O 18° Encontro Nacional de Ensino de Paisagismo nas Escolas de Arquitetura e Urbanismo no Brasil (Enepea) será realizado entre os dias 11 e 14 de agosto de 2026 em Belo Horizonte, Minas Gerais. O evento científico mais tradicional e consolidado da área da arquitetura da paisagem reunirá pesquisadores, professores, profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação de todo país em quatro dias de palestras, oficinas, minicursos, workshops e visitas técnicas.
Your greenhouse is your living room. Office for Roundtable e JXY Studio. Leyuan Li. Image Cortesia de Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo
Entre 18 de setembro e 19 de outubro de 2025, a 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, organizada pelo IABsp, ocupará o Pavilhão da Oca, no Parque Ibirapuera, para discutir como a arquitetura, o urbanismo, o design e o paisagismo podem enfrentar as mudanças climáticas e os eventos extremos.
O conceito curatorial parte do entendimento que vivemos em tempos de extremos, exigindo soluções radicais e inovadoras. Nos quatro pisos da Oca, os curadores propõem reunir ciência e inovação, saberes tradicionais, práticas cotidianas, propostas de mercado e ações do Estado, afirmando que o desafio climático deve ser enfrentado por toda a sociedade.
A SAU - Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo é um evento feito por estudantes para estudantes. Ela tem como princípio levar e agregar conhecimento para aqueles interessados em arquitetura. Ocorre anualmente na UFF de Niterói, campus Praia Vermelha, com várias oficinas e palestras voltadas para um eixo temático da Semana.
A Semana Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo é um evento anual organizado por alunos e para alunos, com objetivo de agregar novos conhecimentos e experiências para todos os estudantes da área. Ele ocorre no Centro Universitário Católica de Santa Catarina em Joinville e conta com um público de cerca de 150 pessoas por dia de evento.
Para o desfile masculino outono/inverno da Prada em 2024, a AMO concebeu um ambiente inspirado em dois elementos contrastantes da vida moderna: os interiores de escritórios e a paisagem natural. Ao transformar mais uma vez o espaço do Deposito Hall da Fundação Prada em Milão, os designers optaram por criar uma imagem marcante a partir de elementos aparentemente opostos: fileiras de cadeiras de escritório iluminadas pelo brilho branco das luzes LED, sobre uma paisagem pastoral com caminhos sinuosos e ampla vegetação. O projeto visa evidenciar a dicotomia entre os instintos naturais e o ambiente característico da vida moderna.
Em 1993, um jovem casal com dois filhos pequenos e um amplo terreno nos arredores de Naarden, cidade a menos de meia hora de carro a sudeste de Amsterdã, contratou Ben van Berkel para projetar uma casa incomum. Eles buscavam algo progressista e inovador em todos os aspectos. Mais do que isso, queriam um tipo de construção "que fosse reconhecida como referência na renovação da linguagem arquitetônica". Antes de optarem pelo arquiteto, conversaram com diversos profissionais, incluindo Rem Koolhaas. Optaram por van Berkel, que, cinco anos antes, havia fundado seu escritório em conjunto com sua então esposa, Caroline Bos. "Visitei o local e o estudei cuidadosamente, já tinha ideias sobre o que chamei de quatro quadrantes da paisagem. Sabia que tipo de casa seria. Podia ver claramente onde ficariam os diferentes cômodos, como seriam formados e como se relacionariam entre si", comenta o arquiteto.
O casal não resistiu. Porém, não houve pressa no projeto, que levou cinco anos para ser concluído, sendo que a maior parte do tempo foi investida em seu projeto, passando por muitas iterações e refinamentos, todos inspirados no conceito da fita de Möbius.
Um dos principais temas do ano passado está no resgate do vínculo entre o ser humano e a natureza - ou a compreensão de que não estamos separados dela. Estratégias como a biofilia, biomimética e as aproximações ao olhar de técnicas vernaculares e ancestrais demonstram que trazer elementos naturais para a arquitetura deixou de ser apenas um ato compositivo e passou a influenciar em diversas questões comportamentais e de saúde. Assim, o paisagismo vai além da mera estética, transformando quintais, jardins e espaços externos em extensões funcionais e terapêuticas dos lares.
https://www.archdaily.com.br/br/1012234/os-melhores-projetos-brasileiros-de-paisagismo-residencial-em-2023ArchDaily Team
Cortesia de Danish Landscape Award | H.C. Andersen Garden
O Prêmio Dinamarquês de Paisagismo 2023 foi concedido ao Jardim H.C. Andersen, projetado pela MASU Planning. O prêmio busca reconhecer trabalhos de arquitetura paisagística que servem de "inspiração" para a indústria. Situado na cidade dinamarquesa de Odense, o projeto vencedor deste ano foi elogiado propor a requalificação do centro da cidade, criando um espaço que se integra ao contexto existente.
O BIG divulgou recentemente o projeto da cidade de Gelephu, um masterplan que se inspira na cultura do Butão, seus princípios de felicidade e seu patrimônio espiritual. Durante o 116º Dia Nacional do Butão, o Rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck apresentou os projetos para o futuro centro econômico do país. Desenvolvido em colaboração com a Arup e a Cistri, o plano adere aos padrões sustentáveis do primeiro país do mundo a apresentar índices negativos de emissão de carbono.
Segundo um estudo feito pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 2020, foram catalogadas no território brasileiro mais de 46 mil espécies nativas, sendo que praticamente a metade delas são endêmicas, ou seja, ocorrem exclusivamente no Brasil e em nenhum outro lugar do mundo de forma natural. Um número exorbitante que reflete a diversidade da flora encontrada no país.
A interseção entre a neurociência, a arquitetura e o paisagismo tem desencadeado uma revolução criativa no modo como projetamos ambientes construídos. A neuroarquitetura, um campo emergente que funde princípios neurocientíficos com design arquitetônico, tem destacado a influência profunda que os espaços físicos exercem sobre nossas emoções, comportamentos e bem-estar geral. Dentro desse contexto, os jardins sensoriais se destacam como espaços potencialmente terapêuticos, explorando a interação única entre o cérebro humano e a natureza.
Trecho inicial da Wild Mile. Foto: Colin Boyle / Wild Mile
O projeto Wild Mile é uma iniciativa ambiciosa da organização sem fins lucrativos Urban Rivers, que visa recuperar um trecho de 1,5 km do rio Chicago, nos Estados Unidos. O projeto envolve a criação de um oásis urbano vibrante e sustentável com calçadões e jardins flutuantes.
Desde a inauguração de sua primeira seção em julho de 2023, o Wild Mile já atraiu mais de 30.000 visitantes, incluindo moradores locais, programas educacionais e eventos especiais. Os líderes da Urban Rivers expressam seu orgulho das conquistas do projeto, destacando a transformação de um trecho do rio antes negligenciado em um espaço público próspero tanto para a vida selvagem quanto para as pessoas.
https://www.archdaily.com.br/br/1011072/jardins-flutuantes-estao-transformando-o-rio-chicagoMayra Rosa
Minghu Park / Turenscape. Foto cortesia de Turenscape
Uma área alagada que oferece uma capacidade incrível de armazenar carbono. Essa poderia ser uma excelente síntese para descrever os peatlands (as turfeiras, em português). Esse ecossistema pode ser encontrado praticamente em todas as zonas climáticas do mundo e é muito mais do que essa breve descrição, desempenhando um papel importante na mitigação da crise climática. Mas o que é e como podemos usá-lo de forma responsável?
Toda primeira segunda-feira de outubro, celebramos o Dia Mundial da Arquitetura e o Dia Mundial do Habitat, datas que servem como um lembrete para a comunidade global de sua responsabilidade coletiva pelo bem-estar do ambiente construído. Esta edição, assim como nos anos anteriores, lança luz sobre o campo da arquitetura e os desafios enfrentados por nossas cidades, introduzindo novos temas, contemplando o estado de nossas áreas urbanas e propondo estratégias construtivas.
Uma vez que as economias urbanas enfrentaram dificuldades significativas este ano, o Dia Mundial do Habitat promovido pela ONU concentra-se em no tema Economias Urbanas Resilientes: cidades como impulsionadoras do crescimento e da recuperação. Lançando o Outubro Urbano, este evento busca reunir diversos atores para deliberar políticas que ajudem as cidades a se recuperarem após os impactos econômicos duplos causados pela pandemia de Covid-19 e conflitos em todo o mundo. Alinhado a esse conceito, o Dia Mundial da Arquitetura, criado pela UIA em 1985, foca em Arquitetura para Comunidades Resilientes, enfatizando o papel e o dever da arquitetura em promover a existência próspera entre comunidades, ao mesmo tempo em que inicia um diálogo global sobre a interconexão das regiões urbanas e rurais dentro de cada país.