Através da construção de uma ficção, esta obra de Federico Lagomarsino se apresenta enquanto uma paisagem, com o objetivo de criar uma imagem de tudo o que acontece na sociedade contemporânea quando algum evento ou ocorrência singular ocorre, como, nesta ocasião, a queda dos dois maiores meteoritos detectados até hoje na América do Sul.
Com excessão de alguns casos isolados, ao longo de todo o território do Peru—seja no litoral, na serra ou na selva amazônica—, o clima do país conserva características de regiões tropicais ou subtropicais, sendo que as diferenças entre as temperaturas médias durante o inverno e o verão não são muito significativas. Devido a sua localização e característica geográfica específica, a temperatura em todo o país oscila entre os 15° C e os 27° C ao longo do ano, sendo atípicas situações de frio ou calor extremo. Por este motivo, a relação entre arquitetura e a paisagem assim como entre os espaços interiores e exteriores, é um elemento de projeto muito explorado pela grande maioria dos arquitetos e arquitetas do país.
Pensar em pontos de foco, biomas, espaços de descanso, criar ritmo junto da arquitetura, como facilitar a manutenção e fruição dos espaços, são apenas alguns dos desafios de um projeto paisagístico. Hoje, mais do que servir como um elemento de composição espacial, a relação entre o paisagismo e o espaço construído é cada vez mais valorizada ao passo que compreendemos como a presença da natureza é benéfica para a saúde e conforto humano e de outras espécies. Assim, pensar e projetar a paisagem se tornou um exercício cada vez mais complexo e valorizado.
Antes de ser um motorista ou ciclista, todos somos pedestres. Pensar modos mais seguros do trânsito a pé, mas que também tragam alternativas de lazer e contemplação para os transeuntes, é conceber uma cidade mais justa e que brinda uma maior qualidade de vida - que respeita a todos seus cidadãos e preza pela saúde destes. Sendo assim, reunimos aqui alguns parques, travessias e passarelas que foram pensadas exclusivamente para o uso não motorizado.
O verão está chegando e com ele a vontade de aprimorar os espaços ao ar livre de nossas casas. Seja para tomar um sol, aproveitar a brisa ou encontrar amigos, ambientes como os pátios, quintais e varandas podem ser extremamente versáteis de acordo com a forma que ocupamos. Por isso, selecionamos algumas dicas fundamentais para tirar maior proveito desses lugares.
Diversas são as possibilidades no momento de pensar a transição entre os espaços público e privado. No caso da arquitetura residencial, o paisagismo realizado na fachada principal do projeto possui um papel fundamental nesse sentido. Através de distintos elementos como a vegetação, pavimentação, escadas e até mesmo obras de artes, é possível gerar uma composição que não enalteça apenas a arquitetura, mas que seja generosa também com o espaço público.
Apesar de serem práticas relacionadas, o paisagismo e a jardinagem são atuações diferentes que trabalham com elementos naturais e vivos no ambiente construído. Veja a seguir a atuação de cada uma dessas práticas.
São muitas alternativas para quem quer trazer mais verde para sua casa e cidade: árvores que atraem pássaros, hortas, plantas medicinais, entre outros. Mas, existem partes das áreas externas que são usadas como passagem, espaço de lazer, estacionamento ou outras funções. E para estes lugares o piso drenante é uma boa alternativa.
O Cora Coletivo, um grupo brasileiro transdisciplinar, desenvolveu um projeto na cidade de Dongguan/China, para o concurso Urban Greenhouse Challenge II (UGC2). A proposta de uma fazenda vertical icônica em madeira abriga cultura, lazer e toda a cadeia de produção e distribuição alimentar. Além disso, a área também conta com projeto paisagístico nos espaços livres, e Sistema Agroflorestal (SAF) de produção alimentar.
O conjunto da Tecelagem Parahyba e da Fazenda Santana do Rio Abaixo, em São José dos Campos (SP), é o mais novo monumento a integrar definitivamente o Patrimônio Cultural Brasileiro. A decisão foi tomada por unanimidade no dia 10 deste mês, durante a 98ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O conjunto já havia sido tombado provisoriamente pela Autarquia e agora recebe a proteção em caráter permanente.
As piscinas domésticas se tornaram recorrentes em condomínios e residências, principalmente em lugares onde o calor é predominante na maior parte do ano. Sol, sombra e água fresca pedem por um projeto paisagístico que auxilie na harmonia desse espaço.
Neste episódio da série Perfil do Arquicast, que faz um balanço da vida e obra de nomes consagrados da arquitetura e urbanismo, a equipe conversa sobre uma arquiteta brasileira que, tomando emprestado suas próprias palavras, "inventou uma profissão", da qual se tornou uma referência mundial. Com sua postura corajosa e engajada, extrapolou suas obrigações profissionais para dar uma contribuição inestimável à valorização de toda uma classe de arquitetas e arquitetos dedicados ao estudo e atuação sobre a paisagem brasileira. Estamos falando da dama do paisagismo brasileiro, a arquiteta e paisagista Rosa Grena Kliass.
No dia 21 de setembro o planeta comemora o dia da árvore, uma data que tem como objetivo conscientizar a respeito da preservação da natureza. Ainda na infância estabelecemos algumas relações com a natureza que acabam fazendo parte do nosso imaginário se desenvolvendo e influenciando também na arquitetura. Selecionamos 22 projetos de usos variados que se inspiram na relação com a natureza e com esse imaginário.
Neste episódio o Arquicast atravessa o Atlântico e dá um mergulho em nossas raízes lusitanas. As relações entre a arquitetura portuguesa e brasileira é tema de constantes reflexões teóricas e já orientou importantes práticas de projeto, como as que Lucio Costa empreendeu nos primórdios do movimento moderno no Brasil, quando buscou uma linguagem arquitetônica nacional, inovadora, mas coerente com suas origens.
Hoje, num momento de globalização cultural e de intensa circulação de conhecimento, já sabemos que os diálogos entre Brasil e Portugal se estendem para além da arquitetura, encontrando reflexos também na abordagem ecossistêmica da paisagem e numa visão humanizada do território. Ainda há muito a aprender juntos e nada melhor que aprender dialogando.
Uma torre leve de estrutura metálica com 16 metros de altura e painéis fotovoltaicos na cobertura. Pode não parecer, mas este é o mais recente projeto concluído de Álvaro Siza em Portugal, uma obra aparentemente distante da grande maioria de seus trabalhos, seja pela escala ou pela materialidade. Localizada na Serra da Talhadas, no município de Proença-a-Nova, a torre de vigia faz parte de um projeto mais amplo que engloba também o Miradouro do Zebro, ainda não construído, e objetiva criar uma série de infraestruturas voltadas ao ecoturismo na região.
Foto de A. Duarte, via VisualHunt.com / CC BY-SA. ImageCerrado, terceiro bioma com maior diversidade de flora no país
Com quase cinquenta mil espécies vegetais – das quais mais da metade são endêmicas, ou seja, só existem naturalmente aqui – a flora brasileira é uma das mais diversas e ricas do mundo. Dados como estes fazem parte da maior e mais completa biblioteca virtual de botânica do país, o Flora do Brasil 2020, elaborado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Guizhou Mountain Forest Hotel / Stefano Boeri Architetti. Imagem Cortesia de Stefano Boeri Architetti
O confinamento forçado, resultado da política de isolamento da pandemia global de COVID-19, fez com que todos passassem um bom tempo olhando pela janela. Às vezes, quando estamos exaustos com o trabalho e a vida cotidiana, desejamos apenas uma fuga rápida para oceanos e florestas, em algum lugar perto da natureza.
Em 1979, Rosalind Krauss publica o clássico artigo A escultura no campo ampliado na revista October, no qual identifica um certo esgarçamento das fronteiras no campo da escultura, “evidenciando como o significado de um termo cultural pode ser ampliado a ponto de incluir quase tudo” [1]. A crítica, particularmente destinada a uma produção artística produzida entre os anos 1960 e 1970, foi utilizada como base 26 anos depois, em 2005, para a publicação de O campo ampliado da arquitetura, de Anthony Vidler.