Edmund Sumner

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Luz através da parede: Interiores de casas indianas moldados por jalis de tijolo

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Uma fachada de tijolos faz mais do que apenas definir o limite exterior de uma residência. Quando projetada como um painel poroso, ela se transforma em um elemento intermediário entre o interior e o exterior, moldando a atmosfera e as condições térmicas e lumínicas dos espaços situados logo atrás. Na arquitetura residencial indiana contemporânea, o jali de tijolos — um anteparo perfurado ou treliçado — vem sendo reinterpretado sob uma sensibilidade contemporânea, inspirando-se em elementos da arquitetura vernacular.

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Artesania e imperfeição: 10 projetos entre a mão e a máquina

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Em 1968, o designer de mobiliário e professor da RCA David Pye publicou The Nature and Art of Workmanship, livro estruturado em torno da distinção entre o "ofício do risco" (workmanship of risk) e o "ofício da certeza" (workmanship of certainty). Pye não estava escrevendo sobre arquitetura e, a despeito de como essa expressão é empregada hoje, tampouco tratava propriamente do embate entre mãos e máquinas. Ele destacava que uma prensa tipográfica, embora inteiramente mecânica, ainda depende de alguém que avalie a tinta e o registro, ao passo que um/a profissional do torno de madeira, trabalhando manualmente, pode seguir um modelo de forma tão rigorosa que quase nada é deixado ao acaso.

O ofício do risco, na definição de Pye, refere-se a qualquer processo em que o resultado final não é previamente determinado, mas depende do julgamento, da destreza e da atenção de quem o executa enquanto o trabalho está em andamento. O ofício da certeza representa a condição oposta, uma vez que o resultado é estabelecido antes mesmo de a produção começar — fixado em um gabarito, molde ou programa —, de modo que todas as etapas seguintes se limitam à execução. Pye teve o cuidado de observar que nenhum dos modos é intrinsecamente superior, e que uma máquina de controle numérico, calibrada para admitir desvios, pode estar mais próxima do risco do que uma ferramenta manual operada sob um modelo rígido.

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Pearl Academy of Fashion / Morphogenesis

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Jaipur, Índia
  • Arquitetos: Morphogenesis; Morphogenesis
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  11745 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2008

Guia de Arquitetura de Londres: 20 atrações modernas e contemporâneas para explorar na potência cultural e financeira do Reino Unido

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A história arquitetônica de Londres é uma rica tapeçaria que tece estilos de vários períodos e influências. No pós-guerra, a cidade experimentou um surto de arquitetura moderna, tornando-se uma tela para experimentação. Novos movimentos estilísticos viram sua expressão cristalizada através de edifícios como o Lloyd’s Building, de Richard Rogers, um dos exemplos mais representativos da arquitetura High-Tech, ou o Barbican Estate, um conjunto habitacional de grande escala que se tornou a estrutura icônica da arquitetura brutalista.

A paisagem arquitetônica contemporânea de Londres continua a evoluir, em parte através das obras de arquitetos/as de reconhecimento internacional, como Norman Foster, Zaha Hadid e Thomas Heatherwick. Essa mistura variada de estilos e formas de expressão reflete a capacidade da cidade de abraçar movimentos arquitetônicos de importância global. Como um centro de inovação, Londres continua a atrair arquitetos/as consagrados/as e emergentes que moldam seu horizonte e contribuem para o discurso arquitetônico internacional, com cada novo edifício oferecendo um vislumbre da natureza em constante mudança do tecido urbano de Londres.

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De passagens a espaços compartilhados: a vida social da circulação

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A maioria das pessoas raramente se lembra de uma passagem. Elas se lembram da sala de aula, do apartamento, da galeria ou da praça ao final dela. As passagens costumam ser projetadas para desaparecer em segundo plano, guiando o movimento de um destino ao outro. No entanto, algumas das experiências mais memoráveis da arquitetura acontecem justamente durante o deslocamento por um lugar, e não ao chegar a ele.

A circulação costuma ser tratada como um dos elementos mais práticos da arquitetura. Corredores conectam salas, galerias oferecem acesso e passarelas organizam o movimento pelo edifício. Seu propósito parece simples: ajudar as pessoas a irem de um ponto a outro. Por conta disso, os espaços de circulação há muito tempo são considerados secundários em relação aos programas que atendem. A atenção tende a se concentrar nos destinos, enquanto os espaços intermediários passam, em grande parte, despercebidos.

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Casa de Tijolos / Studio VDGA

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Pune, Índia
  • Arquitetos: Studio VDGA
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  4500 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Grohe, Daikin

Repensando a arquitetura na escala dos sistemas planetários

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A arquitetura tem sido tradicionalmente descrita como uma disciplina preocupada com o espaço, a forma e a presença material. No entanto, essa compreensão se mostra cada vez mais limitada diante das condições que moldam a construção contemporânea. Os edifícios já não surgem de uma relação estável entre lote, programa e material. Em vez disso, são produzidos no interior de uma densa teia de sistemas tecnológicos que operam em escalas territoriais, ecológicas e temporais. Redes de energia, infraestruturas de dados, processos de extração e a logística global moldam a arquitetura de forma tão decisiva quanto o clima ou o contexto urbano.

Sob essa perspectiva, a arquitetura é menos um objeto isolado e mais um momento dentro de um campo técnico ampliado. Cadeias de suprimentos, sistemas de dados, manutenção automatizada e redes de energia não funcionam "por trás" do ambiente construído. De certo modo, esses sistemas determinam o que pode ser construído, o que é economicamente viável, como os edifícios se comportam ao longo do tempo e que tipo de resíduos produzem. Quando a arquitetura é avaliada primordialmente por meio da forma, corre-se o risco de ignorar os sistemas que condicionam sua produção e sua sobrevida.

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Casa Jali / Studio VDGA

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  • Arquitetos: Studio VDGA
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025

Escola Shiv Nadar / Vastushilpa Sangath

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  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  40453 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Kalzip, Jaquar

Escavando o Solo: Arquitetura e a Política do Subterrâneo

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Sob a superfície visível das cidades jaz uma arquitetura invisível. Metrôs, túneis, sistemas de água, cabos de dados e bunkers formam uma rede densa que sustenta a vida urbana enquanto permanece, em grande parte, invisível. O solo sob nossos pés não é um vazio, mas um território complexo que abriga as infraestruturas, memórias e ansiedades de nossa época. Nos últimos anos, à medida que a terra se torna escassa e as pressões climáticas se intensificam, arquitetos/as e urbanistas voltaram seus olhares para baixo, redescobrindo o subterrâneo como uma fronteira tanto física quanto conceitual. Projetar no subsolo significa engajar-se com os mecanismos invisíveis que moldam o mundo acima.

O subterrâneo há muito tempo é um espaço de interseção entre arquitetura, política, tecnologia e crença. Das catacumbas de Roma aos metrôs industriais da modernidade, o ato de descer simboliza tanto a proteção quanto a exposição. O urbanismo do século XX transformou esse gesto em sistema: metrôs, abrigos e serviços públicos redefiniram o corte urbano como um instrumento de governança. Sob a promessa de eficiência e progresso, o subsolo absorveu as ansiedades de uma era de guerra, vigilância e colapso. Sua evolução revela não apenas como as sociedades constroem, mas também como temem.

Hoje, o solo se tornou a nova fronteira da expansão urbana e da adaptação ecológica. À medida que infraestruturas digitais, sistemas de energia e amortecedores climáticos migram para baixo do nível do solo, a arquitetura confronta um espaço que é ao mesmo tempo técnico e metafísico — essencial, porém marginal; invisível, porém decisivo. Pensar em cortes, e não em planta, é reconhecer que as cidades contemporâneas não existem mais apenas em suas silhuetas, mas também em suas profundezas. O desafio para a arquitetura não é apenas ocupar esse espaço, mas torná-lo legível, transformar o invisível em conhecimento e o oculto em um novo território de projeto.

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Integrando espaços criativos: projetando ampliações para ateliês de arte em casa

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A casa carrega múltiplas identidades, funcionando como abrigo, santuário, local de trabalho e palco para rituais diários. Nos últimos anos, seu papel expandiu-se de maneiras sem precedentes. A pandemia, notadamente, forçou a casa a agir como um local de extraordinária adaptabilidade para absorver funções outrora delegadas a escolas, escritórios, academias e estúdios. Essa transformação mudou a forma como imaginamos a vida doméstica, instando-nos a pensar no lar não apenas como um cenário para atividades, mas como uma estrutura dinâmica para viver, produzir e criar. Diante dessa compreensão ampliada, artistas se deparam com uma nova questão: como a casa pode oferecer a flexibilidade necessária para a prática criativa?

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Casa de Cortar, Dobrar, Curvar e Brincar / Matharoo Associates

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Chennai, Índia

Centro Comunitário A Rua / Studio VDGA

Centro Comunitário A Rua / Studio VDGA - Mais Imagens+ 19

  • Arquitetos: Studio VDGA
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  140 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024

Além das Paisagens Fabricadas: Pedreiras como Locais de Colaboração Interdisciplinar

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Pedreiras podem ser vistas como cicatrizes indeléveis e abandonadas da extração de recursos promovida pelo ser humano. Espaços artificiais, percebidos como vazios, e a busca pelo ganho material moldaram de forma fundamental o ritmo acelerado do nosso ambiente construído. Enquanto isso, a Terra permanece imóvel como uma testemunha silenciosa. Por décadas, essas minas a céu aberto foram vistas como uma consequência inevitável do consumismo e do crescimento urbano, com suas formas brutas e imponentes testemunhando a extração de materiais em larga escala essenciais para a construção das nossas cidades. No entanto, um movimento arquitetônico global começa a emergir para dialogar com essas formas preexistentes, transformando esses espaços de subtração em locais de inovação, colaboração e novos propósitos.

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Tradição, inovação e experimentação: a casa mexicana contemporânea pelas lentes de Edmund Sumner

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Mesclando técnicas vernáculas e experimentação contemporânea, a paisagem arquitetônica do México é moldada por um diálogo contínuo entre tradição, materialidade e modernidade. Sendo o quinto país com maior biodiversidade do mundo, a arquitetura mexicana busca responder a uma vasta gama de ambientes naturais, climas e tradições culturais, tudo dentro de um território marcado por contrastes impressionantes. Refletindo uma dualidade latente, ela é capaz tanto de expressar exclusividade quanto de atuar como catalisadora de transformação social.

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Da mesma plumagem: a arquitetura oculta da observação de aves

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Em todo o mundo, uma apaixonada comunidade de observadores/as de aves, de iniciantes a ornitólogos/as experientes, é atraída pelos movimentos sutis, cantos distintos e migrações notáveis das aves. Esse fascínio global levou à criação de espaços cuidadosamente projetados por arquitetos/as e designers, que aprimoram a experiência de observação ao mesmo tempo em que respeitam as paisagens ecológicas onde se inserem.

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Hotel Humano / Jorge Hernández de la Garza

Hotel Humano / Jorge Hernández de la Garza  - Mais Imagens+ 26

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Punta de Zicatela, México

Ala Sainsbury da National Gallery / Selldorf Architects

Ala Sainsbury da National Gallery / Selldorf Architects - Mais Imagens+ 27

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  4500 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Knauf, Ecophon, FAAC, Guardian, John Planck, +7