
Com curadoria de Alcova Milano, o Heimtextil Trends 25/26 traz uma nova e empolgante perspectiva para a indústria têxtil sob o tema "Future Continuous". Essa tendência será apresentada de 14 a 17 de janeiro de 2025 na Trend Arena da Heimtextil.

Com curadoria de Alcova Milano, o Heimtextil Trends 25/26 traz uma nova e empolgante perspectiva para a indústria têxtil sob o tema "Future Continuous". Essa tendência será apresentada de 14 a 17 de janeiro de 2025 na Trend Arena da Heimtextil.

À medida que o mundo se urbaniza rapidamente, as cidades se tornam o lar de uma nova geração de líderes e agentes de transformação. As juventudes estão no centro dessa transformação, especialmente em regiões como a África, a Ásia e a América. Nesta segunda-feira, 7 de outubro, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) convida todas as pessoas interessadas no desenvolvimento urbano sustentável a celebrar o Dia Mundial do Habitat, que neste ano tem como tema "Engajando a juventude para criar um futuro urbano mais inclusivo".

Ao longo da costa sudoeste da Índia, pontuada por uma mistura de arquitetura colonial e patrimônio ancestral, a cidade de Kochi ergue-se como um vestígio da influência estrangeira. Anteriormente colonizada por portugueses, holandeses e britânicos, a cidade hoje sopra nova vida em sua paisagem construída. Do outro lado do mundo, na cidade alemã de Kassel, as cicatrizes da Segunda Guerra Mundial estão gravadas no ambiente, sob a superfície de sua alma cultural renascida. Kochi e Kassel, embora distantes geograficamente e historicamente, compartilham um ponto em comum: o poder de cura da arte e dos festivais. Diante de traumas históricos, ambas as cidades encontraram a renovação na expressão criativa de artistas de todo o mundo.
A principal premiação de design sustentável do mundo, o Holcim Foundation Awards 2025, está com inscrições abertas. A Holcim Foundation, com sede na Suíça, convida projetos inovadores em qualquer escala, que contem com o apoio de clientes e estejam em fase avançada de projeto, a concorrerem ao reconhecimento global. A participação no concurso é gratuita, com um prêmio total de US$ 1 milhão, que será distribuído entre os 20 projetos vencedores.
Projetos já em construção são elegíveis, desde que as obras não sejam concluídas antes de 11 de fevereiro de 2025. O período de inscrição vai de 1º de outubro de 2024 a 11 de fevereiro de 2025, e a cerimônia de premiação ocorrerá durante o Venice Forum da Fundação, em 20 de novembro de 2025.

Na primeira segunda-feira de outubro, o Dia Mundial da Arquitetura oferece uma oportunidade para refletir sobre o papel que a arquitetura desempenha na formação do nosso mundo e de nossas comunidades. Criado pela União Internacional de Arquitetos (UIA) em 1986, este dia foi instituído como uma base para discussões contínuas sobre inovações na prática arquitetônica, novas abordagens para o papel em constante evolução de profissionais de arquitetura e design, e as variadas respostas a preocupações emergentes.
Como nas edições anteriores, a UIA define um tema central anual para orientar essas conversas. Este ano, o tema do Dia Mundial da Arquitetura 2024, "Empoderar a próxima geração para participar do desenho urbano", abre margem para múltiplas interpretações, contemplando o impacto do desenho urbano nas futuras gerações, além de destacar a contribuição de jovens arquitetos e arquitetas na construção das cidades do amanhã. O evento deste ano busca abordar desafios cruciais enfrentados pelos ambientes urbanos e seu impacto nas próximas gerações. O foco está na criação de cidades que não sejam apenas mais verdes e ecologicamente corretas, mas também inclusivas, atendendo às diversas necessidades de diferentes grupos da sociedade.

Em uma reviravolta surpreendente, o arquiteto de renome internacional Kengo Kuma foi nomeado o novo designer principal para o aguardado Memorial Global da Guerra ao Terror no National Mall, em Washington, D.C. O anúncio ocorre após a saída do/a designer anterior, Marlon Blackwell, originalmente selecionado/a em julho de 2023.

Atualmente, a diversidade e a inclusão consolidam-se como pilares fundamentais no projeto de espaços, orientando a criação de estruturas que se adaptem às necessidades de todas as pessoas. Essa abordagem abrangente aborda a funcionalidade das edificações com o objetivo de transformar cada aspecto do projeto, promovendo a acessibilidade desde a concepção. Um marco fundamental nessa trajetória foi a instituição de leis como a Americans with Disabilities Act (ADA) nos Estados Unidos. Este documento estabeleceu um marco legal para proibir a discriminação contra pessoas com deficiência e abriu um precedente para promover o projeto de espaços públicos e serviços acessíveis a todas as pessoas.
Embora seja inegável que esses avanços representem um divisor de águas na acessibilidade do ambiente construído, historicamente, tais códigos fizeram com que a estética predominante dos banheiros acessíveis se baseasse na mera conformidade técnica. Esse foco acabou por afastar o desenvolvimento projetual, resultando em propostas esteticamente limitadas. Embora o cumprimento das normas não seja questionável, essa situação gerou a necessidade de novas visões que possam transformar a estética dos banheiros, mantendo a estrita adesão a tais regulamentos. A crescente demanda por instalações acessíveis impulsionou o desenvolvimento de conceitos inovadores, como as cabines Superloo. Essa instalação autônoma maximiza o espaço útil ao mesmo tempo em que destaca a tendência de fundir funcionalidade e inclusão em um ambiente esteticamente agradável.

No ano 2000, o Royal Institute of British Architects (RIBA) concedeu seu prestigioso Stirling Prize à Peckham Library, projetada pela equipe de arquitetura Alsop e Stormer. Embora não tenha sido a primeira vez que uma biblioteca recebeu a premiação, foi a primeira vez que uma biblioteca local a conquistou. O fato ilustrava uma época em que o financiamento público permitia elaborar diretrizes com a intenção de "criar um edifício de mérito arquitetônico que trouxesse prestígio ao distrito". A biblioteca foi elogiada pelo espaço público aberto que criou, por seu design lúdico e colorido, e por suas credenciais ambientais. Situada com destaque no coração da comunidade, chama a atenção o fato de seu letreiro, projetado acima da linha da cobertura, trazer simplesmente a palavra "Library" (Biblioteca), um indicativo da importância da função do edifício para a região.

"Beber Caracú é beber saúde". É o que se lia na imensa empena de um prédio no centro de São Paulo, na manhã do dia 1 de maio de 2018. Por décadas encoberto, o anúncio da famosa marca de cerveja pairava agora diante de um enorme amontoado de concreto, metal retorcido e vidro estilhaçado. Entulho ao qual fora reduzido o emblemático Edifício Wilton Paes de Almeida, projetado pelo arquiteto Roger Zmekhol, tema do documentário Pele de Vidro, dirigido por sua filha, Denise Zmekhol.
O filme transcende o registro arquitetônico tradicional ao misturar um relato pessoal com questões políticas do Brasil contemporâneo, um país marcado por desigualdades e memórias apagadas. No centro da história está o edifício, considerado um marco da arquitetura moderna brasileira, que desabou em 2018 após um trágico incêndio.

Telhados inclinados e lotes em patamares ou encostas estão entre as soluções mais antigas — e ainda assim altamente funcionais — para a dispersão, o redirecionamento de águas pluviais e o controle da erosão. Embora a maioria das construções atuais ainda opte por coberturas tradicionais, planas ou inclinadas, os avanços nos materiais e técnicas construtivas vêm permitindo uma maior exploração projetual e variações de layout. Com isso, observa-se o aumento de telhados verdes, soluções de isolamento passivo e usos mais inovadores das coberturas. Um exemplo notável é a recorrência de coberturas escalonadas ou em terraço, que costumam estabelecer uma continuidade suave com o terreno, além de oferecer espaços funcionais adicionais ao projeto.

O sol é um parceiro incontornável na arquitetura, influenciando a iluminação, a eficiência energética e o conforto dentro e fora dos edifícios. Essa influência tornou-se ainda mais relevante no contexto das mudanças climáticas, que têm provocado o aumento das temperaturas e a criação de ambientes desafiadores. Em resposta, profissionais de projeto trabalham constantemente para adaptar as cidades às ondas de calor por meio de estratégias urbanas em grande escala. Em menor escala, como no contexto residencial, a questão pode ser abordada de maneira mais específica por meio de diversas soluções de sombreamento.
Como o comportamento do sol varia de acordo com a região e a época do ano, estruturas de sombreamento reguláveis são fundamentais para gerenciar a luz solar e o calor de forma eficaz. Em altas latitudes, os ângulos solares mudam com a alternância das estações, ao passo que nas regiões equatoriais a radiação permanece mais constante ao longo do ano. As soluções retráteis da ShadeFX são projetadas para se adaptar a essas diferentes condições, regulando a intensidade da luz direta e minimizando o calor excessivo. Ao aumentar o conforto e a funcionalidade dos espaços, essas soluções também contribuem para mitigar o impacto de um planeta superaquecido.

Ao longo da história, tornou-se evidente que a chave para projetos duradouros e sustentáveis é lançar bases sólidas. Nossa sociedade caminha para um futuro mais urbano, no qual a densidade das metrópoles será cada vez maior. Por isso, esse amanhã mais urbano exige um planejamento urbano moderno, capaz de erguer estruturas inovadoras, sustentáveis e flexíveis. Afinal, a única forma de fazer com que a nossa sociedade viva melhor é construir melhor.

O Prêmio Aga Khan de Arquitetura anunciou o Grande Júri para o seu 16º ciclo de premiação. O painel independente inclui a arquiteta laureada com o Prêmio Pritzker Yvonne Farrell, o fundador do ArchDaily, David Basulto, e Lucia Allais, diretora do Buell Center. Criado em 1977 por Aga Khan IV, o prêmio busca destacar projetos de arquitetura que gerem um impacto positivo significativo em comunidades islâmicas de todo o mundo. A premiação é realizada em ciclos trienais e conta com uma dotação total de US$ 1 milhão.

O MVRDV, em colaboração com o JGE Architects, os/as arquitetos/as paisagistas Copley Wolff e a Langan Engineering, desenvolveu um masterplan para a reurbanização de Faneuil Gardens, um complexo de habitação social no bairro de Brighton, em Boston. O projeto, encomendado pela The Community Builders em parceria com a Boston Housing Authority, visa substituir o obsoleto conjunto residencial da década de 1940 por cinco edifícios contemporâneos que incorporam moradias acessíveis de renda mista, espaços de moradia e trabalho para artistas e amplas áreas verdes. No centro da reurbanização está um novo centro comunitário, localizado ao longo de uma avenida pública que atravessa o coração do terreno.

Um dos maiores desafios atuais nas grandes cidades é a crise habitacional e a falta de soluções eficientes para mitigar seus efeitos sobre a população. Esse problema se agrava em cidades onde o turismo e o aluguel de temporada ou temporário predominam no mercado, afastando a população local da possibilidade de acessar uma moradia acessível em áreas urbanas. Além disso, a gentrificação, impulsionada pelo aumento dos aluguéis e pela especulação imobiliária, contribui para o deslocamento das comunidades locais, transformando bairros tradicionais em zonas voltadas exclusivamente ao consumo turístico.

A arquitetura é há muito tempo compreendida como uma ferramenta poderosa para moldar o ambiente físico e as dinâmicas sociais nele inseridas. No entanto, seu potencial para promover a equidade social é muitas vezes negligenciado. O design orientado pela empatia convida arquitetos/as a abordarem seu trabalho não apenas como criadores de espaços, mas como facilitadores de conexões humanas e do bem-estar comunitário. Essa abordagem centra-se na compreensão das experiências de vida, lutas e aspirações das pessoas — particularmente de comunidades marginalizadas — e na resposta às suas necessidades por meio de uma arquitetura inclusiva e atenta. Ela vai além da estética e da funcionalidade, concentrando-se, em vez disso, na criação de espaços que promovam a dignidade, a acessibilidade e a equidade social. Ao priorizar a empatia, arquitetos/as podem projetar ambientes que fortaleçam comunidades, combatam disparidades e criem espaços inclusivos que promovam transformações sociais positivas de maneira tangível e centrada no ser humano.

A imagem quase clichê da cerca branca tornou-se sinônimo dos ideais do Sonho Americano. Atrás da cerca, há invariavelmente um gramado perfeitamente aparado, um tapete verde sobre o qual a vida pode se desenrolar. Essa imagem e suas associações não são, contudo, acidentais. Em seu livro "Domesticity at War", Beatriz Colomina observa que, desde a Segunda Guerra Mundial, o gramado assumiu um papel central no imaginário do país, tornando-se inicialmente um a fim de abrir espaço para a diversidade, tanto social quanto ecológica. símbolo da estabilidade dos lares para os quais os soldados esperavam retornar, oferecendo um espaço onde aqueles que ficavam em casa ainda podiam cumprir deveres para com a nação e, após a guerra, propagando a imagem de um estilo de vida idealizado, mantido com muito trabalho e dedicação. Nos últimos anos, o gramado emergiu mais uma vez como um local de conflito, desta vez entre aqueles que esperam preservar essa imagem idealizada e aqueles que buscam romper com a uniformidade a fim de abrir espaço para a diversidade, tanto social quanto ecológica.

Buildner, em colaboração com a fabricante de materiais de construção Kingspan, anunciou os vencedores da MICROHOME Kingspan Edition, distribuindo um prêmio total de 150.000 EUR. A competição deste ano, agora em sua sétima edição, atraiu arquitetos/as e designers, tanto profissionais quanto estudantes, de 115 países.

O escritório de arquitetura SO – IL revelou os planos para um novo projeto de edifício residencial no bairro de Fort Greene, no Brooklyn. Batizado de 144 Vanderbilt, o empreendimento oferece 26 apartamentos e áreas de lazer que abrangem quase 90.000 pés quadrados (cerca de 8.300 metros quadrados). Segundo o SO – IL, a arquitetura se inspira no patrimônio histórico do Brooklyn, ao mesmo tempo em que incorpora uma abordagem moderna, com volumes escalonados que priorizam as interações comunitárias e o conforto da vida urbana.

O escritório Foster + Partners acaba de revelar o projeto de um novo edifício híbrido de moradia e trabalho em Seul, na Coreia do Sul, que busca redefinir a hospitalidade corporativa por meio de uma abordagem personalizada. A estrutura foi concebida para acomodar profissionais que buscam conciliar trabalho e lazer em um ambiente urbano. Com ênfase no conforto, na funcionalidade e no bem-estar, o edifício incorpora espaços projetados para recepções e eventos, além de salas dedicadas a reuniões e negociações. O projeto também conta com instalações de bem-estar de última geração, criando um ambiente ideal tanto para o trabalho quanto para o relaxamento. O empreendimento é composto por doze unidades privadas, cada uma ocupando um andar inteiro, proporcionando uma experiência de moradia exclusiva e sob medida para as necessidades individuais.

Quando pensamos em espaços que estimulam a meditação, nossa mente costuma viajar para os jardins Zen do Japão, onde linhas puras e um paisagismo meticulosamente planejado convidam à quietude, ou para o design escandinavo, com seus tons neutros e tecidos suaves. Esses estilos evocam uma sensação de calma por meio da simplicidade, característica frequentemente associada às linguagens arquitetônicas japonesa e do norte da Europa. No entanto, a quietude e a meditação não se limitam a esse tipo de cenário. As tradições arquitetônicas latino-americanas também oferecem abordagens potentes — embora muitas vezes preteridas — para os espaços de meditação. Com tons terrosos de terracota, texturas ásperas de adobe, pátios íntimos e uma forte conexão com a natureza, esses ambientes convidam à reflexão por meio do aconchego e da riqueza material, criando espaços que transmitem calma sem recorrer ao minimalismo extremo.

O escritório de arquitetura paisagística SCAPE, em conjunto com o Bjarke Ingels Group, anunciou planos para transformar a Manresa Island, em Connecticut, em um empreendimento voltado ao público, concebido como um polo de aprendizado, exploração e engajamento comunitário. Antes previsto para abrigar residências privadas à beira-mar, o novo plano visa abrir a área como um parque público com amplo acesso à orla, sob a liderança do SCAPE. Além disso, a usina termoelétrica a carvão desativada será convertida pelo BIG em um polo comunitário para diversas atividades, incluindo natação, eventos de pequena e grande escala, pesquisa e salas educacionais. Financiado por um investimento filantrópico privado de Austin McChord, o projeto tem previsão de abertura para 2030, por meio de um desenvolvimento em fases.

Alma Zevi escreveu um livro que oferece um relato íntimo e definitivo sobre a trajetória do escultor, pintor e arquiteto suíço Not Vital. Esta obra abrangente investiga a vida nômade de Vital, buscando e construindo lares em diversas cidades, como Paris, Nova York, Pequim e Rio de Janeiro. O livro explora a prática seminal da escultura e os projetos arquitetônicos do artista, apresentando um catálogo com mais de 450 esculturas e obras relacionadas. Com base em material de arquivo e entrevistas pessoais com o artista, Zevi busca traçar um retrato de sua carreira até o momento.

Diante do envelhecimento da população mundial, prevê-se uma das transformações sociais mais significativas do século XXI. A concepção de pátios, jardins, terraços e demais áreas verdes em estabelecimentos destinados à terceira idade traz a oportunidade de fomentar o encontro, a participação em diversas atividades coletivas e a consolidação de espaços de reunião, buscando reduzir a solidão entre as pessoas idosas e potencializar o bem-estar e a interação social em contato com a natureza. Como é possível criar ambientes construídos adaptados às pessoas idosas e suas necessidades?