Jared Green

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Como as defesas contra enchentes podem valorizar o espaço público

A supertempestade Sandy inundou Lower Manhattan, causando bilhões de dólares em danos a propriedades e infraestrutura. Visando à proteção contra futuras inundações, ressacas e a elevação do nível do mar, arquitetos/as paisagistas estão desenvolvendo uma combinação inovadora de soluções verdes e cinzas ao longo da costa sul de Manhattan.

Não se trata de soluções baseadas na natureza, mas sim de formas de blindagem. Projetistas e designers demonstram como essa armadura pode ser integrada ao espaço público, criando novas tipologias de infraestrutura. O desenho inteligente viabiliza comportas e barreiras retráteis, taludes paisagísticos e plataformas elevadas — sem a necessidade de muros de concreto que isolem as comunidades entre si ou as afastem da orla.

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Ação climática significa escolher materiais locais e de baixo carbono

“O carbono incorporado representa de 75% a 95% das emissões de gases de efeito estufa em projetos de arquitetura da paisagem”, afirmou Chris Hardy, ASLA, PLA, associado sênior na Sasaki, durante o terceiro webinar de uma série organizada pelo Comitê de Biodiversidade e Ação Climática da ASLA. No entanto, ao selecionar materiais locais de baixo carbono, profissionais de arquitetura da paisagem podem reduzir significativamente os impactos climáticos de seu trabalho.

As emissões de carbono incorporado são geradas a partir da extração, fabricação, transporte e construção dos materiais de paisagismo. A outra parcela das emissões de um projeto provém da operação e manutenção do espaço paisagístico.

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Novo Constitution Gardens será uma meca da biodiversidade

“O Constitution Gardens se tornará um hotspot de biodiversidade no National Mall”, afirmou Adam Greenspan, FASLA, sócio/a de design da PWP Landscape Architecture. “Criaremos um jardim inspirado na natureza, respeitando o desenho histórico.” O Constitution Gardens, em Washington, D.C., foi inaugurado em 1976 para comemorar o bicentenário da Revolução Americana. Conceitos delineados no Plano McMillan e projetos de Dan Kiley e do SOM moldaram a paisagem.

No entanto, ao longo dos últimos quarenta anos, os jardins sofreram com o abandono e tornaram-se apenas uma área de passagem a caminho de outros destinos mais populares do parque. Agora, a segunda fase de um plano de três etapas para revitalizar o jardim foi aprovada pela Commission of Fine Arts e pela National Capital Planning Commission. O projeto da PWP Landscape Architecture e da Rogers Partners Architects criará uma “nova paisagem ecológica” projetada para as pessoas e para centenas de espécies vegetais e animais.

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Arquitetos(as) paisagistas lideram a Mindfulness City do Butão

“A Mindfulness City será uma cidade sustentável. Praticar a atenção plena (*mindfulness*) significa estar consciente — para alcançar o melhor desempenho possível”, afirmou Giulia Frittoli, sócia e diretora de paisagismo no BIG. O Reino do Butão é um país budista sem saída para o mar, localizado na região leste do Himalaia, entre a China e a Índia. Abrange uma área de aproximadamente 36 mil quilômetros quadrados e tem uma população de quase 800 mil habitantes.

O Gabinete Real do Butão solicitou ao BIG, à Arup e à Cistri o desenvolvimento de um plano diretor para a nova Mindfulness City em Gelephu, no sul do país, perto da fronteira com a Índia. A cidade abrangerá cerca de 1.000 quilômetros quadrados e incluirá um novo aeroporto internacional, conexões ferroviárias, uma barragem hidrelétrica, uma universidade, um centro espiritual e diversos espaços públicos.

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Entrevista com Sadafumi Uchiyama: Projetando a paz e a harmonia

Sadafumi (Sada) Uchiyama, ASLA, é curador emérito do Portland Japanese Garden. Antes de se aposentar, Uchiyama atuou como curador-chefe de 2021 a 2023. Ele é um jardineiro japonês de terceira geração do sul do Japão, onde sua família atua no setor de jardinagem há mais de um século. Além de sua formação como jardineiro nascido e treinado no Japão, Uchiyama também é arquiteto paisagista registrado nos estados de Oregon e Califórnia, com bacharelado e mestrado em Arquitetura Paisagística pela Universidade de Illinois. Esta entrevista foi realizada na ASLA 2021 Conference on Landscape Architecture, em Nashville.

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Como os/as arquitetos(as) paisagistas estão enfrentando o carbono incorporado

“Os/as arquitetos/as paisagistas começaram a debater o carbono incorporado. Há uma conscientização de que não podemos mais ignorar as partes cinzas”, afirmou Stephanie Carlisle, pesquisadora sênior do Carbon Leadership Forum e da Universidade de Washington, durante o primeiro de uma série de webinars organizados pelo Comitê de Biodiversidade e Ação Climática da ASLA.

As partes cinzas são o concreto, o aço e outros produtos manufaturados presentes nos projetos. Essas discussões estão lançando as bases para uma transição que visa reduzir o uso desses materiais. Os/as arquitetos/as paisagistas na liderança da ação climática que impulsionam esses debates propõem caminhos práticos para descarbonizar projetos e especificar materiais de baixo carbono.

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Projetando espaços que sejam bons para as mulheres — e para todos

"Estamos focados em criar um espaço público justo", disse Chelina Odbert, Hon. ASLA, CEO e principal fundadora da Kounkuey Design Initiative (KDI), no National Building Museum em Washington, D.C. E por justo, "queremos dizer livre, inclusivo, acessível, imparcial e equitativo". "Um espaço público justo está aberto a todos". Há acesso ilimitado às ruas e espaços públicos para que as pessoas possam ir para a escola, para o trabalho e serem membros plenos de suas comunidades.

Infelizmente, o espaço público é muitas vezes "intimidante, excludente, inacessível, injusto e desigual" para muitas mulheres, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência e pessoas negras. Arquitetos paisagistas, urbanistas e outros planejadores urbanos precisam entender quem se sente seguro e confortável em espaços públicos, caso contrário, há o risco de perpetuar desigualdades, argumentou Odbert.

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Parques urbanos deveriam fazer parte do sistema de saúde pública

A cada ano, a Trust for Public Land (TPL) emite o ParkScore, que classifica os sistemas de parques das 100 cidades mais populosas nos Estados Unidos. Este ano, a organização também explorou os resultados positivos para a saúde das cidades com as melhores pontuações, analisando mais de 800 programas e práticas inovadoras que integram parques e sistemas de saúde.

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Próxima geração de líderes da arquitetura paisagística foca em clima, equidade e tecnologia

“Nossos e nossas bolsistas demonstraram coragem, escreveram livros, fundaram organizações sem fins lucrativos focadas em propósitos claros, criaram novas coalizões e disseminaram novas ferramentas”, disse Cindy Sanders, FASLA, CEO da OLIN, em sua introdução ao programa de Bolsas de Estudo em Inovação e Liderança da Landscape Architecture Foundation (LAF), no Arena Stage, em Washington, D.C.

Sanders destacou os resultados de uma avaliação de cinco anos do programa de bolsas da LAF e seus esforços para formar a próxima geração de lideranças diversas em arquitetura de paisagem. A avaliação demonstra que ex-bolsistas estão moldando o futuro do ambiente construído em posições fundamentais nos setores público, privado e sem fins lucrativos.

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Paisagem e terroir do Atlântico Negro

A presença da escravidão moldou as paisagens em ambos os lados do Atlântico. Em contrapartida, africanos livres e escravizados — bem como seus descendentes — criaram novas paisagens nos Estados Unidos, no Caribe e na África subsaariana. Uma relação íntima e singular com a terra permitiu que essas populações esculpissem suas próprias instituições e culturas.

Organizado pelo professor N. D. B. Connolly, da Universidade Johns Hopkins, e pelo professor Oscar de la Torre, da Universidade da Carolina do Norte em Charlotte, o simpósio "Histórias Ambientais do Atlântico Negro: Histórias da Paisagem de Comunidades de Descendência Africana", sediado em Dumbarton Oaks, em Washington, D.C., teve como objetivo trazer de volta ao centro do debate as relações historicamente negligenciadas entre o ser humano e o meio ambiente.

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Nova Ponte High Line: uma conexão segura e ecológica

Em midtown Manhattan, os cruzamentos de ruas ao redor da entrada do Lincoln Tunnel já foram alguns dos maiores desafios da cidade. Uma confusão de rampas de vias expressas, calçadas perdidas e barreiras de concreto tornavam a esquina da Dyer Avenue com a 30th Street uma área a ser evitada.

Agora, com uma nova conexão suspensa — que custou cerca de US$ 50 milhões — os pedestres podem se mover com segurança nove metros acima do cruzamento. A ponte em forma de L tem 183m de comprimento e vai do High Line ao Moynihan Train Hall.

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As Paisagens do Mundo do Atlântico Negro

A instituição da escravidão moldou as paisagens de ambos os lados do Oceano Atlântico. Por sua vez, pessoas africanas escravizadas e livres e seus descendentes criaram novas paisagens nos Estados Unidos, no Caribe e na África Subsaariana. As populações africanas tinham relações íntimas próprias com a terra, o que lhes permitiu afirmar sua própria agência e cultura.

No Dumbarton Oaks, em Washington, D.C., um simpósio — Histórias Ambientais do Mundo do Atlântico Negro: Histórias da Paisagem da Diáspora Africana —, organizado por N. D. B. Connolly, docente na Johns Hopkins University, e Oscar de la Torre, docente na University of North Carolina em Charlotte, buscou destacar essas relações esquecidas entre as pessoas e seu meio ambiente.

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Vice-presidente dos EUA Kamala Harris defende soluções baseadas na natureza

No Dia da Terra, a Vice-Presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, destacou os muitos benefícios das soluções baseadas na natureza e reconheceu o importante papel dos arquitetos paisagistas neste trabalho. Na Universidade de Miami, ela também anunciou US$ 562 milhões em financiamento para projetos de resiliência costeira, apoiando 149 projetos em 30 Estados, por meio da Iniciativa de Prontidão Climática das Costas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). As observações da Vice-Presidente Harris se baseiam no apoio da administração Biden-Harris ao planejamento e ao design com sistemas ecológicos de maneira equitativa.

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Vinte anos transformando o transporte: onde estamos agora?

“Choques econômicos, mudanças climáticas e a COVID-19 alteraram os sistemas de transporte de maneira fundamental. Não podemos desperdiçar uma crise. É possível ampliar o acesso ao transporte e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Podemos alcançar mais mobilidade com menos impactos”, argumentou Ani Dasgupta, presidente do World Resources Institute (WRI), na 20ª conferência anual Transforming Transportation. Durante dois dias, líderes globais refletiram sobre a situação dos sistemas de transporte em todo o mundo no evento híbrido em Washington, D.C., que também foi acompanhado online por dezenas de milhares de pessoas. O evento foi coorganizado pelo WRI e pelo Banco Mundial.

O setor de transportes ainda responde por 25% das emissões globais de gases de efeito estufa e por até 30% das emissões nos países desenvolvidos. Trata-se de um setor diverso, que abrange desde calçadas e bicicletas até carros, ônibus, trens, metrôs, navios e aviões.

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Novas estratégias para prevenir a gentrificação verde

“Como garantir que os novos parques não causem uma ‘gentrificação verde’, o que pode levar à exclusão e ao deslocamento de comunidades vulneráveis? Como assegurar que não desalojemos as próprias comunidades que os novos parques deveriam atender?”, perguntou Dede Petri, CEO da Olmsted Network (anteriormente National Association of Olmsted Parks), durante um evento da Olmsted 200.

Novos parques deveriam ser acessíveis a todos, mas, em muitas áreas urbanas, parques viabilizados pelo setor imobiliário atraem principalmente a parcela mais rica da população. Embora as cidades se beneficiem do aumento do desenvolvimento imobiliário no entorno dessas novas áreas verdes — o que gera maior arrecadação de impostos —, isso levanta questionamentos sobre se tais espaços podem, na prática, resultar no deslocamento de comunidades locais.

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Conheça o plano de reflorestamento de Nova Orleans baseado na equidade

Nova Orleans tem o efeito de ilha de calor urbano mais forte dos EUA, com temperaturas quase 5°C mais altas do que as áreas naturais próximas. A cidade perdeu mais de 200 mil árvores com o furacão Katrina, diminuindo a área sombreada para apenas 18,5%.

A ONG Sustaining Our Urban Landscape (SOUL) fez uma parceria com arquitetos paisagistas da Spackman Mossop Michaels (SMM) para criar um plano de reflorestamento acessível e focado na equidade. O plano fornece um roteiro para alcançar a marca de 24% de área coberta por árvores até 2040. Mais importante, o plano também busca igualar a área sombreada por árvores, de modo que pelo menos 10% de todos os 72 bairros estejam cobertos. Atualmente, mais da metade dos bairros está abaixo da marca de 10%.

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Revelando Seneca Village, a comunidade negra deslocada pelo Central Park

“Seneca Village foi uma comunidade importante. Tinha 40 acres, dois terços de população afro-americana, além de uma igreja e uma escola”, explicou Sara Zewde, ASLA, fundadora do Studio Zewde e professora assistente na Harvard Graduate School of Design, durante uma sessão na ASLA 2022 Conference on Landscape Architecture em San Francisco.

Os 225 moradores de Seneca Village foram desalojados pelo governo da cidade de Nova York em meados do século XIX para dar lugar ao Central Park, considerado uma das obras-primas do arquiteto paisagista Frederick Law Olmsted e do arquiteto Calvert Vaux.

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Proteção contra tempestades baseada na natureza

“A supertempestade Sandy em 2012 foi um alerta para Nova York e fez a cidade perceber que precisava se preparar melhor para as mudanças climáticas”, disse Adrian Smith, vice-presidente da ASLA e líder da equipe de projetos de capital de Staten Island com a NYC Parks. Devido às tempestades de Sandy, “várias pessoas em Staten Island morreram e milhões foram perdidos em danos materiais”.

No 10º aniversário de Sandy, Smith, junto com Pippa Brashear, diretora da SCAPE, e Donna Walcavage, diretora da Stantec, explicaram como projetar com a natureza pode levar a comunidades costeiras mais resilientes. Durante a Semana do Clima de Nova York, elas conduziram centenas de pessoas por dois projetos on-line interconectados no extremo sudoeste da ilha: Living Breakwaters e seu companheiro em terra — o Tottenville Shoreline Protection Project.

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