Maria-Cristina Florian

Arquiteta, Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Técnica de Cluj-Napoca e KU Leuven. Reside em Cluj-Napoca, Romênia.

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Guia de arquitetura de Madri: 27 atrações brutalistas e contemporâneas para explorar na capital espanhola

Madri, a vibrante capital da Espanha, oferece uma mistura de tradição e modernidade que se reflete em seu diverso patrimônio arquitetônico. Esse rico passado está gravado em suas fachadas antigas, amplos espaços públicos e instituições religiosas históricas que definem grande parte do caráter atual da cidade. A contínua renovação arquitetônica de Madri, que se traduz tanto em restaurações respeitosas quanto em novas construções inovadoras, destaca o compromisso da cidade em preservar seu patrimônio ao mesmo tempo em que abraça o futuro.

No século XX, Madri abriu-se à modernidade sob a influência de movimentos como o racionalismo, o Estilo Internacional e o brutalismo. Hoje, a cidade é uma vitrine do design contemporâneo, onde projetos atuais de arquitetos e arquitetas de renome coexistem com seu legado histórico. Estruturas como o CaixaForum, de Herzog & de Meuron, e o Museu Reina Sofía, de Jean Nouvel, exemplificam o interesse da cidade por explorações arquitetônicas.

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Guia de Arquitetura de Nova York: Descubra 10 Marcos Imperdíveis e 20 Atrações Contemporâneas

Como a maior cidade dos Estados Unidos, Nova York é uma das metrópoles mais diversas e vibrantes do mundo, reconhecida globalmente como um polo de mídia, cultura, moda, arte e finanças. Fundada em 1624 por colonos da República Holandesa, a cidade cresceu e se transformou na famosa “cidade que nunca dorme”.

Embora abrigue exemplares de quase todos os estilos arquitetônicos, a metrópole destaca-se principalmente por seus arranha-céus, tanto os históricos em estilos como Neoclássico e Art Deco quanto suas diversas expressões contemporâneas. O primeiro edifício a trazer o título de mais alto do mundo para Nova York foi o New York World Building, em 1890. Mais tarde, a cidade manteve o título de edifício mais alto do mundo por 75 anos consecutivos, a começar pelo Park Row Building em 1899.

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Guia de Arquitetura de Berlim: 25 projetos modernos e contemporâneos para descobrir na capital alemã

Embora a cidade de Berlim tenha uma longa história, que remonta ao século XIII, sua arquitetura e tecido urbano passaram pelas transformações mais significativas durante o último século, refletindo o impacto de grandes acontecimentos históricos que marcaram a capital alemã. No início do século XX, Berlim transformou-se em uma metrópole moderna, caracterizada pela construção de edifícios grandiosos e estruturas imponentes que demonstravam o crescente poder econômico e político da cidade. As décadas de 1920 e 1930 viram o surgimento do movimento modernista que, juntamente com a escola de arquitetura Bauhaus fundada em 1919, influenciou profundamente a imagem e o desenho urbano de Berlim.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi intensamente bombardeada, o que resultou na destruição de muitos edifícios históricos. No período pós-guerra, os esforços de reconstrução concentraram-se na infraestrutura e na habitação, enquanto a cidade permaneceu dividida até 1989, com a queda do Muro de Berlim. Após esse período, Berlim testemunhou um interesse renovado pela arquitetura e pelo desenho urbano. Intervenções como o Neues Museum, de David Chipperfield, buscaram recuperar monumentos históricos sem apagar as marcas de seu passado difícil. Outros projetos, como a renovação do Reichstag, tiveram um propósito diferente. A intervenção de Norman Foster buscou preservar a imagem do edifício, mas alterando seu simbolismo de uma estrutura representativa do regime nazista para uma que abraça os ideais de democracia e igualdade.

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Guia de Arquitetura de Londres: 20 atrações modernas e contemporâneas para explorar na potência cultural e financeira do Reino Unido

A história arquitetônica de Londres é uma rica tapeçaria que tece estilos de vários períodos e influências. No pós-guerra, a cidade experimentou um surto de arquitetura moderna, tornando-se uma tela para experimentação. Novos movimentos estilísticos viram sua expressão cristalizada através de edifícios como o Lloyd’s Building, de Richard Rogers, um dos exemplos mais representativos da arquitetura High-Tech, ou o Barbican Estate, um conjunto habitacional de grande escala que se tornou a estrutura icônica da arquitetura brutalista.

A paisagem arquitetônica contemporânea de Londres continua a evoluir, em parte através das obras de arquitetos/as de reconhecimento internacional, como Norman Foster, Zaha Hadid e Thomas Heatherwick. Essa mistura variada de estilos e formas de expressão reflete a capacidade da cidade de abraçar movimentos arquitetônicos de importância global. Como um centro de inovação, Londres continua a atrair arquitetos/as consagrados/as e emergentes que moldam seu horizonte e contribuem para o discurso arquitetônico internacional, com cada novo edifício oferecendo um vislumbre da natureza em constante mudança do tecido urbano de Londres.

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Concéntrico 10 abre com 20 instalações urbanas para explorar na cidade espanhola de Logroño

De 25 de abril a 1 de maio de 2024, Logroño sedia a décima edição do Concéntrico, uma celebração da inovação e da transformação urbana. Este ano, o festival explora o futuro das cidades ao incorporar novos formatos, engajar públicos diversos e enfrentar desafios urbanos sob a perspectiva do tempo como um catalisador de mudança no design. Com 20 intervenções e atividades que envolvem mais de 100 profissionais de 17 países, a programação abrange processos como a renaturalização de espaços públicos, a reinvenção de estruturas urbanas e a integração de materiais reciclados de edições anteriores.

Além disso, parcerias com centros educacionais garantem um impacto duradouro para além do festival, fomentando novas práticas coletivas nos espaços públicos. Projetos especiais, como "A rua em 10 anos", ou iniciativas que envolvem estudantes de escolas e centros de ensino locais enriquecem ainda mais o engajamento do festival com as comunidades em toda a Espanha.

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A Bienal Intelligens reúne os dados, mas falha em sintetizá-los

Este artigo apresenta nossa nova seção de Opinião, um formato para ensaios argumentativos sobre questões cruciais que moldam nossa área.

A Bienal de Arquitetura de Veneza sempre foi maior do que si mesma. Nunca satisfeita em ser meramente uma exposição, ela sempre carregou ambições que se expandem para além dos limites do Arsenale e do Giardini. Fundamentals, de Rem Koolhaas, buscou desconstruir a arquitetura em uma gramática universal; Reporting from the Front, de Alejandro Aravena, a reposicionou como uma ferramenta de justiça social no território; The Laboratory of the Future, de Lesley Lokko, propôs-se a descolonizar e descarbonizar o cânone arquitetônico.

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Dia Mundial da Arquitetura 2025: Como Projetamos para a Resistência em uma Era de Crise

Hoje, na primeira segunda-feira de outubro, comemoramos o Dia Mundial da Arquitetura. Este ano, a União Internacional de Arquitetos (UIA) definiu o tema "Design para a Resistência", um poderoso apelo à ação que ressoa profundamente com o foco da ONU na resposta a crises urbanas. Em um mundo que enfrenta rupturas socioambientais sem precedentes, esse tema nos desafia a ir além de soluções temporárias. O tema propõe a seguinte reflexão: como nossos edifícios e cidades podem não apenas resistir a impactos, mas também promover equidade, continuidade e resiliência?

Embora o conceito de força na arquitetura possa facilmente evocar imagens de concreto armado e aço, uma interpretação mais profunda vem emergindo, que define essa força não como mera rigidez, mas como uma capacidade holística de resistir e se adaptar. Isso engloba diversas facetas, desde a resiliência ecológica e a gestão ambiental até conceitos duradouros de resiliência social e a conservação de estruturas urbanas existentes, contribuindo para um ambiente construído mais capaz de responder à variedade de crises enfrentadas pelas cidades em todo o mundo.

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Kongjian Yu, criador do conceito de cidade-esponja, morre em acidente de avião no Brasil

Kongjian Yu, o pioneiro arquiteto paisagista e urbanista chinês creditado pela criação do conceito de "cidade-esponja", faleceu aos 62 anos. De acordo com a Reuters, ele morreu em um acidente de avião nesta terça-feira em uma região de áreas úmidas do estado de Mato Grosso do Sul, no Brasil, enquanto gravava um documentário sobre seu trabalho, após ter participado da programação de abertura da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo na semana passada.

Defensor globalmente reconhecido do urbanismo ecológico, Yu ganhou relevância internacional depois que sua filosofia de "cidade-esponja" foi adotada como política nacional na China em 2013. A abordagem prioriza soluções baseadas na natureza, como áreas úmidas, parques e pavimentos permeáveis, para absorver e reter a água. Esse novo método contrastava fortemente com a infraestrutura tradicional de concreto, oferecendo às cidades uma maneira de combater as inundações urbanas e mitigar os impactos das mudanças climáticas ao trabalhar com a natureza, e não contra ela. Desde então, suas ideias foram implementadas em centenas de cidades ao redor do mundo.

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Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição "Time Space Existence" de 2025 do ECC

A edição de 2025 da exposição Time Space Existence do European Cultural Centre (ECC) em Veneza é norteada pelo manifesto "Reparar, Regenerar e Reutilizar". Com o objetivo de ir além de soluções superficiais e terminologias desgastadas, a mostra apresenta um grupo de profissionais que interpretam a arquitetura como um agente ativo de reparação. As obras mais instigantes apresentadas em Veneza demonstram que a "reparação" é uma prática multifacetada, operando em registros materiais, sociais e históricos. As diferentes abordagens revelam uma mudança no papel de profissionais de arquitetura, que deixam de ser apenas projetistas de objetos físicos para assumirem a função de restauradores/as, capazes de combinar tecnologia, comunidade e inteligência material para restaurar narrativas e construir sistemas culturais mais robustos.

Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição "Time Space Existence" de 2025 do ECC - Image 2 of 4Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição "Time Space Existence" de 2025 do ECC - Image 7 of 4Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição "Time Space Existence" de 2025 do ECC - Image 18 of 4Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição "Time Space Existence" de 2025 do ECC - Image 16 of 4Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição Time Space Existence de 2025 do ECC - Mais Imagens+ 14

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"Luxo sem contexto é apenas excesso": Elisa Orlanski Ours sobre como fazer a ponte entre a visão de design e as realidades do mercado

No complexo ecossistema do desenvolvimento arquitetônico, onde conceitos inovadores encontram as realidades do mercado, existe um papel distinto que consiste em estabelecer pontes entre diversos interesses profissionais e concretizar espaços de impacto. Elisa Orlanski Ours exemplifica essa função. Esse é o território de Elisa Orlanski Ours, designer, educadora e líder do setor. Como Diretora de Planejamento e Design (Chief Planning & Design Officer) no Corcoran Sunshine Marketing Group, Elisa fundou seu departamento há duas décadas. Hoje, seu amplo portfólio abrange desde planos diretores para arranha-céus residenciais até vilas de marca individuais em vários continentes, incluindo empreendimentos marcantes na cidade de Nova York, como o Hudson Yards e o 220 Central Park South, além de projetos internacionais em colaboração com renomados escritórios de arquitetura como SHoP Architects, BIG, Herzog & de Meuron, Adjaye Associates e SO-IL. Sua perspectiva estratégica ao conduzir projetos desde a fase de estudo preliminar até a venda final oferece insights valiosos sobre as complexas engrenagens do setor. A editora-gerente do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Elisa sobre esses temas fundamentais na entrevista a seguir.

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No Juneteenth, descubra 8 museus e instituições culturais dedicados à história e cultura afro-americana

O Juneteenth, celebrado anualmente em 19 de junho, comemora a emancipação dos afro-americanos escravizados nos Estados Unidos, marcando um momento de libertação e reflexão sobre uma história complexa e frequentemente negligenciada. Originalmente celebrado no Texas, o Juneteenth passou a simbolizar temas mais amplos de liberdade, resiliência e identidade cultural, promovendo debates sobre justiça e representatividade. Este dia também se apresenta como uma oportunidade para destacar as formas pelas quais a arquitetura pode servir como um meio de preservar e apresentar a história e os valores culturais afro-americanos.

Para além de suas qualidades funcionais e estéticas, a arquitetura pode refletir e reunir narrativas, valores e histórias ocultas, conferindo uma presença tangível e visual a comunidades que costumam ser sub-representadas nas paisagens urbanas. Edifícios dedicados à história e cultura afro-americanas tornam-se marcos físicos que ancoram essas narrativas no cotidiano das cidades. Funcionam como locais de aprendizado, reflexão e celebração, gerando espaços significativos que engajam o público e fortalecem o sentido de identidade comunitária.

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Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025

Sob a curadoria de Carlo Ratti, a 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza aprofunda-se no tema "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo", com o objetivo explícito de transformar a cidade de Veneza em um "Laboratório Vivo". Além das 65 participações nacionais e de uma ampla gama de eventos educacionais e colaterais, a exposição apresenta projetos independentes que respondem diretamente ao tema central. Com a maior parte das obras exposta no histórico edifício Corderie, que se estende ao longo do lado sul do Arsenale, o evento oferece uma exploração dinâmica de ideias arquitetônicas emergentes e estratégias urbanas.

Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - Image 1 of 4Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - Image 2 of 4Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - Image 3 of 4Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - Image 4 of 4Uma crise em desdobramento com uma perspectiva esperançosa: Destaques dos projetos expostos na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 - Mais Imagens+ 41

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Até que ponto as fachadas devem ser respiráveis? Explorando a permeabilidade e a impermeabilidade nas envoltórias de edifícios

O papel principal da arquitetura é criar estruturas que nos protejam do ambiente e gerem espaços seguros e confortáveis para todos os tipos de necessidades e atividades. Ao fornecer abrigo, a arquitetura também molda a maneira como as pessoas interagem com seu entorno. As tecnologias construtivas do passado, contudo, raramente conseguiam criar uma separação completa entre nós e o mundo exterior.

Embora a impermeabilidade fosse um resultado desejado, os materiais de construção porosos então disponíveis sempre permitiam que água, vento ou partículas externas se infiltrassem nos espaços internos. Em contrapartida, as tecnologias modernas hoje possibilitam envoltórias quase completamente impermeáveis, permitindo uma separação total entre o interior e o exterior e passando a depender de sistemas de engenharia para regular a temperatura, o fluxo de ar ou a umidade. Este artigo explora as diferenças entre essas duas abordagens contrastantes, analisando como as fachadas dos edifícios são equipadas para regular o conforto interno e seu impacto ambiental.

Até que ponto as fachadas devem ser respiráveis? Explorando a permeabilidade e a impermeabilidade nas envoltórias de edifícios - Imagen 1 de 4Até que ponto as fachadas devem ser respiráveis? Explorando a permeabilidade e a impermeabilidade nas envoltórias de edifícios - Imagen 2 de 4Até que ponto as fachadas devem ser respiráveis? Explorando a permeabilidade e a impermeabilidade nas envoltórias de edifícios - Imagen 3 de 4Até que ponto as fachadas devem ser respiráveis? Explorando a permeabilidade e a impermeabilidade nas envoltórias de edifícios - Imagen 4 de 4Até que ponto as fachadas devem ser respiráveis? Explorando a permeabilidade e a impermeabilidade nas envoltórias de edifícios - Mais Imagens+ 5

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Da raiz ao telhado: em Veneza, o ArchDaily destaca práticas restaurativas emergentes

Em parceria com o European Cultural Center (ECC), o ArchDaily lança sua exposição inaugural como parte da sétima edição da Time Space Existence, uma mostra de arquitetura realizada simultaneamente à 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza. Aberta de 10 de maio a 23 de novembro de 2025 em diversos locais de Veneza, esta edição se concentra no tema "Reparar, Regenerar e Reutilizar", promovendo abordagens inovadoras e sustentáveis na arquitetura. A contribuição do ArchDaily está localizada no Palazzo Mora, complementando outros espaços como o Palazzo Bembo, os Jardins de Marinaressa e o Palazzo Michiel.

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Entre a demanda por habitação e as metas ambientais: Alejandro Aravena sobre soluções incrementais e concreto net-zero

Durante a exposição Time Space Existence, organizada pelo European Cultural Centre em Veneza, o arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Alejandro Aravena e seu escritório ELEMENTAL revelaram um protótipo em escala real para uma nova abordagem em soluções de habitação incremental. Intitulada USB Core — sigla para Protótipo de Habitação com Unidade de Serviços Básicos —, a proposta visa demonstrar como uma construção eficiente pode fornecer todos os componentes habitacionais essenciais em um espaço mínimo. O protótipo é fruto de uma colaboração entre o escritório de arquitetura e a fabricante e pesquisadora de concreto Holcim, sendo construído a partir de uma mistura de concreto com emissões líquidas zero recém-desenvolvida. O projeto também incorpora agregados totalmente reciclados, alinhando-se aos princípios da economia circular. A parceria busca demonstrar uma maneira mais consciente do ponto de vista ambiental, porém economicamente viável, de fornecer serviços essenciais a comunidades vulneráveis sem prejudicar o planeta.

Durante sua estada em Veneza, a editora-chefe do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Alejandro Aravena sobre as implicações dessa colaboração, a necessidade urgente de moradia e o papel do/a arquiteto/a como coordenador/a de um processo que envolve múltiplos atores.

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Bahrein vence o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025

A exposição Heatwave, do Reino do Bahrein, com curadoria do arquiteto Andrea Faraguna, foi anunciada como a vencedora do Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025. O projeto vencedor foi selecionado por um júri internacional presidido pelo curador, crítico e historiador de arte suíço Hans Ulrich Obrist, e composto pela arquiteta, professora e curadora sul-africana Mpho Matsipa e pela curadora italiana Paola Antonelli. A cerimônia de premiação está sendo transmitida ao vivo da sede da Bienal, no palácio Ca' Giustinian. O pavilhão se destaca por abordar a questão urgente do calor extremo por meio de uma instalação *site-specific* que apresenta estratégias de resfriamento passivo enraizadas nas realidades climáticas e no contexto cultural do Bahrein.

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Descubra a lista completa de projetos especiais e participantes da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025

A 19ª Mostra Internacional de Arquitetura, organizada pela La Biennale di Venezia sob a curadoria de Carlo Ratti e sob o tema "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo", deve transformar Veneza em um "Laboratório Vivo" de experimentação e colaboração. Os projetos especiais deste ano vão além dos espaços tradicionais de exposição, integrando-se a diversos locais da cidade e ao Forte Marghera em Mestre, oferecendo uma perspectiva alternativa que amplia o alcance do discurso arquitetônico.

A Bienal promete ser uma plataforma dinâmica que reunirá mais de 750 participantes de diversas origens, incluindo arquitetos/as, engenheiros/as, matemáticos/as, cientistas do clima e artistas. Uma coalizão tão ampla, com mais de 280 projetos, reforça o foco da Mostra na inclusão e na colaboração interdisciplinar, aspectos essenciais para a adaptação. O processo de seleção propôs uma abordagem de baixo para cima, com uma chamada aberta por meio da iniciativa Space for Ideas, realizada entre maio e junho de 2024. A ação incentivou a participação de equipes globais, de vencedores/as dos prêmios Pritzker e Nobel a arquitetos/as e cientistas em início de carreira.

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A promessa da acessibilidade: os sistemas modulares podem contribuir para democratizar o processo de projeto?

No alvorecer do Modernismo, na busca fervorosa por sistemas construtivos inovadores, eficientes e econômicos, a ideia da construção modular oferecia exatamente essa promessa: um sistema industrializado composto por elementos prontos para montagem, de fácil configuração, excelente relação custo-benefício e controle de qualidade garantido. Embora a ideia não tenha ganhado tanta força quanto o esperado inicialmente, ela continuou sendo uma premissa atraente para arquitetos/as e designers. Atualmente, novos avanços no setor têm gerado um interesse renovado no assunto, à medida que a habitação modular surge como uma alternativa eficaz em diversos campos, desde a habitação acessível até abrigos de emergência, ou mesmo como plataformas para colaboração interdisciplinar, participação e codesign. O artigo a seguir explora essa promessa de acessibilidade, criatividade e viabilidade econômica que se tornou parte integrante do debate sobre a arquitetura modular.

A promessa da acessibilidade: os sistemas modulares podem contribuir para democratizar o processo de projeto? - 1 的图像 4A promessa da acessibilidade: os sistemas modulares podem contribuir para democratizar o processo de projeto? - 2 的图像 4A promessa da acessibilidade: os sistemas modulares podem contribuir para democratizar o processo de projeto? - 3 的图像 4A promessa da acessibilidade: os sistemas modulares podem contribuir para democratizar o processo de projeto? - 4 的图像 4A promessa da acessibilidade: os sistemas modulares podem contribuir para democratizar o processo de projeto? - Mais Imagens+ 3