A escolha entre um piso vinílico e um piso laminado já não é necessária, uma vez que o piso híbrido resiliente combina as melhores características de ambos os materiais. Kiwi é um piso natural fabricado com 80% de madeira e uma tecnologia de impregnação premium que o torna 100% impermeável. Este produto apresenta 80% de madeira, enquanto os 20% restantes são compostos por resinas vegetais. Com isso, o produto é 100% livre de PVC, tornando-se uma opção totalmente ecológica.
Nesta compilação, o ArchDaily reúne as atualizações mais transformadoras deste ano em cidades de todo o mundo, organizadas em eixos temáticos que capturam a natureza em constante evolução do desenho urbano e das políticas públicas em 2024. Projetos como as amplas reformas na La Rambla, em Barcelona, e os esforços de preservação dos arranha-céus históricos de Chicago destacam a conservação do patrimônio urbano, ao passo que iniciativas em Veneza e em Los Angeles respondem ao excesso de turismo e às pressões habitacionais, equilibrando habitabilidade e crescimento. Ao mesmo tempo, planos diretores ambiciosos recém-anunciados, como a revitalização de áreas industriais em Tallinn e Connecticut, refletem como as cidades estão reimaginando seu tecido urbano. Por fim, a reconstrução pós-desastre em Kharkiv e na Turquia ressalta a urgência de um design voltado para a resiliência, garantindo que as cidades possam resistir e evoluir mesmo em tempos difíceis. Juntas, essas atualizações oferecem um panorama das forças globais que estão remodelando as paisagens urbanas.
Uma pergunta: qual parte de um edifício permanece firme e imóvel? Embora paredes, pisos e apoios estruturais possam vir à mente, no mundo contemporâneo, até mesmo a arquitetura está entrando em movimento. Paredes móveis, portas de correr e coberturas retráteis foram os primeiros embaixadores do design cinético, permitindo que as estruturas se tornassem mais flexíveis sem perder resistência. O que começou nas civilizações antigas evoluiu hoje para uma dança futurista entre praticidade e natureza. Os edifícios já não são mais esculpidos em pedra—eles evoluem, respondem e se adaptam.
Edifício de 40 andares utilizando produtos BIPV ClearVue, vidros solares e revestimento solar. Imagem cortesia de ClearVue
Frequentemente se afirma que encontrar soluções inteligentes para os problemas exige uma abordagem criativa que envolva "pensar fora da caixa". Essa premissa tornou-se uma ideia amplamente aceita no campo da tecnologia, onde inúmeros avanços históricos surgiram a partir de métodos inovadores. Exemplos notáveis na geração de energia incluem a descoberta do efeito fotovoltaico por Edmund Becquerel em 1839 e o desenvolvimento do primeiro painel solar comercial por Charles Fritts no final daquele século. Esses marcos viabilizaram a integração de painéis solares como componentes essenciais da geração de energia limpa na arquitetura, impulsionando uma transição significativa em direção às fontes renováveis.
Atualmente, essa mudança se manifesta como um ponto de virada na relação entre a geração de energia e o ambiente construído, impulsionada por uma transição que promove o pensamento criativo e estimula novas perspectivas. Hoje, a produção de energia sustentável vai muito além da mera instalação de painéis solares em coberturas, buscando integrar diversos elementos da edificação ao sistema energético. O BIPV (Sistema Fotovoltaico Integrado a Edifícios) da ClearVue exemplifica essa inovação ao aproveitar quase todos os componentes da fachada como fontes de geração de energia. Essa visão abre novas possibilidades para o projeto de estruturas urbanas, promovendo uma abordagem mais sustentável e alinhada às demandas contemporâneas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140469/gerando-energia-atraves-da-fachada-maximizando-a-energia-com-fotovoltaicos-integrados-a-edificiosEnrique Tovar
No sul da França, a 40 minutos de carro a leste de Montpellier, encontra-se a singular cidade balneária de La Grande Motte. Nomeada em homenagem a uma duna de areia próxima, a cidade caracteriza-se por blocos de apartamentos futuristas em formato de pirâmide e com variados relevos, adornados por uma vegetação diversa que inclui pinheiros, plátanos, oliveiras, choupos e ciprestes. Os/as artistas Charly Broyez e Laurent Kronental descrevem esse caráter único como "uma visão de conto de fadas de uma terra que emerge dos territórios inexplorados da nossa psique, carregada de memórias, imagens, sons, cores, história". Por meio de suas imagens minuciosas, eles revelam a arquitetura singular da cidade.
Tomar banho é um dos rituais fisicamente mais sensoriais com os quais nos comprometemos diariamente — muitas vezes, quando o tempo permite, até mesmo várias vezes ao longo do dia. O banho representa o poder transformador da água sobre o corpo, oferecendo uma cascata de plenitude e bem-estar. Trata-se de um ato tão elementar quanto rotineiro e purificador. Os novos modelos Serenity Sky da Dornbracht foram desenvolvidos com foco em elevar a experiência do banho de chuva, maximizando cada um de seus aspectos, ao mesmo tempo em que incorporam nuances e opções para cada usuário/a. O novo produto pega um dos conceitos mais simples e essenciais de nossas vidas e o aprimora com um toque personalizado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140831/siga-sua-felicidade-a-serenidade-da-experiencia-do-banho-de-chuvaMark C. O'Flaherty
Toda inovação traz consigo fricções, disrupções e, acima de tudo, aprendizados. Na construção civil — um setor historicamente resistente a mudanças — novos sistemas construtivos costumam ser recebidos com certo estranhamento, exigindo uma análise cuidadosa dos desafios que surgem. O sistema wood frame, amplamente adotado em países como Estados Unidos, Japão e Alemanha, nunca se popularizou no Brasil, devido a fatores que mantêm o setor intensivo em mão de obra e fortemente vinculado aos métodos convencionais de alvenaria e concreto.
No entanto, com a diminuição da oferta de mão de obra e novas demandas por eficiência e sustentabilidade, o setor da construção civil tem, gradualmente, explorado alternativas inovadoras. Nesse contexto, o edifício Parkside Carvoeira, em Florianópolis, destaca-se como um marco de inovação, sendo o edifício em wood frame mais alto da América Latina. Desenvolvido em parceria entre a Parkside, o escritório Desterro Arquitetos e a construtora local Tecverde, o projeto pioneiro adota o sistema como uma solução sustentável e eficiente para atender às necessidades da construção contemporânea no país.
Situada em um estuário do Lago Prien, na divisa entre a Louisiana e o Texas, a Pelican House exala a estética de uma cabana sofisticada. Revestida de cedro-vermelho-ocidental e adornada com colunas de calcário Lueder do Texas, amplos beirais e vigas de madeira aparente, trata-se de uma impressionante residência à beira do bayou ancorada por paredes de vidro que a conectam à paisagem circundante — mantendo-a segura diante da fúria da natureza.
“É uma localização muito pitoresca, mas, como se pode imaginar, também muito sujeita a tempestades”, afirma o/a arquiteto/a Winn Wittman, que projetou a residência para integrar os espaços internos e externos sob o clima da Costa do Golfo. Abraçada e castigada pela natureza, a Pelican House resistiu a quatro furacões, tanto durante quanto após a sua construção. “A única evidência dos furacões é que a madeira, que inicialmente era lisa, agora apresenta um aspecto jateado de areia”, diz Wittman.
Em meados do século XX, a maioria dos países do continente africano conquistou sua independência. Aquele período de euforia trouxe sentimentos voltados para o futuro e o desejo de romper com o passado. Como movimento arquitetônico, o modernismo era ideal para a época, e as nações recém-independentes criaram amplos programas de construção para se firmarem como Estados plenamente soberanos.
Os hotéis são uma tipologia que ilustra de forma exemplar a complexa história arquitetônica e política da época. Alguns foram construídos especificamente para abrigar delegações internacionais, outros para impulsionar o turismo, e outros ainda surgiram do desejo de líderes fortes. Embora constituam uma tipologia edilícia secundária, diversos hotéis pela África permanecem como registros físicos de episódios importantes da história de seus respectivos países. Após explorar as trajetórias dos hotéis modernistas da África Ocidental, este segundo artigo se volta para a África Oriental para revelar como essa tipologia discreta se articula com narrativas mais amplas de independência e identidade nacional.
A cada ano, as premiações de design superam limites criativos de forma surpreendente, estabelecendo novos parâmetros para arquitetos/as e designers em todo o mundo. Essas competições não apenas celebram a inovação — elas a impulsionam, inspirando a próxima onda de projetos que rompem barreiras. Graças a tais plataformas, temos o privilégio de testemunhar a extraordinária fusão de beleza, engenhosidade e técnica que reverbera por toda a indústria criativa.
O German Design Council certamente consolidou sua posição ao revelar recentemente os vencedores do prestigioso ICONIC AWARDS 2024: Innovative Architecture — e os resultados são simplesmente espetaculares. Esta cobiçada premiação homenageia todo o espectro das disciplinas arquitetônicas e criativas, desde conceitos espaciais visionários e projetos de edifícios inovadores até design de produto de ponta, comunicação de marca notável e uso inventivo de materiais.
Com o agravamento das crises ecológicas e sociais em todo o mundo, arquitetos e arquitetas têm sido levados a reavaliar seu papel, impacto e abordagem de projeto. À medida que surgem as "novas necessidades" das pessoas, novos processos arquitetônicos devem ser explorados para respondê-las. No entanto, essa transição ainda enfrenta forte resistência de práticas consolidadas e da busca pelo lucro financeiro, o que frequentemente dificulta a implementação de soluções mais abrangentes. Essas premissas levaram o CCA (Centro Canadense de Arquitetura) a lançar sua nova série de filmes e exposições em três partes intitulada "Groundwork", com curadoria do diretor associado Francesco Garutti. Por meio desse projeto, o CCA selecionou e acompanhou três arquitetos/as e escritórios contemporâneos de destaque durante o desenvolvimento de seus conceitos e pesquisas de campo, permitindo uma relação respeitosa com o território e com as comunidades locais. Trata-se de um olhar atento e intimista sobre as motivações dessas mentes criativas para explorar formas alternativas de projetar, bem como sobre os desafios que enfrentam ao longo do desenvolvimento de três histórias paralelas.
A abertura da primeira exposição e a exibição do filme ocorreram em maio de 2024, seguidas de um debate com o curador do programa e a arquiteta, no qual se discutiu a questão: "O que é a arquitetura hoje?". A exposição e os diversos elementos apresentados conduzem os visitantes à primeira exploração de campo com Xu Tiantian, do escritório DnA, em sua jornada "Into the Island" na ilha de Meizhou, China, no verão de 2022.
A sociedade contemporânea vem testemunhando um crescimento expressivo na construção de arranha-céus em centros urbanos de todo o mundo por diversos motivos — incluindo avanços na engenharia, o aumento da densidade urbana, restrições de espaço e, indiscutivelmente, uma disputa competitiva para construir as estruturas mais altas do mundo. A atração pelas fachadas totalmente envidraçadas e a busca por peles de vidro com painéis cada vez maiores de vidro contínuo muitas vezes ocorreram em detrimento da funcionalidade.
Nessas torres, as janelas operáveis são sacrificadas em prol da estética e das vistas panorâmicas, com uma disposição de núcleo central que maximiza as visuais em 360 graus, mas acaba gerando "monstros arquitetônicos de ganho de calor solar". Sem ventilação natural ou cruzada, esses arranha-céus de vidro retêm uma quantidade significativa de calor da radiação solar nos espaços habitáveis, dependendo quase que exclusivamente de sistemas mecânicos de HVAC para resfriá-los. Isso levanta a questão: a estratégia de ventilação passiva está se tornando obsoleta no projeto de edifícios altos, ou os sistemas operáveis podem ser integrados de forma eficaz em nossas torres de alta tecnologia?
Ao projetar e iluminar um espaço, o objetivo é atender a uma exigência específica ou exercitar a criatividade? Ambas as perspectivas têm seu mérito; contudo, um princípio unificador deve sempre prevalecer: as pessoas precisam estar no centro de tudo o que fazemos. Hoje, compreende-se perfeitamente que o ambiente significativamente influencia nosso bem-estar, afetando o humor e o desempenho, mesmo em contextos desafiadores como o espaço sideral. Embora esse ponto de vista tradicionalmente englobe aspectos antropométricos e biológicos, novas abordagens estão expandindo o design para além do tangível. A iluminação passa a ser utilizada para moldar atmosferas que ecoam profundamente em nossas emoções.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140238/moldando-atmosferas-com-a-iluminacao-uma-abordagem-centrada-no-ser-humano-para-o-design-emocionalEnrique Tovar
A relação entre a arte e a humanidade remonta às origens da civilização. Os museus tornaram-se espaços onde vastas coleções de arte e artefatos narram a história do tempo, do ser humano, das cidades e de inúmeras narrativas sobre culturas e sociedades. Ao longo dos anos, o papel do museu evoluiu, assumindo diferentes formatos e escalas, incluindo a galeria de arte contemporânea. A importância da arte e da cultura nas cidades e bairros contemporâneos é inegável. No entanto, as galerias desempenham múltiplos papéis ao integrar a arte e a cultura na vida cotidiana. Por que esses espaços são valiosos para as comunidades? Como eles apoiam artistas emergentes? De que maneira as galerias podem revitalizar os bairros?
É possível imaginar uma experiência de aprendizado na qual o conhecimento arquitetônico tradicional se funde perfeitamente com jogos, IA, simulação e realidade aumentada (RA)? É exatamente isso que o currículo do MA2 do SCI-Arc oferece. Essa combinação inovadora não apenas capacita estudantes com habilidades essenciais em projeto, teoria e prática tradicionais, mas também oferece as ferramentas necessárias para explorar tecnologias de ponta que estão redefinindo o setor do design.
Complexo das Amoreiras (1980-1986), Tomas Taveira. Acervo da Casa da Arquitectura
O que a arquitetura fez pela democracia de Portugal — e o que o período democrático fez para a arquitetura portuguesa? São as indagações que norteiam a exposição O que faz falta. 50 anos de arquitetura portuguesa em democracia, organizada pela Casa da Arquitectura, que celebra os cinquenta anos da Revolução dos Cravos de 1974.
Sob a curadoria de Jorge Figueira e curadoria-adjunta de Ana Neiva, a exposição destaca a relação íntima entre arquitetura e o regime democrático em Portugal e explora como os arquitetos portugueses contribuíram para a consolidação democrática, transformando o espaço público e privado do país ao longo de cinco décadas.
Entre 1977 e 1983, o Teatro Nacional de Praga passou por uma significativa transformação com a inauguração do Nová Scéna, um "irmão moderno" do tradicional teatro neorrenascentista. Durante muitos anos, o Nová Scéna foi a sede do famoso Laterna Magika, considerado o primeiro teatro multimídia do mundo. Essa experiência inovadora misturava performances clássicas com efeitos visuais gerados por computador, proporcionando uma ação dramática que se destacava no imponente edifício de vidro, um ícone da era comunista e um símbolo do poder político da época. Em reconhecimento à sua importância, este edifício fez parte do festival Open House Praga em 2024, um evento anual que convida o público a explorar e apreciar o valor da arquitetura.
Destacando-se em meio à variedade de programas culturais, a tipologia de óperas e teatros é frequentemente vista como a personificação do espírito luxuoso e elitista de uma sociedade burguesa voltada ao entretenimento. Na União Soviética, isso representava o oposto dos princípios que se pretendia promover. Contudo, apesar da oposição da classe política, o programa manteve-se amplamente popular. Como as estruturas históricas, símbolos do regime anterior, já não podiam ser valorizadas, iniciou-se a busca por uma nova imagem para o teatro de ópera, alinhada aos ideais socialistas e ao conceito de "arte para as massas".
Este é o caso da Lituânia Soviética, que, na década de 1940, iniciou o processo de desenvolvimento de um novo Teatro de Ópera e Balé em Vilnius para substituir o teatro de Pohulianka. O processo resultou em uma encomenda incomum, visto que a jovem arquiteta Elena Nijolė Bučiūtė venceu o concurso de projeto arquitetônico na década de 1960, transformando as propostas iniciais do realismo socialista em um projeto acolhedor e expressivo, que mesclava elementos do modernismo inicial e tardio. Isso também representa uma conquista surpreendente para uma jovem arquiteta, mulher e não filiada ao Partido Comunista. O Open House Vilnius incluiu o projeto em sua programação por várias edições.
Pietra Tiburtina - Campidoglio. Imagem cortesia de Casalgrande Padana
O travertino —conhecido como lapis tiburtinus pelos antigos romanos— perdura há séculos como um dos materiais mais emblemáticos do patrimônio do design italiano. Esta rocha calcária deixou uma marca duradoura na história da arquitetura, desde os monumentos do Império Romano até obras contemporâneas como a Igreja do Ano 2000 (Church of 2000) e o Museu Ara Pacis. Ao longo do tempo, sua estética evoluiu ao lado da arte e do design, adaptando-se aos avanços técnicos e preservando sua essência e relevância na arquitetura moderna.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140349/esculpindo-a-pietra-tiburtina-uma-abordagem-contemporanea-ao-travertino-classicoEnrique Tovar
Motivados/as pelo objetivo comum de criar um futuro melhor e mais verde, arquitetos/as, designers e entusiastas da sustentabilidade de todo o mundo reuniram-se para trocar ideias e conhecimentos sobre o futuro do bambu como material de construção. Intitulado Bamboo U, o curso de 11 dias ensinou aos/às participantes desde o cultivo do bambu e seus métodos de tratamento até o projeto e fabricação de maquetes, engenharia, carpintaria e construção. A equipe do ArchDaily participou do workshop, realizado de 16 a 27 de agosto de 2024, e documentou todo o curso do início ao fim.
As greenways (ou rotas verdes), como tipologia de desenho urbano, tornaram-se um elemento essencial no planejamento das cidades modernas. Elas surgem em resposta à crescente fragmentação das paisagens urbanas por elementos como rodovias. Geralmente, integram espaços naturais e construídos, proporcionando conexões necessárias entre várias partes da cidade. Ao mesmo tempo, promovem a acessibilidade de pedestres, a recreação e a interação social. A Rose Kennedy Greenway, no centro de Boston, nos Estados Unidos, exemplifica essa abordagem de projeto centrada nas pessoas. O projeto, cujas obras começaram em 1991, demonstra o potencial das greenways para reconectar ambientes urbanos e melhorar a vida comunitária. Sendo uma série de parques projetados por diversos escritórios de arquitetura, seu objetivo é criar vínculos físicos e espaços significativos que promovam o desenvolvimento social e o sentido de lugar.
Criar uma linha contínua entre o piso e o teto é uma das maneiras mais elegantes de manipular as qualidades espaciais de um interior contemporâneo. O vidro do piso ao teto é um elemento recorrente em residências modernas em edifícios altos, oferecendo vistas para algumas das paisagens urbanas mais espetaculares do mundo. As portas de altura total, por sua vez, são igualmente contemporâneas e impressionantes, mas envolvem mais nuances e engenharia. Em vez de atrair o olhar para o exterior e além do espaço, elas causam um impacto imediato no momento em que se entra nele. Em vez de criar um portal de passagem de um ambiente para outro, essas portas se elevam verticalmente e ocupam todo o vão da parede. Elas representam a vanguarda da arquitetura de interiores holística, criando uma transição fluida e artisticamente planejada ao passar por elas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140715/rente-a-parede-transformando-portas-em-camaleoes-arquitetonicosMark C. O'Flaherty
À medida que Kharkiv inicia sua longa jornada de recuperação após o devastador conflito na Ucrânia, um concurso global de projetos foi lançado pela Norman Foster Foundation e pela Buildner para reimaginar um dos marcos mais importantes da cidade: a Praça da Liberdade. Símbolo do planejamento urbano da era soviética, a praça, juntamente com o Edifício da Administração Regional, foi severamente danificada por um ataque de mísseis em 1º de março de 2022. O ataque deixou o edifício em ruínas e a praça com as marcas do conflito.
Cerca de 80% da população brasileira vive sobre o que um dia foi floresta e nem se dá conta disso. No Brasil, a história se fez e ainda se faz com a cidade se opondo à floresta, numa matriz civilizatória baseada fundamentalmente na devastação das ecologias nativas e sua substituição por monoculturas e espécies invasoras. Em poucos séculos, transformamos um continente florestal megadiverso em ambientes estéreis através de padronizações urbanísticas, arquiteturas desoladoras e paisagismos insustentáveis, impostos como projeto. Vivemos sobre ex-florestas mas resistimos a pensar as cidades como ruínas florestais. [1]