A influente arquiteta Deborah Berke, FAIA, LEED AP, foi anunciada como a vencedora da Medalha de Ouro do AIA de 2025, em reconhecimento a sua trajetória de quatro décadas que alia excelência em projeto e liderança acadêmica comprometida com a responsabilidade social e ambiental. Seu trabalho, que abrange projetos residenciais, institucionais e de reuso adaptativo, demonstra um compromisso contínuo com a sustentabilidade e o engajamento comunitário. Fundadora do escritório Deborah Berke Partners (hoje TenBerke) em 1982 e primeira mulher a ocupar o cargo de diretora da Yale School of Architecture, ela exerceu diversos cargos de liderança na área e contribuiu ativamente para debates sobre ética no design, sustentabilidade e educação.
A QS, Quacquarelli Symonds World University Rankings, divulgou a lista anual das melhores universidades para estudar Arquitetura e Ambiente Construído em 2024. O ranking avalia mais de 1.500 instituições de mais de 100 localidades. O sistema de avaliação foi atualizado este ano para incluir novas métricas, como sustentabilidade, resultados de empregabilidade e redes de pesquisa internacionais.
As três primeiras colocadas, a The Bartlett School of Architecture, o MIT e a Delft UT, mantiveram sua classificação de 2023, com a ETH Zurich apresentando uma leve queda, passando de um terceiro lugar compartilhado para a quarta posição. Na sexta colocação, a Harvard University se destaca como a melhor universidade em reputação entre empregadores nesta área. Entre as 10 melhores universidades, o Politecnico di Milano teve o maior avanço no ranking, subindo da 10ª posição no ano passado para a 7ª.
A Woodward Avenue, entre o Detroit Institute of Arts e a Detroit Public Library, serve como um espaço público de mediação na primeira estrada pavimentada do país. Imagem cortesia de Agence Ter - Akoaki
O Detroit Cultural District anunciou uma iniciativa ambiciosa para remodelar sua paisagem urbana. Este projeto multifásico, liderado pela Detroit Cultural Center Association (DCCA) em parceria com os escritórios de design Akoaki e Agence Ter, transformará o caráter do distrito, criando um ambiente mais dinâmico e acessível tanto para moradores quanto para visitantes. O projeto se baseia em um plano diretor abrangente, que estabelece uma visão de 15 anos para o campus de 80 acres em Detroit, Michigan. As diretrizes do plano focam na unificação das doze instituições do distrito, na melhoria do fluxo de pedestres e no fortalecimento do senso de comunidade.
O Royal Institute of British Architects (RIBA) revelou os seis projetos finalistas do RIBA Stirling Prize de 2024. Concedido anualmente desde 1996, este representa um dos prêmios de arquitetura mais importantes do Reino Unido, com o objetivo de reconhecer e destacar projetos que vislumbram um futuro mais inclusivo e respondem ativamente aos desafios atuais do ambiente construído. As obras selecionadas variam em escala e programa, abrangendo desde uma galeria de arte nacional até um refúgio rural inclusivo, grandes projetos de regeneração urbana e até mesmo uma linha de metrô de Londres. Embora alguns dos escritórios selecionados já tenham sido premiados anteriormente — como Mikhail Riches pelo projeto de Goldsmith Street em 2019 e Jamie Fobert pela New Tate St Ives em 2018 —, outras equipes de arquitetura, como Clementine Blakemore Architects e Al-Jawad Pike, recebem sua primeira indicação.
Teve início a construção da torre do Instituto de Tecnologia Financeira de Shenzhen, um edifício de 46 pavimentos projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects. Localizado em um lote estreito no distrito de Futian, em Shenzhen, o projeto busca responder ao seu contexto urbano. A volumetria do edifício, que alcança 199 metros de altura, incorpora recuos estratégicos para maximizar a incidência de luz solar nas ruas e áreas públicas do entorno. Essa decisão projetual reflete-se também na variação de transparência e cor da fachada, gerada por montantes de vidro verticais e inclinados em tons de preto e bronze. Fotografias recentes da obra revelam a torre com sua estrutura principal concluída, aguardando a instalação do fechamento externo e exibindo temporariamente, de forma aberta, sua estrutura e organização interna.
Nas últimas semanas, uma série de importantes desenvolvimentos arquitetônicos foi anunciada, revelando o trabalho diversificado de renomados escritórios globais. Esses projetos, divulgados entre o final de setembro e outubro de 2024, destacam o potencial transformador da arquitetura na reabilitação de estruturas históricas, na revitalização de áreas urbanas e na proposta de novas instalações que atendam às crescentes necessidades das comunidades. Nomes de destaque como Zaha Hadid Architects, Kohn Pedersen Fox (KPF) e Studio Egret West estão à frente de projetos ambiciosos, que vão de residências à beira-mar na Ilha de Qetaifan, no Catar, à reformulação de Earls Court, em Londres. Esta seleção de anúncios recentes oferece uma visão do desenvolvimento contínuo das paisagens urbanas e da arquitetura voltada para a comunidade.
O Obel Award é um prêmio internacional que busca destacar iniciativas não convencionais e originais no campo da arquitetura. Apoiado pela Henrik Frode Obel Foundation, cada prêmio anual gira em torno de um tema específico. Ao explorar um desafio diferente do ambiente construído a cada ano, a premiação se mantém aberta a uma ampla gama de soluções e inovações arquitetônicas, homenageando as contribuições que geram um impacto positivo tanto nas pessoas quanto no planeta.
"Architectures WITH" (Arquiteturas COM), o recém-anunciado tema da edição de 2024, explora o projeto participativo, a cocriação e a colaboração interdisciplinar, desafiando os papéis tradicionais na arquitetura para promover ambientes inclusivos e adaptáveis. O objetivo é capacitar todos os agentes envolvidos e potencializar a inteligência coletiva na arquitetura.
Estádio Aramco / Populous (Al Khobar). Imagem Cortesia de FIFA / Candidatura Arábia Saudita 2024
A Arábia Saudita foi oficialmente anunciada como sede da Copa do Mundo FIFA de 2034. O país planeja construir 11 novos estádios e reformar quatro de suas arenas existentes. As cidades-sede propostas incluem Riade, Jidá, Al Khobar, Abha e a ainda não construída Neom, uma cidade linear de 170 quilômetros de extensão projetada para ser erguida na costa do Mar Vermelho. Além disso, o plano envolve 134 centros de treinamento em todo o país, dos quais 73 serão novas instalações.
Divulgado em 11 de dezembro de 2024, o anúncio não causou surpresa, já que apenas uma candidatura foi apresentada para cada uma das edições da Copa do Mundo de 2030 e 2034. Espanha, Portugal e Marrocos foram confirmados como coorganizadores do evento de 2030, enquanto a Arábia Saudita foi escolhida para sediar a edição de 2034.
O Centre de Cultura Contemporània de Barcelona (CCCB) anunciou os finalistas do Prêmio Europeu do Espaço Público Urbano 2024. Selecionados entre 297 projetos de 35 países europeus, a edição de 2024 indicou 5 finalistas na categoria Geral, que promove espaços públicos de qualidade em todo o território europeu, e 5 na categoria Frentes Marítimas, voltada para as vulnerabilidades climáticas das cidades costeiras. O Prêmio Europeu do Espaço Público Urbano é um concurso bienal honorário que visa destacar as melhores práticas e inovações na criação, transformação e recuperação de espaços públicos nas cidades europeias.
Sendo a primeira edição a incluir uma categoria dedicada às Frentes Marítimas, a premiação deste ano reconhece a importância e os desafios específicos enfrentados pelas cidades costeiras. A iniciativa está alinhada com a Regata Cultural, uma programação de atividades paralela à competição de vela da America's Cup em Barcelona. Nesta edição, o júri internacional foi presidido pela arquiteta urbanista, paisagista e designer industrial Beth Galí, e composto por Sonia Curnier, Fabrizio Gallanti, Žaklina Gligorijević, Beate Hølmebakk, Manon Mollard, Francesco Musco e Lluís Ortega. Os vencedores da 12ª edição do Prêmio Europeu do Espaço Público Urbano serão anunciados em uma cerimônia no CCCB em 29 de outubro de 2024.
Renderização do projeto de reurbanização proposto para La Rambla. Imagem cortesia da Prefeitura de Barcelona, sob política de uso justo
La Rambla, um calçadão de 1,2 quilômetro de extensão em Barcelona, foi criada em 1766 ao longo das antigas muralhas da cidade. Adotada pelos moradores locais, tornou-se a única área espaçosa para caminhadas em uma cidade de ruas estreitas, transformando-se em um ponto de encontro central para todas as classes sociais. Com o tempo, surgiram espaços de lazer e cultura, como o Gran Teatre del Liceu e o Mercado da Boqueria, tornando o local um vibrante polo cultural. Em 2017, a prefeitura de Barcelona lançou um concurso para a revitalização deste querido espaço urbano. A equipe Km_ZERO, um grupo interdisciplinar de 15 membros que também contou com a contribuição de grupos comunitários, foi declarada vencedora. Atualmente, a primeira fase do processo de reurbanização está quase concluída, liderada por Lola Domènech e Olga Tarrasó. Cerca de cem árvores ainda precisam ser plantadas nesta fase, uma etapa que foi adiada devido à seca. A previsão é de que todo o projeto seja concluído em 2027.
A exposição "Garden Futures", em cartaz no Nieuwe Instituut, em Roterdã, até 13 de abril de 2025, explora a multifacetada história e o futuro do jardim moderno. Com curadoria de Maria Heinrich e projeto expográfico de Frank Bruggeman, a mostra apresenta o jardim não apenas como um refúgio pessoal, mas também como um espaço que reflete forças políticas e comerciais mais amplas. Estruturada em quatro capítulos temáticos, a exposição propõe uma exploração abrangente da evolução dos jardins e de seu potencial de desenvolvimento futuro.
Datado da década de 1940, o abrigo antiaéreo no bairro de St. Pauli, em Hamburgo, foi reimaginado como uma "montanha verde", com extensos jardins cobrindo o topo da estrutura de guerra. Conhecido como Hochbunker (que se traduz como "bunker alto"), o local passou por um extenso processo de restauração e reforma, que introduziu restaurantes, espaços para eventos e um hotel, além de um parque urbano na cobertura. O bunker foi aberto ao público em 5 de julho de 2025, com o objetivo de reconectar a comunidade a essa estrutura icônica e à sua história complexa.
Defensor globalmente reconhecido do urbanismo ecológico, Yu ganhou relevância internacional depois que sua filosofia de "cidade-esponja" foi adotada como política nacional na China em 2013. A abordagem prioriza soluções baseadas na natureza, como áreas úmidas, parques e pavimentos permeáveis, para absorver e reter a água. Esse novo método contrastava fortemente com a infraestrutura tradicional de concreto, oferecendo às cidades uma maneira de combater as inundações urbanas e mitigar os impactos das mudanças climáticas ao trabalhar com a natureza, e não contra ela. Desde então, suas ideias foram implementadas em centenas de cidades ao redor do mundo.
A edição de 2025 da exposição Time Space Existence do European Cultural Centre (ECC) em Veneza é norteada pelo manifesto "Reparar, Regenerar e Reutilizar". Com o objetivo de ir além de soluções superficiais e terminologias desgastadas, a mostra apresenta um grupo de profissionais que interpretam a arquitetura como um agente ativo de reparação. As obras mais instigantes apresentadas em Veneza demonstram que a "reparação" é uma prática multifacetada, operando em registros materiais, sociais e históricos. As diferentes abordagens revelam uma mudança no papel de profissionais de arquitetura, que deixam de ser apenas projetistas de objetos físicos para assumirem a função de restauradores/as, capazes de combinar tecnologia, comunidade e inteligência material para restaurar narrativas e construir sistemas culturais mais robustos.
No complexo ecossistema do desenvolvimento arquitetônico, onde conceitos inovadores encontram as realidades do mercado, existe um papel distinto que consiste em estabelecer pontes entre diversos interesses profissionais e concretizar espaços de impacto. Elisa Orlanski Ours exemplifica essa função. Esse é o território de Elisa Orlanski Ours, designer, educadora e líder do setor. Como Diretora de Planejamento e Design (Chief Planning & Design Officer) no Corcoran Sunshine Marketing Group, Elisa fundou seu departamento há duas décadas. Hoje, seu amplo portfólio abrange desde planos diretores para arranha-céus residenciais até vilas de marca individuais em vários continentes, incluindo empreendimentos marcantes na cidade de Nova York, como o Hudson Yards e o 220 Central Park South, além de projetos internacionais em colaboração com renomados escritórios de arquitetura como SHoP Architects, BIG, Herzog & de Meuron, Adjaye Associates e SO-IL. Sua perspectiva estratégica ao conduzir projetos desde a fase de estudo preliminar até a venda final oferece insights valiosos sobre as complexas engrenagens do setor. A editora-gerente do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Elisa sobre esses temas fundamentais na entrevista a seguir.
Em parceria com o European Cultural Center (ECC), o ArchDaily lança sua exposição inaugural como parte da sétima edição da Time Space Existence, uma mostra de arquitetura realizada simultaneamente à 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza. Aberta de 10 de maio a 23 de novembro de 2025 em diversos locais de Veneza, esta edição se concentra no tema "Reparar, Regenerar e Reutilizar", promovendo abordagens inovadoras e sustentáveis na arquitetura. A contribuição do ArchDaily está localizada no Palazzo Mora, complementando outros espaços como o Palazzo Bembo, os Jardins de Marinaressa e o Palazzo Michiel.
Durante a exposição Time Space Existence, organizada pelo European Cultural Centre em Veneza, o arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Alejandro Aravena e seu escritório ELEMENTAL revelaram um protótipo em escala real para uma nova abordagem em soluções de habitação incremental. Intitulada USB Core — sigla para Protótipo de Habitação com Unidade de Serviços Básicos —, a proposta visa demonstrar como uma construção eficiente pode fornecer todos os componentes habitacionais essenciais em um espaço mínimo. O protótipo é fruto de uma colaboração entre o escritório de arquitetura e a fabricante e pesquisadora de concreto Holcim, sendo construído a partir de uma mistura de concreto com emissões líquidas zero recém-desenvolvida. O projeto também incorpora agregados totalmente reciclados, alinhando-se aos princípios da economia circular. A parceria busca demonstrar uma maneira mais consciente do ponto de vista ambiental, porém economicamente viável, de fornecer serviços essenciais a comunidades vulneráveis sem prejudicar o planeta.
Durante sua estada em Veneza, a editora-chefe do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Alejandro Aravena sobre as implicações dessa colaboração, a necessidade urgente de moradia e o papel do/a arquiteto/a como coordenador/a de um processo que envolve múltiplos atores.
Cortesia do Pavilhão de Singapura, Expo 2025 Osaka
O grupo DP Architects, em colaboração com a Kingsmen Exhibits, projetou o Pavilhão de Singapura para a Expo Osaka 2025. Inaugurado oficialmente em 13 de abril, o espaço agora está aberto ao público. O conceito do pavilhão gira em torno do lema "Onde os sonhos ganham forma", com o objetivo de oferecer uma imersão na cultura e nas inovações de impacto do país. Com formato de uma esfera de 17 metros de altura revestida por discos reciclados, a estrutura abriga uma exposição multissensorial que destaca ações e tecnologias voltadas para um futuro mais sustentável.