O escritório de arquitetura holandês Mecanoo revelou seu projeto para o conjunto de arranha-céus mais alto da cidade de Haia, na Holanda. Apelidado de "The Grace", o projeto consiste em duas torres, uma de 150 metros de altura e outra de 180 metros. O projeto residencial vem como uma resposta à crescente demanda por moradias populares, além de promover um maior senso de comunidade.
Os tapetes não costumam ser itens que passam despercebidos nos ambientes residenciais. Além de esquentar o ambiente e deixá-los mais aconchegantes, quando usados corretamente, os tapetes conectam os móveis e dão unidade à decoração. Veja a seguir algumas dicas de como dimensionar e escolher corretamente esse item em sua casa.
Seul, semelhante a várias grandes cidades em todo o mundo, é caracterizada pela escassez de terras, superpopulação, preços imobiliários impressionantes e segregação urbana. Essas condições de vida forçaram arquitetos e planejadores urbanos a buscar alternativas, (re)introduzindo novos modelos de convivência, habitação de baixo custo em áreas suburbanas e empreendimentos de uso misto. No entanto, a proximidade ao trabalho, educação, comércio, instalações de saúde e transporte público, bem como infraestrutura otimizada e melhor governança sustentaram a vida dentro dos limites da cidade compacta desejável. Escondida nas ruas movimentadas de Gangseo-gu, a "Casa de Cinco Pavimentos" por stpmj é um projeto que explora a relação entre habitação unifamiliar e contextos urbanos densos, além do valor do investimento e das restrições contextuais.
O escritório UNStudio foi o vencedor do concurso internacional "Un Iași pentru Viitor" para projetar um novo bairro residencial no centro histórico de Iași, na Romênia. Para este concurso, organizado pela Iulius, quatro escritórios foram convidados a participar, Foster + Partners, MVRDV, UNStudio e Zaha Hadid Architects. O principal desafio do concurso foi projetar um edifício bem integrado a um ambiente urbano complexo marcado por monumentos históricos de diferentes épocas, descobertas arqueológicas, espaços públicos e jardins abertos. A proposta vencedora, intitulada “Tempos de Fazer Pontes, Comunidades Pontes” (tradução livre), visa oferecer uma resposta coerente às particularidades do local.
Não são poucas as histórias de ficção que nos fazem sonhar com a automatização em nossas vidas. Robôs e geringonças cheias de luzes e botões prometem facilitar e transformar nossas rotinas, além de influenciarem a estética com uma linguagem futurista. Na realidade, além de replicar essa estética na arquitetura, hoje em dia nos deparamos com tecnologias de inteligência artificial que avançaram o suficiente para serem incorporadas aos projetos de arquitetura mais simples, como as residências unifamiliares.
Projetado para uma seguradora, o edifício Centraal Beheer de Herman Hertzberger em Apeldoorn, Holanda, é amplamente reconhecido como um dos pontos altos do movimento estruturalista. MVRDV, em consulta com o escritório de Herman Hertzberger AHH, está transformando o célebre edifício, tornando-o peça central de um novo bairro residencial sustentável, preservando sua estrutura e princípios fundamentais. O projeto faz parte de uma intervenção maior em um terreno de três hectares próximo à estação de trem da cidade. A proposta do MVRDV apresenta aproximadamente 650-800 apartamentos, mantendo o foco na preservação, ecologização e inovação.
A densa paisagem de Manhattan acaba de receber mais um arranha-céu, desta vez projetado por um Pritzker português. Com 137 metros de altura e 35 pavimentos, o 611 West 56th Street, primeiro edifício de Álvaro Siza em Nova Iorque, foi externamente concluído. O condomínio de luxo, que é também a primeira obra de Siza nos Estados Unidos, conta, ainda, com diversos equipamentos para seus residentes, como uma piscina, um spa, uma academia, um playground para crianças e espaços para eventos.
Em projetos residenciais, os elementos de conforto ambiental são centrais para a concepção de propostas que estabeleçam um sentido de aconchego, acolhimento e sensação de pertencimento em um lugar protegido e seguro. A iluminação talvez seja o aspecto mais importante na conformação desse conjunto, já que ela é capaz de apontar usos específicos nos ambientes internos e externos das casas, estabelecer funções de uso prático ou de relaxamento, e destacar elementos arquitetônicos que atribuem grande valor às obras.
Assim como muitas decisões projetuais no campo da arquitetura, a escolha de elevar uma casa em relação ao terreno não tem impactos apenas estéticos, mas também - ou sobretudo - funcionais. Elevar um edifício do solo ajuda a afastar a umidade e melhorar a circulação do ar, ao mesmo tempo em que minimiza seu apoio no plano e, consequentemente, a necessidade de movimentação de terra para executar a obra. Assim, lajes suspensas são simultaneamente soluções arquitetônicas e bioclimáticas passivas, adequando-se bem ao clima quente e úmido que caracteriza a maior parte do Brasil.
A concepção das janelas de um edifício é fator determinante para a salubridade e conforto térmico dos ambientes. No caso das janelas de piso a teto, a dupla vantagem que se tem a partir da boa iluminação dos espaços internos e ampla vista para a paisagem talvez seja o fator mais atrativo para a sua adoção em edifícios residenciais. Normalmente localizadas em pontos estratégicos, como nos espaços de convívio ou em quartos não direcionados à rua, esse tipo de janela promove uma eficiente integração entre os espaços internos e externos.
MVRDV revelou as imagens do seu primeiro projeto na América do Sul. The Hills é um edifício residencial localizado na orla do rio Guayas, em Guayaquil, Equador, composto por seis torres residenciais dispostas em uma base de uso misto, criando a imagem de um vale. As torres variam em altura, de 92 a 143 metros, elevando-se à medida que se afastam da orla. Toda a composição é inspirada na paisagem local que mescla o ambiente natural e urbano.
Historicamente associadas à imagem de fábricas e edifícios industriais em geral, as instalações aparentes também têm sido adotadas nos últimos anos em outras tipologias, entre elas a residencial. Os eletrodutos, tubos hidráulicos e demais elementos utilizados nas instalações, que por muito tempo foram relegados ao segundo plano, escondidos por paredes e forros, podem ser elementos chave de partidos arquitetônicos.
A Foster + Partners apresentou o projeto da BWDC Residential Tower, um edifício de apartamentos de luxo em Manila, nas Filipinas. A nova torre combina a arquitetura própria da cidade, e seu tradicional estilo de vida nas varandas, com a vida moderna em arranha-céus. O projeto é o mais recente da empresa nos trópicos, e responde aos sistemas climáticos intensos das regiões, mitigando altas temperaturas e umidade por meio de estratégias de design passivas.
As dependências de empregada estão com “os dias contados”, apesar de ainda encontrarem lugar nos novos apartamentos de luxo. A informação é de uma reportagem publicada na Folha de S. Paulo em março deste ano que diz que em 2018 menos de 1% das trabalhadoras domésticas, em sua maioria mulheres negras, moravam nas dependências de seus empregadores — um número baixo quando comparado com os 12% de 1995. Com a diminuição das profissionais residentes na casa dos empregadores, o “quartinho de empregada” estaria aos poucos deixando de fazer parte das plantas de arquitetura dos edifícios habitacionais brasileiros.
A moradia sempre será um tema e desafio para os arquitetos. Pensá-la de forma que atenda a toda a população e em contextos mais precários é uma das tarefas mais complexas, e talvez impossíveis, de serem plenamente consolidadas. Cada lugar e família sempre colocarão pontos distintos de prioridade em um projeto, motivo pelo qual recorrer a um padrão de soluções não é o ideal. No entanto, diversas propostas apresentam possibilidades de intervenção que criam uma intricada costura entre os mais distintos fatores: infraestrutura básica, programa, desejos próprios, estética, orçamento. Por isso, reunimos aqui alguns exemplos brasileiros de habitações populares, que vão desde uma casa unifamiliar até grandes blocos residenciais.
Segundo uma pesquisa realizada pela ABRECON (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição), houve, nos últimos anos, um crescimento na reciclagem de resíduos de construção e demolição (RCD) no Brasil. Segundo o relatório de 2015, o percentual de RCD reciclados no país naquele ano foi de 21%, enquanto em 2013 este total correspondeu a 19%.
O cenário, apesar de otimista, ainda não é ideal, e o crescimento de RCDs reciclados ainda é considerado pequeno. No Brasil, os resíduos da construção civil podem representar entre 50% e 70% da massa dos resíduos sólidos urbanos. Ou seja, ainda é preciso defender uma prática comum de reciclagem e de reuso de materiais na arquitetura, sobretudo no contexto brasileiro.
O mobiliário tem influência direta na qualidade de projetos de interiores. Sua presença contribui, entre outras implicações, para a atribuição de funções aos espaços e determinar limites entre eles, mas, em alguns casos, sua posição no ambiente confere também certo destaque próprio. Isto é, o design do móvel é ressaltado pela sua relação com as texturas, cores e composições do ambiente construído.
Um espaço interno com cores neutras, por exemplo, pode colaborar para dar destaque a determinados móveis que, além de cumprirem sua função, acabam por assumir também certo caráter contemplativo. Este é o caso de móveis que se tornaram icônicos por seu design, em alguns casos pensados por grandes nomes da arquitetura que exploraram este campo e desenharam peças que se tornaram representativas do seu estilo.