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Kongjian Yu: O mais recente de arquitetura e notícia

Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.

Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.

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Paisagista Kongjian Yu, pioneiro do conceito de "cidade esponja", recebe o Prêmio Oberlander 2023

O arquiteto paisagista de Pequim, Kongjian Yu, foi anunciado pela Cultural Landscape Foundation como o vencedor do Prêmio Internacional de Arquitetura Paisagística Cornelia Hahn Oberlander 2023 (Prêmio Oberlander). Kongjian Yu ganhou reconhecimento internacional por seu conceito de "cidades esponja", uma medida para lidar e prevenir inundações urbanas no contexto das mudanças climáticas aceleradas. O conceito foi adotado como política nacional na China em 2013, priorizando infraestruturas de grande escala baseadas na natureza, como zonas úmidas, corredores verdes, parques, proteção de árvores e bosques, jardins de chuva, telhados verdes, pavimentos permeáveis e biovaletas.

Yu foi selecionado pelo júri internacional do Prêmio Oberlander, que o reconheceu como "uma força para mudanças progressivas na arquitetura paisagística ao redor do mundo". Organizado bienalmente, o prêmio tem como objetivo reconhecer e dar visibilidade à arquitetura paisagística e às formas como ela pode abordar questões relacionadas às mudanças climáticas e à sustentabilidade.

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World Architecture Festival divulga lista de jurados deste ano

O World Architecture Festival (WAF), maior evento internacional de arquitetura do mundo, divulgou a lista de jurados da edição deste ano. O evento anual -- composto por prêmios, conferências e exposições -- reconhece os projetos mais notáveis em diversas categorias e recebe, em média, dois mil visitantes de mais de sessenta países. O festival deste ano acontecerá entre os dias 16 e 18 de novembro na Arena Berlin, Alemanha.