Enrique Tovar

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Moodboards com revestimentos de grande formato para inspirar o design de interiores

A percepção espacial é a capacidade cognitiva de processar informações visuais relacionadas à posição, ao movimento, ao tamanho e à forma dos objetos no espaço. Segundo Auguste Perret, em sua obra "Contribuição para uma teoria da arquitetura", a arquitetura pode influenciar essa percepção ao delimitar, fechar e cercar o espaço. Quando essa habilidade se alia à arquitetura, nosso cérebro interpreta e processa as informações visuais para definir se um espaço é visualmente amplo ou estreito. Em espaços interiores, existem elementos capazes de influenciar de forma determinante a nossa percepção espacial, tais como a cor, as dimensões do mobiliário e os materiais que o compõem. Estes últimos são particularmente importantes, uma vez que seu uso em condições específicas pode modificar nossa percepção espacial e a maneira como vivenciamos o ambiente, dependendo de sua textura e formato.

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Construindo com resíduos: transformando solo escavado em arquitetura

Atualmente, o entendimento da cultura de construção e a aplicação de métodos construtivos locais podem parecer um conceito distante e obsoleto, dado o papel da industrialização e da globalização na indústria. Podemos obter quase qualquer material de todo o mundo apenas pesquisando na Internet um distribuidor em nossa região. Mas essa prática tem implicações para a nossa sociedade, desde a perda de identidade arquitetônica até os custos ambientais relacionados a altas emissões de CO₂ associadas aos processos de extração, fabricação, transporte e descarte desses materiais.

A crescente necessidade global de reduzir nossas emissões de carbono e utilizar materiais de maneiras mais eficientes tem nos levado a pesquisar e aprender sobre a origem dos recursos de nossas regiões, levando ao melhor entendimento de suas aplicações dentro de uma abordagem de economia circular. Mas por que não olhar bem debaixo dos nossos pés? O solo é um dos materiais mais comuns do planeta e, quando é de origem local, não gera quantidades consideráveis de CO₂ incorporado. Parece que, após a industrialização, esquecemos que a construção com terra foi por muitos anos um método viável para nossos ancestrais em diferentes partes do mundo. Conversamos com Nicolas Coeckelberghs, um dos quatro fundadores da BC Materials, uma cooperativa com sede em Bruxelas que trabalha com terra, redescobrindo seu uso e compartilhando seu conhecimento em escala global através de uma consciência local.

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Revestimentos cerâmicos em evolução: Identidade arquitetônica mexicana no design de interiores do futuro

A identidade é um conceito complexo e em constante evolução, resultado de uma construção social composta por elementos históricos, fatores culturais, circunstâncias e fenômenos que se manifestam em um determinado lugar. No caso da arquitetura mexicana, a identidade se reflete na produção arquitetônica concebida sob a ótica de artistas e arquitetos/as, como Diego Rivera e Agustín Hernández, que plasmaram em obras como o Museu Anahuacalli e a Casa en el Aire as proporções colossais, a simetria e as formas simples do passado pré-hispânico mexicano. Por sua vez, atributos distintivos, como a singularidade folclórica das tradições, refletem-se na sensibilidade do uso da cor em obras de Luis Barragán e Javier Senosiain, criando um rico amálgama de expressões artísticas que encarnam a identidade arquitetônica mexicana em sua diversidade e constante evolução.

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Janelas minimalistas que diluem os limites do espaço: Casa na Praia Verde

Essencialmente, as janelas são um elemento arquitetônico localizado em um vão ou abertura. Esses vãos são criados nas paredes em diferentes dimensões com o objetivo de iluminar e ventilar os espaços de forma natural. Com o passar do tempo, os materiais de fabricação evoluíram da madeira para o metal. Nesse processo evolutivo, a Revolução Industrial e o metal assumiram o protagonismo, redefinindo a forma de construir em todas as escalas — de cidades inteiras a elementos arquitetônicos essenciais, como as janelas.

A principal característica das janelas de metal está associada à simplicidade de sua construção e aos grandes vãos que podem alcançar. O caráter simples dessas estruturas destaca-se pela leveza visual que proporcionam, tornando-as elementos que enaltecem a relação do edifício com o seu contexto. Essa relação é potencializada por sistemas minimalistas desenvolvidos por marcas como a OTIIMA, que integram novas tecnologias e tipologias de abertura, como sistemas de correr e pivotantes que redefinem os limites espaciais.

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Aprendizado Imersivo: De Iniciante a Designer no Programa de Arquitetura do SCI-Arc

Oferecer um panorama sobre a profissão e a disciplina da arquitetura pode ser uma tarefa complexa, dada a diversidade de trajetórias individuais, interesses pessoais e técnicas de experimentação. Diante disso, muitos processos relacionados à arquitetura baseiam-se na especulação e na inovação, assumindo a iniciativa de reimaginar limites estabelecidos. Escolas de arquitetura como a École des Beaux-Arts, a Vkhutemas e a Escola Paulista foram instituições progressistas de sua época que desenvolveram seus próprios estilos, lideradas por mentes experimentais e curiosas. Graças a esses processos experimentais, cada uma delas consolidou uma identidade arquitetônica própria, caracterizada por fatores como filosofia, localização e a época em que a escola surgiu.

Desde sua fundação em Santa Monica, em 1972, o Southern California Institute of Architecture (SCI-Arc) tem sido um centro de inovação de renome mundial e uma das poucas escolas independentes de arquitetura nos Estados Unidos. A instituição se destaca por desafiar seus/suas estudantes, por meio de diversos programas, a expandirem a imaginação através da experimentação com materiais e abordagens não convencionais. Por meio do renomado programa Making+Meaning, o SCI-Arc oferece uma introdução imersiva a estudantes e profissionais de áreas criativas de diversas disciplinas, que têm a oportunidade de explorar o campo do design com ênfase nos fundamentos da experimentação e da arquitetura. O retorno ao ensino presencial este ano infunde nova energia ao programa, tanto para estudantes quanto para docentes, dado o valor da colaboração em um espaço físico para o desenvolvimento de projetos de ateliê.

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5 estilos de cozinhas modulares e como combiná-los

O papel do fogo no desenvolvimento da humanidade é inegável. Nossos ancestrais aproveitaram essa descoberta para enfrentar as baixas temperaturas, proteger-se de predadores e transformar os alimentos para torná-los mais digestíveis. Assim, ao longo do tempo, o ritual da cozinha evoluiu de uma simples fogueira em espaços abertos para o confinamento do fogo em câmaras, que se sofisticaram paulatinamente com o passar dos anos até se tornarem elementos complexos e modernos que marcaram o ponto de partida para o surgimento das cozinhas como espaços arquitetônicos sociais.

Independentemente de seu tamanho ou configuração, a cozinha como espaço de convivência mantém sua ritualidade até os dias de hoje. Na antiguidade, nos reuníamos ao redor do fogo para preparar alimentos e contar histórias; hoje, nos reunimos na cozinha de nossos lares para nos conectar com os outros. A relevância desse espaço na vida cotidiana é potencializada por linhas de mobiliário de cozinha como a Wasser, marca distribuída pela CHC que equilibra estética e funcionalidade para conceber as cozinhas como espaços utilitários e de convivência, com atenção especial ao seu design.

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Como os edifícios podem funcionar para todos? O futuro da inclusão e acessibilidade na arquitetura

Um dos desafios mais importantes da arquitetura, quando se trata de criar espaços que funcionam para todos, é a diversidade que existe nas pessoas, suas necessidades e como integrá-las a um design adequado. Deficiências abrangem mais do que apenas uma condição; Eles representam um modo de vida único dentro do espectro da diversidade humana e exigem uma ampla gama de soluções arquitetônicas para acomodar essa diversidade.

De acordo com dados do Banco Mundial, estima-se que 1 bilhão de pessoas - equivalente a 15% da população mundial - vivam com algum tipo de incapacidade. No futuro, essa porcentagem pode aumentar consideravelmente, dada a tendência global de envelhecimento das populações. Para enfrentar esse desafio crescente, a arquitetura terá que se adaptar rapidamente, devido ao papel que os ambientes construídos têm em constituir uma barreira ou um caminho para a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência, idosos, bem como diversos grupos que compõem a pluralidade humana.

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Desafiando os limites do mobiliário para banheiros por meio do design sob medida

Ao longo da história, a essência funcional dos banheiros permaneceu inalterada devido ao fato de seu design ser moldado por parâmetros biológicos. Inicialmente, a função dos banheiros limitava-se à higiene e à gestão de resíduos, resultando na concepção desses ambientes como espaços insalubres e meramente utilitários. Esse cenário levou à sua separação das demais áreas destinadas à convivência.

No entanto, a implantação de sistemas de abastecimento de água e de redes de esgoto resgatou o papel do banheiro nos espaços habitáveis. Esses ambientes assumiram um papel primordial nos projetos de design de interiores, refletindo a personalidade do/a usuário/a por meio da combinação de cores, revestimentos, acessórios e elementos decorativos. Na evolução do design de banheiros, surgiram propostas que se destacam pela pureza formal, múltiplas nuances, coexistência sutil de elementos e possibilidades de personalização. Marcas como a antoniolupi desenvolveram mobiliários para banheiro que integram essas propostas e levam os limites do design ainda mais longe, colaborando com arquitetos/as e designers de renome, como Paolo Ulian, Brian Sironi, Luca Galofaro e Mario Ferrarini, para citar apenas alguns. Dando continuidade a essa série de colaborações, Carlo Colombo ficou encarregado de desenvolver a coleção Borderline.

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Inspiração em revestimentos porcelânicos: das origens ao contemporâneo

A transição dos assentamentos humanos de um estilo de vida nômade para o sedentarismo transformou a concepção das habitações, indo além de seu uso primordial como abrigo. Cada uma das tipologias de habitação que se desenvolveram no mundo adquiriu, ao longo do tempo, características particulares que definiram sua identidade e sua materialidade, dependendo da cultura e da zona geográfica onde se estabeleceram.

Na América do Norte, a antiga cidade de Tenochtitlan foi uma referência em avanços tecnológicos e construtivos da época, distinguindo-se pelo uso de materiais endêmicos, como pisos de terra/pedra, paredes de adobe e pilares de madeira/cana local. Com o passar do tempo, as habitações no México conseguiram conservar sua identidade incorporando materiais de excelente qualidade. O desenvolvimento de novas tecnologias e a sofisticação no processo de criação de materiais arquitetônicos trouxeram consigo o surgimento de revestimentos porcelânicos como os desenvolvidos pela Firenze, que se tornaram um excelente recurso devido à sua estética versátil, bem como à sua alta resistência e durabilidade.

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O limiar entre a luz natural e a arquitetura: alçapões de acesso a coberturas planas

Muito além de ser apenas um fenômeno físico perceptível pelo olho humano, a luz natural é um recurso arquitetônico inesgotável que, por vezes, não recebe o devido valor. Assim como o ar que respiramos, todos temos consciência da existência da luz, mas raramente buscamos ir além em seu aproveitamento. É fundamental reconhecer sua presença como um agente viabilizador de experiências no espaço, dada a sua relação intrínseca com a arquitetura e o ser humano.

A incidência de luz na arquitetura influencia diretamente a nossa percepção da passagem do tempo. Desde a antiguidade, construções como os zigurates já integravam estratégias para capturar as variações da luz do dia através de suas coberturas — uma abordagem que evoluiu e se manteve presente em obras modernas, como a Villa Savoye. Mais recentemente, a horizontalidade das coberturas planas na arquitetura contemporânea consolidou-se como um excelente recurso para incorporar elementos de projeto que também viabilizam seu uso habitável, como as escotilhas de acesso à cobertura, que funcionam como um elo entre a luz natural e os terraços.

A seguir, apresentamos algumas das tecnologias mais recentes em claraboias e escotilhas de acesso, como as desenvolvidas pela LAMILUX.

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Cenas de museus: Uma narrativa visual dos museus na Cidade do México

'Cenas de museus' é um projeto fotográfico que busca capturar aquelas cenas que se manifestam de maneira natureza nos diversos museus da Cidade do México, onde a conjunção de arquitetura-sujeito-tempo projeta tanto a nossa realidade quanto outros mundos paralelos. O objetivo é documentar, por meio de uma série fotográfica, um olhar espontâneo e reflexivo sobre a relação existente entre as pessoas que visitam os museus e o próprio museu, mostrando-o não apenas como um objeto arquitetônico, mas também como um espaço catalisador de memórias.