Enrique Tovar

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Como usar revestimento canelado em paredes internas

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A maneira como percebemos o espaço é um aspecto crucial da arquitetura e do design de interiores, influenciando profundamente nossa interação com o ambiente. Nesse sentido, a percepção espacial é moldada por elementos como a disposição do mobiliário, a iluminação, as escolhas de cores e os materiais. Estes últimos são particularmente significativos, pois um mesmo material pode ser empregado de diversas maneiras, resultando em atmosferas com características únicas.

O revestimento canelado é um excelente exemplo do potencial de variação no uso de materiais. Trata-se de superfícies de MDF fresadas com um padrão linear projetado para decorar paredes e tetos internos. Podem ser aplicados em diversas superfícies, embora devam ser utilizados apenas em áreas livres de umidade. O sistema destaca-se por sua capacidade de acentuar o espaço por meio de diferentes configurações. Dependendo de sua disposição e do tipo de canelado, essas configurações podem modificar a experiência espacial ao destacar, direcionar, envelopar e equilibrar visualmente residências, escritórios, espaços comerciais e outros ambientes.

A beleza artesanal do ripado: resistência, estética e controle solar em fachadas

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Existem certos materiais que oferecem múltiplas formas de uso, e um deles é a madeira. Este material nobre pode adotar diversos papéis: na tectônica como elemento estrutural, nos acabamentos como revestimento de pisos, ou inclusive como elemento funcional e decorativo em forma de mobiliário. Dependendo de sua aplicação, a madeira adquire uma narrativa distinta. No projeto de fachadas, sua integração confere um caráter particular, pois, além de contribuir para a identidade e a estética do edifício, também desempenha um papel crucial em sua funcionalidade.

Quando falamos de fachadas e madeira, os brises e o padrão ripado são elementos recorrentes. Através deste conceito — em contraste com os sistemas modulares —, é possível criar combinações personalizáveis para cada projeto, o que transmite uma beleza artesanal única, de acordo com o desenho planejado para seu uso. Além disso, a madeira oferece características notáveis em termos de sustentabilidade, controle solar, resistência às intempéries e eficiência energética. Juntas, essas qualidades permitem que a fachada funcione como uma interface dinâmica entre o interior e o exterior, mediando também a luz e a sombra, bem como as vistas.

Como escolher estruturas de sombreamento: estratégias baseadas nos ângulos solares e nas estações do ano

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O sol é um parceiro incontornável na arquitetura, influenciando a iluminação, a eficiência energética e o conforto dentro e fora dos edifícios. Essa influência tornou-se ainda mais relevante no contexto das mudanças climáticas, que têm provocado o aumento das temperaturas e a criação de ambientes desafiadores. Em resposta, profissionais de projeto trabalham constantemente para adaptar as cidades às ondas de calor por meio de estratégias urbanas em grande escala. Em menor escala, como no contexto residencial, a questão pode ser abordada de maneira mais específica por meio de diversas soluções de sombreamento.

Como o comportamento do sol varia de acordo com a região e a época do ano, estruturas de sombreamento reguláveis são fundamentais para gerenciar a luz solar e o calor de forma eficaz. Em altas latitudes, os ângulos solares mudam com a alternância das estações, ao passo que nas regiões equatoriais a radiação permanece mais constante ao longo do ano. As soluções retráteis da ShadeFX são projetadas para se adaptar a essas diferentes condições, regulando a intensidade da luz direta e minimizando o calor excessivo. Ao aumentar o conforto e a funcionalidade dos espaços, essas soluções também contribuem para mitigar o impacto de um planeta superaquecido.

Cenas de museus: Uma narrativa visual dos museus na Cidade do México

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'Cenas de museus' é um projeto fotográfico que busca capturar aquelas cenas que se manifestam de maneira natureza nos diversos museus da Cidade do México, onde a conjunção de arquitetura-sujeito-tempo projeta tanto a nossa realidade quanto outros mundos paralelos. O objetivo é documentar, por meio de uma série fotográfica, um olhar espontâneo e reflexivo sobre a relação existente entre as pessoas que visitam os museus e o próprio museu, mostrando-o não apenas como um objeto arquitetônico, mas também como um espaço catalisador de memórias.

Concreto fotocatalítico: Uma abordagem sustentável para a qualidade do ar na construção

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Para desenvolver materiais que satisfaçam as necessidades do futuro, é importante considerar os desafios do passado e do presente. O concreto, um material de construção amplamente utilizado, mantém sua composição básica desde sua concepção moderna no século XIX, com a invenção do cimento Portland por Joseph Aspdin. O concreto é altamente valorizado por sua resistência e coesão, tornando-se um dos materiais mais utilizados no mundo. Graças às suas características técnicas e estéticas, arquitetos e arquitetas ergueram obras como o edifício da CEPAL e a capela de Palmira, as quais se tornaram marcos da produção arquitetônica atual. Atualmente, porém, tais características já não são o único critério para avaliar o valor de um material, dada a crescente necessidade de criar soluções com foco sustentável. A indústria do concreto, por sua vez, emite uma quantidade significativa de poluentes na atmosfera, representando cerca de 8% das emissões globais de CO₂.

Criando fachadas decorativas e duradouras com madeira natural e tecnologia

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A madeira maciça, utilizada desde a pré-história e ainda muito valorizada hoje em dia, é extraída diretamente das árvores sem passar por processos de laminação, prensagem ou colagem. Embora continue sendo um material de uso universal na arquitetura, sua ampla utilização gerou um aumento na demanda e uma gestão de recursos menos eficiente. Diante disso, busca-se otimizar seu uso nos processos produtivos e reduzir seu consumo sem perder suas propriedades e beleza característica. Para enfrentar problemas como empenamento, envelhecimento e os altos custos ambientais associados à madeira maciça, foram desenvolvidos materiais como o Technowood. Ao combinar tecnologia e compostos de alta resistência com lâminas de madeira natural, o Technowood mantém a beleza e as características da madeira maciça, porém com maior durabilidade e uma abordagem sustentável, apresentando-se como uma alternativa viável.

Sete pilares fundamentais para o bom funcionamento de uma casa

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A arquitetura é uma disciplina complexa e diversa, com múltiplos enfoques e perspectivas. Ao longo da história, surgiram inúmeras pesquisas, teorias e tratados focados em diferentes expressões arquitetônicas. O tratado "De Architectura" de Vitrúvio é um dos mais antigos e influentes na área, propondo que a arquitetura se baseia em três princípios fundamentais: beleza, solidez e utilidade. Para que uma obra seja considerada verdadeiramente arquitetônica, deve haver um equilíbrio entre esses três componentes. Além disso, outras abordagens, como os cinco pontos da arquitetura moderna, e pesquisas mais recentes, como o Supra Orden, enriquecem a teoria arquitetônica contemporânea.

Claraboias de vidro laminado infundidas com cores vibrantes: A estação caleidoscópica

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Luz e cor estão intrinsecamente ligadas, pois a cor não pode existir sem a presença da luz. Em 1665, Isaac Newton fez uma descoberta de grande impacto ao observar que a luz branca se decompõe em diferentes cores ao passar por um prisma, criando um espectro. Essa descoberta lançou as bases para a compreensão da natureza da luz e para o desenvolvimento da teoria das cores, gerando um impacto de destaque não apenas no campo científico, mas também em disciplinas artísticas como a pintura, a fotografia e a arquitetura.

Potencializando o conforto térmico por meio da tecnologia de smartphones em sistemas HVAC

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Aquecer e resfriar edifícios sempre foram dois dos maiores desafios para garantir o conforto de quem habita e utiliza os espaços internos. Do ponto de vista biológico, nosso corpo gera calor por meio do metabolismo, um processo físico-químico. E, embora o corpo humano conte com mecanismos de termorregulação, como a transpiração e a vasodilatação, muitas vezes precisamos de auxílio externo para alcançar o conforto térmico. Por isso, desde a antiguidade, buscam-se estratégias tradicionais para alcançar esse objetivo, muitas das quais foram adaptadas aos seus respectivos contextos históricos e materiais.

Minimalismo dinâmico: Janelas e portas de correr em 6 edifícios na Espanha

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As portas e janelas passaram por poucas mudanças desde sua concepção original. São elementos destinados a satisfazer a necessidade básica do ser humano de desfrutar da luz solar, permitir a circulação de ar em espaços fechados e facilitar a circulação interna, proporcionando um habitar confortável. Por isso, seu papel no cotidiano é tão constante quanto crucial. Embora sua função principal permaneça inalterada, as portas e janelas como componentes arquitetônicos continuam desempenhando a função de separar espaços, possibilitando la entrada de luz, objetos e paisagens, mantendo em grande parte sua estrutura original. No entanto, houve avanços significativos nos materiais utilizados em sua fabricação e nos atributos técnicos que oferecem.

No contexto atual, o minimalismo tornou-se uma tendência que busca a simplificação rumo ao essencial, deixando sua marca na arquitetura contemporânea, incluindo as portas e janelas. Essa abordagem estilizada, caracterizada pela eliminação de elementos desnecessários para o funcionamento correto, tornou-se proeminente em diversos países. Alinhados a essa premissa, os sistemas de esquadrias Strugal alcançaram avanços significativos na construção de elementos arquitetônicos por meio do desenvolvimento tecnológico nos processos de fabricação e no design de novos produtos. Esses avanços se refletem em diversas aplicações em fachadas e pátios internos, utilizando portas e janelas de correr.

O Renascimento do Sofá: Inovações, Formas Atípicas e Antropometria

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Os primeiros vestígios de mobiliário na sociedade remontam à Quarta Dinastia do Egito, com a descoberta da poltrona da rainha Hetepheres I (cerca de 2600 a.C.). Esta peça representou um marco significativo na história do mobiliário. Não por acaso, portanto, a cronologia do mobiliário se entrelaça com as expressões arquitetônicas, pictóricas e escultóricas de cada época, nas quais esses elementos frequentemente atuam como testemunhas e, em casos excepcionais, como protagonistas na história da arte e do design.

O mobiliário é composto por objetos cotidianos projetados para atender a necessidades específicas do nosso dia a dia. No entanto, por vezes, essas peças transcendem sua função prática e assumem uma presença autônoma. Um móvel não tem propósito mais nobre do que sua interação com o ser humano; portanto, separar esses objetos de sua dimensão utilitária torna-se um ato de ruptura. Diante disso, designers como Francesco Binfaré descrevem os sofás como “o objeto mais misterioso entre os móveis que povoam o universo do design de interiores. Nesse contexto, a Edra cria objetos únicos que fundem arte e produção industrial, refletindo paisagens domésticas contemporâneas e experimentando novas formas e materiais.

Acentos estéticos: guarda-chuvas em formato de flor que fundem beleza e utilidade

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A proteção solar é uma necessidade universal dos seres humanos. Embora a luz solar traga benefícios para a nossa saúde e o nosso humor, também é fundamental nos protegermos de seus efeitos nocivos ao nosso bem-estar e conforto. Ao longo da história, a arquitetura buscou responder a essa necessidade, proporcionando abrigo e conforto por meio de áreas sombreadas. Desde o Antigo Egito, guarda-sóis feitos de folhas de palmeira presas a uma haste têm sido utilizados para proteção contra o sol em espaços abertos.

Graças aos materiais contemporâneos, hoje é possível desenvolver estruturas e mobiliários externos muito mais duráveis do que as folhas de palmeira utilizadas pelos egípcios há 4.000 anos. O resultado são estruturas leves e esteticamente agradáveis, frutos do design e dos materiais que surgiram no século XX. Embora esses projetos não utilizem elementos naturais diretamente, eles incorporam peças que replicam suas características, proporcionando sombra com formas únicas e um design diferenciado. Nesse contexto, a cbdesign desenvolveu o ombrelone Daisy. Este ombrelone em forma de flor reproduz as cores encontradas na natureza, como o azul do mar, o amarelo da frangipani, o azul do céu e o roxo da bougainvillea.

Luz Através das Linhas: Design Contínuo para Espaços Arquitetônicos Criativos

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No campo da arquitetura e do design de interiores, a iluminação é um elemento fundamental para valorizar a atmosfera geral de um espaço. A interação harmoniosa entre luz e design pode elevar a ambiência e a funcionalidade de qualquer ambiente arquitetônico. Com atenção minuciosa aos detalhes e princípios de design inovadores, profissionais de arquitetura e design podem criar espaços que não apenas encantam visualmente, mas também enriquecem a experiência dos usuários. Ao considerar cuidadosamente esses fatores, espaços arquitetônicos criativos ganham vida, despertando emoções e transformando a maneira como percebemos e interagimos com o ambiente ao nosso redor.

Em um mundo em constante evolução, o design de iluminação tem dado especial destaque a propostas contemporâneas e fluidas. Projetada por Ramos & Bassols, a coleção Spa da Vibia destaca-se por sua adaptabilidade, design integrado e alto desempenho luminoso. Com sua forma minimalista e refinada, o sistema de iluminação LED Spa oferece liberdade de composição, permitindo que designers criem uma ampla gama de atmosferas, desde cantos intimistas dedicados ao bem-estar pessoal até áreas funcionais voltadas para o uso geral.

Como proteger edifícios contra o aumento de tensão elétrica?

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Em seus primórdios, a arquitetura baseava-se exclusivamente na orientação, na luz solar e nos elementos naturais que a influenciavam. Naquela época, não se cogitava a manipulação de fenômenos físicos como a eletricidade. Com o tempo, os avanços científicos, como a descoberta da energia elétrica e suas futuras aplicações nos edifícios, integraram-se ao nosso modo de vida e à maneira como habitamos e vivenciamos os espaços. Hoje em dia, é impensável conceber a arquitetura sem sistemas de ventilação, aquecimento ou simplesmente eletricidade. No entanto, com o acelerado crescimento das cidades nos últimos anos, o aumento da demanda por energia e a crescente sofisticação dos sistemas elétricos, as sobretensões elétricas (aumentos repentinos de tensão) tornaram-se um desafio moderno que precisamos enfrentar.

Muitas dessas sobretensões são de caráter transitório e representam uma das principais ameaças à integridade dos dispositivos elétricos e eletrônicos, bem como à continuidade da alimentação elétrica nos edifícios em geral. À medida que os equipamentos eletrônicos se tornam cada vez mais sensíveis, os setores residencial, comercial e industrial passam a depender mais de seus sistemas de controle e comunicação, o que os torna mais suscetíveis a sobretensões transitórias. Em resposta a esses eventos, a ABB desenvolveu uma ampla gama de dispositivos de proteção contra surtos (Surge Protective Devices).

Arquitetura baseada em algoritmos: tijolos flexíveis para envolver espaços arquitetônicos

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Existem muitos materiais de construção que passaram por poucas mudanças desde sua introdução original no campo da arquitetura. No entanto, isso não significa que estejam obsoletos, mas sim que suas qualidades e simplicidade os tornam altamente versáteis, demonstrando a resiliência e a durabilidade de materiais que resistem ao teste do tempo. Um exemplo disso é o tijolo, um material atemporal que soube se adaptar ao longo dos anos, desempenhando funções como paredes, revestimentos e pavimentos, entre outras. Partindo dessa premissa, Louis Kahn referiu-se às possibilidades expressivas do tijolo, afirmando: "Até um tijolo quer ser algo. Ele tem aspirações."

Graças ao avanço de novas tecnologias aplicadas aos materiais, surgiram propostas disruptivas que convergem em novos sistemas construtivos. Frequentemente, essas novas tecnologias são combinadas com materiais considerados "tradicionais", gerando novos conceitos em que elementos como o tijolo encontram novas aplicações e possibilidades. Um desses novos conceitos é o Flexbrick, um tecido cerâmico com sistema industrializado que combina telas flexíveis para envelopar espaços arquitetônicos. Isso abre novas possibilidades de aplicação na vanguarda da revolução da arquitetura paramétrica, utilizando um material flexível, adaptável e sustentável.

Combinando texturas e estilos: 9 moodboards de revestimentos para projetos residenciais

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Os projetos residenciais são um dos desafios mais complexos de desenvolver, devido à diversidade de usos e preferências de estilo que podem convergir em um mesmo espaço. No entanto, essa variedade também representa uma oportunidade, pois abre um amplo leque de possibilidades e variantes em cada projeto. O paradigma do design de uma casa é tão importante que Luis Barragán afirmava: “Minha casa é meu refúgio, uma peça emocional de arquitetura, não uma peça fria de conveniência”. Por isso, o processo de projeto residencial exige uma consideração cuidadosa para satisfazer as necessidades emocionais e funcionais de quem habitará esses espaços.

A combinação de usos, estilos e materiais permite criar espaços que transcendem o puramente funcional, tornando-se refúgios emocionais que refletem a identidade e o caráter de seus moradores. Com isso em mente, os revestimentos Lamosa oferecem uma ampla seleção para ambientes residenciais. Com uma variedade de tamanhos e estilos, viabilizam diversas visões criativas, proporcionando soluções para necessidades técnicas e preferências estéticas específicas. A seguir, por meio de moodboards, exploramos a combinação de diferentes tipos de revestimento nas áreas que podem compor um mesmo projeto residencial.

Guia do/a arquiteto/a para Copenhague: Anders Lendager e a essência da cidade sustentável

Fundada no século XII, Copenhague passou por inúmeras transformações até se consolidar como uma referência urbana do século XXI. Seu ambiente urbano dinâmico serve como exemplo da importância da arquitetura e de seu papel crucial na construção de um futuro sustentável para as cidades. Diante de desafios globais como mobilidade, desenvolvimento urbano e construção ecológica, a cidade se destaca como um modelo inspirador. Por esse motivo, em 2023, a capital dinamarquesa foi nomeada a Capital Mundial da Arquitetura pela UNESCO-UIA, posicionando-se como uma plataforma de debates sobre clima, soluções sustentáveis e habitabilidade.

Nesse contexto, nomes da arquitetura dinamarquesa, como Anders Lendager, foram convidados a compartilhar sua percepção e relação com seus locais favoritos na cidade, oferecendo uma perspectiva valiosa sobre o que torna Copenhague única. Lendager, CEO e fundador do Lendager Group, é a mente por trás de projetos de ecovilas, do Pavilhão Dinamarquês em Milão e de um arranha-céu construído com materiais reciclados. Juntos, esses projetos demonstram a capacidade de traduzir os princípios fundamentais das cidades sustentáveis em elementos concretos, priorizando o bem-estar humano e promovendo modelos de economia circular.

Reaproveitamento de materiais: do reciclado pós-industrial ao mobiliário acessível

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O papel e a relação do mobiliário na arquitetura e no design de interiores são de extrema relevância. Profissionais de design como Eileen Gray, Alvar Aalto, Mies Van der Rohe e Verner Panton conceberam móveis —principalmente banquetas e cadeiras— que resistem ao tempo como elementos potentes e atemporais, exercendo um impacto determinante na atmosfera dos interiores. Desse modo, a relação entre o mobiliário e o espaço torna-se um diálogo constante no qual design, estética e materialidade aportam suas próprias dimensões.

Atualmente, o mobiliário não deve se limitar a desempenhar apenas um papel estético e funcional, mas também deve ter um propósito no contexto do design contemporâneo e do desenvolvimento sustentável. É fundamental refletir e questionar os processos e as escolhas de materiais na fabricação desses elementos, além do valor que agregam aos espaços internos. Diante desse cenário, a HEWI deu um passo à frente ao criar a família Re-seat, composta por banquetas e cadeiras feitas de materiais reciclados pós-industriais (PIR), provenientes em parte dos processos da própria empresa e de um fornecedor regional, ambos baseados em Bad Arolsen, na Alemanha. A linha também apresenta soluções integradas pautadas pelo design universal, posicionando-se a favor da inovação e do ecodesign.