Enrique Tovar

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Equilibrando o design neoclássico e futurista: o conceito utópico de banheiro dos sonhos

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Atualmente, o termo “utopia” é usado para descrever uma ideia que parece inalcançável — ao menos no contexto contemporâneo —, intrinsecamente relacionada a conceitos filosóficos, científicos, urbanísticos e arquitetônicos, entre outros. A estreita ligação entre as utopias e a arquitetura é evidente, já que essa disciplina é frequentemente associada à imaginação. Alguns exemplos notáveis incluem “The Unreliable Utopia of Auroville's Architecture” e “The City in Space: A Utopia, de Ricardo Bofill. Nesse contexto, arquitetos/as e designers utilizam o design como um meio para desenvolver ideias inovadoras e disruptivas através de diversos elementos.

Embora considerada um conceito idealizado e inexistente, alguns/as designers têm se aventurado a explorar a noção de utopia. A AXOR, em colaboração com o estúdio de design Masquespacio, sediado em Valência, abriu um novo capítulo ao conceber e materializar um novo conceito de banheiro para uma suíte de hotel singular que encarna sua visão de luxo pessoal. Intitulada “Utopian Dream”, esta proposta de design mescla cores vibrantes com detalhes inesperados, uma combinação que a dupla define como uma experiência mística acima das nuvens.

Casa à Beira-Mar: Um Estudo de Caso de Arquitetura de Inspiração Vernacular Utilizando Materiais Modernos

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Cada estilo arquitetônico está intrinsecamente relacionado a um contexto, período ou lugar específico. Um exemplo ilustrativo é o território dos Estados Unidos, fortemente influenciado pelo período da colonização britânica nas Américas (séculos XVII e XVIII). Nesse cenário, surgiram habitações que adotaram uma linguagem arquitetônica singular. Além disso, as grandes distâncias entre as principais cidades em diversas regiões do país impactaram significativamente a configuração da arquitetura residencial, resultando na incorporação de celeiros e outras estruturas que desempenhavam funções variadas para além da moradia. Esse estilo caracteriza-se por sua planta retangular, volumes de dois pavimentos, telhados de duas águas e revestimento de madeira na fachada — elementos que constituem parte integrante da expressão vernácula das casas daquela época.

Os telhados de duas águas, especificamente, constituem o recurso mais associado à estética tradicional das habitações construídas entre os séculos XVII e XIX, bem como de suas sucessoras. Um exemplo contemporâneo é a Beachside House, projeto documentado na Swisspearl Architecture Magazine. Implantada na costa de Long Island Sound — canal que separa o estado de Connecticut de Long Island, em Nova York —, a residência é composta por quatro volumes com telhados de duas águas revestidos por painéis de fibrocimento em tons claros, configurando uma abstração da arquitetura vernácula da Nova Inglaterra.

Matéria, argila e construção: O uso do tijolo cerâmico na arquitetura chilena

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Embora a construção se baseie principalmente em princípios técnicos, que à primeira vista parecem seguir apenas o projeto e as especificações preestabelecidas, existe uma dimensão mais profunda relacionada à natureza e à essência dos materiais utilizados. Esses materiais não apenas desempenham uma função utilitária, mas também se transformam em algo que transcende seu mero propósito, evocando a noção apresentada por Pablo Neruda: "Há um rigor nos materiais que limita o excesso de capricho e a luta para infundir-lhes humanidade".

Dentro da gama de materiais existentes, provavelmente não se encontra nenhum que seja tão universal quanto o tijolo. Sua versatilidade e honestidade estética o transformaram em um recurso amplamente utilizado na construção de diversos espaços em todo o mundo. No âmbito da arquitetura chilena, destacam-se as amplas possibilidades que este material oferece, tendo sido utilizado de maneira excepcional por inúmeros(as) arquitetos(as). Além disso, o material adquiriu nova relevância nos debates arquitetônicos, como exemplificado no livro "Arcilla. Materia y Obra en Arquitectura". Isso se reflete ao longo da história da Cerámica Santiago e em sua colaboração conjunta com a Faculdade de Arquitetura e Arte da UDD no fomento ao Prêmio de Arquitetura em Tijolo.

Ecológica, leve e esbelta: arquitetura energeticamente eficiente com policarbonato translúcido

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No contexto contemporâneo, o aquecimento global marcou um ponto de virada na forma como pensamos a arquitetura. Estamos testemunhando temperaturas recordes em nosso planeta e um cenário desafiador em muitas grandes cidades, caracterizado por ondas de calor e, em alguns casos, invernos mais rigorosos. Essas circunstâncias desencadearam um ciclo no qual a demanda por sistemas de aquecimento e resfriamento aumenta, o que, por sua vez, se traduz em custos de energia e de operação mais elevados para os edifícios.

Diante dessa situação, torna-se imperativo projetar edifícios energeticamente eficientes para reduzir tanto o impacto ambiental quanto os custos associados. Uma das estratégias para alcançar esse objetivo é planejar adequadamente a fachada que, atuando como uma espécie de pele do edifício, pode ajudar a reduzir a energia necessária para aquecimento e resfriamento. Nesse contexto, os painéis de policarbonato desenvolvidos pela Rodeca contribuem para a eficiência energética das edificações, além de proporcionarem uma construção leve, esbelta e de estética translúcida.

Do "Hands-In" ao "Hands-Through": uma nova geração de secadores de mãos higiênicos e estéticos

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Embora hoje seja considerada uma prática comum, o conceito de higiene das mãos não era inicialmente tão arraigado na sociedade. Foi apenas em 1847 que o médico húngaro Ignaz Semmelweis, amparado por evidências científicas, propôs que a lavagem das mãos era uma medida de higiene com impacto direto na saúde das pessoas. A partir de então, o resto é história. A higiene das mãos tornou-se uma prática generalizada, que vai do lavar ao secar, acompanhada de diversos acessórios que desempenham papéis específicos nesse processo.

Em ambientes contemporâneos, especialmente no contexto do bem-estar coletivo, os banheiros públicos tornaram-se um ponto focal. Essa mudança de foco é, em parte, uma resposta à ênfase pós-pandemia na higiene e ao papel dos acessórios de banheiro nesses ambientes. Entre as opções disponíveis, os secadores de mãos ganharam grande relevância, transcendendo até mesmo sua função primária. Diante disso, a Mediclinics inovou ao introduzir um novo conceito de secador de mãos que prioriza a melhoria da experiência do/a usuário/a, ao mesmo tempo em que oferece um equipamento inovador com um design diferenciado em forma de U.

De novos edifícios a projetos de retrofit: sistemas de fachadas solares para uma arquitetura circular e de baixo carbono

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A influência do sol na vida humana abrange múltiplas dimensões, desde aspectos biológicos e de desenvolvimento até conotações religioso-mitológicas em civilizações como os egípcios e romanos. Além disso, essa influência se estende ao seu uso como recurso natural no campo da ciência. Na busca científica, o esforço contínuo para aproveitar o sol como fonte de energia tem sido uma constante ao longo dos anos. Nesse contexto, a descoberta do efeito fotovoltaico e sua aplicação abriram caminho na história dos painéis solares, partindo das primeiras observações de Becquerel aos protótipos iniciais de Charles Fritts no século XIX.

Atualmente, a energia obtida a partir do sol por meio de dispositivos como painéis solares tornou-se uma das fontes mais utilizadas em regiões como a América do Norte e a Europa, contribuindo para os esforços de uma transição completa para a energia limpa. O impulso nessa transição motivou o desenvolvimento de novas tecnologias, como os sistemas de fachadas SolarLab, que desafiam a ideia preconcebida sobre a aparência de um painel solar e onde ele pode ser instalado. Esses sistemas convergem com a arquitetura ao integrá-los como elementos estéticos, servindo de revestimento tanto para projetos de retrofit quanto para novos edifícios.

Flexibilidade, luminosidade e independência: Soluções em vidro para o design do espaço interior

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No contexto do design contemporâneo, as divisórias de vidro ganharam espaço no mundo do design de interiores graças à sua versatilidade em combinar elegância, funcionalidade, luminosidade e amplitude de maneira harmoniosa. Uma de suas principais vantagens é a transparência, refletida na capacidade de criar divisões espaciais sem obstruir a luz natural, proporcionando uma sensação de abertura e conectividade entre as áreas — o que é especialmente benéfico em espaços reduzidos, onde a luminosidade pode fazer toda a diferença no ambiente interno.

Por sua vez, os métodos construtivos também são simplificados pela instalação limpa e rápida de painéis e portas de vidro, bem como por suas múltiplas opções de fixação, adaptando-se às condições estruturais e às etapas da obra. Além disso, embora a transparência seja uma característica de destaque, as divisórias de vidro também podem incorporar recursos para garantir a privacidade quando necessário, utilizando diferentes tipos de vidros com aplicação de impressão digital, serigrafia ou acabamento jateado.

Playgrounds inclusivos: todos os corpos podem brincar por meio da arquitetura

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O brincar vai além de sua dimensão recreativa, configurando-se como um ato social que estimula as crianças a aprender, interagir, criar e se relacionar com seu contexto espacial. Como aponta Johan Huizinga em Homo Ludens, o brincar é um elemento fundamental da cultura, no qual as crianças criam laços e exploram formas de coexistência. Quando a arquitetura dos espaços de lazer exclui determinados corpos ou modos de participação, a experiência coletiva fragmenta-se e perde parte de seu sentido. Projetar sob a perspectiva da inclusão significa, portanto, reconhecer que o verdadeiro valor do brincar reside em seu potencial de ser compartilhado por todas as pessoas.

Guia essencial para integrar travertino em projetos de arquitetura e design de interiores

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O travertino é um daqueles materiais que, independentemente da época, do tipo de edifício ou da corrente dominante, encontra seu lugar com naturalidade: seja em um projeto situado em uma cidade italiana ou, consistentemente, em diversas obras de Mies van der Rohe. Sua maior virtude talvez seja essa versatilidade que não se esgota nem se dilui, permitindo que, de tempos em tempos, ele resurja e seja redescoberto como um material relevante na produção arquitetônica. Hoje, continua sendo explorado em projetos contemporâneos por meio de novos formatos, combinações e aplicações que destacam sua continuidade visual, bem como sua textura e calidez, elementos que se alinham às linguagens materiais da arquitetura atual.

Como o BIM 2.0, a assistência por IA e os fluxos de trabalho integrados moldarão a experiência de projeto do/a arquiteto/a?

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Quando estudantes de arquitetura ainda estão na universidade, um momento costuma marcar um divisor de águas: o primeiro contato com um software. Não se trata apenas de dominar uma ferramenta, mas de descobrir um espaço onde as ideias transcendem os modelos físicos, ganhando forma em um ambiente digital e dando início a uma relação que muitas pessoas levarão por toda a sua carreira profissional. O que acontece a seguir? Os softwares continuam evoluindo e, com eles, a experiência de projeto. Nos últimos anos, essa evolução se acelerou — aprendizado de máquina, inteligência artificial, prompts e fluxos de trabalho integrados deixaram a periferia e passaram a ocupar o centro da prática projetual, tornando-se parte da linguagem comum entre sistemas e usuários/as. À medida que essas ferramentas se consolidam, surge uma pergunta fundamental: como isso redefinirá nossa experiência de projetar arquitetura no futuro?

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A contagem regressiva começou! A’ Design Awards & Competition: última chamada para inscrições

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Em um mundo inundado por milhões de novos produtos e designs a cada ano, identificar e compartilhar aqueles que realmente se destacam não é apenas importante—é essencial. Essa é a motivação por trás do A' Design Awards, uma plataforma dedicada a reconhecer e celebrar designs excepcionais e produtos meticulosamente concebidos. O resultado? Lançar um holofote global sobre esses trabalhos, impulsionar sua visibilidade internacional e inspirar a próxima onda de inovação no design—que não apenas desafia os limites da criatividade, mas também beneficia e faz a sociedade avançar. Em meio a esse vasto mar de talentos, a premiação traz designs extraordinários à superfície.

Isolamento e eficiência energética em residências: o que muda com a nova regulamentação térmica no Chile

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Toda norma nasce com uma intenção clara: estabelecer um ponto de partida. É uma forma de fixar um patamar mínimo, de ordenar aquilo que antes talvez fosse assumido de forma implícita ou carecesse de um marco comum. No entanto, como tudo o que envolve a arquitetura — e especialmente o nosso modo de habitar —, esses marcos também evoluem: ampliam-se, ajustam-se e tornam-se mais detalhados em torno de novos modelos de habitação sustentável. É o caso da nova regulamentação térmica no Chile, que não surge do zero, mas faz parte de um processo contínuo que vem incorporando progressivamente novos critérios de eficiência energética, contidos na *Ordenanza General de Urbanismo y Construcción* (OGUC).

O Morar da Próxima Geração: Design de Banheiro Personalizável e de Alta Qualidade ao Seu Alcance

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Cada detalhe na construção de um ambiente tem um impacto significativo. O layout, a composição, o mobiliário, a paleta de cores e os materiais trabalham juntos para criar uma experiência coesa e imersiva na percepção do espaço. No projeto de banheiros, essa integração vai além da estética, buscando garantir que cada escolha— da materialidade à forma do mobiliário— contribua para espaços economicamente viáveis e funcionais, com uma estética que não dependa da exclusividade. Profissionais de arquitetura e design podem moldar cenários diversos sem sacrificar a qualidade ou a coerência visual, focando no custo-benefício e em soluções bem resolvidas. Nesse sentido, uma abordagem democrática do design se torna uma ferramenta para a criação de ambientes onde qualidade, funcionalidade e acessibilidade econômica são princípios fundamentais.

E, no entanto, se sustenta: um sistema de dobradiça pivotante que mantém as portas a cada ângulo de 90°

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As portas fazem parte da nossa rotina diária, abrindo e fechando de forma tão natural que raramente pensamos em como funcionam. Por isso, ao discutir inovações em seu design, muitos podem pensar: "se não está quebrado, não conserte". Contudo, o fato de algo funcionar bem não significa que não possa ser aprimorado. As portas não são exceção — seus componentes podem ser otimizados para um melhor desempenho sem alterar sua natureza fundamental. Em vez de se apegar ao que é familiar, por que não abrir as portas para o aperfeiçoamento? As portas pivotantes são um exemplo claro disso. Além de oferecerem versatilidade estética e possibilidades de design quase infinitas, seu sistema de abertura sobre um eixo central permite um movimento fluido e controlado, especialmente em ambientes internos. No entanto, resta um desafio em seu design: mantê-las firmes em diferentes ângulos.

Erentia: Uma iniciativa para a reconstrução sustentável da habitação rural em Cuba

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Erentia é um projeto que integra um escritório de arquitetura, um laboratório e uma associação sem fins lucrativos com sede na Espanha. A associação lançou uma iniciativa para divulgar um programa de cooperação em Cuba, focado na reabilitação do parque habitacional rural no Vale do Palmarito de Viñales, em Cuba. Diante da vulnerabilidade desta região a ciclones e furacões, o objetivo primordial é garantir a segurança estrutural das moradias e diminuir a exposição a futuros eventos meteorológicos extremos.

Um sistema expansivo de sofás modulares: reimaginando o conforto para além do sentar

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A arquitetura, por si só, define a maneira como habitamos um espaço? Está cada vez mais claro que não. Os objetos em um espaço — em especial o mobiliário e outras peças de design — não apenas cumprem funções práticas, mas também moldam ativamente a experiência espacial e humana. À medida que escolas, residências e escritórios evoluem para acomodar novas formas de trabalhar, viver e socializar, o mobiliário acompanha essas transições, estimulando diálogos que vão além do funcional e dialogam com a dimensão corporal implícita em seu uso.

Há várias décadas, a dupla de arquitetura britânica Alison e Peter Smithson já explorava a relação entre o corpo, a experiência cotidiana e o espaço em escala arquitetônica. Desde então, conceitos contemporâneos de flexibilidade e conforto ampliaram esse panorama para abranger outras escalas, como o mobiliário. Essas transformações impulsionaram a consolidação de sistemas de assentos modulares cuja flexibilidade e adaptabilidade respondem a diversas formas de viver e se relacionar com o espaço. Nesse contexto, surgem propostas inovadoras, como a linha completa de assentos e mesas Beau — um sistema expansivo de sofás modulares projetado para múltiplas possibilidades, com forte ênfase no conforto e no apelo sensorial.

Insights da Comissão de Arquitetura e Design da Arábia Saudita e da Iniciativa Designathon

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Durante séculos, o coração da Península Arábica foi uma terra de vastos desertos e assentamentos moldados pelo seu entorno. Essa relação com a paisagem, a materialidade e o conhecimento do lugar não apenas perdurou, mas hoje se traduz em um cenário que ganha reconhecimento na cena criativa global. Desde projetos que surgem com uma profunda sensibilidade ao contexto até exposições globais e prêmios que impulsionam sua evolução, a região consolida sua linguagem arquitetônica — enraizada em sua história e, ao mesmo tempo, voltada para novas explorações. Longe de estagnar, esse impulso continua a traçar o caminho para o seu desenvolvimento, estabelecendo a região como uma plataforma de destaque no discurso arquitetônico contemporâneo.

Como o espaço público pode ser projetado para a comunidade neurodiversa?

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O ruído de conversas sobrepostas, os letreiros luminosos piscantes, passos apressados na calçada e o martelar constante de um canteiro de obras próximo: os espaços públicos são, por vezes, vivenciados como ambientes onde os estímulos se acumulam e, frequentemente, nos sobrecarregam. Cada pessoa percebe e responde a esses estímulos sensoriais de maneira distinta, e reconhecer a neurodiversidade significa compreender que alguns indivíduos necessitam de mais tempo para se adaptar, de trajetos em ritmo mais lento ou de interações mais graduais com o entorno. Esses encontros levantam questões fundamentais sobre o espaço público contemporâneo: como ele pode acomodar a diversidade de maneiras pelas quais as pessoas o percebem e habitam? Como podemos imaginá-lo como um espaço que acolha todas as formas de vivenciá-lo?

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