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Arquitetos: Aldo Rossi
- Ano: 1971

Os sítios de patrimônio constituem arquivos espaciais complexos nos quais a arquitetura, a história e a memória coletiva convergem. Eles abrangem um amplo espectro de contextos—de vestígios arqueológicos, paisagens urbanas antigas e históricas e paisagens tombadas pela UNESCO a estruturas cívicas do início da era moderna e infraestruturas industriais. Contudo, esses ambientes enfrentam desafios: as mudanças climáticas, a transformação urbana, desastres, as novas demandas sociais e a erosão gradual do tecido material. Projetos de revitalização e restauração respondem a essas condições ao posicionar a prática arquitetônica e espacial como uma mediadora ativa entre a preservação e as topologias contemporâneas.
Na prática contemporânea, a conservação é entendida como um processo criativo de adaptação e reinterpretação que atende tanto às comunidades quanto aos habitantes. Ao mesmo tempo, a arquitetura monumental continua a definir a identidade e a paisagem de um lugar para públicos mais amplos e para as futuras gerações. Profissionais de arquitetura e planejamento urbano são chamados a negociar contextos históricos sensíveis ao mesmo tempo em que introduzem novos programas, técnicas e experiências espaciais. Estes profissionais exemplificam diversas abordagens projetuais, incluindo intervenções estruturais precisas, estratégias responsivas ao clima e restaurações materiais meticulosas, ao lado da inserção cuidadosa de novos elementos arquitetônicos. Igualmente importante é o seu compromisso com o conhecimento e a materialidade vernaculares, preservando o caráter local e a especificidade cultural de cada sítio.

Duas semanas e mais de 85.000 indicações depois, foram definidos os finalistas do Building of the Year Awards deste ano. A seleção reflete o perfil do próprio público do ArchDaily que a escolheu: geograficamente diversa, generosa em ideias e precisa em suas intenções. Reunindo projetos de 46 países, em uma ampla variedade de tipologias e escalas, a lista apresenta um belo panorama do momento atual da arquitetura.
Convidamos você a navegar pela seleção e votar em seus projetos favoritos. Abaixo, apresentamos os 75 finalistas divididos em suas respectivas categorias. A votação estará aberta até o dia 18 de fevereiro, às 18:00 EST. Agradecemos a sua participação — ela é fundamental para consolidar este como o maior prêmio de arquitetura do mundo decidido pelo público.

A relação entre a restrição e a excelência projetual está bem estabelecida na teoria da arquitetura, mas frequentemente permanece pouco explorada nas discussões sobre práticas específicas do terreno. Quando os/as arquitetos/as enfrentam topografias extremas, deparam-se com uma escolha fundamental: transformar a paisagem para acomodar o edifício, ou modificar o edifício para se adequar à paisagem. A primeira abordagem é direta e exige realizar cortes, aterros, nivelamentos e construir sobre um plano nivelado. Essa escolha, no entanto, traz consequências em cascata, uma vez que qualquer movimentação de terra pode desestabilizar encostas, interromper a drenagem natural e fragmentar ecossistemas. Um conjunto crescente de obras de arquitetura inovadoras demonstra uma alternativa à movimentação de terra e aos muros de arrimo.
As plataformas DAAily Designboom, Architonic e ArchDaily criaram um espaço único de narrativa para apresentar palestras selecionadas sobre design e arquitetura durante a Milan Design Week de 2022. Batizado de DAAily Bar, o cenário funcionou como um novo ponto de encontro, reunindo designers de renome e exibindo instalações artísticas imersivas.
Como parte dos DAAily Bar Live Talks, o fundador e editor-chefe do ArchDaily, David Basulto, teve a oportunidade de conversar com Jakob Lange, arquiteto e sócio do BIG, sobre o projeto BIG Ideas, os empreendimentos mais recentes do BIG – Bjarke Ingels Group e o futuro da empresa.

A pintura é sinônimo de cor, mesmo quando é branca. É a forma mais simples de restaurar e corrigir as imperfeições de qualquer superfície, seja interna ou externa. Sem desmerecer esse grande benefício estético, a pintura possui propriedades que, por sua composição, transformam uma obra atraente e bem-acabada em um edifício saudável e com menor impacto ambiental durante seu ciclo de vida.








"Dance, dance… otherwise we are lost." Esta frase frequentemente citada de Pina Bausch encapsula não apenas a urgência do movimento, mas sua capacidade de revelar o próprio espaço. Em suas coreografias, o espaço nunca é um plano de fundo neutro; ele se torna um parceiro, um obstáculo, uma memória. Pisos se inclinam, cadeiras se acumulam, paredes oprimem ou libertam. Trata-se de condições arquitetônicas, encenadas e contestadas pelo corpo. O que Bausch expõe — e o que a arquitetura frequentemente esquece — é que o espaço não é simplesmente construído, ele é performado. Seu trabalho convida arquitetos e arquitetas a pensar não apenas em termos de materiais e formas, mas de gestos, relações e ritmos. Ela sugere que a arquitetura, assim como a dança, trata fundamentalmente de como habitamos, estruturamos e carregamos emocionalmente os espaços pelos quais nos movemos.
Historicamente, a arquitetura e a dança operaram em paralelo, moldando a experiência humana por meio da orientação do corpo no espaço e no tempo. Dos rituais coreografados dos templos clássicos às lógicas axiais dos palácios barrocos, o espaço construído sempre implicou movimento. A Bauhaus levou isso adiante, à medida que o Ballet Triádico de Oskar Schlemmer visualizava o espaço como uma extensão geométrica do corpo. Não se tratava de cenário, mas de pensamento espacial tornado cinético. No século XX, coreógrafos e coreógrafas como William Forsythe e Anne Teresa De Keersmaeker integraram restrições arquitetônicas em suas partituras, ao passo que arquitetos e arquitetas como Steven Holl, Diller Scofidio + Renfro e Toyo Ito projetaram edifícios que se revelam como sequências espaciais, convidando ao movimento, ao desvio e à pausa.

Docas e portos são espaços liminares onde a margem marca o encontro da terra com a água, e servem como um espaço de convergência para a cultura, a indústria e a comunidade. Para quem trabalha no mar, da pesca comercial à operação de transporte de carga, a doca é um limiar entre o trabalho e o descanso, entre a incerteza oceânica e a estabilidade terrestre. Para outras pessoas, funciona como uma porta de entrada para o lazer, o esporte e a aventura, abrigando desde clubes de remo a passeios de veleiro em família. E para tantas pessoas que nunca sobem a bordo, a doca oferece uma conexão profunda com o ambiente marinho, onde é possível pausar, observar e sintonizar-se com o ritmo das marés.

"Dos seus olhos para os meus olhos" é um projeto que nasceu da ideia de envolver as pessoas que me acompanham em revistas e redes sociais nos meus ensaios fotográficos; convidando-as a me enviar seus lugares arquitetônicos favoritos, aqueles que guardam consigo, em seus olhos.