Enrique Tovar

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Arquitetura para habitar o espaço: estruturas reconfiguráveis para ambientes adaptativos

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A arquitetura tem probabilidade de existir em qualquer lugar ou espaço físico habitado por seres humanos. Além disso, nossa curiosidade inerente e espírito exploratório constituem um aspecto integral da humanidade. Impulsionados por nossa capacidade inventiva, nos aventuramos em cenários futuros que podemos explorar como indivíduos e sociedade. Consequentemente, a possibilidade de um futuro no espaço tem despertado a imaginação de cientistas e designers, resultando em projetos conceituais e de ficção científica onde os seres humanos habitam o espaço.

A capacidade inventiva e imaginativa humana pode ser rastreada através do trabalho de artistas como Jean-Marc Côté, que, no início do século XX, imaginou uma série de ilustrações retrofuturistas retratando como seria a vida no ano 2000. Há também referências literárias notáveis, como as obras de Ursula K. Le Guin, renomada por sua ficção especulativa que explora a jornada da humanidade como uma espécie que viaja pelo espaço. Sem dúvida, o futuro e o espaço são dois tópicos cativantes que inspiraram o desenvolvimento de uma visão de longo prazo para a sociedade no espaço.

Como proteger edifícios contra o aumento de tensão elétrica?

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Em seus primórdios, a arquitetura baseava-se exclusivamente na orientação, na luz solar e nos elementos naturais que a influenciavam. Naquela época, não se cogitava a manipulação de fenômenos físicos como a eletricidade. Com o tempo, os avanços científicos, como a descoberta da energia elétrica e suas futuras aplicações nos edifícios, integraram-se ao nosso modo de vida e à maneira como habitamos e vivenciamos os espaços. Hoje em dia, é impensável conceber a arquitetura sem sistemas de ventilação, aquecimento ou simplesmente eletricidade. No entanto, com o acelerado crescimento das cidades nos últimos anos, o aumento da demanda por energia e a crescente sofisticação dos sistemas elétricos, as sobretensões elétricas (aumentos repentinos de tensão) tornaram-se um desafio moderno que precisamos enfrentar.

Muitas dessas sobretensões são de caráter transitório e representam uma das principais ameaças à integridade dos dispositivos elétricos e eletrônicos, bem como à continuidade da alimentação elétrica nos edifícios em geral. À medida que os equipamentos eletrônicos se tornam cada vez mais sensíveis, os setores residencial, comercial e industrial passam a depender mais de seus sistemas de controle e comunicação, o que os torna mais suscetíveis a sobretensões transitórias. Em resposta a esses eventos, a ABB desenvolveu uma ampla gama de dispositivos de proteção contra surtos (Surge Protective Devices).

Como funcionam as superfícies táteis para cegos?

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Teoricamente, a arquitetura é uma disciplina multisensorial que envolve texturas, cores, sombras, sons e aromas. No entanto, na prática, a linguagem visual é frequentemente priorizada para explorá-la, limitando-se principalmente à visão para identificar elementos arquitetônicos e navegar autonomamente em ambientes construídos e contextos urbanos. Portanto, é crucial integrar superfícies de pavimentação tátil na arquitetura.

Cegueira e deficiência visual transcendem ser uma condição ou deficiência; elas representam uma forma alternativa de perceber o ambiente ao nosso redor. Nesse sentido, o toque se torna uma linguagem e um guia fundamental para interagir com a arquitetura. De acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Artigo 9), todas as pessoas têm o direito inerente de acessar o ambiente físico em igualdade de condições com as outras.

Design generativo de espaços: explorando 8 ferramentas transformadoras em arquitetura

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Na arquitetura, o desenho é uma expressão técnica e artística que envolve a criação de representações visuais usando vários instrumentos analógicos. Embora o desenho permaneça relevante e atual na prática arquitetônica, esforços têm sido feitos para realizar tarefas e estudos arquitetônicos de maneira mais eficiente. A prancheta foi um desenvolvimento significativo nesse sentido, possibilitando traços precisos usando menos instrumentos. No entanto, o surgimento de ferramentas computacionais, como o desenho assistido por computador (CAD), revolucionou o fluxo de trabalho, aproveitando as vantagens oferecidas pelos computadores. Os arquitetos agora podem desempenhar um papel mais direto e criativo no processo de design, reduzindo sua dependência de desenhos demorados e tarefas repetitivas. Além disso, as melhorias no fluxo de trabalho têm incentivado uma colaboração mais efetiva entre os diferentes envolvidos no processo arquitetônico.

Repensando o desenvolvimento urbano: adensando as cidades para uma ação climática acelerada

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Cidades são definidas como áreas geográficas densamente povoadas, caracterizadas pelo desenvolvimento urbano. Elas funcionam como centros econômicos, políticos e culturais, oferecendo diversos serviços, infraestrutura e oportunidades. No entanto, o adensamento urbano frequentemente é associado a aspectos negativos, tais como problemas de saúde, poluição e desigualdades sociais. Países como a Índia e a China, com suas populações massivas que ultrapassam a marca dos bilhões, enfrentam uma demanda significativa por serviços e moradia.

Pesquisas recentes, incluindo estudos de instituições como a Berkeley Cool Climate Network, trouxeram uma mudança de paradigma na percepção do adensamento urbano. Essa mudança visa reduzir a pegada de carbono das cidades e apoiar esforços colaborativos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O adensamento é proposto como uma estratégia crucial para promover a prosperidade social, o bem-estar e o combate às mudanças climáticas. Diante disso, surge uma questão relevante: como podemos viabilizar o adensamento de forma eficaz e, ao mesmo tempo, enfrentar o aquecimento global? Empresas como a Holcim têm respondido a esse desafio desenvolvendo soluções construtivas sustentáveis e promovendo discussões produtivas com profissionais de arquitetura, como Shajay Bhooshan, diretor associado na Zaha Hadid Architects. Essas colaborações trazem reflexões valiosas sobre o conceito de adensamento urbano como um catalisador para a ação climática.

O Renascimento do Sofá: Inovações, Formas Atípicas e Antropometria

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Os primeiros vestígios de mobiliário na sociedade remontam à Quarta Dinastia do Egito, com a descoberta da poltrona da rainha Hetepheres I (cerca de 2600 a.C.). Esta peça representou um marco significativo na história do mobiliário. Não por acaso, portanto, a cronologia do mobiliário se entrelaça com as expressões arquitetônicas, pictóricas e escultóricas de cada época, nas quais esses elementos frequentemente atuam como testemunhas e, em casos excepcionais, como protagonistas na história da arte e do design.

O mobiliário é composto por objetos cotidianos projetados para atender a necessidades específicas do nosso dia a dia. No entanto, por vezes, essas peças transcendem sua função prática e assumem uma presença autônoma. Um móvel não tem propósito mais nobre do que sua interação com o ser humano; portanto, separar esses objetos de sua dimensão utilitária torna-se um ato de ruptura. Diante disso, designers como Francesco Binfaré descrevem os sofás como “o objeto mais misterioso entre os móveis que povoam o universo do design de interiores. Nesse contexto, a Edra cria objetos únicos que fundem arte e produção industrial, refletindo paisagens domésticas contemporâneas e experimentando novas formas e materiais.

Camadas metálicas em diálogo com a luz: uma intervenção abstrata na Casa Batlló

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Alguns nomes da arquitetura deixaram sua marca na história; um desses casos é Antoni Gaudí. Através de suas concepções inspiradas na natureza, ele se tornou o principal expoente do modernismo catalão. O impacto da obra de Gaudí pode ser visto em várias escalas arquitetônicas, incluindo a Sagrada Família, o Parc Güell, a Colònia Güell, a Casa Milà e a Casa Batlló, sendo esta última um marco icônico da arquitetura de Barcelona.

A Casa Batlló surgiu da reforma de um edifício de 1877, adquirido em 1903 e posteriormente confiado a Gaudí para sua transformação. Inspirada em formas animais, em especial marinhas, a fachada e o interior foram renovados por meio de curvas e de uma combinação de cores vibrantes. Essa intervenção marcou um ponto de virada para a residência, pois alterou significativamente a fachada, redistribuiu o interior e proporcionou uma interação sublime com a luz natural. Dando continuidade ao espírito da reforma iniciada por Gaudí, um novo projeto de interiores para a escadaria e o átrio da Casa Batlló foi desenvolvido em 2021. Essa renovação é o resultado do diálogo entre as correntes de alumínio anodizado desenvolvidas pela Kriskadecor e a abstração do uso engenhoso da luz na Casa Batlló por meio do projeto de Kengo Kuma.

Retrofit Energético: Uma Solução para a Obsolescência Ambiental na Arquitetura

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A arquitetura é uma forma de expressão humana em constante evolução, influenciada por fatores culturais e contextuais. Embora muitos dos problemas que enfrentamos hoje não estejam diretamente ligados à arquitetura, ela tem a capacidade de fornecer ou facilitar soluções para esses desafios. Isso tem sido evidente ao longo da história, visto que as questões sociais desempenharam um papel fundamental na modelagem do nosso ambiente construído. Por exemplo, durante a Era Vitoriana, o infame "Grande Fedor" levou à modernização do sistema de saneamento e do traçado urbano de Londres. Da mesma forma, a recessão de 2008 deu origem à economia compartilhada e aos espaços de coworking. Hoje em dia, a crise climática está transformando a maneira como concebemos a arquitetura, buscando reduzir a pegada de carbono de edifícios e cidades para alcançar os objetivos do Acordo de Paris. Diante desse cenário, quais desafios devemos esperar no futuro?

Construindo com resíduos: transformando solo escavado em arquitetura

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Atualmente, o entendimento da cultura de construção e a aplicação de métodos construtivos locais podem parecer um conceito distante e obsoleto, dado o papel da industrialização e da globalização na indústria. Podemos obter quase qualquer material de todo o mundo apenas pesquisando na Internet um distribuidor em nossa região. Mas essa prática tem implicações para a nossa sociedade, desde a perda de identidade arquitetônica até os custos ambientais relacionados a altas emissões de CO₂ associadas aos processos de extração, fabricação, transporte e descarte desses materiais.

A crescente necessidade global de reduzir nossas emissões de carbono e utilizar materiais de maneiras mais eficientes tem nos levado a pesquisar e aprender sobre a origem dos recursos de nossas regiões, levando ao melhor entendimento de suas aplicações dentro de uma abordagem de economia circular. Mas por que não olhar bem debaixo dos nossos pés? O solo é um dos materiais mais comuns do planeta e, quando é de origem local, não gera quantidades consideráveis de CO₂ incorporado. Parece que, após a industrialização, esquecemos que a construção com terra foi por muitos anos um método viável para nossos ancestrais em diferentes partes do mundo. Conversamos com Nicolas Coeckelberghs, um dos quatro fundadores da BC Materials, uma cooperativa com sede em Bruxelas que trabalha com terra, redescobrindo seu uso e compartilhando seu conhecimento em escala global através de uma consciência local.

Aprendizado Imersivo: De Iniciante a Designer no Programa de Arquitetura do SCI-Arc

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Oferecer um panorama sobre a profissão e a disciplina da arquitetura pode ser uma tarefa complexa, dada a diversidade de trajetórias individuais, interesses pessoais e técnicas de experimentação. Diante disso, muitos processos relacionados à arquitetura baseiam-se na especulação e na inovação, assumindo a iniciativa de reimaginar limites estabelecidos. Escolas de arquitetura como a École des Beaux-Arts, a Vkhutemas e a Escola Paulista foram instituições progressistas de sua época que desenvolveram seus próprios estilos, lideradas por mentes experimentais e curiosas. Graças a esses processos experimentais, cada uma delas consolidou uma identidade arquitetônica própria, caracterizada por fatores como filosofia, localização e a época em que a escola surgiu.

Desde sua fundação em Santa Monica, em 1972, o Southern California Institute of Architecture (SCI-Arc) tem sido um centro de inovação de renome mundial e uma das poucas escolas independentes de arquitetura nos Estados Unidos. A instituição se destaca por desafiar seus/suas estudantes, por meio de diversos programas, a expandirem a imaginação através da experimentação com materiais e abordagens não convencionais. Por meio do renomado programa Making+Meaning, o SCI-Arc oferece uma introdução imersiva a estudantes e profissionais de áreas criativas de diversas disciplinas, que têm a oportunidade de explorar o campo do design com ênfase nos fundamentos da experimentação e da arquitetura. O retorno ao ensino presencial este ano infunde nova energia ao programa, tanto para estudantes quanto para docentes, dado o valor da colaboração em um espaço físico para o desenvolvimento de projetos de ateliê.

Como os edifícios podem funcionar para todos? O futuro da inclusão e acessibilidade na arquitetura

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Um dos desafios mais importantes da arquitetura, quando se trata de criar espaços que funcionam para todos, é a diversidade que existe nas pessoas, suas necessidades e como integrá-las a um design adequado. Deficiências abrangem mais do que apenas uma condição; Eles representam um modo de vida único dentro do espectro da diversidade humana e exigem uma ampla gama de soluções arquitetônicas para acomodar essa diversidade.

De acordo com dados do Banco Mundial, estima-se que 1 bilhão de pessoas - equivalente a 15% da população mundial - vivam com algum tipo de incapacidade. No futuro, essa porcentagem pode aumentar consideravelmente, dada a tendência global de envelhecimento das populações. Para enfrentar esse desafio crescente, a arquitetura terá que se adaptar rapidamente, devido ao papel que os ambientes construídos têm em constituir uma barreira ou um caminho para a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência, idosos, bem como diversos grupos que compõem a pluralidade humana.