A arquitetura jamais deixará de buscar a funcionalidade, pois nela reside um de seus princípios essenciais. A essa condição somam-se fatores como a estética e a operacionalidade, que também influenciam na valorização do design contemporâneo. Com o tempo, o conceito de funcionalidade evoluiu, estendendo-se para além da resolução e da eficiência, vinculando-se à criação de experiências. Assim, a qualidade de um ambiente depende tanto de seu design quanto da forma como seus elementos e sistemas se articulam para gerar uma experiência global de habitar. Inovar, nesse sentido, implica conceber ambientes fluidos e intuitivos, onde cada componente contribui para que a vivência seja natural e segura, algo especialmente relevante em espaços de uso cotidiano como os banheiros.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142739/do-funcional-ao-sensorial-como-se-projeta-a-experiencia-de-um-banheiro-sem-contatoEnrique Tovar
As principais distinções do festival — World Building of the Year (com apoio da GROHE), World Interior of the Year, Future Project of the Year e Landscape of the Year — foram anunciadas hoje, no momento em que centenas de arquitetos e arquitetas de todo o mundo se reuniram para o jantar de gala de encerramento no Miami Beach Convention Center, na Flórida. Diversos Prêmios Especiais, incluindo o American Beauty Prize (com apoio do Royal Fine Art Commission Trust), também foram revelados no evento de encerramento, que celebrou a décima oitava edição do festival. O anúncio ocorre após o último dia do WAF, no qual os projetos vencedores de todas as 43 categorias competiram pelos títulos principais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142801/edificio-do-ano-e-interior-do-ano-revelados-no-world-architecture-festival-2025Enrique Tovar
Ao todo, o festival de três dias contará com mais de 460 apresentações ao vivo dos finalistas de 2025, avaliadas por mais de 160 jurados e juradas internacionais. Hoje, projetos selecionados de todo o mundo competiram em 21 categorias nas áreas de Edifícios Concluídos, Projetos Futuros e Interiores. Entre os premiados estão OMA, Sordo Madaleno, Studio Arthur Casas e NIKKEN SEKKEI.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142056/world-architecture-festival-2025-anunciados-os-vencedores-do-segundo-diaEnrique Tovar
No total, ao longo dos três dias de festival, serão apresentadas mais de 460 defesas de projetos ao vivo pelos finalistas de 2025, diante de um júri internacional composto por mais de 160 profissionais. Hoje, os projetos selecionados de diversas partes do mundo competiram em 22 categorias de prêmios divididas entre Edifícios Concluídos, Projetos Futuros e Interiores. Entre os escritórios premiados estão o WOW Architects, o BIG-Bjarke Ingels Group, o Batlleiroig e o Perkins&Will.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142836/world-architecture-festival-2025-anunciados-os-vencedores-do-primeiro-diaEnrique Tovar
Quando estudantes de arquitetura ainda estão na universidade, um momento costuma marcar um divisor de águas: o primeiro contato com um software. Não se trata apenas de dominar uma ferramenta, mas de descobrir um espaço onde as ideias transcendem os modelos físicos, ganhando forma em um ambiente digital e dando início a uma relação que muitas pessoas levarão por toda a sua carreira profissional. O que acontece a seguir? Os softwares continuam evoluindo e, com eles, a experiência de projeto. Nos últimos anos, essa evolução se acelerou — aprendizado de máquina, inteligência artificial, prompts e fluxos de trabalho integrados deixaram a periferia e passaram a ocupar o centro da prática projetual, tornando-se parte da linguagem comum entre sistemas e usuários/as. À medida que essas ferramentas se consolidam, surge uma pergunta fundamental: como isso redefinirá nossa experiência de projetar arquitetura no futuro?
https://www.archdaily.com.br/pt/1143283/como-o-bim-a-assistencia-por-ia-e-os-fluxos-de-trabalho-integrados-moldarao-a-experiencia-de-projeto-do-a-arquiteto-aEnrique Tovar
Videos
Cortesía de Cortesía de La Feria De Diseño Medellín
Fazer perguntas é o primeiro passo para questionar o que tomamos como certo e abrir novas possibilidades para planejar e construir. Essas perguntas, valiosas por si só, ganham ainda mais força quando compartilhadas e examinadas sob diferentes perspectivas. Ao cruzarem-se com as experiências de profissionais e marcas, tecem olhares que enriquecem a discussão. As feiras e eventos de design em todo o mundo tornaram-se espaços onde essas conversas ganham força, favorecendo as conexões e fomentando dinâmicas colaborativas. Nesse cenário, a Colômbia se consolidou como um ponto de encontro, funcionando como uma plataforma que impulsiona a arquitetura e o design na América Latina e no Caribe, ao mesmo tempo que projeta a voz da região no cenário global.
Série 8670 - Janela Maxim-Ar. Imagem cortesia de Western Window Systems
As janelas há muito desempenham um papel ambivalente na arquitetura, pois definem e delimitam os interiores ao mesmo tempo em que criam uma conexão com o exterior. Essa dupla função vai além de simplesmente atender às necessidades construtivas ou fornecer luz natural, influenciando diretamente a forma como os ocupantes vivenciam e se relacionam com a paisagem. O século XX testemunhou a introdução de materiais como o aço, o alumínio e o vidro, que viabilizaram diferentes tipos de janelas com caixilhos mais esguios e grandes painéis, aumentando a transparência e reforçando a conexão visual com o entorno.
Nomes da arquitetura norte-americana como Frank Lloyd Wright e Philip Johnson exploraram essas possibilidades para harmonizar a arquitetura com a paisagem. Na Casa da Cascata (Fallingwater), as janelas e os terraços conectam de forma fluida a residência à cachoeira e à floresta circundante, ao passo que a caixilharia mínima da Glass House praticamente dissolve o limite entre interior e exterior, trazendo o ambiente natural para dentro da casa. Ao longo de sua evolução, as janelas se tornaram um elemento que une espaço, materialidade e percepção, abrindo novos caminhos para explorar a relação entre a arquitetura e seu entorno.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142749/emoldurando-interiores-e-paisagens-em-aluminio-e-vidro-para-dominar-a-vistaEnrique Tovar
O que é arquitetura? Para alguns, seu papel tradicional consiste em reunir imaginação, conhecimento técnico e resolução de problemas, permitindo a arquitetos e arquitetas projetar e construir equilibrando ideias e os meios para viabilizá-las. Da pedra e da madeira das primeiras edificações ao aço e concreto do século XX, cada época exigiu não apenas a compreensão da forma, mas também das propriedades e do potencial dos materiais em uso. Esse domínio da matéria sempre foi parte fundamental do processo criativo, embora seu alcance estivesse limitado pelos conhecimentos práticos e tecnologias disponíveis na época.
Com o tempo, esse equilíbrio começou a mudar. Arquitetos e arquitetas deixaram de apenas utilizar materiais para projetá-los ativamente, aplicando princípios científicos e experimentando com processos biológicos, químicos e computacionais. Essa evolução expandiu as possibilidades da disciplina, promovendo a intersecção entre natureza, tecnologia e arte, ao mesmo tempo em que impulsionou o papel de arquitetos e arquitetas rumo a uma dimensão mais experimental e científica, na qual a manipulação e a criação de materiais passam a ser o cerne do ato criativo, e não apenas um meio para viabilizar formas ou estruturas.
A inovação está no cerne da arquitetura, manifestando-se através de novas abordagens projetuais, da experimentação material e, naturalmente, das formas de habitar. Diante disso, a concepção de edifícios e espaços internos passa por uma constante evolução. Esse processo é especialmente evidente em regiões com um rico patrimônio cultural, como a Espanha, onde a inovação reinterpreta as maneiras tradicionais de se relacionar com o espaço. Essa atenção à memória e à vida cotidiana estende-se aos interiores, nos quais cada intervenção tem o potencial de remodelar ativamente a experiência espacial das pessoas e abrir novas possibilidades de convivência e interação.
Os espaços que habitamos são repletos de movimentos, atividades e encontros: a cozinha onde preparamos a comida, a sala onde nos reunimos, o escritório onde trabalhamos. No meio de tudo isso, alguns elementos passam despercebidos, mas conectam a nossa experiência com o entorno: interruptores, tomadas e placas elétricas. Esses dispositivos não apenas permitem a distribuição de energia, mas também estruturam e facilitam a interação com o espaço, atuando como nós que vinculam funções e fluxos, ao mesmo tempo em que reforçam a identidade estética dos interiores.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142694/alem-da-funcao-placas-eletricas-como-solucao-tecnologica-e-de-design-de-interioresEnrique Tovar
A atmosfera de uma residência se constrói gradualmente através da interação entre arquitetura, mobiliário e materiais. Cada componente traz cor, textura e profundidade, tornando a experiência de habitar sensorial e envolvente. Dentre eles, os materiais desempenham um papel decisivo: não apenas definem o aspecto visual, mas também transmitem tato, luz, temperatura e conexão com o entorno, transformando nossa percepção do lar. Quando observados de maneira contextualizada, revelam novas possibilidades para projetar e vivenciar interiores e exteriores, lembrando-nos de que cada escolha influencia o conforto e a funcionalidade.
O ruído de conversas sobrepostas, os letreiros luminosos piscantes, passos apressados na calçada e o martelar constante de um canteiro de obras próximo: os espaços públicos são, por vezes, vivenciados como ambientes onde os estímulos se acumulam e, frequentemente, nos sobrecarregam. Cada pessoa percebe e responde a esses estímulos sensoriais de maneira distinta, e reconhecer a neurodiversidade significa compreender que alguns indivíduos necessitam de mais tempo para se adaptar, de trajetos em ritmo mais lento ou de interações mais graduais com o entorno. Esses encontros levantam questões fundamentais sobre o espaço público contemporâneo: como ele pode acomodar a diversidade de maneiras pelas quais as pessoas o percebem e habitam? Como podemos imaginá-lo como um espaço que acolha todas as formas de vivenciá-lo?
Fazer perguntas é o primeiro passo para questionar o que tomamos como certo e abrir novas possibilidades para o planejamento e a construção. Essas indagações, valiosas por si só, ganham nova força quando compartilhadas e examinadas sob diferentes perspectivas. Ao se cruzarem com as vivências de profissionais e marcas, elas tecem pontos de vista que enriquecem o debate. Feiras e eventos de design pelo mundo tornaram-se espaços onde essas conversas ganham força, fomentando conexões e incentivando dinâmicas colaborativas. Nesse cenário, a Colômbia desponta como um polo, servindo como uma plataforma que promove a arquitetura e o design na América Latina e no Caribe, ao mesmo tempo em que projeta a voz da região no cenário global.
A arquitetura, por si só, define a maneira como habitamos um espaço? Está cada vez mais claro que não. Os objetos em um espaço — em especial o mobiliário e outras peças de design — não apenas cumprem funções práticas, mas também moldam ativamente a experiência espacial e humana. À medida que escolas, residências e escritórios evoluem para acomodar novas formas de trabalhar, viver e socializar, o mobiliário acompanha essas transições, estimulando diálogos que vão além do funcional e dialogam com a dimensão corporal implícita em seu uso.
Há várias décadas, a dupla de arquitetura britânica Alison e Peter Smithson já explorava a relação entre o corpo, a experiência cotidiana e o espaço em escala arquitetônica. Desde então, conceitos contemporâneos de flexibilidade e conforto ampliaram esse panorama para abranger outras escalas, como o mobiliário. Essas transformações impulsionaram a consolidação de sistemas de assentos modulares cuja flexibilidade e adaptabilidade respondem a diversas formas de viver e se relacionar com o espaço. Nesse contexto, surgem propostas inovadoras, como a linha completa de assentos e mesas Beau — um sistema expansivo de sofás modulares projetado para múltiplas possibilidades, com forte ênfase no conforto e no apelo sensorial.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143200/um-sistema-expansivo-de-sofas-modulares-reimaginando-o-conforto-para-alem-do-sentarEnrique Tovar
Todos os materiais têm uma origem, inseridos em uma cadeia de extração, fornecimento, produção e descarte que, a depender de sua escala, deixa marcas mais ou menos profundas no meio ambiente. Na arquitetura, costumamos abordar essa trajetória sob a ótica da circularidade dos materiais, considerando como eles podem reingressar nos ciclos de produção em vez de se tornarem resíduos. No entanto, ampliar nosso olhar para lugares inesperados revela sistemas paralelos nos quais os subprodutos de uma indústria se transformam em recursos para outra. Essa abordagem encontrou terreno fértil no reaproveitamento de resíduos orgânicos transformados em biomateriais, sendo um dos exemplos mais recentes o trabalho do coletivo Fahrenheit Works. Com a instalação "From the Tagus to the Tile" (Do Tejo ao Azulejo), o grupo reaproveita conchas de ostras inicialmente descartadas pela indústria alimentícia para criar uma releitura dos icônicos azulejos de Lisboa.
Toda norma nasce com uma intenção clara: estabelecer um ponto de partida. É uma forma de fixar um patamar mínimo, de ordenar aquilo que antes talvez fosse assumido de forma implícita ou carecesse de um marco comum. No entanto, como tudo o que envolve a arquitetura — e especialmente o nosso modo de habitar —, esses marcos também evoluem: ampliam-se, ajustam-se e tornam-se mais detalhados em torno de novos modelos de habitação sustentável. É o caso da nova regulamentação térmica no Chile, que não surge do zero, mas faz parte de um processo contínuo que vem incorporando progressivamente novos critérios de eficiência energética, contidos na *Ordenanza General de Urbanismo y Construcción* (OGUC).
https://www.archdaily.com.br/pt/1143234/isolamento-e-eficiencia-energetica-em-residencias-o-que-muda-com-a-nova-regulamentacao-termica-no-chileEnrique Tovar
O brincar vai além de sua dimensão recreativa, configurando-se como um ato social que estimula as crianças a aprender, interagir, criar e se relacionar com seu contexto espacial. Como aponta Johan Huizinga em Homo Ludens, o brincar é um elemento fundamental da cultura, no qual as crianças criam laços e exploram formas de coexistência. Quando a arquitetura dos espaços de lazer exclui determinados corpos ou modos de participação, a experiência coletiva fragmenta-se e perde parte de seu sentido. Projetar sob a perspectiva da inclusão significa, portanto, reconhecer que o verdadeiro valor do brincar reside em seu potencial de ser compartilhado por todas as pessoas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143298/playgrounds-inclusivos-todos-os-corpos-podem-brincar-por-meio-da-arquiteturaEnrique Tovar