A interação entre arquitetura e bem-estar humano é um campo que desperta cada vez mais interesse no mundo contemporâneo. A importância da arquitetura no cotidiano das pessoas vai muito além de sua função estética ou prática, influenciando diretamente na experiência e no bem-estar dos indivíduos que interagem com os espaços construídos. Este elo fundamental entre o espaço arquitetônico e o bem-estar humano tem sido cada vez mais explorado por pesquisadores e profissionais da área, que buscam compreender e otimizar os impactos dos ambientes construídos na saúde e na qualidade de vida das pessoas.
O escritório Snøhetta revelou o projeto de uma nova casa de ópera que será integrada à área histórica de Diriyah, na Arábia Saudita. A proposta busca mesclar o patrimônio cultural local e as tradições construtivas do estilo Najdi com as demandas contemporâneas de um espaço de nível internacional para música e artes cênicas. Com inauguração prevista para 2028, a Royal Diriyah Opera House ancora um plano diretor mais amplo de redesenvolvimento da região de Diriyah, na periferia de Riad, com o objetivo de transformá-la em um destino cultural.
Por meio da incorporação de diversos elementos, o design de interiores desenvolve a criação de espaços integrados que combinam funcionalidade e estética. Entre esses elementos, o projeto de forros suspensos é uma solução que envolve a integração de revestimentos pendurados na estrutura principal. Além de se adaptarem a uma ampla gama de estilos devido à sua diversidade de materiais, cores e texturas, os forros suspensos respondem a funções acústicas, contribuem para o isolamento térmico e integram sistemas de iluminação.
Como parte de suas soluções para aplicações internas, a Hunter Douglas combina estética, conforto e sustentabilidade para desenvolver a linha de forros suspensos WoodLines. Integrando inovação e materiais naturais, utiliza-se um processo contínuo no qual uma folha de madeira natural é aderida a um perfil metálico moldado. Dessa forma, obtêm-se forros lineares compostos por ripas contínuas que combinam a funcionalidade de um forro metálico com o calor e a estética da madeira natural.
Tashkent: Apropriando-se do Modernismo, vista da instalação que mostra uma reprodução das colunas e da cobertura do restaurante Zarafshan em escala 1:2, formas originais e contemporâneas. Foto: Ivan Erofeev.. Imagem cortesia da Fundação de Desenvolvimento de Arte e Cultura do Uzbequistão
A Fundação para o Desenvolvimento da Arte e Cultura do Uzbequistão, em parceria com Wael Al Awar, apresentou "Tashkent: Apropriando-se do Modernismo" na Trienal de Arquitetura de Sharjah. A exposição destaca três notáveis exemplos de arquitetura moderna em Tashkent, no Uzbequistão. Idealizada por Wael Al Awar, fundador e diretor da waiwai, a mostra apresenta os três estudos de caso e sua significativa evolução ao longo do tempo.
Locais bonitos com vistas incríveis ao longo das orlas de grandes cidades são frequentemente negligenciados devido aos vestígios industriais de uma economia passada baseada no transporte marítimo e manufatura. A transição desses setores econômicos e o potencial desses locais têm levado à adaptação desses espaços para uso público. Enquanto algumas cidades optaram por demolir e começar completamente do zero, a transformação do Brooklyn Bridge Park na orla marítima da cidade de Nova York incluiu a preservação de parte de seu caráter industrial. No livro "Brooklyn Bridge Park", os arquitetos do escritório Michael Van Valkenburgh Associates discutem seu processo projetual que incorporou a materialidade e as estruturas existentes dos píeres para contar a história do lugar.
Parte da revisão e atualização da teoria arquitetônica recusa os binarismos vigentes tanto no senso comum quanto na esfera de ensino e transmissão de arquitetura. A oposição entre centro-periferia, a cidade “formal” e “informal”, o projeto como técnica e a construção como improviso são dualidades recorrentes na arquitetura, e possuem uma longa história de disputas. Apesar da hegemonia do norte-global em relação ao que deve ser a boa arquitetura, ou como se deve projetar, a realidade sempre se mostrou mais complexa, diversa e multidimensional.
O escritório Estudio AMA, com sedes na Cidade do México e em Guadalajara, estreia com o projeto “Riviera Ka’an Residencias”, localizado em Xpu Ha, uma localidade no estado de Quintana Roo, México, situada ao sul de Playa del Carmen e ao norte de Tulum, na costa do Mar do Caribe. O Estudio AMA apresenta-se como um espaço criativo que abrange todas as vertentes do design: arquitetura, interiores, design gráfico e arte.
O Lago Tonle Sap é uma parte do sistema hídrico interno do Camboja que está conectado às florestas alagadas que purificam a água e protegem as comunidades de tempestades, um benefício importante, uma vez que as alterações climáticas tornam as condições meteorológicas extremas mais frequentes. Todo ano, de junho a novembro, o delta do Mekong invade o lago Tonle Sap, criando variações de até 10 metros na profundidade da água. Isso resulta no alagamento de edifícios em terra durante a estação chuvosa, que são então reformados e ocupados novamente após a recuada da água.
Os Clássicos da Arquitetura apresentados no ArchDaily servem como arquivos fundamentais de prodígios arquitetônicos, oferecendo uma janela para o passado. Esses marcos revelam nossa sabedoria coletiva de projeto e inovação em escala global, enriquecendo nosso conhecimento sobre a disciplina. De fato, ao reconhecer e valorizar os diferentes estilos, funções e narrativas incorporados a essas estruturas, nossa visão sobre a arquitetura e seu impacto mundial torna-se ainda mais abrangente.
As ondas de calor, cada vez mais frequentes e intensas devido às mudanças climáticas, representam um desafio crítico para o desenho dos espaços urbanos. As altas temperaturas exacerbam problemas de saúde pública, aumentam o consumo de energia e diminuem a qualidade de vida nas cidades. Para mitigar esses efeitos, é essencial que os espaços urbanos adotem estratégias para promover a resiliência e não apenas reproduzam formatos que não levam em conta o estresse térmico à qual muitos estão sendo submetidos.
Há tempos entende-se os benefícios dos espaços verdes urbanos, do contato com a natureza, com a água, com a terra, das vantagens relacionadas a saúde e ao bem-estar da população que convive com parques nos arredores de suas casas. Uma questão ainda mais reforçada depois do pânico instaurado durante o período da pandemia de Covid-19. No entanto, o momento atual traz à tona novamente o impacto dos modelos urbanos na vida contemporânea que lida agora com temperaturas extremas nunca antes vistas.
Mesquita Mohammed Abdulkhaliq Gargash, Dubai, 2021. Imagem: Gerry O´Leary
Há e sempre existiram mulheres arquitetas, planejadoras e políticas urbanas inspiradoras, mas em todo o mundo, as profissões de ambiente construído – e em particular seus escalões superiores – permanecem fortemente dominadas por homens, mais do que outras esferas, como educação ou saúde.
Hoje, 64% dos arquitetos formados no Brasil são mulheres. Na Engenharia, houve um aumento de 42% no número de mulheres registradas no CREA desde 2016. Mas, onde estão esses reflexos na sociedade brasileira? No mundo o processo é mais lento. Temos apenas 40% de mulheres arquitetas e pouquíssimas nos papéis de líderes.
As escadarias desempenham um papel importante nos trânsitos e deslocamentos dentro das cidades, podendo moldar a forma como as comunidades interagem e se movem em seus ambientes urbanos. Muitas vezes despercebidas em meio à paisagem, elas são testemunhas importantes da história, conectores fundamentais, e mais do que simples elementos arquitetônicos, elas são espaços onde o ritmo da vida urbana se desenrola. Entre os prédios, morros, ladeiras e ruas movimentadas, as escadarias se revelam como palcos de deslocamentos, de encontros e desencontros, onde o tecido da cidade se entrelaça às histórias contadas a cada degrau.
Situação em Rio Branco, capital do Acre. Foto: Pedro Devani | Secom
Diante da previsão de chuvas fortes nas regiões onde moram, 64% dos brasileiros sentem medo. Para 76% das pessoas, as cidades não estão preparadas para enfrentar chuvas fortes, tempestades ou alagamentos. Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita realizada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em cooperação com a UNESCO no Brasil e o apoio da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA ) e da Aliança Bioconexão Urbana. O resultado completo do estudo será apresentado no dia 2 de dezembro durante a 28a Conferência de Mudanças Climáticas da ONU, a COP 28, que acontece em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Arquitetura, cidade e ativismo são as palavras que definem o Taller ACÁ, uma prática emergente dirigida por Jorge Villatoro e Hans Schwarz na Cidade da Guatemala. Entre seus projetos estão a A Pequena Casa Quinn e o Centro Comunitário Plantando Sementes, que recentemente foram selecionados como os vencedores do Prêmio Danta na Bienal de Arquitetura da Guatemala 2023. Na conversa que apresentamos a seguir, Villatoro e Schwarz nos contam em detalhes sobre suas inspirações, processos de trabalho e futuras projeções sobre a arquitetura, tanto no país como na América Central.
Neste episódio do Arquicast, uma conversa com as arquitetas Liz Valente e Larissa Fioravante, revisitando o tema dos ambientes de trabalho em arquitetura, trouxe um novo ponto de vista para algumas discussões abordadas no episódio 214. O impulso para esta “parte 2” veio dos provocativos comentários da audiência que incitaram uma reflexão mais profunda e diversa sobre o cotidiano da profissão. Os participantes compartilharam suas trajetórias pessoais, marcadas por estágios, experiência em escritórios, em sala de aula e até mesmo em empreendimentos pessoais.
Comunidades locais vão além de simples conjuntos de edificações e infraestrutura. Elas carregam consigo um caráter arquitetônico distinto, refletindo sua história, cultura e valores. Nossa revisão anual aprofunda-se nas narrativas mais marcantes que exploram a identidade arquitetônica de diversas comunidades locais.
Essas histórias abordam uma variedade de temas, desde territórios geográficos singulares, assentamentos culturais, marcos icônicos até colaboração comunitária e planejamento urbano socioecológico. Através dessas narrativas, desvendamos as fascinantes histórias por trás das construções e espaços públicos que dão forma a cidades e vilarejos específicos.
Quando se trata de arquitetura contemporânea portuguesa, frequentemente a primeira associação se faz pelo caminho da tradição. A relevância histórica do programa, a importância das tipologias para os nativos, os modos de construir. As correspondências não são infundadas, mas tampouco são restritivas, e o pequeno país tem um grande nome que prova isso: Álvaro Siza Vieira.
Siza é o maior representante da arquitetura de Portugal, e motivos não faltam. Não apenas por ser o primeiro arquiteto português a receber um Pritzker (1992), ou pela premiação do Leão de Ouro na Bienal de Veneza (2012), ou pela extensa e prolífica carreira, mas sobretudo pela atitude ao mesmo tempo particular e universal em relação à arquitetura. A atuação em território nacional e internacional explicita uma característica que muito possivelmente é de sua índole: a de ser muitos em um único, à maneira de seu conterrâneo Fernando Pessoa.
Com a promessa de dias cada vez mais quentes, o ar condicionado se torna ainda mais requisitado pelas pessoas. Compreendemos que este se tornou um equipamento quase que inevitável na contemporaneidade. Além de buscar por opções que sejam mais energeticamente eficientes, que seria o mínimo diante da atual crise climática que vivenciamos, como arquitetos e designers também devemos questionar como podemos integrar o dispositivo aos cômodos de uma maneira que não chame tanta atenção e mantenha a sua principal função: resfriar o ambiente. Assim, reunimos algumas dicas sobre como esconder o ar condicionado e manter uma composição harmoniosa no espaço.
Quando o assunto é mudanças climáticas, as manchetes às vezes parecem contraditórias. Em um dia, lemos sobre incêndios florestais catastróficos causando estragos pelo mundo; no dia seguinte, temos um artigo otimista sobre o rápido avanço da energia solar e eólica. Juntas, essas narrativas podem dificultar a compreensão do panorama geral da ação climática. Os países estão de fato implementando soluções efetivas se as emissões de gases do efeito estufa (GEE) continuam aumentando? Em que áreas o mundo tem progredido o suficiente para superar a crise climática e quais são as lacunas? Que medidas específicas são necessárias para entrarmos no rumo certo?
https://www.archdaily.com.br/pt/1010199/o-que-o-mundo-ainda-pode-fazer-para-manter-o-aquecimento-global-abaixo-de-15-degrees-cWRI Brasil
Assim como muitos outros dos países, a Índia enfrenta uma crise habitacional constante. Como a nação é a mais populosa do mundo, com uma projeção de crescimento da população urbana de 410 milhões em 2014 para 814 milhões até 2050, a situação é urgente. A paisagem construída indiana apresenta maiores complexidades devido a uma abordagem de mercado abrangente e à necessidade de habitação socialmente relevante. Olhando para o futuro, como a Índia pretende atender às necessidades da sua população em expansão para abrigar os próximos milhões de habitantes urbanos?
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da sexta temporada, Sara conversa com os arquitetos Susana Leite e Luís Barbosa e Silva, do escritório Arquitectos Aliados, sobre o projeto para o Hotel Apartamento e Sala Espetáculos - M.OU.CO. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
Projetada pela Powerhouse Company, a Baan Tower começou a ser construída no bairro remodelado de Baan, em Roterdã, Países Baixos. A torre residencial pretende oferecer uma arquitetura sustentável focada no bem-estar dos moradores, dizem os idealizadores. Após a conclusão, o arranha-céu abrigará 427 apartamentos disponíveis para aluguel. Sete anos após o início do projeto, a proposta recentemente recebeu a licença de construção e a expectativa é que seja finalizado até 2026.
Anne Lacaton and Jean-Philippe Vassal. Image Courtesy of Philippe Ruault
O Museu Sir John Soane anunciou o escritório francês Lacaton & Vassal como vencedor da Medalha Soane 2023. O prêmio reconhece o trabalho do escritório ao longo de mais de três décadas. Por meio de uma abordagem de projeto honesta, o escritório se tornou conhecido pelo aproveitamento eficiente de materiais e estruturas existentes, priorizando as necessidades dos moradores e das comunidades locais. Por essas mesmas qualidades, o escritório foi também reconhecido com o Prêmio Pritzker 2021.
A água é essencial para todas as formas de vida na Terra, desempenhando um papel crucial na manutenção dos processos biológicos, na sobrevivência dos ecossistemas e no apoio ao bem-estar dos seres humanos. Além disso, a água – em muitas culturas – é associada à rituais e cerimônias assumindo as mais variadas simbologias.