últimos anos, contudo, muitas cidades passaram por transformações em seu território, buscando transformar também a relação com os automóveis e priorizar o pedestre e a escala humana.
A orla da Zona Sul - Divulgação. Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro
A cidade do Rio de Janeiro teve sua paisagem edificada, ao longo dos seus 457 anos, de diversas formas. Nos primeiros séculos se consolidou no entorno da Rua Direita, atual rua Primeiro de Março, basicamente com casarios de dois pavimentos, normalmente com seu térreo formado por uma porta e duas janelas — isso decorria da medida da época, a braça, e os seus lotes que costumavam ter três braças (cada braça equivale a 2,2 metros). O perfil fundiário carioca sempre foi um indutor da forma urbana e o lote português, com testada pequena e muito comprido, marcou uma época da nossa cidade e é uma marca do desenvolvimento da cidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/989220/a-paisagem-urbana-e-a-matematica-da-cidadePedro Duarte e Rogerio Goldfeld Cardeman
O paisagismo é um componente fundamental em diversos tipos de projeto, sobretudo para pensar a integração das edificações com seus entornos e estabelecer articulações entre ambientes. O uso da vegetação confere diversas qualidades aos espaços, e apesar de figurar mais usualmente nas partes externas, o uso de jardins internos pode ser um fator de transformação total na atmosfera dos projetos.
A importância do contato com a natureza é tema de diversos estudos. Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard aponta que morar perto de bosques, parques e jardins está associado a um menor risco no desenvolvimento de doenças renais e respiratórias, além de reduzir a depressão. Porém, quem vive em grandes centros urbanos, nem sempre consegue suprir esta falta, seja pela falta de parques, de tempo ou mesmo pela distância da área verde mais próxima. Em tais casos, uma alternativa é levar a natureza para dentro de casa, apostando no poder das plantas como parte integrante da decoração.