Esta seleção de projetos da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 explora a regeneração como um processo deliberado e inteligente, enraizado nas condições específicas de cada lugar. Há décadas a Bienal funciona como um campo de testes para as ideias mais urgentes da arquitetura, permitindo que designers, pesquisadores/as e instituições apresentem visões que respondem a desafios ambientais, culturais e sociais em constante evolução. Os projetos deste ano revelam que a regeneração — seja de uma cidade costeira inteira, de uma área industrial desativada ou de um espaço público negligenciado — exige mais do que simplesmente substituir o antigo pelo novo. Ela demanda uma leitura precisa dos contextos existentes, a preservação do conhecimento incorporado e a integração cuidadosa das necessidades contemporâneas.
As oito obras selecionadas mostram que a regeneração pode surgir de múltiplos pontos de partida: a reativação do patrimônio por meio do reuso adaptativo, a restauração de sistemas ecológicos como parte do planejamento urbano, o desenvolvimento de estratégias abertas e modulares para a renovação de habitações de interesse social ou a sobreposição de inovações tecnológicas a práticas historicamente enraizadas. Embora a escala da intervenção varie, cada projeto demonstra sensibilidade em relação ao que já existe no local — sejam recursos materiais, padrões urbanos ou a memória cultural — e a disposição de trabalhar com esses ativos como catalisadores de transformação. Juntos, eles sugerem que a regeneração precisa começar em algum lugar, e que seu sucesso reside no equilíbrio entre a inovação e a inteligência do que já existe.
Apontado como a nova era da construção, o Building Information Modeling (BIM) conquistou a atenção global com sua promessa de coordenação fluida, orçamentos reduzidos e novos patamares de eficiência. No entanto, no cenário da construção civil na Índia, a adoção dessa tecnologia revela uma história mais complexa, marcada por barreiras culturais e limitações técnicas.
"A maior barreira não é a tecnologia, mas sim a cultura de planejamento", explica Rahul Bahl, Diretor Executivo da Krishna Buildestates Pvt Ltd, destacando o que talvez seja o desafio mais fundamental do BIM na Índia. "O BIM exige que cada detalhe seja definido antes do início da construção, desde a localização dos interruptores elétricos até os acabamentos finais. Na Índia, costumamos iniciar as obras apenas com a estrutura bruta resolvida e passamos os meses seguintes aplicando engenharia de valor ao longo do processo."
As chaminés estão entre os elementos mais silenciosamente persistentes da história da arquitetura. Ainda assim, sua presença se mantém em quase todos os contextos culturais e climáticos, servindo tanto como recurso técnico quanto como dispositivo espacial, atmosférico e simbólico. Ela povoa os densos horizontes urbanos e ancora as paisagens rurais, com sua silhueta vertical sendo tão comum quanto uma janela ou o portal de uma porta. Essa aparente simplicidade, no entanto, é enganosa. A chaminé é um dos poucos componentes arquitetônicos que conectam a escala íntima da vida interior com as forças expansivas do meio ambiente. Para arquitetos/as e designers, a necessidade da chaminé apresenta uma escolha: deixá-la desaparecer discretamente no tecido funcional do edifício ou amplificá-la como um elemento central e expressivo que molda a identidade de um projeto.
A 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza conta com uma presença marcante da comunidade da SCI-Arc, incluindo estudantes, ex-alunos/as e docentes. Seus trabalhos estão presentes em diversos contextos—desde pavilhões nacionais até instalações independentes e projetos de pesquisa—, dialogando criticamente com o tema deste ano, Intelligens. A mostra se consolida como uma plataforma instigante para explorar questões fundamentais da pedagogia da SCI-Arc: o futuro do design, o papel da tecnologia e as possibilidades da experimentação arquitetônica.
Disciplinas de design, como o de experiência do usuário (UX), evoluíram para se destacar na criação de experiências que tornam as interfaces digitais navegáveis. Elas alcançam esse objetivo por meio de uma compreensão profunda das necessidades do público usuário e pelo mapeamento de suas jornadas com atenção meticulosa aos detalhes. A cidade representa uma interface física vivenciada por uma diversidade de público — habitantes, turistas, pessoas de várias idades e gêneros, cada qual experimentando-a de forma única. Em uma época em que as interfaces digitais são projetadas para proporcionar experiências fluidas e sem atrito, por que muitas cidades continuam difíceis de navegar?
Nascido no Sudão e atualmente sediado em Londres, Mohieldin Gamal traz uma perspectiva única para a arquitetura, moldada por sua profunda conexão tanto com sua terra natal quanto com a prática global. Seu fascínio precoce pela arquitetura começou em 1995, durante a construção de sua escola primária, onde ele percebeu pela primeira vez a importância da materialidade, do design climático e do contexto histórico. Essas experiências formativas lançaram as bases para sua abordagem multifacetada da arquitetura, atuando tanto na prática profissional quanto na escrita.
Mohieldin estudou arquitetura na Universidade de Nottingham e adquiriu uma experiência valiosa trabalhando em renomados escritórios no Reino Unido. Em 2021, retornou ao Sudão para lecionar na Universidade de Cartum e ajudou a fundar a seção sudanesa do Docomomo, reforçando seu compromisso com a preservação e a promoção do patrimônio arquitetônico do país. Seu trabalho se concentra em explorar arquiteturas pouco documentadas e as complexas forças históricas, políticas e econômicas que moldam as práticas construtivas na África e em outras regiões.
É quase impossível falar de Madri, a capital espanhola, que, além de seu evidente apelo turístico e de sua liderança como a cidade mais visitada do país — seguida por Barcelona —, é indissociável de sua longa história e evolução até os dias atuais. Em 2024, Madri recebeu mais de 11,2 milhões de visitantes, o que representou aproximadamente 11,9% do total de turistas que chegaram à Espanha naquele ano. Grande parte da identidade da cidade, a singularidade de cada um de seus bairros e as novas áreas desenvolvidas ao longo dos anos estão profundamente ligadas a um crescimento que, embora planejado e modernizado em muitos aspectos, conseguiu preservar o caráter diverso que define sua essência urbana.
Estádio de futebol do Chicago Fire FC. Imagem cortesia de Gensler
Do Scalo Farini em Milão ao centro de Chicago, e do interior da Toscana às iniciativas de retrofit no Reino Unido, anúncios recentes demonstram como a arquitetura está evoluindo em resposta às metas climáticas, à identidade cultural e à transformação urbana. A nova sede da UniCredit, projetada por Herzog & de Meuron, ancorará uma das maiores áreas de requalificação urbana da Europa, com foco em sustentabilidade e inovação nos espaços de trabalho. Ao mesmo tempo, o projeto de estádio do Gensler para o Chicago Fire FC busca redefinir a experiência de dia de jogo nos EUA, integrando-se a um grande empreendimento na orla. Na Toscana, o Pavilhão Sapaio, do escritório Alvisi Kirimoto, mescla produção agrícola com sensibilidade arquitetônica, enquanto no Reino Unido, o RIBA e a The King's Foundation promovem o retrofit como uma agenda nacional. Paralelamente, finalistas como MVRDV, Heatherwick Studio e Mecanoo avançam em um concurso internacional para criar um marco climático destinado a inspirar mudanças comportamentais em grande escala. Esta edição do Architecture Now reúne esforços diversos, porém interconectados, que moldam a maneira como a arquitetura pode gerar impactos ecológicos, culturais e cívicos de longo prazo.
A vida urbana tornou-se sinônimo de espaço limitado e soluções criativas para apartamentos compactos. À medida que as cidades se tornam cada vez mais dominadas por concreto e aço, observa-se um aumento empolgante, embora não surpreendente, no interesse pelo cultivo de plantas, mesmo sob as restrições de um ambiente urbano denso. Esse interesse não visa apenas atender a gostos estéticos, uma vez que estudos mostram consistentemente que a exposição à natureza reduz o estresse, melhora o foco e aumenta o bem-estar geral. Contudo, em ambientes urbanos densos, o desafio reside em encontrar maneiras inovadoras de tornar essa visão realidade em apartamentos onde cada centímetro importa.
O Master in Advanced Architecture do IAAC celebra seu 25º aniversário como um dos programas mais voltados para o futuro no ensino de arquitetura. Fundado no ano 2000 em Barcelona, o programa foi criado como um espaço de experimentação — onde o projeto encontra a tecnologia, a ecologia e o pensamento crítico, distante das convenções da formação tradicional em arquitetura.
Ao longo dos anos, o programa recebeu mais de mil estudantes de mais de 80 países. Essa mistura internacional não é por acaso; ela reflete a visão do IAAC sobre a inovação como algo que se desenvolve por meio do diálogo, da diversidade e da ambição compartilhada. O resultado é uma rede de profissionais que atuam na intersecção entre projeto, pesquisa e transformação sistêmica.
E se o melhor tipo de brincadeira não for o mais seguro? Há décadas, as cidades constroem playgrounds para serem limpos, coloridos e fáceis de supervisionar. No entanto, esses espaços — projetados mais para a tranquilidade dos adultos do que para a curiosidade das crianças — muitas vezes eliminam o que torna o brincar verdadeiramente transformador: o risco, a imprevisibilidade e a autonomia. Padrões de segurança cada vez mais rígidos, o encolhimento do espaço público e a mercantilização dos equipamentos de lazer limitaram ainda mais as possibilidades de exploração independente das crianças. De um depósito de sucata na Copenhague dos anos 1940 às paisagens de concreto da Amsterdã do pós-guerra, um pequeno grupo de arquitetos/as, urbanistas e ativistas desafiou a ideia de que o brincar deve ser ordenado e controlado. Seus playgrounds não convencionais — feitos de peças soltas, materiais brutos e formas abstratas — deram às crianças a liberdade de construir, demolir, explorar e se sujar.
Apesar de sua extensão territorial reduzida, a ilha de Taiwan é densamente povoada, com mais de 80% de sua população vivendo em áreas urbanas. Diante disso, o espaço disponível é frequentemente limitado, sobretudo em grandes cidades como Taipé, Taichung e Kaohsiung. Por esse motivo, profissionais de design e arquitetura enfrentam o desafio constante de criar interiores que pareçam amplos, funcionais e visualmente atraentes, apesar de suas plantas por vezes compactas. Em vez de encarar essas limitações como restrições, as equipes de projeto as transformam em oportunidades para experimentar layouts inteligentes e mobiliário multifuncional que melhora a habitabilidade.
O ruído de conversas sobrepostas, os letreiros luminosos piscantes, passos apressados na calçada e o martelar constante de um canteiro de obras próximo: os espaços públicos são, por vezes, vivenciados como ambientes onde os estímulos se acumulam e, frequentemente, nos sobrecarregam. Cada pessoa percebe e responde a esses estímulos sensoriais de maneira distinta, e reconhecer a neurodiversidade significa compreender que alguns indivíduos necessitam de mais tempo para se adaptar, de trajetos em ritmo mais lento ou de interações mais graduais com o entorno. Esses encontros levantam questões fundamentais sobre o espaço público contemporâneo: como ele pode acomodar a diversidade de maneiras pelas quais as pessoas o percebem e habitam? Como podemos imaginá-lo como um espaço que acolha todas as formas de vivenciá-lo?
A fascinação da humanidade pelo desconhecido é um impulso atemporal, enraizado na curiosidade e no desejo de expandir limites, desvendar mistérios e abrir portas para novas fronteiras. O que antes era representado por viagens e pela descoberta de novas ilhas e continentes, agora é buscado na vastidão do Universo. À medida que buscamos respostas, provocamos novas perguntas e abrimos portas para possibilidades infinitas, esse impulso continua a nos inspirar. Ele moldou inúmeras obras literárias e cinematográficas, transformando a exploração interestelar de um conceito de ficção científica em uma visão cada vez mais fundamentada na realidade.
Um desses projetos visionários é o Project Hyperion, liderado pela Initiative for Interstellar Studies (i4is), que desafia a humanidade a desenvolver soluções práticas para viagens interestelares por meio de um concurso de projeto. Ao conceber naves geracionais—habitats imensos e autossustentáveis capazes de abrigar sociedades multigeracionais em viagens de séculos—o projeto não apenas expande as fronteiras da tecnologia, mas também estimula a inovação social, ampliando os limites da nossa imaginação coletiva. Ainda há tempo para enviar sua proposta de projeto até 9 de março, com a Fase 2 iniciando em 4 de maio.
A pré-fabricação é uma das inovações mais transformadoras na arquitetura e na construção civil, redefinindo a maneira como os edifícios são projetados, fabricados e montados. Embora não seja um conceito novo, sua aplicação evoluiu para oferecer uma gama mais ampla de vantagens. Tradicionalmente valorizada por sua precisão e qualidade, a pré-fabricação agora é igualmente reconhecida por sua eficiência em termos de custo e tempo, sobretudo ao tirar proveito das disparidades regionais de mão de obra e produção. Essa mudança impulsionou seu ressurgimento tanto em projetos de alto padrão focados no design quanto em edifícios públicos de grande escala e baixo custo.
Compreensivelmente, o termo "biofilia" evoca imagens de edifícios tomados por vegetação e integrados a paisagens naturais. No discurso arquitetônico moderno, o conceito passou a ser associado à incorporação de vegetação aos ambientes construídos; no entanto, tais aplicações representam apenas uma fração do verdadeiro escopo do design biofílico. Sem dúvida, a natureza desempenha um papel central no design biofílico. Contudo, sua influência se estende a estratégias frequentemente negligenciadas que envolvem a configuração espacial e os padrões ambientais. A biofilia "invisível" frequentemente resulta em impactos positivos na saúde de quem ocupa o espaço, atuando de maneira profunda sob a superfície.
Na maioria dos casos, os/as arquitetos/as enfrentam uma complexa rede de códigos de obras, regulamentos de espaço aéreo e inúmeras outras regras que ditam a forma e a execução de um projeto. No entanto, a arquitetura cultural frequentemente apresenta uma oportunidade única para projetos mais ousados e expressivos. Esses projetos costumam receber apoio dos governos locais, liberando possibilidades de explorações formais que, de outra forma, poderiam não se concretizar. Nesse sentido, a arquitetura cultural cumpre um duplo propósito: enriquecer a comunidade e estabelecer marcos icônicos que definem a identidade de sua cidade ou região. Essa ambição certamente se manifestou em Taiwan. Situado no coração do Leste Asiático, este país insular ostenta uma variedade notável de explorações formais, realizadas tanto por profissionais internacionais quanto por arquitetos/as taiwaneses.
Com raízes profundas, troncos robustos e a capacidade de suportar temperaturas extremas, as tamareiras (Phoenix dactylifera) estão entre as espécies mais bem adaptadas ao ambiente árido do deserto. Não é por acaso que, em muitas culturas indígenas locais, são conhecidas como a "árvore da vida", já que seus frutos, folhas e troncos fornecem alimento, abrigo e materiais de construção há milhares de anos. Sem elas, grande parte do assentamento humano em regiões desérticas não teria sido possível. Hoje, amplamente cultivada em regiões áridas de todo o mundo, a espécie continua a sustentar práticas agrícolas tradicionais; no entanto, seu potencial pode ser ainda mais aprimorado e ampliado por meio dos esforços da pesquisa contemporânea.
Symbiosis, um protótipo para viver e trabalhar. Imagem cortesia de contexo
O futuro da vida urbana é cada vez mais concebido como algo coletivo, em camadas e adaptável. À medida que as cidades se tornam mais densas e as fronteiras entre trabalho, casa e lazer se dissipam, profissionais de arquitetura repensam a noção tradicional de habitação, migrando de unidades isoladas para ambientes integrados e voltados para a comunidade. Esta seleção de projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, reflete essa transição: uma exploração global de como o design pode moldar formas de viver mais resilientes, inclusivas e conectadas.
À medida que a incerteza climática e as transformações nos ecossistemas reformulam as prioridades do projeto, a arquitetura passa a desempenhar um papel cada vez mais ativo nessas discussões, em vez de se limitar a uma postura de mera observação. Sob essa perspectiva, a ideia de propor um "re" estimula um recuo consciente para repensar, reconectar e realinhar a relação entre os edifícios e seus entornos. Essa abordagem, central para a arquitetura regenerativa, vai além de tecnologias ou escalas específicas, abrangendo desde planos diretores voltados à renaturalização de cidades até pavilhões nacionais que combinam arte e ciência.
Qual é o caminho a seguir? Se, por um lado, muitos debates atuais enfatizam a tecnologia; por outro, há abordagens que, longe de serem opostas, complementam-se e ampliam o espectro de possibilidades ao resgatar tradições, saberes ancestrais e uma compreensão profunda do meio ambiente. Entre essas perspectivas, a obra de Rudolf Steiner e o movimento antroposófico, desenvolvidos no início do século XX, oferecem uma visão e insights que conectam a arquitetura aos ritmos ecológicos, aos materiais e à vida comunitária.
Immersive Resilience Garden / Changyeob Lee + Studio ReBuild. Imagem cortesia de Studio ReBuild
O desfiladeiro de concreto da Degraves Street, em Melbourne, já foi um corredor de serviço árido e funcionalmente obscuro. Hoje, a ruela estreita pulsa com vida que vai muito além de seus famosos cafés. Gramíneas nativas caem em cascata de floreiras cuidadosamente posicionadas, enquanto pequenos arbustos criam microclimas refrescantes. Desafiando os modelos tradicionais de design ecológico, as abordagens à biodiversidade lideradas pela comunidade convidam a uma reimaginação de como arquitetos/as, urbanistas e comunidades colaboram para desenvolver futuros urbanos biodiversos.
Disciplinas como arquitetura, design de interiores, design de produto e moda recorrem a premiações para celebrar a inovação, estabelecer referências para o setor e inspirar a excelência. Para além do simples reconhecimento, essas distinções validam conquistas criativas, fortalecem reputações e ampliam a visibilidade de ideias que desafiam convenções. Elas também fomentam a colaboração interdisciplinar, estimulam o crescimento profissional e destacam o impacto transformador do design no cotidiano.
Entre as competições de design mais prestigiadas do mundo, o A' Design Awards & Competition está com inscrições abertas — uma oportunidade para profissionais de design, arquitetura e do campo criativo apresentarem seus trabalhos em um palco global. A conquista deste prêmio traz benefícios incomparáveis, incluindo exposições internacionais, visibilidade na mídia e uma posição de destaque no World Design Rankings. Profissionais premiados em edições anteriores tiveram suas obras exibidas globalmente, publicadas em veículos renomados e apresentadas em eventos do setor, conectando-os a lideranças influentes e ampliando seu alcance no competitivo mercado de design.
O conceito de "cidades-esponja" ganhou destaque desde que foi introduzido pelo/a arquiteto/a paisagista chinês/a Kongjian Yu, fundador/a da Turenscape, e foi adotado oficialmente como diretriz nacional na China em 2013 para combater as inundações urbanas. Essa abordagem prioriza a infraestrutura baseada na natureza, como áreas úmidas, jardins de chuva e pavimentos permeáveis, criando paisagens de solo poroso onde a vegetação nativa pode prosperar com manutenção mínima. Durante as chuvas, esses sistemas absorvem e retardam o fluxo da água, reduzindo os riscos de inundação. Em contrapartida, as soluções tradicionais de drenagem baseadas em tubulações e concreto — embora amplamente utilizadas — são caras, rígidas e exigem manutenção frequente, por vezes tornando as cidades ainda mais vulneráveis a enchentes devido a entupimentos e transbordamentos.