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Arquitetos: Eckersley Architects
- Área: 337 m²
- Ano: 2024

No momento de implantar uma casa no terreno, um dos primeiros passos consiste no reconhecimento do território que a circunda, identificando suas potencialidades e tensões. Nesse processo, inevitavelmente selecionamos, recortamos, ocultamos ou potencializamos determinadas vistas, moldando a experiência arquitetônica de acordo com as sensações que se deseja fomentar.
Estabelece-se, portanto, uma hierarquia visual que orienta o olhar, determinando o que deve ser visto, de que maneira e com qual intensidade emocional, sendo capaz de definir como o usuário interpreta o entorno. Nesse contexto, a estratégia projetual ultrapassa o campo da decisão estética para atuar como uma manipulação da experiência fenomenológica do espaço. Ao selecionar um fragmento específico do horizonte por meio de uma abertura controlada, ou dissolver os limites entre interior e exterior com amplos planos envidraçados, a arquitetura passa a operar como uma lente. Ela pode enfatizar a pequenez da escala humana diante da vastidão do território ou, em sentido oposto, domesticar a natureza, incorporando-a como parte da vida cotidiana.

Habitar residências projetadas por consagrados nomes da arquitetura moderna é um sonho almejado por muitos. Projetos que se tornaram icônicos são grandes atrativos para novos moradores que valorizam tanto a assinatura autoral e a história do edifício como as soluções arquitetônicas inovadoras que contribuíram para que tais projetos tenham ganhado destaque.
No caso das obras de Oscar Niemeyer, fluidez e flexibilidade são as palavras-chave que melhor definem suas plantas e soluções tipológicas. Essas características oferecem um enorme potencial para arquitetos que realizam reformas nessas unidades. O Edifício Copan, no centro de São Paulo, é um exemplo emblemático: suas 1.160 unidades, distribuídas em seis blocos, variam de estúdios de 25 m² a apartamentos que ultrapassam os 150 m². A vasta produção do arquiteto inclui ainda outros edifícios residenciais na capital paulista — como o Montreal, o Califórnia e o Eiffel —, em cidades como Belo Horizonte e Brasília, e ultrapassa as fronteiras nacionais com o Bloco de Apartamentos da Interbau, em Berlim.

A cada ano, a equipe de Curadoria de Projetos do ArchDaily rememora a vasta gama de obras publicadas ao longo desse período, apresentando retrospectivas que permitem não apenas identificar tendências e variações na produção arquitetônica, mas também reconhecer de que forma impactam a nossa audiência. No ArchDaily Brasil, a seleção anual de melhores casas – que ano após ano, segue permanecendo como nossa categoria de projeto mais popular – representa uma amostra das variadas soluções, estratégias, técnicas e materiais encontrados na arquitetura residencial dos países de língua portuguesa.

No dia 16 de março, o arquiteto João Batista Martinez Corrêa, fundador da JBMC Arquitetura e Urbanismo, realizará uma palestra na nova sede regional do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, localizada na antiga "Residência Clotilde e Sérgio Ferreira", um imóvel histórico recentemente tombado recentemente pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural do Município de Ribeirão Preto. A casa abrigou por muitos anos o casal formado pela professora universitária Maria Clotilde Rossetti e pelo biólogo Sérgio Henrique Ferreira, notável pela sua descoberta sobre o fator de potenciação da bradicinina.

Espaços domésticos desarrumados e bagunçados podem ser mentalmente exaustivos, tornando-se impossível relaxar nesses ambientes internos. Assim como diz o ditado "espaço arrumado, mente arrumada", ambientes domésticos onde prevalecem linhas limpas (seja com um estilo de vida minimalista, organização ou sistemas de armazenamento retráteis e bem organizados) promovem uma mentalidade mais meditativa. Talvez, no entanto, a demonização dessa desordem crie espaços sem caráter que podem vir a ser um pouco entediantes.
No entanto, a chamada "bagunça" ainda pode despertar alegria quando uma oportunidade é dada. É possível criar elementos decorativos, texturas e, mais importante, superfícies personalizadas, através de espaços de armazenamento abertos como prateleiras, ganchos ou armários sem portas. Podendo guardar memórias preciosas, histórias, conquistas, equipamentos inspiradores ou itens funcionais.

A arquitetura residencial na Índia é um reflexo direto das práticas étnicas e estilos de vida de seus cidadãos. As primeiras casas foram desenvolvidas como unidades de assentamentos comunitários maiores. A arquitetura das residências indianas está profundamente emaranhada com valores culturais, frequentemente centrados nas ideias de família e relações comunitárias. Geralmente, uma única casa abriga uma grande família e atende às necessidades de várias faixas etárias sob o mesmo teto. A vida multigeracional exige uma sintaxe espacial específica para possibilitar conexões.

Populares na arquitetura vitoriana, as portas embutidas caíram de moda em meados da década de 1920 e as portas articuladas logo se tornaram a norma. Nos últimos anos, no entanto, um interesse renovado em soluções de economia de espaço e desdobramento trouxe-as de volta ao centro das atenções. O que costumava ser uma característica arquitetônica esquecida tem se tornando cada vez mais comum nos interiores modernos, juntamente com seu toque criativo e inúmeras funções. Essas portas deslizantes e elegantes podem dividir com eficiência, criar transições perfeitas, economizar espaço e contribuir para uma aparência única, sofisticada e elegante. Tudo isso enquanto adicionam um leve toque de poesia à casa; deslizando silenciosamente na parede, convidam os usuários a passarem e explorar o que está além, criando um forte senso de mistério e intriga.

Yucatán é um estado localizado no sudeste do México, na península de Yucatán, fazendo fronteira com o Golfo do México, Quintana Roo e Campeche. Dentro deste estado estão situados quatro povoados mágicos: Izamal, Maní, Sisal e Valladolid. A arquitetura tradicional da região é uma mistura de influência indígena, espanhola, mexicana, francesa, italiana e norte-americana.

A escassez de água é uma das situações mais degradantes que alguém pode enfrentar. E, no entanto, na Índia, um país que abriga 18% da população mundial, mas possui apenas 4% dos seus recursos hídricos, essa é uma luta recorrente, com um número significativo de famílias indianas tendo que lidar com a escassez de água diariamente.
Lá, o ciclo da água oscila entre extremos. Monções severas e períodos de enchentes se transformam em secas implacáveis, tornando cada vez mais difícil controlar e preservar os recursos hídricos. Embora a maioria das ações em larga escala se concentre nas consequências para os setores agrícola e de produção, o resultado também é percebido no nível individual das residências. Assim, ações cumulativas em pequena escala oferecem um caminho possível para os cidadãos mitigarem o problema.

Mario Cucinella Architects anunciou o projeto para a nova Piazza dei Navigatori em Roma, na Itália. Planejada como um empreendimento de uso misto, majoritariamente para espaços residenciais, com um componente de varejo e escritório, estacionamento e "salas de plantas". Está localizado em uma área rica em elementos naturais, aspecto que inspirou o projeto.

Seguindo as descobertas de um estudo publicado na revista científica Nature Ecology & Evolution em abril, tornou-se conhecimento público que a ilha artificial de lixo plástico conhecida como Great Pacific Garbage Patch (uma área de mais de 1,6 milhões de quilômetros quadrados entre a Califórnia e o Havaí) serve como lar de um ecossistema costeiro inteiro. A vida marinha está usando a enorme área aglomerada de resíduos plásticos humanos como habitat flutuante, e os cientistas ficaram chocados com o número de espécies que conseguiram estabelecer vida nesse ambiente hostil.
A notícia mais uma vez traz à tona não apenas questões urgentes de mudanças climáticas e poluição do oceano, mas também a questão da migração induzida pelo meio ambiente, mesmo em nível microbiano. A arquitetura está se movendo cada vez mais para reinos experimentais quando se trata de considerar locais para as comunidades do nosso futuro. O aumento do nível do mar colocou a água ao topo da lista desses locais. Mas essas deliberações não são tão recentes quanto se poderia pensar: cidades flutuantes existem há séculos e casas na água são comuns em áreas do Benin, Peru ou Iraque, entre outros.

A cultura contemporânea do design indiano pode ser descrita em uma palavra: fusão. Uma análise cuidadosa das tendências na moda, cinema, música e arte logo revela as aspirações do país como uma nação globalizada. Revelando uma nova era, a arte e o design da Índia aparecem como uma combinação de influências da vida tradicional e do mundo ocidental. Uma imagem "neo-indiana" informa múltiplas formas de expressão cultural, incluindo arquitetura e design de interiores. À medida que os indianos e a arquitetura indiana esculpem o lugar do país no mundo, uma nova tendência floresce, impulsionada por estilos de vida modernos, influências internacionais, um passado colonial e um desejo de permanecer conectado às suas raízes.

Moradias podem ser entendidas como a forma mais significativa e primária de arquitetura, já que a casa está intimamente relacionada à ideia de abrigo, uma das necessidades básicas da humanidade. Nas palavras do arquiteto Mario Botta, “Enquanto houver um homem que precisa de uma casa, a arquitetura ainda existirá.” No entanto, apesar de sua ubiquidade, ou talvez por causa dela, é difícil encontrar uma definição exata de uma casa. Ao longo da história, diferentes funções e espaços foram adicionados e subtraídos desta unidade, refletindo diretamente o caráter da sociedade que a produziu.
A lista de expectativas que uma casa deve cumprir é longa e está sempre em evolução: fornecer espaços íntimos e seguros onde se possa recarregar energia, mas, ao mesmo tempo, permitir interação, acolhendo amigos e familiares; é o local de lazer e relaxamento, mas também o local da maioria dos trabalhos de cuidado, além de fornecer um pequeno escritório para o início de empreendimentos. Essa tendência de exigir que uma unidade residencial cumpra múltiplos papéis foi aumentada a níveis sem precedentes durante a pandemia. Preocupações com a saúde levaram ao fechamento da maioria dos espaços de trabalho, o segundo lugar onde as pessoas passam a maior parte do tempo, e de cafés, restaurantes, cinemas e shopping centers, os “terceiros lugares”. De repente, a casa teve que se tornar um espaço multiuso.

Na Espanha, a implementação de cozinhas integradas em residências tem se tornado cada vez mais comum na arquitetura contemporânea. Embora existam várias configurações e desenhos que são aplicados de acordo com os costumes e culturas das sociedades, como vimos na Argentina ou no Uruguai, a essência de conceber o espaço da cozinha como um aglutinador de atividades e um lugar de encontro entre seus habitantes e visitantes é uma fator comum. Isso tem levado os arquitetos a buscarem layouts, tecnologias e materiais capazes de proporcionar funcionalidade, amplitude e flexibilidade às residências.

Que estratégias de projeto ou novas tecnologias podem ser integradas ao projeto arquitetônico sem colocar em risco o meio ambiente? Nos últimos anos, as energias renováveis têm se tornado cada vez mais populares no mundo inteiro, e a energia solar fotovoltaica é uma das muitas que estão crescendo exponencialmente.

Embora o processo de moldar o vidro seja lento e árduo, a humanidade usa o material há milhares de anos. De acordo com evidências arqueológicas, as primeiras ferramentas e joias de vidro feitas pelo homem foram produzidas na Mesopotâmia oriental e no Egito por volta de 3.500 a.C. Além disso, após a invenção do tubo de sopro, na Síria, no século I a.C., e a Revolução Industrial ocidental, que facilitaram sua produção em massa, traços característicos de transparência e durabilidade puderam finalmente ser aplicados em larga escala na arquitetura e no design.
Avançando para os dias atuais, o uso de vidro para fachadas e janelas de edifícios está bem documentado. Mas e quando estamos do lado de dentro? Ao tratar o vidro para diferentes níveis de transparência, posicionando-o de forma inteligente dentro de uma sala ou utilizando sua superfície reflexiva, os interiores podem se beneficiar do material tanto quanto os exteriores.