
-
Arquitetos: Note Design Studio
- Ano: 2026

Diante de um cenário de mudanças climáticas, inflação e conflitos armados, o sistema energético global passa por transformações e enfrenta questionamentos. Segundo as Nações Unidas, os edifícios devem ser aquecidos, iluminados e eletrificados por meio de fontes de energia limpas, acessíveis, viáveis, sustentáveis e confiáveis. A arquitetura e o planejamento urbano podem contribuir tanto para expandir o acesso à energia quanto para explorar diferentes formas de armazenamento. A startup Civic Grid, sediada em Toronto, projeta e constrói sistemas de armazenamento de energia com o objetivo de transformar a relação das comunidades com a eletricidade que move o cotidiano. Sua primeira bateria arquitetônica foi concebida como uma obra de arquitetura pública pelos/as arquitetos/as Jack Self e Josh Harskamp, em colaboração com o designer industrial Max Fine. O protótipo é a evolução de um sistema de energia implantável desenvolvido em parceria com a Proteção Civil de Lisboa para a Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025, ainda em funcionamento, e é acompanhado por uma maquete física.

O trabalho artesanal carrega os vestígios de quem o moldou, revelando como os materiais reagem a diferentes técnicas e oferecendo pistas sobre as ferramentas utilizadas em sua criação. Na experiência arquitetônica, contudo, esse fazer pode se expressar não apenas por meio de materiais e estruturas, mas também pelo próprio espaço. Buscando aprofundar e extrair aprendizados das conexões entre projeto e execução, o amass studio tem explorado a tradução de métodos construtivos informais e cotidianos em sistemas espaciais em diversos de seus projetos. Ao integrar mecanismos, materiais, estruturas e mobiliário, o estúdio cria novas narrativas espaciais nas quais o diálogo entre o artesanal e o industrial se fortalece mutuamente. Para além do fazer artesanal em si, por que não tornar visíveis também os processos que o trazem à existência?




Fundado em Quito em 2017 por Martín Real e Florencia Sobrero, o Taller General atua em habitação, reabilitação, exposições e projetos comunitários. O que os une é menos uma tipologia construtiva e mais uma forma de construir: arquitetos/as, construtores/as, artesãos/ãs, estudantes, organizações e comunidades entram e saem do processo, e cada projeto toma forma a partir daquilo que já está presente no local.
Essa abordagem surgiu da experiência direta com o canteiro de obras. Antes de o Taller General ser formalmente estabelecido, Real e Sobrero se envolveram com a iniciativa Actuemos Ecuador, uma das organizações da sociedade civil criadas em resposta ao terremoto que atingiu a costa do Equador em 2016. Atuar sob as reais condições da construção vinculou as decisões arquitetônicas a materiais, orçamentos, mão de obra disponível e saberes locais, estabelecendo uma relação com o fazer construtivo que permanece central na prática do escritório.

Durante anos, os avanços na visualização arquitetônica foram medidos pela qualidade da imagem. Iluminação fisicamente precisa, sistemas de materiais sofisticados e renderização em tempo real transformaram o fotorrealismo em um padrão do setor. No entanto, a prática da arquitetura tem evoluído em uma direção diferente.
Hoje, a colaboração de clientes, consultorias, profissionais de engenharia e equipes de projeto ocorre de forma cada vez mais precoce e frequente ao longo do processo de projeto. As revisões de projeto não servem mais apenas para apresentar decisões tomadas; elas se tornam, cada vez mais, parte de como essas decisões são construídas.

O cineasta alemão Wim Wenders apresentará "From Inside Out – The Architecture of Peter Zumthor", um novo documentary que examina a obra e a abordagem arquitetônica do arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Peter Zumthor. Com 114 minutos de duração, o filme utiliza cinematografia 3D para documentar as obras de Zumthor a partir da perspectiva de quem as visita, utiliza, habita e constrói. O documentário terá sua estreia mundial em setembro de 2026, integrando a mostra Venice Open – Fora de Competição, do Festival Internacional de Cinema de Veneza.

Na segunda-feira, 10 de agosto de 2026, um terremoto de magnitude 7,4 atingiu as costas do Pacífico e do Caribe da Colômbia. Embora o evento sísmico tenha afetado levemente a fronteira sul do Panamá e a fronteira norte do Equador, a Colômbia declarou estado de emergência nacional. O terremoto causou 111 mortes, de acordo com relatórios oficiais, e a expectativa é de que esse número aumente à medida que os esforços de busca e resgate continuam. Segundo o Servicio Geológico Colombiano (SGC), o epicentro foi localizado a 96 quilômetros de profundidade, próximo a San José del Palmar, uma área rural no noroeste da província de Chocó. Os danos à infraestrutura se estendem a cidades densamente povoadas, incluindo Cali, Pereira, Manizales e Armenia, afetando uma área com uma população de cerca de 3,5 milhões de pessoas. Este evento sísmico ocorre logo após outros quatro ocorridos há menos de dois meses no Japão, nos Estados Unidos e na Venezuela, somando-se aos esforços de reconstrução já em andamento em todo o mundo.

Em 2021, uma colaboração entre o escritório de arquitetura italiano Mario Cucinella Architects e a WASP, uma empresa italiana de impressão 3D, levou ao desenvolvimento da TECLA: uma casa impressa em 3D inteiramente com terra crua. Cinco anos depois, a tecnologia por trás do projeto evoluiu, espalhando-se discretamente por diversos continentes e práticas de projeto. Ao controlar a velocidade, o ângulo e a trajetória do bocal de extrusão, arquitetos e arquitetas conseguem ir muito além da criação de paredes convencionais. Ao longo dos anos, esses/as profissionais vêm experimentando maneiras de moldar o material impresso em 3D em padrões de superfície detalhados, reintroduzindo relevos, texturas e grafismos complexos diretamente na estrutura. Dessa forma, busca-se estabelecer uma ponte entre as tradições da construção com terra e a computação digital, em uma era em que o código começa a influenciar a forma e a expressão material na arquitetura.