Em 2021, propusemos o debate “Por que ainda precisamos falar sobre arquitetas hoje?” e, em 2022, nos dedicamos ao tema “Equilíbrio de poder e mudança de narrativas”. Em nossa terceira cobertura anual do Mês Internacional da Mulher, o ArchDaily focará nas conquistas de arquitetas diante de desafios globais, buscando soluções inovadoras para as questões contemporâneas. Alinhando-se parcialmente ao tema escolhido pela ONU para o Dia Internacional da Mulher de 2023, centrado em Inovação e Tecnologia para a Igualdade de Gênero, o ArchDaily refletirá sobre o que significa inovar diante dos desafios globais.
Dispostos em espaço aberto, os designs sinuosos e fluidos da Desforma são o mobiliário como paisagem. Imagem cortesia de Desforma
A linha da Desforma é singular no mundo do design. A marca não trabalha com releituras requentadas do estilo modernista mid-century, tampouco com linhas retas rígidas ou com um funcionalismo pragmático em aço pintado. A proposta da Desforma baseia-se em linhas fluidas e arrojadas e curvas orgânicas: sofás compostos por ondas senoidais que parecem moldados por forças da natureza e evocam o balanço da vida marinha, além de cadeiras que parecem ter florescido espontaneamente.
Espacios de trabajo - Aplicación color SW 7005 / Pure White. Image Cortesía de Sherwin-Williams
A escolha de paletas de cores desempenha um papel fundamental em qualquer estratégia de design. Além de sua influência na estética, na percepção do espaço e nas emoções geradas, as cores selecionadas podem definir a personalidade de um ambiente. É importante levar em consideração o contexto, o uso do edifício e o estilo de vida de seus habitantes ao escolher uma paleta de cores, bem como considerar como elas interagem entre si, seja como cores complementares, seja para destacar ou contrastar com os tons predominantes.
Além de sua função no conforto interno, as cores exercem grande influência sobre as sensações e os comportamentos de quem utiliza o espaço. Juntamente com a presença de elementos estruturais e de ornamentação, as tintas complementam a definição das paletas de cores na arquitetura e no design. Como ocorre anualmente, a Sherwin-Williams apresenta suas tendências de cores. Este ano, a coleção é chamada de Terra Colormix 2023 e reúne 40 tonalidades de tendência inspiradas na abundante interrelação entre nosso ser e nossos espaços. A seguir, apresentamos diferentes paletas de cores adequadas a diversos tipos de projetos, como espaços de trabalho, centros educacionais, de saúde, edifícios multifamiliares, residências contemporâneas e espaços de hospitalidade, mostrando a versatilidade dessa coleção em suas aplicações práticas.
O jardim de infância não é apenas um lugar para deixar os pequenos, mas sim um espaço onde eles podem se conectar com sua imaginação e seus sentidos por meio das cores, texturas e da distribuição do ambiente. No Chile, vários/as arquitetos/as têm trabalhado para que esses aprendizados se reflitam na arquitetura.
Desde o recente Jardim de infância e creche Golondrina em Valparaíso até o reconhecido Jardim de infância Bambú em Santiago,apresentamos estes projetos marcantes que potencializam tais atributos, permitindo que tanto as crianças quanto os/as educadores/as desenvolvam suas atividades de maneira didática e criativa.
No território argentino e a cerca de 56 km a sudeste da Cidade Autônoma de Buenos Aires, ergue-se a cidade de La Plata, fundada em 19 de novembro de 1882 como capital da Província de Buenos Aires. Sendo fruto do processo urbanístico e arquitetônico mais ambicioso do país, La Plata nasce como uma cidade de vanguarda e é uma das primeiras do mundo concebidas de acordo com as novas regras de higiene urbana e racionalidade construtiva, geradas pelos avanços científicos trazidos pelo século XIX. Além disso, a cidade foi exibida na Exposição Internacional de Paris de 1889, a grande exposição do centenário da Revolução Francesa.
VAIA - Brushed Durabrass (Ouro 23kt). Imagem cortesia de Dornbracht
Pode-se afirmar que as cozinhas são espaços onde a interação de elementos estabelece um delicado equilíbrio em sua composição; design, materiais e metais moldam coletivamente o ambiente interno. Não surpreende, portanto, que elas frequentemente se tornem o foco de discussões contínuas. O papel cultural e utilitário das cozinhas em nossas vidas é tão significativo que sua influência transcende a mera arquitetura, tornando-se objeto de exploração artística e histórica. Desse modo, tanto as cozinhas quanto os elementos que as compõem evoluíram e mudaram de estilo — desde as robustas cozinhas do século XIX até as inovações originadas na cozinha de Frankfurt no século XX.
O cenário doméstico se transforma diariamente, e os metais de cozinha não são exceção, adaptando-se às constantes mudanças de influências estilísticas e necessidades. Hoje, as cozinhas incorporam elementos tradicionais e contemporâneos no mesmo espaço, criando uma linguagem que conecta e transita perfeitamente entre essas referências, potencializando-as mutuamente. Nesse contexto, a Dornbracht concebeu a linha VAIA, uma série de metais desenvolvida pelo escritório Sieger Design que funde tradição e modernidade em cozinhas contemporâneas por meio de linhas finas, silhuetas estilizadas e transições fluidas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138399/classico-e-vanguarda-metais-para-cozinha-que-equilibram-tradicao-e-modernidadeEnrique Tovar
Longe de ser uma tipologia arquitetônica tão complexa quanto o termo sugere, o "clerestório" é uma aglutinação simples — embora lexicalmente vaga — das palavras "clear" (claro) e "story" (pavimento/andar). O termo designa uma seção da parede que contém janelas ou aberturas acima da altura dos olhos. Muitas vezes, assume-se que a palavra tenha um contexto religioso. Afinal, historicamente os clerestórios surgiram nos níveis superiores de igrejas romanas, templos hebreus e na arquitetura paleocristã. Além disso, as referências mais antigas que temos a esse recurso provêm de textos religiosos.
Hoje em dia, as estruturas religiosas são frequentemente caracterizadas pela luz que suas janelas altas deixam entrar, tanto figurada quanto literalmente, vinda de uma fonte superior. Na Capela CES em Taiwan, por exemplo, "a luz se difunde pelo clerestório de vidro e ilumina a abside ao longo do dia", explica o escritório JJP Architects & Planners, sobre um conceito de design de interiores focado na iluminação natural: "a capela é preenchida por uma aura espiritual, com uma cruz brilhante projetada profundamente no espaço".
Na charmosa localidade de Oberneukirchen, no interior da Áustria, o arquiteto Walter Kräutler e a artista Sofie Thorsen se uniram para transformar o interior da igreja neogótica do vilarejo no episódio 10 de Opening up.
Diante das mudanças nos movimentos e estilos arquitetônicos, o design de mobiliário também evoluiu ao longo dos anos, transitando de linhas curvas elaboradas e materiais opulentos para layouts simples e funcionais, e vice-versa, em um movimento constante. Em sua evolução contínua, o design de mobiliário contemporâneo é frequentemente influenciado por avanços tecnológicos, explorando a fabricação digital e o design centrado no/a usuário/a, ao mesmo tempo em que responde a estratégias sustentáveis. Essas inovações elevaram o design de mobiliário personalizado, criando peças exclusivas sob medida para as necessidades, preferências e especificidades de cada espaço.
Com a capacidade de se adaptar a cada usuário/a, o design de mobiliário sob medida cria peças exclusivas, desenvolvidas para atender a necessidades, preferências e especificações espaciais individuais. Aprofundando-se na realidade aumentada (RA) e na realidade virtual (RV), a Tylko desenvolve soluções personalizadas, duráveis e sustentáveis para aparadores, armários de parede, estantes, guarda-roupas e racks de TV. Ao analisar sua abordagem tecnológica para criar infinitas possibilidades de móveis sob medida, apresentamos a experiência de seu processo de design, juntamente com seu configurador online intuitivo e aplicativo de realidade aumentada.
Quando os primeiros lockdowns começaram e o comércio varejista foi forçado a fechar as portas, muitos migraram para o ambiente digital. Aqueles que investiram de forma mais rápida e expressiva em sua presença online acabaram, invariavelmente, vencendo a batalha pelos nossos favoritos de navegação. À medida que o mundo reabria, algumas marcas mantiveram uma presença híbrida — física e digital —, enquanto outras optaram por abandonar de vez as lojas físicas.
À medida que nos habituamos a integrar os dois modelos, fica claro que os espaços físicos de varejo oferecem experiências sensoriais que o ambiente digital simplesmente ainda não é capaz de proporcionar. Estes quatro projetos contrariam a tendência do comércio puramente online e incentivam o público consumidor — e, consequentemente, outras marcas varejistas — a retornar ao espaço físico, transformando o ato de fazer compras em um passatempo luxuoso, emocionante, revigorante ou relaxante, e não em uma obrigação diária.
Desde que a humanidade olhou para o céu pela primeira vez, sempre houve o questionamento sobre o que existe lá fora. A partir de 1923, quando Edwin Hubble descobriu galáxias além da nossa, a busca e a obsessão por compreender o cosmos cresceram quase tão rápido quanto o próprio universo.
Com o avanço da tecnologia ao longo do século XX, percebeu-se que o "espaço" é, na verdade, preenchido por uma imensa variedade de galáxias, gases e estrelas cada vez mais coloridos. E as principais mentes do design de produto do mundo estavam atentas a isso.
Não importa quão longa, distante ou revigorante seja uma viagem, um dos momentos mais relaxantes de qualquer período de férias é a volta para casa. Aquele instante em que cada músculo do corpo relaxa ao nos sentarmos em nossa própria poltrona, acolhidos pelo conforto de um lar que nem sabíamos que estávamos sentindo falta.
Com a ascensão do Airbnb e de outras plataformas de hospedagem semelhantes — que oferecem casas de verdade (ou pelo menos espaços cheios de personalidade decorados como tal) para viajantes em busca de um conforto mais familiar —, hoteleiros/as, designers e arquitetos/as estão atentos a essa tendência e implementando recursos que transformam o quarto de hotel em um segundo lar.
Cortesia de Architectural Dialogue | Elan - Meenakshi
Concursos de arquitetura são plataformas onde a inovação se encontra com a imaginação, desafiando constantemente os limites do que conhecemos sobre design e arquitetura. Ao servirem como espaços para que arquitetos/as e designers materializem ideias inovadoras, os concursos questionam nossas convenções e moldam nossos futuros ambientes. Embora inúmeros conceitos criativos sejam propostos, apenas uma parcela é construída. De fato, estes projetos vencedores funcionam como uma vitrine para a criatividade dos/as profissionais de arquitetura, redefinindo o futuro do nosso ambiente construído.
Estes projetos vencedores demonstram uma iniciativa global de repensar a maneira como interagimos com os espaços. O HOKA fomenta a interação comunitária, ao passo que o RITSO Resort funde tradição e modernidade. O Science Forest transforma museus em centros de diálogo, e os apartamentos Elan-Meenakshi em Hyderabad integram a vida urbana a áreas verdes. Espalhados por regiões que vão do Vietnã, da Grécia e de Roma à Índia, estes exemplos evidenciam o potencial transformador das propostas vencedoras de concursos de arquitetura, remodelando nossa percepção e interação com os espaços que habitamos.
Nesta quinta matéria, conversamos com as copresidentes do painel design para a Inclusão: a arquiteta Magda Mostafa, professora de Design no Departamento de Arquitetura da Universidade Americana do Cairo, e a arquiteta Ruth Baumeister, professora associada de Teoria e História na Escola de Arquitetura de Aarhus.
Com o objetivo de garantir o abastecimento de alimentos para a população de Berlim, em rápido crescimento no final do século XIX, o Kornversuchsspeicher foi construído em 1898 no antigo terreno dos depósitos de carga de Hamburger e Lehrter. Um edifício com vocação científica, sua função era pesquisar novos métodos de armazenamento de grãos. Após anos de desuso e, posteriormente, um período de ocupação temporária como espaço criativo, o edifício de tijolos foi cuidadosamente renovado nos últimos anos pelo escritório AFF Architekten, ampliado com a adição de um sétimo pavimento e transformado em um moderno edifício de eventos, gastronomia e escritórios, com foco na preservação total de seu charme industrial. Este foi um projeto que exigiu grande conhecimento técnico em todas as frentes, inclusive por parte da Solarlux, especialista acionada para fornecer soluções personalizadas de esquadrias e fachadas.
Com a linha Hommage, a Villeroy & Boch resgata, há mais de duas décadas, as origens do banheiro no início do século XX. Agora, a coleção de lavatórios, bacias sanitárias e banheira de imersão ganha uma atualização de cor em preto fosco. Imagem cortesia de Villeroy & Boch
E se François Boch — um frustrado fundidor francês de balas de canhão que abandonou o ofício para, em vez disso, fundar uma oficina de cerâmica com seus filhos em Audin-le-Tiche, na França — nunca tivesse existido? Como seria o banheiro moderno hoje?
Não podemos responder a isso, é claro, mas sabemos que a decisão de Boch em 1748 certamente lançou uma das pedras fundamentais para essa evolução — mesmo que tenham começado fabricando apenas potes e jarros simples de argila. O negócio prosperou rapidamente e a história seguiu seu curso. Isso também se deveu ao fato de que, com a ajuda de novas fórmulas, a empresa conseguiu produzir uma faiança mais leve e formas mais elaboradas, que eram mais acessíveis do que a porcelana cara.
No dia 10 de dezembro de 2022, o ArchDaily realizou com sucesso o primeiro fórum temático da Building Dynamic, intitulado "Co-criação e Co-pensamento". O evento contou com a presença de sete convidados e convidadas que compartilharam suas experiências com especificações e materiais: Libin Chen, sócio do escritório de Xangai da David Chipperfield Architects; Jing Lin, arquiteta sênior de projetos e diretora associada sênior da SHL; Shuangquan Ni, diretor de marketing da Avarte; Yi Yao, vice-gerente geral do Departamento de Gestão de Design da Região Leste da China da CR Land; Zhou Qing, vice-gerente geral e diretora de design da GOA; Isabel, gerente de projetos residenciais da iGuzzini; e Chunyan Cai, arquiteta-chefe do Atelier Tao+C. Além disso, Shuang Han, nossa editora-chefe na China, apresentou os motivos pelos quais decidimos lançar o mini-programa voltado ao setor de materiais, bem como nossos planos futuros. Expressamos nossos agradecimentos especiais à CR Land pelo apoio com o espaço, aos patrocinadores iGuzzini e Avarte pelo grande suporte, e a todos os presentes.
Aproveitando o poder da fabricação sem moldes por meio da impressão 3D robótica em grande escala, o ETH Zürich e a FenX AG investigaram o uso de espumas minerais livres de cimento feitas a partir de resíduos reciclados. O objetivo é construir sistemas de paredes monolíticos, leves e com isolamento térmico integrado, minimizando o uso de materiais, a demanda de mão de obra e os custos associados.
A necessidade de substituir materiais sintéticos por opções naturais em nossas casas está impulsionando a inovação em todas as áreas do design. Historicamente dependentes de plástico e vidro, os sistemas de iluminação estão sob escrutínio especial. Enquanto alguns propõem um retorno provocativo a elementos como bexigas de animais em busca de translucidez orgânica, outros recorrem a fibras naturais consagradas, como o vime, a palha e o linho. Há também quem prefira minerais como o alabastro, cujas propriedades proporcionam uma belíssima difusão da luz ambiente. E a busca continua.
Alinhada a essa busca por uma translucidez ecologicamente correta está a designer francesa Elise Fouin, que integrou o estúdio de Andrée Putman. Nebulis, seu mais recente projeto para a fabricante de iluminação parisiense Forestier, dá continuidade às suas bem-sucedidas e etéreas criações para a marca, as coleções Papillon e Libellule, ambas inspiradas na delicadeza da natureza. O Nebulis, por sua vez, é moldado pela própria natureza em uma forma diáfana e, ao mesmo tempo, sólida.
Uma estrutura de iluminação minimalista para um espaço de estar em plano aberto, o Outline Ambient abriga uma combinação estratégica de pendentes e projetores. Imagem cortesia de Reggiani
Vivemos em uma era de interiores ativos, na qual perímetros mutáveis, layouts flexíveis e atividades ágeis testam constantemente os limites do design; os espaços de trabalho tornaram-se híbridos, as instalações comerciais evoluem sem parar e os espaços culturais assumiram um caráter multidimensional. Diante de cenários em constante transformação, a iluminação é fundamental para moldar os espaços internos com a dose ideal de atmosfera, dramaticidade ou destaque prático. Para atender às demandas desses interiores de vanguarda, o projeto de iluminação atual deve fornecer uma estrutura sólida que concilie dinâmicas mutáveis e um alto padrão de consistência, oferecendo flexibilidade, precisão de controle e uma estética atemporal.
Para responder a esse desafio, o novo sistema de iluminação “Outline”, da Reggiani, foi projetado visando à adaptabilidade por meio do minimalismo, da modularidade e da personalização. O sistema conta com um trilho ultra-esguio disponível em segmentos lineares e curvos, pronto para ser moldado em infinitas configurações livres ou geométricas. A essa base, pode-se adicionar uma variedade de projetores, pendentes e luminárias LED lineares, permitindo que profissionais de design modelem a experiência e a intensidade da luz com controle absoluto em diversos espaços – de showrooms e galpões a ambientes de hospitalidade e varejo.
Há mais de meio século, a planta livre permanece na vanguarda da arquitetura de interiores, sendo a escolha frequente tanto em construções novas quanto em reformas de clientes que optam por integrar ambientes e suas funções para trazer mais harmonia e conectividade aos seus lares. Assim, mesmo com rotinas cada vez mais atribuladas, as famílias podiam cozinhar, conversar, estudar e relaxar juntas, tudo ao mesmo tempo.
No entanto, por obrigar os/as usuários/as a compartilharem o mesmo espaço com ruídos, odores e atmosferas conflitantes, muitas pessoas vêm se afastando da planta livre tradicional, abrindo espaço para novos conceitos que vêm ganhando força, como o broken plan (ou planta compartimentada). Por outro lado, um caminho evolutivo alternativo para a planta livre é a expansão vertical. Combinada a espaços de convivência com pé-direito duplo, triplo ou até mesmo mais altos, a planta livre ganha o respiro de que precisa, mantendo-se conectada ao restante da casa.
O legado de Luis Barragán reside no modo como ele utilizava a luz e a cor; a compreensão sensível da luz natural por Tadao Ando estabeleceu sua linguagem arquitetônica única; e as dramáticas transformações de interiores de James Turrell exploram uma percepção singular da experiência visual, na qual “a luz não é um instrumento para possibilitar a visão, mas sim o próprio objeto a ser visto”. Além disso, as instalações imersivas de Olafur Eliasson estimulam a psicologia do público por meio da luz, da água e do ar. Esses profissionais da arquitetura e do design, entre outros, reinventaram a percepção da luz, inspirando gerações a seguir seus caminhos na compreensão e aplicação desse elemento.
Impulsionado por questões urgentes como a crise climática, a densidade demográfica e a rápida urbanização, o ambiente construído tornou-se cada vez mais complexo. Profissionais de arquitetura e design enfrentam uma tarefa desafiadora, porém fundamental: traduzir as necessidades em constante evolução da sociedade em soluções tangíveis e voltadas para o futuro. Na busca por esse objetivo, profissionais do setor devem adotar as inúmeras ferramentas, materiais e tecnologias que surgem diariamente no campo da construção — desde inteligência artificial até softwares de realidade virtual e sistemas de automação residencial. Afinal, para se manter na vanguarda de uma indústria onde a mudança é a norma, a capacidade de adaptação e evolução é crucial para o sucesso.
Após a interrupção da edição de 2019 devido à crise social no Chile, a Bienal de Arquitetura do Chile retornou a Santiago em janeiro de 2023 sob o tema “Hábitats Vulneráveis”, abordando questões como “o déficit habitacional agravado pelo recente aumento de favelas e ocupações informais e irregulares de terras” e “a vulnerabilidade e a deterioração do espaço público, além da fragilidade ambiental no contexto da crise climática”.