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Stefano Boeri Architetti transforma antigo depósito de transportes de Roma em espaço cívico multifuncional

A Prefeitura de Roma aprovou um Memorando para a regeneração urbana do Depositi delle Vittorie na Piazza Bainsizza, um antigo depósito da ATAC em Roma que remonta ao início do século XX. Abandonado há quase duas décadas e hoje de propriedade privada, o local será transformado em um complexo multifuncional projetado por Stefano Boeri Architetti. O projeto prevê o reuso adaptativo da antiga infraestrutura de transporte por meio da introdução de funções culturais, educacionais, comerciais, de co-working e lazer, além de novos espaços públicos e amplas áreas paisagísticas.

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MAC Panamá seleciona Palma + Taller TO para projetar o novo edifício de seu museu

Após um concurso internacional de projeto lançado em janeiro de 2026, o Museu de Arte Contemporânea do Panamá (MAC Panamá) anunciou a seleção dos escritórios mexicanos Palma + Taller TO para projetar seu novo edifício. O museu é descrito como "uma nova infraestrutura cultural aberta à cidade, concebida a partir da identidade, do clima e da paisagem do Panamá." A futura sede do museu ficará localizada no corregimento de San Francisco, consolidando a área como um polo de atividade cultural. Os critérios de seleção envolveram a relação entre o museu e a cidade, priorizando propostas que integrassem elementos de engajamento comunitário e que posicionassem o edifício como uma infraestrutura cultural, enriquecendo o ambiente urbano contemporâneo da Cidade do Panamá.

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No Dia da África 2026: Revisitando o papel da arquitetura na identidade e na memória coletiva

Celebrado anualmente em 25 de maio, o Dia da África comemora a fundação da Organização da Unidade Africana em 1963, atual União Africana. Instituída em um período marcado por movimentos de independência em todo o continente, a data reconhece não apenas a solidariedade política, mas também as trajetórias culturais, sociais e intelectuais que continuam a moldar as sociedades africanas hoje. No campo da arquitetura e do urbanism, essas histórias se refletem em debates em constante evolução sobre a construção de nações, a preservação do patrimônio, o design responsivo ao clima, a inovação material e as práticas centradas na comunidade.

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Torre Triângulo de Herzog & de Meuron em Paris se aproxima da conclusão, registrada por Stefano Candito

Vinte anos após sua idealização, a controversa Tour Triangle, projetada por Herzog & de Meuron em Paris, está em fase de conclusão. A torre triangular, toda em vidro, localizada no 15º arrondissement da cidade, atingiu sua altura máxima de 42 andares em 24 de abril de 2026. O avanço do projeto foi marcado por oposição, entraves financeiros e disputas judiciais antes do início das obras em 2022. A torre de 180 metros de altura é hoje o terceiro edifício mais alto dentro dos limites da cidade de Paris, atrás apenas da Torre Eiffel, com 330 metros de altura, do The Link, com 231 metros, em La Défense, e da Tour Montparnasse, de 210 metros. O edifício manterá esse título por tempo indeterminado devido à proibição de arranha-céus restabelecida em 2023 pela prefeita Anne Hidalgo, após persistente oposição a edifícios altos na cidade. O avanço recente das obras foi documentado pelo fotógrafo Stefano Candito, abrangendo desde vistas urbanas do edifício até registros detalhados de sua estrutura quase concluída.

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Guia de Arquitetura de Tirana: Negociando a identidade entre o socialismo e a reinvenção urbana

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Situada na interseção entre as paisagens do Adriático e a geopolítica dos Bálcãs, Tirana passou por uma das transformações urbanas mais aceleradas da Europa nas últimas três décadas. Outrora definida por um rígido planejamento socialista e pelo isolamento político, a cidade se reorientou progressivamente por meio de uma combinação de crescimento informal, investimento internacional e intervenções urbanas estratégicas que buscam redefinir sua imagem pública e estrutura espacial.

Desde o início dos anos 2000, uma série de políticas públicas urbanas, notadamente aquelas iniciadas durante o mandato de Edi Rama como prefeito (atual primeiro-ministro da Albânia), promoveu o uso da cor, do espaço público e da experimentação arquitetônica como ferramentas de reativação cívica. Em vez de depender exclusivamente de planos diretores, o desenvolvimento de Tirana tem se operado por meio de intervenções, nas quais edifícios individuais e espaços públicos funcionam como catalisadores em um tecido urbano fragmentado.

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Café ou Chá: Terceiros Lugares, Quiosques e a Arquitetura de Varejo da Duração

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"Café ou chá?" é uma daquelas frases que nos acompanham em diversos contextos: ouvida em aviões, após as refeições, em lounges de hotéis e em salas de reunião. Soa como uma pergunta simples — mera preferência, uma rápida ramificação no roteiro de atendimento. No entanto, ela também carrega uma sutil herança cultural. O chá traz consigo a longa história do ritual e do ritmo doméstico, ligada a antigas geografias de comércio e à etiqueta cotidiana. Já o café surge de uma linhagem diferente de circulação, posteriormente industrializada no café moderno e em seus rituais públicos. Em ambos os casos, a bebida nunca é apenas uma bebida; trata-se de uma relação praticada com o tempo e o espaço.

No Leste Asiático contemporâneo, no entanto, "café ou chá" assume cada vez mais outro significado: imperceptível ou inconscientemente, a frase torna-se uma escolha sobre onde se deseja estar. Cada bebida agora carrega uma expectativa espacial. O café pressupõe um ambiente que se pode ocupar — frequentemente um lugar para pausar, trabalhar, encontrar pessoas ou refrescar-se. O chá, apesar de culturalmente onipresente, manifesta-se de forma mais difusa pela cidade — ora como um destino dedicado, ora como um quiosque de alta rotatividade e, muitas vezes, como uma opção padrão integrada a tipologias gastronômicas. O resultado é que uma pergunta formulada em termos de paladar passa a funcionar como um indicador sutil de preferência espacial: se o que se busca é permanência ou velocidade, confinamento ou fluxo, um terceiro lugar ou um nó rápido na rua.

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Case Study Houses e o mito de um ideal doméstico universal

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Sentados em bancos baixos, conversando informalmente, vestindo roupas confortáveis e cercados por livros, objetos de design e obras de arte, Charles e Ray Eames aparecem em uma das imagens mais emblemáticas da domesticidade moderna do pós-guerra nos Estados Unidos. A casa não se apresenta como um manifesto arquitetônico explícito, mas sim como um espaço habitado, apropriado, cotidiano. Ainda assim, quase tudo nessa cena funciona como a síntese de um ideal cuidadosamente construído: a informalidade moderna, a integração entre arquitetura e vida cotidiana aliada à coexistência da produção industrial. Mais do que representar uma residência, a fotografia projeta um modo de vida. E talvez essa tenha sido, desde o início, a ambição central por trás das Case Study Houses.

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MASS: Um modelo de arquitetura sem fins lucrativos a serviço da sociedade

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Na época em que este texto foi escrito, um artigo de Martyn Evans perguntava "A arquitetura está em crise?". No mesmo ano, Reinier de Graaf publicou o livro "Architecture Against Architecture", no qual expôs quatorze problemas da profissão e da disciplina. A questão de uma crise na arquitetura é perene. No que se refere à arquitetura como profissão, esse debate costuma vir à tona especialmente quando crises econômicas são previstas ou já estão em pleno curso. Paralelamente, persistem questionamentos sobre a eficácia da arquitetura em lidar com os problemas mais urgentes do planeta e da sociedade — habitação, mudanças climáticas e desenvolvimento humano. Uma iniciativa que busca enfrentar essas questões é o MASS, fundado em Ruanda pouco tempo após a crise financeira de 2008. A pista está no próprio nome, uma sigla para Model of Architecture Serving Society (Modelo de Arquitetura a Serviço da Sociedade). O MASS foi criado como uma forma diferente de praticar a arquitetura.

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Como o Centro Christo e Jeanne-Claude está dando nova vida à identidade cultural de Gabrovo

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Grandes fábricas estão sendo transformadas em museus, antigos edifícios administrativos tornam-se espaços de coworking e até mesmo igrejas são convertidas em residências. Neste século, a ascensão do reuso adaptativo nas cidades reflete um interesse crescente em preservar a memória e a identidade de estruturas históricas. Paralelamente, essa prática introduz uma perspectiva contemporânea que responde às necessidades urgentes do cenário urbano atual.

Em Gabrovo, na Bulgária, o município convida arquitetos e arquitetas a projetar o Centro de Arte Contemporânea Christo e Jeanne-Claude, transformando, adaptando e modernizando a antiga Escola Técnica Têxtil e seu terreno adjacente. Com cofinanciamento da União Europeia, um orçamento definido, um júri de especialistas e uma estrutura em duas fases, este concurso reflete o próprio espírito da prática artística de Christo and Jeanne-Claude: uma criação artística audaciosa e acessível. Mais do que a encomenda de um edifício cultural, a iniciativa exige uma proposta projetual que compreenda o caráter específico de sua obra, agregando uma dimensão curatorial ao que, de outro modo, seria um simples projeto de reuso adaptativo.

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13º Fórum Urbano Mundial se encerra em Baku com foco em habitação, resiliência e inclusão urbana

A décima terceira sessão do Fórum Urbano Mundial (WUF13) encerra-se hoje, 22 de maio, em Baku, no Azerbaijão, após seis dias de debates, exposições e intercâmbios internacionais centrados no tema "Habitação para o Mundo: Cidades e Comunidades Seguras e Resilientes". Coorganizado pelo ONU-Habitat e pelo Governo do Azerbaijão, o fórum marcou a primeira vez que o evento foi realizado na região do Cáucaso, reunindo formuladores/as de políticas, arquitetos/as, urbanistas, acadêmicos/as e representantes da sociedade civil de todo o mundo.

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Artista de rua JR instala caverna inflável na Pont Neuf, em Paris, em homenagem a Christo e Jeanne-Claude

No dia 21 de maio, uma caverna realista tomou forma na Pont Neuf, em Paris, a ponte mais antiga ainda de pé sobre o rio Sena. A obra de arte inflável foi projetada e construída pelo fotógrafo e artista de rua francês JR, juntamente com uma ampla equipe multidisciplinar. La Caverne du Pont Neuf foi concebida em homenagem a The Pont Neuf Wrapped, obra de 1985 de Christo e Jeanne-Claude, uma intervenção artística ambiental na qual a dupla de artistas envolveu a histórica ponte em um tecido cor de arenito por duas semanas. A estrutura cria um efeito trompe-l'œil que simula uma formação rochosa texturizada por meio de impressão fotográfica em tons de branco, preto e cinza. O formato do exterior já oferece ao público a ilusão de ótica da obra, ao mesmo tempo em que prepara o terreno para a etapa final do projeto de interiores.

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Construindo autonomia: comunidades latino-americanas trazendo os sistemas da vida para a arquitetura

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Antes que um edifício possa ser habitado, muitos outros processos precisam ocorrer. A água deve chegar, a energia deve ser gerada, o alimento precisa ser cultivado ou transportado e os resíduos devem ter uma destinação. Esses processos geralmente são tratados como algo alheio à arquitetura, embora moldem as condições mais básicas da vida cotidiana.

Por essa razão, a ideia de comunidades autossuficientes é mais complexa do que parece à primeira vista. Ela pode sugerir um lugar que provê a maior parte de suas necessidades: energia, água, alimento, abrigo e gestão de resíduos. Contudo, em muitos contextos latino-americanos, a autonomia não significa uma separação completa do mundo, mas sim uma forma de aproximar os sistemas da vida cotidiana das pessoas que os utilizam, mantêm e cuidam deles.

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"Do Architecture" da Bienal de Veneza 2027 e um cinema construído em terra em Gana: O resumo da semana

As notícias desta semana revelam um foco crescente em reconectar o design com a realidade física, seja por meio da construção, da paisagem, do espaço público ou da participação coletiva. Da proposta curatorial da próxima Bienal de Arquitetura de Veneza 2027 a projetos reconhecidos internacionalmente que abordam a resiliência a enchentes, habitação acessível e restauração ecológica, muitos dos debates da semana questionaram o crescente distanciamento da arquitetura em relação às condições materiais, ambientais e sociais. Ao mesmo tempo, grandes intervenções culturais, estruturas temporárias e fóruns públicos exploraram como as instituições e os espaços cívicos podem se tornar mais acessíveis, adaptáveis e engajados com a vida urbana cotidiana.

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Criando uma entrada com personalidade: o impacto arquitetônico das portas camarão de madeira

As portas articuladas inundam os ambientes com luz natural, oferecendo a flexibilidade espacial necessária para estabelecer um diálogo constante com o entorno. A série Woodline da Solarlux integra qualidade de fabricação e conhecimento técnico à liberdade arquitetônica, proporcionando soluções de fachadas transparentes para uma arquitetura versátil e sustentável. Além disso, as superfícies naturais valorizam a envoltória do edifício com uma qualidade tátil marcante.

A edição de 2026 do Prêmio UIA 2030 reconhece projetos construídos que impulsionam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

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Durante uma cerimônia realizada no Fórum Urbano Mundial (WUF) em Baku, Azerbaijão, em 20 de maio de 2026, a União Internacional de Arquitetos (UIA) e o ONU-Habitat anunciaram os/as vencedores/as do terceiro ciclo do Prêmio UIA 2030. O prêmio bienal reconhece projetos construídos que trazem contribuições significativas para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Arquitetos/as foram convidados/as a enviar projetos de arquitetura, paisagismo e desenho urbano que abordassem desafios ambientais, sociais e econômicos urgentes em seis categorias: gestão sustentável da água, promoção de ambientes de trabalho seguros, habitação adequada e acessível, planejamento eficiente e inclusivo, acesso a espaços verdes e públicos e resiliência climática.

O terceiro ciclo foi lançado em julho de 2025, e os finalistas regionais das cinco regiões globais da UIA foram anunciados em janeiro. Na etapa final, o júri selecionou os projetos vencedores, altamente recomendados e recomendados em cada categoria, reconhecendo trabalhos na China, Bangladesh, Índia, Tailândia, México, Peru, Colômbia, Espanha, Quênia, Marrocos e Estados Unidos.

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Modernismo Tropical Além da Estética: A Política da Sombra e do Ar

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A imagem é familiar: uma fachada revestida com brise-soleil, a luz suavizada em uma sombra rendilhada, interiores mantidos resfriados sem o uso de máquinas. Apresenta-se como inteligência tornada visível, uma arquitetura que compreende o sol. No entanto, raramente essa imagem é examinada de perto. Os mesmos dispositivos que atenuam o calor também organizam o acesso, distribuem o conforto e dependem de formas específicas de trabalho. O que parece ser uma resposta climática é, na verdade, uma decisão sobre quem recebe alívio do calor, e de que forma. O modernismo tropical, frequentemente reduzido a uma linguagem visual de sombra e porosidade, revela-se, ao contrário, um conjunto de práticas situadas onde o clima, o trabalho e o poder são negociados de maneiras distintas em diferentes contextos.

Na escala do elemento, o modernismo tropical começa como um problema técnico. Em climas quentes, a radiação solar não é incidental, mas constante, exigindo que os edifícios façam a mediação da luz, do calor e do ar antes que estes atinjam o interior. Nomes da arquitetura como Maxwell Fry e Jane Drew abordaram essa questão com um nível de precisão que resiste a qualquer leitura decorativa desses elementos. Dispositivos de sombreamento são calibrados de acordo com os ângulos solares, a orientação e a variação sazonal. Os brises-soleils são dimensionados para bloquear o sol de ângulo alto ao mesmo tempo que admitem luz difusa; os beirais estendem-se o suficiente para evitar o ganho térmico direto nas horas de pico; as aberturas são alinhadas para favorecer a ventilação cruzada. Pesquisas de meados do século XX testaram exaustivamente essas estratégias, medindo reduções de temperatura e melhorias no fluxo de ar. Nesse sentido, a linguagem do modernismo tropical não é simbólica. Ela é performática: cada projeção, vazio e elemento vazado faz parte de um sistema ambiental.

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A realidade técnica da habitação em madeira engenheirada: cinco estudos de caso europeus

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Nos últimos anos, tem-se observado uma mudança de paradigma na arquitetura residencial multifamiliar, com um número crescente de novos projetos construídos em madeira engenheirada, especificamente madeira laminada cruzada (CLT) e madeira laminada colada (MLC). Devido à leveza da madeira, esses sistemas conseguem reduzir as cargas permanentes e aliviar as exigências sobre as fundações, o que se mostra especialmente útil em terrenos com baixa capacidade de carga ou sobre infraestruturas existentes. Sob a ótica da sustentabilidade, a madeira retém carbono ao longo da vida útil do edifício e frequentemente reduz o carbono incorporado em comparação com os sistemas convencionais de concreto e aço. No projeto de segurança contra incêndios, elementos estruturais de grande porte podem ser dimensionados para carbonizar a uma taxa previsível, permitindo que o núcleo estrutural permaneça protegido por um tempo determinado, desde que detalhados adequadamente.

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Buildner revela os projetos vencedores do 6º Concurso Anual Last Nuclear Bomb Memorial

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Buildner anunciou os resultados de seu concurso, o Last Nuclear Bomb Memorial No.6. Esta competição é realizada anualmente para apoiar o banimento universal de armas nucleares. Em 2017, no 75º aniversário dos bombardeios de 1945 em Hiroshima e Nagasaki, que ceifaram a vida de mais de 100.000 pessoas, as Nações Unidas adotaram o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares.

Global Design Forum Istambul encerra sua primeira edição com programação de instalações e palestras por toda a cidade

O Global Design Forum Istambul encerrou sua edição inaugural realizada entre 13 e 16 de maio de 2026, reunindo arquitetos/as, designers, urbanistas e profissionais da cultura por meio de uma programação de instalações, palestras, exibições e eventos públicos espalhados por toda a cidade. Apresentado pelo London Design Festival em colaboração com a People Places Ideas, o fórum foi idealizado e curado pela diretora artística Melek Zeynep Bulut e pela assessora de conteúdo do fórum Beatrice Galilee. Organizado em torno do tema "Worlds in Contact" (Mundos em Contato), o programa contou com a contribuição de nomes como Lina Ghotmeh, Marina Tabassum, Liam Young, Tom Dixon, Lesley Lokko, Ma Yansong, Andrew Waugh e Olaf Grawer, posicionando Istambul como uma plataforma de debates interdisciplinares sobre design e o ambiente construído.

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Atelier Bow-Wow e cientistas do clima são homenageados com o Daylight Award 2026 no Dia Internacional da Luz da UNESCO

No Dia Internacional da Luz da UNESCO, celebrado anualmente em 16 de maio, o Daylight Award anunciou os/as laureados/as de 2026. Criado para apoiar pesquisas sobre a compreensão científica da luz natural e sua importância para a saúde, o bem-estar, os ecossistemas e o projeto de arquitetura, o prêmio reconhece realizações em duas categorias: Luz Natural na Arquitetura e Pesquisa em Luz Natural. Este ano, os/as arquitetos/as japoneses/as Momoyo Kaijima e Yoshiharu Tsukamoto, do Atelier Bow-Wow, foram homenageados/as por demonstrarem como a luz natural pode moldar os espaços compartilhados e a vida cotidiana, ao passo que os/as biólogos/as marinhos/as Brittany N. Zepernick, Steven W. Wilhelm e R. Michael McKay, dos Estados Unidos e do Canadá, foram reconhecidos/as por suas pesquisas sobre microrganismos aquáticos e suas implicações para a saúde planetária e a biodiversidade.

Reconsiderando a Casa Shotgun: Entre Preservação, Experimentação e Deslocamento

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Surgida em cidades portuárias e bairros operários ao longo do século XIX, a casa shotgun tornou-se uma resposta duradoura à densidade, ao clima e a lotes urbanos restritos, consolidando-se como uma das formas domésticas mais emblemáticas do sul dos Estados Unidos. Sua implantação estreita, planta sequencial e varandas profundamente sombreadas geraram uma lógica espacial econômica e ambientalmente responsável muito antes de qualquer um desses termos se tornar central no discurso arquitetônico. De Nova Orleans e Mobile a Houston e Louisville, as casas shotgun formaram o tecido físico de bairros moldados pela migração, pelo trabalho, pela comunidade e pela vida cultural. Embora muitas vezes desdenhada como uma construção vernacular comum, essa tipologia residencial há muito tempo corporifica ideias sofisticadas de adaptação climática, adjacência social e crescimento urbano incremental, o que a torna uma das formas domésticas mais influentes na história das cidades estadunidenses.

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"Fazer Arquitetura": Wang Shu e Lu Wenyu anunciam o tema e o título da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027

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Wang Shu e Lu Wenyu, responsáveis pela curadoria da 20ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, revelaram os primeiros detalhes da aguardada edição de 2027. Sob o título "Do Architecture - For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality", a mostra acontecerá de 8 de maio a 21 de novembro de 2027, ocupando os Giardini, o Arsenale e diversos espaços em Veneza.

A linha curatorial reflete muitas das ideias desenvolvidas ao longo da trajetória do Amateur Architecture Studio, fundado por Wang Shu e Lu Wenyu em 1997. Seus projetos exploram de forma consistente o reúso de materiais reaproveitados, técnicas construtivas regionais e a continuidade entre formas históricas e contemporâneas de construir. Tanto em contextos urbanos quanto rurais, o trabalho do escritório costuma enfatizar as tradições artesanais, a memória coletiva e as qualidades espaciais intrínsecas aos ambientes cotidianos.

"Fazer Arquitetura": Wang Shu e Lu Wenyu anunciam o tema e o título da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027 - Imagen 1 de 4"Fazer Arquitetura": Wang Shu e Lu Wenyu anunciam o tema e o título da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027 - Imagem de Destaque"Fazer Arquitetura": Wang Shu e Lu Wenyu anunciam o tema e o título da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027 - Imagen 2 de 4"Fazer Arquitetura": Wang Shu e Lu Wenyu anunciam o tema e o título da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027 - Imagen 3 de 4Fazer Arquitetura: Wang Shu e Lu Wenyu anunciam o tema e o título da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027 - Mais Imagens+ 3

Selldorf Architects, STUDIOS Architecture e BASE Paysagiste são selecionados para renovar o Museu do Louvre

O Ministério da Cultura da França anunciou na segunda-feira, 18 de maio de 2026, a equipe vencedora do concurso "Louvre–Nouvelle Renaissance". O grupo selecionado para transformar o mundialmente famoso Museu do Louvre é liderado por STUDIOS Architecture, pelo escritório nova-iorquino Selldorf Architects e pela empresa de arquitetura paisagística BASE Paysagiste. A iniciativa de reforma foi anunciada em janeiro de 2025 como uma grande intervenção no complexo histórico, após preocupações expressas pela direção do museu quanto ao seu estado de deterioração. A primeira etapa do concurso ocorreu em junho, e a lista de cinco equipes finalistas foi divulgada em outubro. Segundo as autoridades francesas, o projeto tem um duplo objetivo: reparar e transformar o edifício para preservar seu acervo e, ao mesmo tempo, atualizá-lo para atender às expectativas do público contemporâneo, incluindo exigências de sustentabilidade que trarão desafios significativos para o museu nas próximas décadas.

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Arquitetura e ideologia: como os sistemas políticos moldaram o design do século XX

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A arquitetura é frequentemente apresentada como a expressão visível de seu tempo, de seus desejos, de sua fé no progresso, de sua ideia de ordem. No entanto, essa leitura tende a achatar as condições sob as quais as edificações são produzidas. Ela sugere que a arquitetura simplesmente acompanha a história quando, em muitos casos, participa ativamente dela. Poucos períodos tornam isso tão evidente quanto o século XX, quando a arquitetura se viu profundamente imbricada com programas políticos, sistemas econômicos e visões conflitantes sobre como a vida coletiva deveria ser organizada.

O que costuma ser agrupado sob o rótulo de Modernismo é frequentemente descrito como um projeto coerente, definido pela clareza formal, pelo otimismo tecnológico e pela ruptura com os estilos históricos. Contudo, essa aparente coerência se dissolve quando olhamos para além de seus centros canônicos. Os mesmos princípios espaciais (padronização, zoneamento funcional, produção industrial) foram adotados em contextos políticos e econômicos que diferiam significativamente em suas estruturas e objetivos. Um movimento aparentemente estático desdobrou-se em um sistema flexível, continuamente reorientado de acordo com as prioridades de cada regime. O que parecia uma linguagem compartilhada era, na prática, um conjunto de ferramentas aplicadas a agendas distintas.

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