Na última quinta-feira, 14 de setembro, foi inaugurada a primeira etapa do Parque Mapocho Rio, em Santiago. Trata-se de um projeto do Ministério da Habitação e Urbanismo que se posiciona como uma das mais importantes obras urbanas da Região Metropolitana. Esta etapa tem um total de 52 hectares e 9 quilômetros de extensão.
Ambientes saudáveis e visualmente atraentes se tornaram alvo de um interesse renovado quando se trata de projetar casas e espaços residenciais, especialmente no contexto global atual. Um modo de alcançar isso é por meio de um cuidadoso projeto paisagístico que complemente a arquitetura. A arte do paisagismo é o arranjo de elementos da natureza combinados com elementos arquitetônicos, como estruturas externas e pavimentação, a fim de criar soluções específicas que melhorem a qualidade dos espaços.
Os jardins e plantas de interiores trazem diversos benefícios para a vida cotidiana. O projeto paisagístico de interior, também chamado de plantscaping, é muito mais que simplesmente alocar plantas nos espaços internos; envolve a localização estratégica de espécies vegetais dentro de uma obra, buscando potencializar e destacar certos aspectos do projeto arquitetônico.
Através da construção de uma ficção, esta obra de Federico Lagomarsino se apresenta enquanto uma paisagem, com o objetivo de criar uma imagem de tudo o que acontece na sociedade contemporânea quando algum evento ou ocorrência singular ocorre, como, nesta ocasião, a queda dos dois maiores meteoritos detectados até hoje na América do Sul.
Com excessão de alguns casos isolados, ao longo de todo o território do Peru—seja no litoral, na serra ou na selva amazônica—, o clima do país conserva características de regiões tropicais ou subtropicais, sendo que as diferenças entre as temperaturas médias durante o inverno e o verão não são muito significativas. Devido a sua localização e característica geográfica específica, a temperatura em todo o país oscila entre os 15° C e os 27° C ao longo do ano, sendo atípicas situações de frio ou calor extremo. Por este motivo, a relação entre arquitetura e a paisagem assim como entre os espaços interiores e exteriores, é um elemento de projeto muito explorado pela grande maioria dos arquitetos e arquitetas do país.
Monte Rosa Hut by Berth Desplazez Architects. Image
Se “natureza” e “arquitetura” são comumente concebidas como entidades opostas, representantes da invasão humana no cenário primordialmente físico do mundo, em que condições esses dois fatores fundamentais formam uma forte ligação e qual é o subproduto resultante? Esse vínculo, muitas vezes ignorado, entre cultura e natureza pode ser desenterrado e esclarecido pelo uso da fotografia?
O desejo de um bom paisagismo vai além da tendência inata de buscar estar sempre próximo à natureza. Pensar a paisagem dos espaços públicos, jardins ou, até mesmo, entre quatro paredes, é um assunto que cada vez ganha mais importância devido a forma como a disposição de elementos no espaço afeta não apenas a percepção espacial, mas também psicológica, agregando conforto e uma qualidade ainda maior para seus usuários.
A relação entre campo e cidade é tema de debate entre sociólogos, historiadores e urbanistas desde antes da primeira revolução industrial, mas se torna especialmente urgente hoje, haja vista o surgimento de cada vez mais megacidades – aquelas com mais de 10 milhões de habitantes. Com cada vez mais pessoas vivendo em zonas urbanas, é premente pensar em soluções para a produção de alimentos dentro das cidades, reduzindo, ao menos um pouco, a dependência das zonas rurais que historicamente se encarregaram da alimentação do planeta.
É precipitado, e ingênuo, pensar que as cidades se tornarão autosuficientes na produção de alimentos num futuro próximo. No entanto, pequenos gestos, como hortas urbanas – ou mesmo domésticas –, podem ser vistas como indício de que uma mudança mas profunda começa a se anunciar. Ou, ainda, sugerem apenas um desejo de retorno às raízes e a um ritmo um pouco menos acelerado.
Se seu objetivo é criar uma floresta dentro de casa, muito provavelmente já se deparou com o problema de não saber onde colocar aquela planta que você acabou de comprar.
As dicas a seguir mostram um jeito de organizar seus vasos para que a falta de espaço não seja mais uma questão.
Proposta da equipe Asa, vencedora do concurso. Image Cortesia de Prefeitura de Belo Horizonte
Em 2019, na data de seu aniversário de fundação, Belo Horizonte ganhou um presente sob a forma de um concurso de arquitetura. De abrangência nacional, o certame buscava reunir estudos técnicos preliminares para a requalificação do conjunto histórico e paisagístico da Avenida Bernardo Monteiro.
Este conjunto, caracterizado pelo maciço arbóreo formado por uma grande quantidade de Ficus de grande porte e copas frondosas, foi acometido por infestações da chamada “mosca-branca-de-ficus”, que causaram desfolhamento e ressecamento de galhos e ramos, levando a um total comprometimento de muitos dos exemplares desta espécie, prejudicando a referência histórico-cultural e o caráter de uso público do local e gerando a necessidade de remanejamento das feiras de artesanato, flores, comidas e antiguidades que aí funcionavam.
Com objetivo de conhecer os arquitetos, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa de referência, Sara Nunes, da produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, lançou o podcastNo País dos Arquitectos, em que conversa com importantes nomes da arquitetura portuesa contemporânea.
Em seu primeiro episódio, Sara conversou com o arquiteto João Luís Carrilho da Graça sobre seu Terminal de Cruzeiros em Lisboa. Agora, para a segunda entrevista, recebe João Mendes Ribeiro para uma conversa acerca de temas como patrimônio, reuso de antigas estruturas e arquitetura da paisagem, a partir do projeto de reabilitação da estufa do Jardim Botânico de Coimbra, cidade onde o arquiteto mantém seu escritório. Leia a entrevista na íntegra ou ouça o podcast, a seguir.
Já não há dúvidas sobre os muitos benefícios que as plantas trazem para o espaço doméstico uma vez incorporadas a um projeto de “paisagismo de interiores” ou Plantscaping, como tal prática tem sido chamada. Integrar jardins e hortas em projetos residenciais atende a muitos propósitos, sejam eles práticos, estéticos ou psicológicos. Embora existam alguns requisitos básicos que devemos considerar ao incorporar plantas e jardins em nossos espaços interiores, as espécies de plantas assim como as soluções técnicas de projeto costumam variar enormemente de acordo com a sua localização. Ao explorarmos alguns dos principais projetos de interiores que incorporam plantas e jardins em seus espaços, identificamos uma série de padrões recorrentes, cada um refletindo características relevantes ao clima, ao estilo e às soluções construtivas específicas.
Enquanto as espécies de plantas escolhidas costumam variar de acordo com as condições climáticas do lugar, as principais diferenciações nos projetos avaliados estão relacionadas ao espaço em si e como os projetistas procuram aclimatá-las. Embora saibamos da importância do contanto direto com a natureza para a nossa saúde física e mental, plantas também são utilizadas em projetos residenciais com a finalidade de criar micro-climas ou para oferecer espaços onde as pessoas podem cultivar seus próprios alimentos.
Foto de A. Duarte, via VisualHunt.com / CC BY-SA. ImageCerrado, terceiro bioma com maior diversidade de flora no país
Com quase cinquenta mil espécies vegetais – das quais mais da metade são endêmicas, ou seja, só existem naturalmente aqui – a flora brasileira é uma das mais diversas e ricas do mundo. Dados como estes fazem parte da maior e mais completa biblioteca virtual de botânica do país, o Flora do Brasil 2020, elaborado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Atualmente, um dos campos mais promissores para quem trabalha com projetos é aquele que envolve o planejamento das áreas livres, naturais e urbanizadas, que fazem parte da paisagem das cidades. O frágil equilíbrio dos sistemas hídricos urbanos e as consequências sociais da crise climática mundial são exemplos em larga escala dos impactos que a ausência de uma consciência sobre a importância dos ecossistemas naturais tem para a qualidade de vida nas cidades. E é neste sentido que devemos olhar com atenção para o papel do projeto paisagístico e da arquitetura paisagista.
A 3ª Semana Internacional “Placemaking”, realizada anualmente pela organização filantrópica Project for Public Spaces (PPS), teve lugar entre os dias 1º a 4 de outubro de 2019 na cidade de Chattanooga, Tennessee. Anteriormente organizado nas cidades de Amsterdã (2017) e Vancouver (2016), este inspirador e envolvente evento é um espaço de encontro e intercâmbio de ideias entre, pessoas, profissionais e organizações comprometidas com a construção de “lugares”, promovendo a difusão deste conceito tanto no contexto local da cidade sede quanto no nível internacional.
A PPS, responsável pela criação da Placemaking Week, é uma organização focada em promover a cultura, a construção e a manutenção de “lugares”, ou seja, espaços públicos capazes de construir comunidades mais inclusivas e sustentáveis. Em 1999, a Project for Public Spaces publicou o livro “How to turn a place around”, definindo as bases do movimento “placemaking” e fornecendo diretrizes e princípios a serem seguidos para se construir lugares capazes de gerar comunidades mais vibrantes e inclusivas.
A paisagem ao redor do ambiente construído pode fazer toda a diferença em um projeto. Os elementos naturais que são integrados na arquitetura ou projetados para compor com ela traçam um enorme diferencial na forma como experienciamos o espaço. Por isso, conceber projetos paisagísticos está longe de ser uma tarefa simples. Para trazer algumas referências de composições com a natureza e outros elementos que ajudam a configurar um lugar, reunimos 27 projetos contemporâneos brasileiros que partem desde simples gestos até outros que expõem a exuberância de nossa flora tropical.