A produção de vinho há muito tempo está ligada ao local, ao clima e à cultura e, nas últimas décadas, a arquitetura tornou-se parte central dessa relação. As vinícolas já não são compreendidas apenas como instalações funcionais para fermentação, armazenamento e distribuição, mas também como espaços onde a paisagem, a materialidade e a experiência do/a visitante se cruzam. De adegas subterrâneas escondidas sob os campos a marcos escultóricos que se erguem em territórios rurais, esses edifícios moldam a identidade das regiões vinícolas ao mesmo tempo que oferecem aos/às visitantes um encontro cuidadosamente coreografado com o processo de produção.
Na interseção entre agricultura, turismo e cultura, as vinícolas apresentam aos/às arquitetos/as oportunidades únicas de fundir requisitos técnicos com uma narrativa espacial. Devem responder às condições ambientais, gerenciar a temperatura e a umidade com precisão e integrar-se a ecossistemas delicados, ao mesmo tempo que oferecem espaços para degustação, encontros e celebrações. Como resultado, essa tipologia deu origem a uma ampla gama de soluções arquitetônicas. Enquanto algumas estão enraizadas na tradição e no artesanato local, outras exploram tecnologias avançadas e formas contemporâneas.
A cada ano, a equipe de curadoria de projetos e obras construídas do ArchDaily em Espanhol seleciona o melhor da arquitetura regional. O objetivo não é apenas compartilhá-lo com o nosso público, mas também destacar e promover as boas práticas na arquitetura contemporânea. Este trabalho minucioso busca identificar projetos que se destaquem não apenas por seu design, mas também pelo seu impacto positivo no entorno, pelo uso inovador de materiais e técnicas, e por sua capacidade de responder às necessidades atuais.
O Japão, conhecido por sua elevada longevidade, enfrenta uma transição demográfica crítica. À medida que o envelhecimento populacional avança, cresce também a demanda por espaços bem projetados e concebidos com sensibilidade para apoiar o cuidado de idosos. Tradicionalmente, a atividade de cuidar estava intrinsecamente ligada à vida familiar, recaindo frequentemente sobre as mulheres em uma sociedade patriarcal. No entanto, com a progressiva dissolução das famílias grandes tradicionais e a consolidação da família nuclear como norma, o cuidado de idosos passa a depender cada vez mais de serviços de assistência social e de instalações especializadas.
Esse cenário impõe um desafio arquitetônico profundo e crescente: como os ambientes de acolhimento podem não apenas atender às necessidades médicas e de enfermagem, mas também promover a dignidade individual, o conforto e interações humanas e não humanas? O projeto ideal para instalações de acolhimento de idosos equilibra a funcionalidade clínica com as nuances do cotidiano — para as próprias pessoas idosas, para aquelas que enfrentam dificuldades decorrentes de condições como a demência, para suas famílias e para os profissionais de cuidado que as apoiam.
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Vencedor do Primeiro Prêmio: Nest. Imagem cortesia de Buildner
A Buildner anunciou os resultados do concurso Kinderspace Edition #2 e lançou a terceira edição anual, o Kinderspace Edition #3, com prazo de inscrição até 26 de novembro de 2025. Após o sucesso de sua edição inaugural, este concurso internacional anual convidou mais uma vez arquitetos/as, designers e educadores/as a explorar novas possibilidades para ambientes de aprendizagem na primeira infância.
Os/As participantes tiveram como tarefa idealizar espaços que inspirem a descoberta, estimulem a imaginação e apoiem o desenvolvimento emocional e cognitivo de crianças pequenas. O objetivo foi ir além do design padronizado de salas de aula e propor espaços inovadores, flexíveis e conectados com a natureza, refletindo uma compreensão mais profunda de como as crianças interagem com o ambiente ao seu redor.
No passado, as imagens geradas por inteligência artificial costumavam se assemelhar a experiências psicodélicas — repletas de formas e cores estranhas, por vezes inquietantes. No entanto, avanços recentes na inteligência artificial transformaram esse panorama. Hoje, estamos cercados por imagens cujas origens muitas vezes desconhecemos. De colagens lúdicas a retratos transformados em obras de arte, é inegável que a inteligência artificial se consolidou como parte integrante de nossa paisagem visual. Como Yuval Noah Harari observou em uma entrevista de 2023 à revista *The Economist*, "a IA adquiriu habilidades notáveis para manipular e gerar linguagem — seja por meio de palavras, sons ou imagens. Ela, com efeito, hackeou o sistema operacional da nossa civilização."
A arquitetura, naturalmente, não ficou imune a isso. Geradores de imagem baseados em comandos (*prompts*) inundaram o ambiente virtual com renderizações que variam do surreal ao hiper-realista: cidades futuristas, arranha-céus orgânicos e cabanas utópicas empoleiradas em penhascos idílicos. A maior parte dessas criações é gerada por ferramentas de uso geral que priorizam o ineditismo visual em detrimento da lógica projetual. Contudo, nem todas as plataformas seguem esse caminho. O Gendo, por exemplo, foi desenvolvido especificamente para arquitetos/as e designers, oferecendo um controle mais refinado sobre parâmetros como escala, materialidade e intenção espacial. Seu objetivo não é apenas gerar imagens, mas apoiar o pensamento projetual. Ainda assim, essas ferramentas mais intencionais continuam sendo exceções em um vasto oceano de imagens genéricas e descontextualizadas.
Os espaços de hospitalidade refletem a forma como diferentes culturas articulam generosidade, cuidado, pertencimento e identidade. Em contextos urbanos dinâmicos, isso se traduz em hotéis, sistemas de serviços e comodidades selecionadas que moldam diretamente a experiência de quem os visita. Esses espaços traduzem o cuidado em formas mensuráveis, onde o sucesso está associado à eficiência, ao luxo e à identidade da marca.
Na América rural, no entanto, a hospitalidade opera sob outra lógica. Nesses ambientes, o cuidado se fundamenta no trabalho e na comunidade, ao mesmo tempo que responde diretamente às geografias ecológicas e culturais específicas. A distância, a infraestrutura limitada e as redes sociais estreitas exigem formas de arquitetura que sejam flexíveis e autossuficientes. Os projetos respondem às variações climáticas, aos materiais locais e a uma cultura onde o apoio mútuo costuma começar entre vizinhos. Nessa paisagem, os limiares arquitetônicos da hospitalidade emergem de maneiras adaptativas e, ainda assim, inesperadas.
Em A Poética do Espaço, o filósofo francês Gaston Bachelard propõe ler a arquitetura como uma experiência vivida, na qual cada ambiente carrega um significado emocional e simbólico. Ao refletir sobre a casa, ele atribui particular importância aos limiares (janelas, portas, escadas, sótãos, porões) como zonas de transição e ruptura entre o íntimo e o aberto, o conhecido e o desconhecido. Para ele, a janela não é meramente uma abertura funcional, mas um ponto de devaneio e contemplação: é através dela que o/a habitante se projeta no mundo. Essa perspectiva inspira uma abordagem sensível da prática arquitetônica, na qual as fronteiras não se limitam à separação, mas articulam imaginação, memória e desejo.
O ambiente interno é o foco deste segundo artigo sobre projetar considerando o ruído para melhorar o bem-estar. Segundo diversos estudos recentes, o ruído nas cidades tornou-se uma ameaça crescente à saúde. O ruído ambiental — ou seja, aquele proveniente do tráfego, de atividades industriais ou de música amplificada que atinge os espaços internos — não é apenas um incômodo. Ele está associado a doenças cardiovasculares, diabetes, demência e problemas de saúde mental. À medida que o mundo se urbaniza, mais pessoas ficam expostas a níveis excessivos de ruído. Em habitações de média e alta densidade, em edifícios de escritórios e em escolas, a poluição sonora pode emanar tanto de fontes internas quanto externas.
O Carnaval é uma das maiores expressões culturais do Brasil. Imagem via Shutterstock
O Rio de Janeiro, frequentemente chamado de "Cidade Maravilhosa", é uma tapeçaria vibrante tecida por diversos fios culturais, históricos e sociais. Sua história começa com os povos indígenas Tupi, Puri, Botocudo e Maxakalí, que originalmente habitavam a região. O nome da cidade deve-se aos exploradores portugueses que chegaram à Baía de Guanabara em 1º de janeiro de 1502 e, acreditando erroneamente que se tratava da foz de um rio, batizaram a região.
A arquitetura vai além de sua função fundamental de definir espaços e proporcionar proteção; ela molda a experiência do/a usuário/a, influenciando sensações de conforto, amplitude e bem-estar. Entre os muitos elementos que compõem uma edificação, as aberturas desempenham um papel crucial na conexão entre interior e exterior, equilibrando privacidade e transparência, além de permitir a entrada de luz natural e ventilação. Em especial, a luz natural transforma ambientes, define atmosferas e realça detalhes arquitetônicos, tornando os espaços mais dinâmicos e convidativos.
A Bienal de Arquitetura e Paisagismo de Versalhes de 2025 (BAP! 2025) reúne líderes globais de pensamento em arquitetura para discutir o papel fundamental que a disciplina desempenha no enfrentamento das mudanças climáticas, na sustentabilidade e nas demandas urbanas em constante evolução. Por meio de uma série de entrevistas aprofundadas com curadores/as, arquitetos/as e designers de Paris, Cidade do México e Espanha, o evento oferece uma plataforma para diversas perspectivas sobre como a arquitetura pode responder aos desafios contemporâneos.
A curadoria de Sana Frini e Philippe Rahm lidera a apresentação de uma exposição que explora como a arquitetura pode se adaptar às mudanças ambientais previstas para o futuro próximo. De práticas sustentáveis à integração de contextos culturais, as conversas registradas nestas entrevistas destacam abordagens inovadoras para a criação de espaços que não são apenas funcionais, mas profundamente sensíveis às transformações climáticas e às demandas da sociedade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142972/arquitetura-para-um-mundo-em-transformacao-reflexoes-da-bienal-de-versalhes-2025ArchDaily Team
O concreto é frequentemente visto como o material da modernidade, definido por sua resistência estrutural, acabamento bruto e inconfundível tom cinza. Tornou-se a paleta padrão da arquitetura do século XX, um símbolo de funcionalidade e permanência. No entanto, o concreto não está limitado a essa identidade cromática. Sua cor é subproduto do cimento, dos agregados e da composição química utilizados em sua mistura, podendo ser intencionalmente alterada por meio da pigmentação. Entre as muitas tonalidades exploradas, o vermelho se destaca — não apenas por sua intensidade visual, mas por sua capacidade de enraizar os edifícios em seu lugar, evocar referências culturais e imbuir a arquitetura de uma presença material ao mesmo tempo elemental e expressiva.
A pigmentação do concreto envolve a adição de corantes de base mineral — geralmente óxidos de ferro — durante o processo de mistura. Diferentemente de tintas ou revestimentos aplicados à superfície, esses pigmentos são integrados diretamente à massa do concreto, garantindo que a cor permeie o material e permaneça estável ao longo do tempo. Os pigmentos vermelhos, em particular, são frequentemente derivados do óxido de ferro (Fe₂O₃), um composto natural encontrado na argila, na hematita e em outros minerais ricos em ferro. Sua tonalidade terrosa e profunda conecta a construção contemporânea a técnicas ancestrais — das argamassas pozolânicas romanas às construções de terra vermelha da África Ocidental e da América do Sul.
Transcendendo o papel de mera infraestrutura, as pontes há muito servem como potentes manifestações arquitetônicas. Esse potencial expressivo está sendo explorado agora com vigor renovado em todo o Sudeste Asiático, onde um número crescente de arquitetos e arquitetas está reavaliando os materiais tradicionais. Ao priorizar a madeira e o bambu, esses/as profissionais criam estruturas singulares que integram o artesanato local às demandas contemporâneas, resultando em marcos urbanos que são, ao mesmo tempo, funcionais e profundamente enraizados em suas paisagens.
Spectrum Architecture, em colaboração com SOG e F&M, apresenta o masterplan para o Gonio Yachts and Marina — um importante empreendimento à beira-mar na costa do Mar Negro, projetado para oferecer infraestrutura residencial e hoteleira de alto padrão para mais de 30.000 pessoas.
O projeto faz parte do expressivo investimento da EMAAR no setor imobiliário da Geórgia sob a marca Eagle Hills, que planeja desenvolver dois megaprojetos em Tbilisi e Batumi. O investimento total supera US$ 6,5 bilhões e visa atrair US$ 10 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, gerar 30.000 empregos em diversos setores e receber 350.000 visitantes anualmente.
A arquitetura sempre foi muito mais do que tijolo e argamassa. Ela se constrói igualmente por meio de palavras, ideias e narrativas. Dos tratados antigos aos manifestos radicais, dos manuais técnicos aos ensaios poéticos, a palavra escrita tem servido como uma ferramenta espacial, pedagógica e política no campo profissional. A escrita molda a forma como a arquitetura é concebida, comunicada e criticada — muitas vezes muito antes, ou mesmo na ausência, de uma construção física.
Historicamente, figuras como Vitrúvio, Alberti e Palladio utilizaram a escrita para codificar princípios, projetar ideais e legitimar a arquitetura como disciplina. No período moderno, Le Corbusier, Adolf Loos e Lina Bo Bardi escreveram prolificamente para expandir o escopo da arquitetura para além da forma e da função, frequentemente utilizando publicações como ferramentas de persuasão e experimentação. O período do pós-guerra deu origem a novas estratégias editoriais, patentes nos manifestos do Archizoom e do Superstudio, e nas publicações polêmicas de Delirious New York e Oppositions, nas quais a escrita servia tanto como crítica quanto como projeto.
Morar à beira-mar é, há muito tempo, um desejo marcante — atraído pela promessa de uma natureza amena, privacidade e acesso imediato à água. Historicamente, as casas de praia tendiam a ser rústicas e despojadas: em parte porque a infraestrutura em locais remotos e o transporte de materiais eram difíceis, e em parte porque seu charme residia em estar mais próximo dos elementos — de forma mais simples, rústica e direta.
Por conta disso, muitas das primeiras casas de praia foram construídas em madeira. O material oferecia vantagens claras: era leve, adaptável, de rápido manuseio e podia ser montado com o mínimo de maquinário pesado. Embora a madeira sofra com a ação do tempo e apresente baixa resistência à umidade carregada de sal, a madeira para uso externo carrega um caráter bruto e natural que reforçava o apelo do ideal da casa de praia.
A vida coletiva continua a ser um tema central no discurso habitacional contemporâneo, estendendo-se para além das questões de densidade ou tipologia para abranger preocupações mais amplas sobre o uso do solo, a coesão social e a identidade espacial. Esta seleção de projetos conceituais não construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, explora o potencial dos ambientes de vida compartilhada, não apenas como soluções habitacionais funcionais, mas como estruturas para interação, integração ambiental e continuidade cultural. Seja em contextos urbanos ou remotos, as propostas refletem um interesse crescente em repensar como o espaço doméstico pode apoiar tanto a privacidade individual quanto a vida comunitária.
A arquitetura de escolas de educação infantil há muito se destaca como um campo onde o design e a imaginação convergem. Ao contrário da maioria das tipologias de edifícios, esses espaços são concebidos não apenas para abrigar e funcionar, mas para moldar as primeiras experiências de curiosidade, brincadeira e interação social. Ao longo da história, o design de escolas infantis evoluiu junto com as mudanças pedagógicas, passando de primórdios modestos e utilitários para ambientes altamente intencionais que estimulam tanto o aprendizado quanto o encantamento. Nesse contexto, a arquitetura torna-se mais do que um pano de fundo — ela se transforma em um/a educador/a silencioso/a, capaz de nutrir o desenvolvimento emocional, cognitivo e físico.
Um prêmio de arquitetura atua como um dispositivo de legitimação, capaz de indicar quais abordagens, materiais e estratégias começam a ocupar uma posição central no discurso disciplinar. Ao reunir projetos com programas, escalas e condicionantes distintos, essas iniciativas tornam visíveis prioridades e direções emergentes no campo. Nesse sentido, o Design Awards da Shaw Contract consolidou-se como uma plataforma global de reconhecimento no design de interiores e como um termômetro das transformações que atravessam a disciplina, ao promover uma reflexão sobre o papel do design na construção de ambientes mais responsáveis, inclusivos e sustentáveis.
Nos últimos anos, o trabalho remoto tornou-se cada vez mais comum, criando a necessidade de espaços domésticos que acomodem tanto a vida profissional quanto a pessoal. Isso se aplica especialmente a artistas, para quem a integração entre moradia e espaços de trabalho é essencial. Muitas vezes, esses locais também precisam funcionar como áreas de exposição para a produção artística, como pinturas, esculturas, cerâmicas e outras criações.
Essa fusão entre ambientes de trabalho e de moradia tem influenciado as tendências de arquitetura e design de interiores, priorizando a flexibilidade, a multifuncionalidade e uma estética que estimule tanto a criatividade quanto o conforto. Plantas livres, móveis modulares e soluções de iluminação adaptáveis tornaram-se elementos fundamentais em projetos que buscam harmonizar o cotidiano pessoal e profissional de forma fluida.
A decisão de elevar uma edificação do solo é uma manobra técnica que exige planejamento substancial, expertise e consideração minuciosa. Trata-se de uma resposta arquitetônica deliberada às forças e fragilidades do local. Planícies de inundação, áreas úmidas e o degelo da tundra compartilham um elemento em comum: profissionais de arquitetura reconciliam riscos e vulnerabilidades por meio de estruturas elevadas. Nesse sentido, trata-se de uma resposta espacial e de uma necessidade estrutural.
Ex-alunos e ex-alunas do SCI-Arc continuam a deixar uma marca indelével no panorama global do design, liderando novas abordagens em arquitetura, tecnologia e práticas interdisciplinares. Com uma reputação consolidada no fomento à experimentação radical, a instituição formou profissionais cujos trabalhos desafiam convenções e redefinem as possibilidades espaciais. As conquistas recentes de seus diplomados e diplomadas destacam o papel do SCI-Arc na formação da próxima geração de arquitetos, arquitetas e pensadores criativos.
Que estruturas e infraestruturas mantêm os vínculos e relações entre o campo e a cidade? Como a arquitetura e as tecnologias emergentes manterão ou não essa coexistência de ambos os mundos no futuro? A redução da pegada ecológica, o impacto das mudanças climáticas, a descentralização das grandes cidades, a segurança alimentar e demais problemáticas contemporâneas interpelam profissionais de arquitetura e urbanismo em nível global sob o principal objetivo comum de melhorar a qualidade de vida da população e alcançar o bem-estar físico, mental e emocional no ambiente construído e natural.