Jared Green

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Protestos levam Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA a repensar plano de proteção contra tempestades de Miami

Uma forte mobilização local e uma campanha na mídia convenceram o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA a realizar um novo estudo ampliado para um projeto de US$ 6 bilhões visando proteger Miami de futuros furacões, inundações costeiras e impactos climáticos. Críticos da proposta argumentavam que o plano inicial do órgão, que previa uma série de diques e comportas, afetaria negativamente a identidade de Miami, desvalorizaria propriedades e bloquearia o acesso a importantes parques da orla, exacerbando as desigualdades existentes no acesso ao espaço público.

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Planejadores agora devem “antecipar o inesperado”

“As práticas de planejamento do passado são inadequadas para os desafios de hoje”, afirmou David Rouse, ASLA, arquiteto paisagista e urbanista, na American Planning Association‘s Conferência Nacional de Planejamento em San Diego. Rápidas mudanças tecnológicas, desigualdades socioeconômicas, o esgotamento dos recursos naturais e as mudanças climáticas estão forçando profissionais de planejamento e design a se adaptarem. “Como a prática do planejamento pode evoluir para se tornar mais sustentável e equitativa?”

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Novos espaços verdes não precisam levar à gentrificação

Décadas de renovação urbana, enraizadas em políticas de planejamento racistas, criaram as condições para que a gentrificação ocorresse nas cidades norte-americanas. Mas a principal preocupação com a gentrificação hoje é o deslocamento, que afeta principalmente as comunidades marginalizadas moldadas por um histórico de acesso negado a hipotecas. Na Conferência ASLA 2021 sobre Arquitetura Paisagística em Nashville, Matthew Williams e o Departamento de Planejamento da Cidade de Detroit, mostraram preocupação de que novos espaços verdes em sua cidade aumentem o valor de mercado das casas e "prejudiquem as comunidades marginalizadas". Entretanto, o investimento em espaços verdes não precisa necessariamente gerar o deslocamento dessas pessoas: se o projetos forem liderados pelas comunidades, podem gerar benefícios para todos.

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Pátios comunitários em escolas públicas: uma oportunidade de mudança para o futuro

Um recente relatório publicado pela The Trust for Public Land (TPL), apresenta dados bastante convincentes, os quais poderão incentivar a transformação de muitos pátios de escolas públicas em áreas de uso comum abertas às comunidades locais. A TPL reitera que abrir e disponibilizar os pátios e infraestruturas públicas das escolas para os moradores locais após o horário escolar e também nos finais de semana, pode ser uma poderosa ferramenta para fortalecer e engajar comunidades. Se todas as 90.000 escolas públicas dos Estados Unidos disponibilizassem seus pátios às comunidades onde se encontram, mais pessoas teriam acesso a espaços públicos e infra-estruturas esportivas a um passo de suas casas. A TPL argumenta ainda que a abertura de todos os pátios de escolas públicas do país, essencialmente transformando-os em centros comunitários de acesso irrestrito em horários específicos, “disponibilizaria de imediato um novo parque a uma distancia de apenas 10 minutos de casa para quase 20 milhões de pessoas— resolvendo a dificuldade de acesso a espaços públicos de qualidade para um quinto das mais de 100 milhões de pessoas que atualmente não contam com um parque nas proximidades de sua casa.”

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Edifícios com consumo de energia zero são a chave para enfrentarmos os desafios do futuro

Em seu mais recente relatório, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirma que o aumento da temperatura média global em 1,5ºC será essencialmente inevitável ao longo das próximas décadas. Embora tenhamos que aceitar e conviver com esta realidade, a questão agora é se seremos capazes de inverter esta tendência para evitar um acréscimo ainda maior—que é para onde estamos apontando hoje segundo o IPCC. O relatório informa ainda que, para limitarmos o aumento da temperatura global em apenas 1,5ºC, não poderemos superar em hipótese alguma, a quota das 420 gigatoneladas em emissões de gases do efeito estufa. Acontece que, de acordo com os cálculos do IPCC, se mantivermos o nosso atual passo em matéria de emissões, atingiremos esta meta com facilidade até o ano de 2030. Isso significa que precisamos eliminar com urgência o uso de combustíveis fósseis e investir amplamente na construção de usinas de energia de fontes renováveis para abastecer nossos veículos, casas e cidades.

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Nova Pesquisa: O Ambiente Construído Impacta Nossa Saúde e Felicidade Mais do que Imaginamos

Pessoas que vivem em cidades densas estão entre as menos felizes. Seus índices de depressão são 40% mais altos do que os de outras populações, e as taxas de ansiedade são 20% superiores. Por quê? Isso ocorre porque o ambiente construído está diretamente ligado à felicidade e ao bem-estar, e, com muita frequência, os ambientes urbanos falham em proporcionar tranquilidade às pessoas.

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Ilhas de calor estão cada vez mais perigosas, mas arquitetos e urbanistas podem trazer soluções

Para este mês, The Dirt e o autor Jared Green compartilham conosco um estudo sobre ilhas de calor urbanas, explorando novas abordagens que foram projetadas para reduzir as temperaturas urbanas e ajudar as comunidades a se adaptarem a um mundo mais quente, em três cidades: Nova York, Copenhague e Abu Dhabi.

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Jennifer Toole argumenta a favor de melhores redes cicloviárias

Jennifer Toole, ASLA, é fundadora e presidenta da Toole Design e conta com mais de 30 anos de experiência no planejamento e projeto de sistemas de transporte multimodal. Planejadora certificada com formação em arquitetura de paisagem, Toole possui sólida bagagem em desenho urbano. Ela esteve envolvida em diversos projetos de relevância nacional para a Federal Highway Administration, a American Association of State Highway and Transportation Officials (AASHTO) e a National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA).

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A teoria dos miasmas estava errada, mas levou ao saneamento inteligente

O engenheiro de saneamento estadunidense do século XIX George E. Waring, Jr. era um miasmatista. Ele acreditava na teoria dos miasmas, segundo a qual vapores tóxicos viajavam através do solo úmido, da vegetação em decomposição e de poças de água parada. Entendia-se que esses vapores tóxicos emanavam da Terra, interagiam com a atmosfera e causavam doenças nas cidades americanas.

De acordo com Catherine Seavitt Nordenson, ASLA, professora de arquitetura da paisagem na Bernard & Anne Spitzer School of Architecture do City College de Nova York, Waring era uma “figura marginal”, mas tinha ideias interessantes sobre como “modificar o clima para melhorar a saúde”. Em uma palestra virtual promovida pela Harvard Graduate School of Design, Seavitt Nordenson afirmou que Waring estava equivocado sobre os mecanismos de propagação de doenças — ele não compreendia o conceito de vetores, como os mosquitos —, mas suas soluções de drenagem e saneamento foram “surpreendentemente bem-sucedidas”. Um ano após o início da pandemia de coronavírus, vale a pena revisitar as ideias de Waring sobre as conexões entre a Terra, a atmosfera, as doenças e a manutenção dos espaços públicos.

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Pamela Conrad sobre design positivo para o clima, arquitetura de paisagem e sequestro de carbono

Em 2019, Pamela Conrad, diretora da CMG Landscape Architecture, lançou a Climate Positive Design com o objetivo de apoiar arquitetos/as paisagistas no desenvolvimento e na construção de projetos que se tornem climaticamente positivos. Nesta entrevista, originalmente publicada no The Dirt, Jared Green conversa com Conrad sobre como essa abordagem pode fazer uma enorme diferença.

"Minha expectativa é que iniciativas como essa tragam esperança para a próxima geração, mostrando que existem soluções reais", afirma Conrad, bolsista de 2018 da Landscape Architecture Foundation pelo desenvolvimento do premiado aplicativo de cálculo de carbono para o paisagismo, o Pathfinder, e pelo Climate Positive Design Challenge.

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Christiana Figueres: Um futuro de autossuficiência em energia está sendo construído

“Quando todas nossas crises convergem, como o que está acontecendo neste exato momento, é preciso por em prática soluções conciliatórias”, argumentou Christiana Figueres, ex-secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), na Conferência GreenBuild 2020. As soluções conciliatórias que Figueres menciona, são aquelas que, procurando minimizar as emissões de gases de efeito estufa, permitirão uma reaproximação entre a humanidade e a natureza. E embora a engrenagem para esta mudança de direção já esteja em andamento, é preciso movê-la mais rapidamente para que sejamos capazes de nos aproximar de um futuro de autossuficiência em energia.

Em meio à pandemia de Covid-19, reserve um tempo para se reconectar com a natureza

Em meio à pandemia de Covid-19, reserve um tempo para se reconectar com a natureza - Arch Daily EntrevistasEm meio à pandemia de Covid-19, reserve um tempo para se reconectar com a natureza - Arch Daily EntrevistasEm meio à pandemia de Covid-19, reserve um tempo para se reconectar com a natureza - Arch Daily EntrevistasEm meio à pandemia de Covid-19, reserve um tempo para se reconectar com a natureza - Arch Daily EntrevistasEm meio à pandemia de Covid-19, reserve um tempo para se reconectar com a natureza - Mais Imagens

Se você estiver em um local afetado pela pandemia de COVID-19, passar 20 minutos vivenciando a natureza em um parque, rua ou mesmo em seu quintal, pode reduzir significativamente seus níveis de estresse. Apenas se certifique de seguir as diretrizes federais, estaduais e locais, além de manter o distanciamento social de 2 metros (6 pés). Mas, se você não puder sair de casa, fazer uma pausa abrindo uma janela e olhando para uma árvore ou planta, também auxiliam a aliviar o estresse.

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Arquitetos(as) paisagistas de cor sobre como combater o apagamento

Ao longo de dois dias, aproximadamente 500 participantes online definiram a agenda em conjunto, formaram e dissolveram grupos de discussão e compartilharam conhecimentos e recursos. Com o auxílio de um/a facilitador/a de "espaço aberto", foi assim que se desenvolveu o Cut|Fill, uma "desconferência" virtual sobre arquitetura da paisagem.

Organizado pelo Urban Studio e pela Ink Landscape Architects, o Cut|Fill tinha como objetivo “levantar questões que todos nós queremos discutir”, explicou Andrew Sargeant, ASLA, um dos fundadores do Urban Studio. Uma dessas perguntas cruciais era: “como os/as arquitetos/as da paisagem podem projetar com empatia e acabar com atitudes desdenhosas em relação a pessoas de cor?”