Enrique Tovar

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Arquitetura terapêutica para o cuidado e a recuperação: design icônico com conceitos coloridos

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A influência do design na nossa saúde física e mental tem sido amplamente explorada em diversos contextos, que vão da configuração espacial ao mobiliário. O tema ganhou notoriedade devido à crescente conscientização sobre o bem-estar humano, especialmente nos últimos tempos. Um exemplo desse vínculo entre design e saúde é o surgimento de conceitos como a Neuroarquitetura, que busca compreender o potencial do ambiente construído no nosso cérebro. Outro caso que ilustra essa abordagem, desta vez no design de mobiliário, é o Sanatório de Paimio, onde Alvar Aalto projetou o sanatório de tuberculose e todo o seu mobiliário. A cadeira criada para a sala de convivência dos pacientes —a Cadeira Paimio— facilitava a respiração graças ao seu formato e à inclinação do encosto.

Essas abordagens são exemplos de como o design pode ser aplicado de maneira específica para melhorar o bem-estar das pessoas por meio de gestos como a organização espacial, as cores e formas, promovendo, assim, uma arquitetura que contribui para a saúde, o cuidado e a recuperação. Nesse contexto, e como resultado de investigações nesse campo, a HEWI desenvolveu a linha ICONIC, incorporando conceitos de cores emocionalmente atraentes ao seu ícone de design, a linha de sanitários acessíveis 477/801. Um elemento essencial no desenvolvimento dessa linha foi o conceito de "arquitetura curativa" em edifícios de saúde e de educação infantil, bem como sua influência não apenas no bem-estar físico e mental dos pacientes, mas também no bem-estar de outras pessoas que utilizam o espaço, como familiares e a equipe profissional.

Transformando resíduos em pixels de concreto reforçado com fibra de vidro

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Atualmente, os conceitos de redução de resíduos e upcycling vêm passando por uma expansão notável em diversos campos da arquitetura, impulsionados pela necessidade de mudar o paradigma dos hábitos de consumo tanto na sociedade quanto na indústria. Essa onda não apenas responde a abordagens sustentáveis, mas também tem demonstrado benefícios significativos em termos econômicos. Hoje, a transformação de diversos recursos, desde a terra escavada até resíduos agrícolas e plásticos, é realizada para criar novos materiais, consolidando, assim, a eficiência e a viabilidade de práticas mais ecológicas.

Nesse contexto, a tecnologia e os dados têm contribuído significativamente para uma melhor compreensão dos materiais e para a exploração de novos métodos de processamento. Nesse sentido, a inteligência artificial tornou-se uma aliada valiosa. Além disso, as inovações em software permitiram maximizar o potencial do que antes era considerado resíduo. Em consonância com isso, a Rieder apresentou uma inovação de produto chamada pixel, com o objetivo de minimizar o desperdício na produção de elementos de fachada fabricados em concreto reforçado com fibra de vidro.

Ressignificando o conceito de envoltória do edifício por meio de janelas minimalistas

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Quando se fala em envelope do edifício, frequentemente faz-se a analogia com uma pele que protege e envolve a estrutura, criando uma transição no ambiente físico. Este conceito é interessante porque identifica que, assim como nos seres humanos, a pele desempenha um papel de proteção e regulação do ambiente interno, além de contribuir para a estética da edificação. Desse modo, tanto a pele humana quanto o envelope do edifício atuam como elementos que respondem aos estímulos do entorno e da vida que se desenvolve em seu interior. Mais do que simples barreiras protetoras, ambos são vivenciados como meios de interação ativa com o contexto.

Embora as envoltórias evoluam em meio a diversos contextos, materiais e sistemas, as janelas minimalistas se destacam por suas qualidades estéticas, apresentando-se como peles transparentes e fluidas. Elas se sobressaem por sua funcionalidade e leveza visual, destacando-se na paisagem arquitetônica. Além disso, chamam a atenção por sua versatilidade em diferentes sistemas que conectam a vida entre o interior e o exterior. Diante da afirmação do arquiteto suíço e vencedor do Prêmio Pritzker, Peter Zumthor, de que “a arquitetura está exposta à vida”, as janelas desempenham um papel vital na expressão dessa conexão, tornando-se parte significativa da identidade e da essência da edificação.

Guia prático e considerações essenciais para especificar concreto estampado

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O concreto, em suas diversas facetas, exibe uma dualidade interessante graças às suas qualidades estéticas e técnicas, as quais têm sido exploradas por arquitetos/as e designers em diferentes tipologias e contextos. Por um lado, o concreto armado apresenta robustez e durabilidade suficientes para viabilizar a construção de obras de grande porte, capazes de resistir com eficiência a condições climáticas adversas. Por outro lado, a maleabilidade do concreto estampado permite que ele se adapte com elegância a formas complexas e grave paginações na superfície, utilizando texturas e padrões para criar uma atmosfera singular no ambiente construído.

O concreto estampado tem ganhado destaque devido à sua durabilidade e versatilidade, oferecendo variações e paginações adaptáveis a diferentes estilos arquitetônicos. No entanto, embora estejamos familiarizados com seu uso e aplicações, sua especificação exige uma abordagem meticulosa para alcançar resultados ideais. A seguir, apresentamos um guia prático com as principais recomendações da Melón Hormigones para especificar esse material inovador, desde a seleção do padrão até os cuidados e a manutenção adequados.

Paredes móveis: o efeito transformador das divisórias retráteis e articuladas

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A flexibilidade tornou-se uma característica marcante dos interiores contemporâneos, impulsionada por fatores como a evolução dos programas arquitetônicos e a redução progressiva das áreas internas, entre outros. Essa transição transformou os ambientes internos de estáticos em dinâmicos, buscando alcançar um equilíbrio sofisticado na configuração espacial. Esse sentimento é bem sintetizado pela declaração de Ricardo Bofill de que "a arquitetura é a arte de estruturar o espaço".

Diante da complexidade dos espaços internos, é fundamental promover a versatilidade espacial, auxiliada por elementos como o design multiuso e o mobiliário flexível. Surge, contudo, um desafio: embora essas estratégias redefinam os limites e a essência dinâmica dos interiores, aspectos como a acústica costumam ser negligenciados — um fator que se tornou crucial em ambientes como escritórios, salas de reunião, escolas, auditórios, entre outros. Portanto, aprimorar o desempenho acústico torna-se essencial para criar interiores multiuso funcionais. Nesse sentido, as paredes acústicas móveis da Skyfold surgem como uma alternativa interessante, já que suas soluções atuam tanto como barreiras de isolamento acústico quanto como peças de design.

A cortina, elemento-chave na certificação de edifícios sustentáveis

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Quando Wallace S. Broecker introduziu pela primeira vez os conceitos de aquecimento global na década de 1970, é provável que a sociedade não antecipasse as implicações desse fenômeno. Hoje, mais de 50 anos depois, deixamos de apenas prever um cenário climático adverso para presenciá-lo diretamente. Atualmente, é evidente que a Terra bate recordes de temperatura ano após ano, como resultado de uma disparidade na resposta global e de uma redução de emissões de carbono que avança lentamente.

Para reduzir as emissões de CO2 na arquitetura, é crucial implementar estratégias eficazes que abordem tanto a fabricação de materiais quanto o ciclo de vida dos edifícios, bem como o consumo de energia durante o seu uso. Em países como os EUA, aproximadamente 45% do consumo de energia no setor residencial é destinado ao aquecimento e resfriamento dos espaços, tornando fundamental a adoção de um projeto eficiente dos edifícios, especialmente na fachada. Para alcançar este objetivo, estão sendo implementadas políticas que promovem a transição para um modelo mais sustentável. Nesse novo modelo, as certificações de sustentabilidade para edifícios fornecem uma estrutura de medição e avaliação do consumo de recursos.

Caminhar sobre Resíduos: Tecendo Resíduos em Pisos e Tapetes Elegantes

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Na arquitetura contemporânea, a reciclagem evoluiu de uma prática desejável para uma necessidade inevitável. Essa mudança se deve principalmente à crescente crise climática, acentuada pela presença constante de resíduos (para os quais não se encontrou utilidade além do uso original).

Essa abordagem estimulou a criação de materiais inovadores para o reaproveitamento de resíduos em diversos contextos. Um exemplo notável é o de pisos e tapetes tecidos, segmento no qual a Bolon deu um passo à frente em 1949 ao transformar resíduos têxteis em produtos elegantes. Desde então, a empresa continuou a inovar no campo dos materiais, fundindo o setor tradicional de revestimentos de piso com o design criativo sustentável.

Explorando o design de iluminação linear para criar caminhos luminosos

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A iluminação evoluiu de forma notável ao longo da história da arquitetura, impulsionada por avanços tecnológicos significativos. Apesar dessas transformações, seu propósito central de valorizar a estética, a funcionalidade e a segurança permaneceu constante. Nesse processo evolutivo, a transição da iluminação fluorescente para a tecnologia LED representa um marco fundamental, reduzindo custos e consumo de energia. Além disso, a versatilidade da iluminação LED impulsionou a criatividade. Essas novas possibilidades de design tornam-se evidentes em layouts de iluminação orgânicos, que mimetizam padrões lineares de distribuição de luz em paredes e tetos, sejam eles suspensos ou embutidos.

Nesse contexto, à medida que profissionais de arquitetura e design se distanciam de padrões de espelhamento simétricos, rígidos e paralelos, a Alcon Lighting detectou uma tendência na qual a iluminação linear destaca linhas e características arquitetônicas assimétricas. Dessa forma, layouts que parecem não seguir um padrão rígido de projeto vêm sendo adotados.

Como o design modular pode ser usado para revolucionar a arquitetura habitacional?

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A habitação é uma tipologia arquitetônica diversa, cuja configuração é determinada não apenas por quem a projeta, mas também pelo uso de quem nela habita. Dessa forma, as moradias são estruturas fundamentalmente adaptáveis que evoluem em sintonia com seu tempo e com seus/as usuários/as, passando por constantes transformações que se manifestam nos modos de vida. A casa concebida hoje não será a mesma construída amanhã; portanto, torna-se necessário manter uma abordagem crítica e profunda sobre o papel que ela desempenha no ambiente construído.

Nesse sentido, a arquitetura modular tem se apresentado consistentemente como uma estratégia de projeto dinâmica que revolucionou a habitação, desenvolvendo soluções versáteis para espaços e práticas construtivas sustentáveis. Desse modo, a habitação modular tem sido um terreno fértil para explorar e aprofundar maneiras de habitar o espaço e atender às necessidades humanas. Das casas de catálogo pré-fabricadas do século XIX ao boom imobiliário pós-Segunda Guerra Mundial, sua evolução reflete tanto propostas passadas quanto a exploração de novos conceitos para o futuro.

Transformando resíduos descartados em uma cuba 100%* reciclada

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A fabricação de materiais e produtos sustentáveis exige uma análise constante sobre como conservamos os recursos e gerenciamos os resíduos de maneira eficaz. Esse cenário se desenrola em um momento no qual os impactos ambientais do aquecimento global e da crise climática se tornam cada vez mais evidentes. Diante desse panorama, manter o debate sobre a destinação de resíduos é fundamental para gerar impactos positivos em nosso meio ambiente e maximizar as oportunidades da economia circular.

Alinhada a essa perspectiva e demonstrando compromisso com a sustentabilidade por meio da redução de resíduos e da conservação de recursos, a VitrA desenvolveu uma cuba de lavatório inteiramente feita com resíduos 100%* reciclados, incluindo cerâmicas descartadas de seu próprio processo de fabricação. Esse produto inovador foi projetado para gerar o menor impacto ambiental possível, reduzindo em 30% o potencial de aquecimento global de sua produção por unidade e transformando o que antes era considerado descarte em recursos valiosos.

Um novo patamar de privacidade funcional em aeroportos: a ascensão de lounges e cabines de trabalho

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Segundo Norman Foster, "como arquiteto/a, você projeta para o presente, com a consciência do passado". Nesse sentido, a arquitetura, o design de interiores e o mobiliário contemporâneos passaram por uma evolução radical nos últimos anos, impulsionados por uma mudança de paradigma na concepção do espaço e na nossa interação com ele. Essa abordagem contemporânea tem nos direcionado para espaços multiuso, colaborativos e menos rígidos, que também são capazes de oferecer privacidade e funcionalidade. Além disso, eles devem funcionar como espaços de trabalho temporários em contextos específicos, adaptando-se ao dinamismo das necessidades e atividades contemporâneas.

A partir dessa nova abordagem, arquitetos/as e designers estão remodelando os ambientes internos para acomodar novos comportamentos, facilitando a descoberta de uma ergonomia renovada nas atividades humanas. Hoje, o pensamento arquitetônico converge para criar espaços que nos permitem viver em movimento, uma tendência particularmente evidente em ambientes dinâmicos como aeroportos, acolhendo tanto momentos individuais quanto interações sociais de pessoas em trânsito. Como consequência, um novo tipo de mobiliário ressurgiu, tornando-se comum em aeroportos e outros espaços compartilhados: as cabines de privacidade (ou booths).

Uma cobertura de vidro multicolorido para os sentidos, abrigo e hospitalidade: O Pavilhão Panorama Vertical

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Embora a abordagem sensorial no ambiente construído seja frequentemente baseada, em primeiro lugar, em aspectos visuais como a cor e a luz, à medida que nos aprofundamos na relação da arquitetura com os sentidos, surgem outros elementos essenciais, tais como aromas, texturas, sons e até sabores. Esses componentes são fundamentais para criar uma experiência profunda entre o/a usuário/a e o ambiente onde ela ocorre, demonstrando que o design e a experiência sensorial estão intrinsecamente conectados.

Dessa forma, o design sensorial oferece uma atmosfera imersiva para um espectro completo de sentidos, cuja percepção se estende além dos limites físicos. Um exemplo disso é o Vertical Panorama Pavilion, localizado em uma região da Califórnia (EUA) com uma forte identidade ligada à tradição vinícola. Esta estrutura, com uma cobertura de vidro composta por intercalares de PVB colorido, serve de abrigo para a hospitalidade. Inspirada na natureza, a cobertura do pavilhão desperta todos os sentidos: desde a textura do cascalho no caminho de pedestres até as correntes de vento locais e os aromas característicos da região.

Como utilizar revestimentos ripados em paredes internas?

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A forma como percebemos o espaço é uma dimensão crucial na arquitetura e no design de interiores, influenciando profundamente a nossa interação com o entorno. Desse modo, a percepção espacial é determinada por aspectos como a organização do mobiliário, a iluminação, o uso das cores e os materiais selecionados. Este último componente adquire uma relevância particular, considerando que um mesmo material pode ser empregado de múltiplas maneiras e, consequentemente, propiciar atmosferas com caráter próprio.

Um exemplo do potencial das variações no uso da materialidade são os revestimentos ripados. Trata-se de superfícies de MDF fresadas com um padrão linear para ambientar paredes e forros internos, aplicáveis em uma variedade de superfícies, sempre em áreas não expostas à umidade. O sistema destaca-se por sua capacidade de acentuar o espaço por meio de diferentes configurações que, dependendo de sua disposição e tipo de ripado, podem modificar a experiência espacial, destacando, direcionando, envolvendo e alcançando um equilíbrio visual em residências, escritórios, espaços comerciais, entre outros.

De linhas de fronteira a limites difusos: San Diego-Tijuana como a Capital Mundial do Design 2024

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No desenho, as linhas são elementos fundamentais de composição. Elas delineiam o espaço, esboçam estruturas e definem limites. Quando se trata de mapas e fronteiras, a linha adquire um significado particular, pois essa "simples" expressão gráfica marca uma divisão poderosa entre regiões, estabelecendo o início ou o fim de um território. Essa linha tem um significado profundo no limite entre o México e os Estados Unidos, onde ela constantemente se dissolve e questiona a própria fronteira. Nesses locais, o multiculturalismo é uma vivência cotidiana, com uma negociação contínua de limites presente em todos os aspectos da vida. A dinâmica dessas fronteiras envolve o design e a geração de uma complexa rede de interações e colaborações.

Em vez de se dividir entre tijuanenses de um lado e habitantes de San Diego de outro, essa região singular se destaca como uma comunidade cuja essência se harmoniza com um profundo legado de colaboração transfronteiriça, distanciando-se da ideia de cidades separadas por uma linha física. Sendo a primeira indicação binacional na história do programa Capital Mundial do Design (WDC, na sigla em inglês), a região de Tijuana-San Diego compartilha um interesse comum em enfrentar questões urbanas, sociais e econômicas por meio do design. Assim, por meio de conferências, cúpulas de políticas públicas e workshops, a região busca potencializar a catalisação de ideias a partir desse título.

Playgrounds públicos internos: a evolução dos espaços comerciais em transformação

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Considerado uma atividade extremamente necessária para as crianças e, ao mesmo tempo, em constante evolução, o brincar deixou de ser um conceito livre e informal para incorporar uma variedade de fatores voltados a fomentar o desenvolvimento físico, cognitivo, criativo e socioemocional. Estudado por nomes da pedagogia como Friedrich Fröbel, este se destacou por suas teorias sobre o jardim de infância, promovendo o desenvolvimento espontâneo por meio de atividades lúdicas. Com o tempo, isso lançou as bases de um conceito que se difundiu por toda a Europa no século XIX e chegou aos Estados Unidos com a criação do primeiro playground em Chicago, em 1892, marcando um ponto de virada na maneira como o espaço físico se relaciona com a diversão.

Mais de 100 anos depois, muita coisa mudou. Hoje em dia, as estruturas de lazer evoluem junto aos hábitos dos/as usuários/as e se adaptam a contextos onde historicamente não estavam presentes, como os espaços fechados e internos. Isso se deve, em grande medida, à otimização de suas dimensões, a melhorias técnicas e à aplicação de tecnologia de ponta que viabiliza materiais cada vez mais resistentes, versáteis e sustentáveis. Tudo isso hoje abre caminho para soluções que propiciam novas formas de vivenciar esses espaços, adquirindo uma abordagem alternativa que converge com o lazer. A partir dessa dinâmica, a Urbanplay apresentou um novo conceito de lazer para ambientes internos por meio das soluções modulares da Kompan, principal fabricante de equipamentos lúdicos de alto padrão no mundo. Essa abordagem se concentra na criação de áreas de lazer personalizadas, com o objetivo de potencializar a experiência dos/as usuários/as e fomentar atmosferas recreativas mais amigáveis, transversais e de fácil acesso.

Reforma vs. Demolição: Aprimorando a Habitação para a Eficiência Energética Sustentável

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A Segunda Guerra Mundial foi um marco na história da humanidade, deixando um profundo impacto político e social. Seu fim marcou um ponto de virada significativo, que levou à suburbanização do pós-guerra e ao baby boom. Esses fenômenos resultaram em um rápido crescimento urbano e em uma explosão na construção de moradias, que atingiu o auge na década de 1960 e continuou a prosperar ao longo das décadas seguintes, desacelerando gradualmente até os dias de hoje. Atualmente, enfrentamos um cenário muito diferente, no qual a escassez de habitação acessível, combinada com uma perspectiva econômica desafiadora e uma agenda climática, gerou a necessidade de transformar o ambiente construído em um espaço mais limpo e eficiente no uso de recursos, alinhado ao Acordo de Paris.

Diante disso, com a demanda cada vez maior por moradia aliada a iniciativas políticas como o Pacto Ecológico Europeu, o modelo de hiperprodução do pós-guerra está se tornando insustentável. Como consequência, a reforma de edifícios abandonados ou subutilizados surge como uma alternativa viável. Diferente do modelo de demolição e nova construção, essa abordagem oferece oportunidades de retrofit energético, o que ajuda a mitigar a obsolescência ambiental, estender a vida útil das edificações e revitalizar o patrimônio existente e deteriorado — incluindo as habitações do pós-guerra —, melhorando ao mesmo tempo a qualidade de vida das pessoas.

Reformas residenciais na América Latina: 10 projetos que se destacam pelo uso de materiais

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A reforma é uma prática cada vez mais comum e fundamental na arquitetura contemporânea. Mais do que uma tendência, ela representa uma estratégia crucial para reduzir o consumo de recursos e minimizar a geração de resíduos, oferecendo vantagens claras em relação a novas construções. No contexto latino-americano, essa filosofia se destaca por suas características singulares. Ela articula de forma complexa a circularidade e a ação climática com materiais locais, respondendo a desafios econômicos ao mesmo tempo em que harmoniza influências indígenas, coloniais e contemporâneas.

A habitação desempenha um papel crucial nesse contexto, onde materiais e técnicas construtivas tradicionais definem a singularidade de cada projeto e o integram ao tecido social da comunidade. Em toda a América Latina, as identidades regionais estão profundamente incorporadas aos esforços de reforma, indo desde a restauração de fachadas e o reaproveitamento de madeira até a reinvenção do uso de resíduos de demolição. A adaptação dos espaços nesses projetos é influenciada por suas identidades singulares e condições geográficas, enraizadas em expressões sociais e culturais.

A beleza artesanal do ripado: resistência, estética e controle solar em fachadas

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Existem certos materiais que oferecem múltiplos usos, e um deles é a madeira. Este material nobre pode assumir diversos papéis: na tectônica como elemento estrutural, nos acabamentos como revestimento de pisos, ou mesmo como elemento funcional e decorativo em forma de mobiliário. Dependendo de sua aplicação, a madeira adquire uma narrativa distinta. No desenho de fachadas, sua integração confere um caráter particular, pois, além de contribuir para a identidade e estética do edifício, também desempenha um papel crucial em sua funcionalidade.

Quando falamos de fachadas e madeira, os brises e o padrão de ripado são elementos recorrentes. Por meio desse conceito — em contraste com os sistemas modulares — é possível criar combinações personalizadas para cada projeto, transmitindo uma beleza artesanal única, conforme o desenho concebido para seu uso. Além disso, a madeira oferece características marcantes em termos de sustentabilidade, controle solar, resistência às intempéries e eficiência energética. Em conjunto, essas qualidades permitem que a fachada funcione como uma interface dinâmica entre o interior e o exterior, mediando também a luz e a sombra, bem como as visuais.