No projeto arquitetônico, os materiais transmitem narrativas, moldando a forma como os espaços são percebidos e vivenciados. O aço patinável, frequentemente conhecido por sua marca registrada que se tornou genérica, o aço Corten, destaca-se por sua capacidade de evoluir, transformando-se em um meio que conta sua própria história. Trata-se de um grupo de ligas de aço que desenvolvem uma camada externa estável de ferrugem, a qual dispensa a necessidade de pintura para proteção do metal, ao mesmo tempo que lhe permite transformar-se ao longo do tempo. Sua pátina envelhecida funciona como mais do que um escudo funcional; torna-se uma linguagem estética, um testemunho da interação entre arquitetura e natureza. Essa superfície em constante mutação conecta o efêmero e o duradouro, oferecendo a arquitetos e arquitetas um material que se torna mais rico com o passar do tempo.
O conceito de arquitetura de baixa tecnologia reconhece o impacto das tecnologias e práticas construtivas intensivas em carbono e propõe uma alternativa: a redescoberta de soluções práticas, racionais e localmente adaptadas que dependem de estratégias de projeto inteligentes, em vez de sistemas de alto consumo energético, para garantir um ambiente seguro e confortável. Longe de ser um retrocesso, o conceito permanece aberto a inovações, mas busca reequilibrar a dependência da indústria em relação à mecanização. Dessa forma, privilegia-se uma arquitetura de menos componentes, com dependência minimizada de soluções de alta tecnologia e preferência por materiais com baixo carbono incorporado.
Um "espaço temporário" (ou *meanwhile space*) refere-se à ocupação provisória de uma área ociosa — seja uma loja vazia, um edifício desativado ou um terreno aguardando redesenvolvimento. O conceito gira em torno do aproveitamento produtivo dessas áreas durante o período de transição, antes que um uso definitivo seja estabelecido. Trata-se, essencialmente, de dar vida ao intervalo, transformando espaços subutilizados em locais vibrantes e funcionais durante períodos de incerteza ou transição.
Este artigo é o texto vencedor do Epistle Writing Prize 2024, uma competição anual dedicada a reconhecer trabalhos de escrita excepcionais sobre design, arquitetura e meio ambiente.
Podemos estar na era da nuvem digital — por mais celestial ou etérea que ela pareça —, mas ela não apenas é incontestavelmente material, como também constitui uma poderosa força ecológica. Atualmente, os data centers são usinas gigantescas das indústrias modernas de informação, comunicação e tecnologia, abrigando servidores colossais que armazenam e processam dados. Embora sua proliferação seja, de certa forma, uma consequência de nossos padrões de consumo, à medida que a demanda global pelo meio digital cresce, a pegada ecológica dos data centers expande-se na mesma proporção.
A busca por reflexões sobre a cidade contemporânea invariavelmente esbarra nas limitações colocadas pelos métodos do Movimento Moderno. As ciências clássicas e seus métodos deterministas, que orientaram — e ainda orientam — o urbanismo desse tempo, descrevem os fenômenos do mundo por meio de relações fortes de causalidade e, consequentemente, os define em leis universais redutoras, que excluem contradições e incertezas. O resultado frequente dessas perspectivas é um mundo idealizado e mecanicista, que nega as complexidades da natureza real de fenômenos, como por exemplo, as cidades.
https://www.archdaily.com.br/pt/1025187/a-ilusao-do-controle-na-cidade-contemporaneaPedro H. N. V. Santos
O crescimento populacional e a alta vertiginosa nos preços dos imóveis impõem desafios significativos à habitação urbana. Em uma busca urgente por opções de moradia acessíveis, os espaços de co-living surgiram como uma solução criativa, oferecendo condições de vida de qualidade por meio de estratégias inteligentes de otimização do espaço. Ao implementar técnicas de design inovadoras, essas comunidades residenciais compartilhadas maximizam cada metro quadrado para criar espaços funcionais dentro de áreas compactas.
O Dia Internacional das Cooperativas, comemorado anualmente no primeiro sábado de julho, é uma oportunidade para conscientizar e celebrar o cooperativismo. Celebrado nesta data pelas Nações Unidas desde 1992, o cooperativismo é um movimento social e econômico que capacita indivíduos e comunidades por meio da criação de empreendimentos de propriedade coletiva e geridos de forma democrática por seus membros. O tema deste ano é "Cooperativas: Parceiras para um Desenvolvimento Sustentável Acelerado". Além de destacar o papel fundamental que as cooperativas desempenham no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o lema também enfatiza a tipologia singular das cooperativas na exploração de novas formas de vida coletiva. Pautadas pelo crescimento comunitário, as cooperativas apostam no desenvolvimento comum, priorizando as pessoas e apoiando-as na melhoria do bem-estar coletivo.
Jane Drew e Maxwell Fry com uma maquete de um de seus muitos edifícios para a Costa do Ouro, 1945. / Tropical Modernism - Architecture and Independence no V&A South Kensington. Imagem cortesia do RIBA
Ao refletir sobre 2024, observa-se que inúmeras exposições de arquitetura foram inauguradas pelo mundo, abordando variados temas, formatos expográficos e arquitetos/as de destaque. O projeto arquitetônico e a prática profissional influenciam nosso cotidiano de maneiras sutis e muitas vezes imperceptíveis, nas quais os/as usuários/as finais aceitam os ambientes construídos tais como são. Essa reação pode decorrer de uma combinação de fatores, como o sentimento de impotência para promover mudanças significativas após a construção de um edifício ou a experiência de crescer em ambientes sobre os quais as pessoas tiveram pouca ou nenhuma autonomia de transformação. Por essas razões, as exposições de arquitetura cumprem um papel fundamental, oferecendo à sociedade a oportunidade de pausar, refletir e examinar criticamente a infinidade de questões que surgem durante o processo de projeto e construção. Esses temas muitas vezes são negligenciados ou precisam de maior reconhecimento, uma vez que os/as profissionais da área tendem a priorizar a entrega de projetos em prazos rígidos em detrimento de reflexões mais profundas.
Em 2024, museus, galerias e curadores/as responderam aos desafios em constante evolução do ambiente construído por meio de diversas abordagens. Algumas exposições questionaram a ética dos materiais de construção e as práticas por trás das cadeias de suprimentos, chamando a atenção para as implicações mais amplas das escolhas materiais. Outras focaram em documentar movimentos arquitetônicos pelo mundo, enfatizando sua relevância cultural e histórica e a necessidade urgente de preservar e adaptar em vez de substituir por novas construções. Esses esforços destacam o papel das exposições na conscientização sobre questões urgentes, ao mesmo tempo em que fomentam um diálogo mais crítico sobre a disciplina arquitetônica.
Na busca por expandir e atrair novas experiências naturais para o centro das cidades, o design, o planejamento e a revitalização de determinados espaços urbanos acompanham uma série de estratégias que visam melhorar a qualidade de vida de sua população e manter uma conexão com la natureza enraizada na paisagem local. Por meio de soluções técnicas de tratamento de efluentes e drenagem de águas pluviais, mejoras na acessibilidade, incorporação de atividades recreativas e introdução de vegetação nativa, entre outras ações, inúmeros parques, praças e jardins integram-se aos tecidos urbanos e rurais. O objetivo é filtrar a poluição e purificar o ar, enfrentar problemáticas sociais e promover experiências que estimulem as relações entre a natureza, a biodiversidade e a sociedade.
Caminhar sobre um piso de vidro é uma experiência única que mistura deslumbramento com um toque de inquietação. A transparência cria a ilusão de vazio sob os pés, apesar do suporte firme, gerando uma desconexão visual que faz com que cada passo pareça hesitante, como se estivesse flutuando ou cruzando uma ponte invisível. Embora o vidro seja projetado para garantir a segurança, a mente muitas vezes o associa à fragilidade, gerando uma curiosa tensão entre confiança e dúvida. É essa mistura de emoções que torna a caminhada sobre um piso de vidro algo tão inesquecível.
Os pisos de vidro modernos são incrivelmente resistentes, graças a materiais e processos de fabricação avançados. Geralmente feitos de vidro laminado — composto por múltiplas camadas unidas por uma película intermediária durável —, eles são projetados para evitar o estilhaçamento em fragmentos cortantes. Em termos de capacidade de carga, um piso de vidro bem projetado pode suportar pesos equivalentes ou superiores aos dos materiais de revestimento tradicionais, muitas vezes ultrapassando 500 quilos por metro quadrado, dependendo do projeto e da aplicação. Ao pisar em um piso de vidro, não se trata apenas de caminhar: é flutuar, suspenso entre a realidade e a ilusão, em uma proeza emocionante do design moderno.
A inteligência artificial (IA) está reconfigurando o cenário arquitetônico, oferecendo ferramentas que potencializam a criatividade, otimizam fluxos de trabalho e redefinem os processos de projeto. Desde o auxílio no planejamento urbano até a conceituação de residências e criação de visualizações, a IA abre novas possibilidades para arquitetos/as, designers e até mesmo pessoas leigas. No entanto, à medida que os resultados gerados por IA se tornam mais frequentes, surgem preocupações quanto à possibilidade de gerar projetos com aparência genérica ou ao desaparecimento de habilidades tradicionais de projeto. Esses desafios nos levam a examinar criticamente como a IA complementa a criatividade humana e as implicações éticas em torno da autoria, originalidade e direitos de propriedade intelectual nesta era digital em rápida evolução.
À medida que as comunidades se tornam mais multiculturais e progressivamente diversas, esses locais servem como manifestações físicas de inclusão religiosa, incentivando a aceitação de minorias étnicas e religiosas em paisagens multiculturais. Sua proliferação reflete uma necessidade crescente de ambientes inclusivos que atendam a diversas necessidades espirituais e, ao mesmo tempo, promovam a compreensão inter-religiosa. Contudo, projetar e implantar esses espaços impõe desafios complexos, frequentemente gerando debates sobre representatividade, neutralidade e a própria natureza do espaço sagrado. Tais discussões evidenciam o delicado equilíbrio que profissionais de arquitetura devem encontrar ao criar ambientes que sejam ao mesmo tempo universalmente acolhedores e espiritualmente significativos.
Tegucigalpa, capital de Honduras, oferece uma mistura dinâmica entre o patrimônio arquitetônico do país e suas paisagens montanhosas. No entanto, assim como muitas outras cidades da América Latina, enfrenta desafios urbanos significativos, como disparidades socioeconômicas e um tecido urbano fragmentado. Em resposta a isso, diversas iniciativas de projeto surgiram ao longo dos anos para mitigar esses problemas. Um dos exemplos mais marcantes é a "Villa de las Niñas" (Vila para Meninas), projetada pelo escritório guatemalteco Solis Colomer Arquitectos, que se expandiu em 2017 para incluir a "Villa de los Niños" (Vila para Meninos). Esses projetos são voltados para crianças de famílias de baixa renda que frequentemente enfrentam o risco de recrutamento por facções. Juntas, as propostas dão continuidade a um legado arquitetônico que oferece um ambiente seguro e acolhedor para crescer e aprender.
Ao longo de 2024, o ArchDaily, em colaboração com o evento de arquitetura Open House Europe, trouxe à tona projetos e histórias inspiradoras. Verdadeiras joias arquitetônicas foram reveladas por meio de visitas, e suas narrativas compartilhadas enriqueceram o debate arquitetônico. Trata-se de um convite para explorar as histórias por trás de edifícios que, embora façam parte do cotidiano dos cidadãos, muitas vezes passam despercebidos em meio à rotina automatizada do dia a dia.
Essas narrativas abordaram projetos de diferentes escalas, usos e contextos, revelando desde edifícios religiosos até exemplos notáveis de reuso adaptativo de antigas estruturas industriais, que agora assumem novas funções em suas comunidades. Cada história desvendou as diversas camadas que compõem uma edificação – do projeto inicial aos novos significados adquiridos com o tempo.
O PILLS é um estúdio de arquitetura multidisciplinar sediado em Pequim e Shenzhen. Nosso campo de atuação abrange principalmente práticas especulativas como: arquitetura e design de interiores, design de instalações e exposições, projeto urbano e paisagismo, produção multimídia e difusão cultural. De instalações a edifícios públicos, de projetos culturais a empreendimentos comerciais, o PILLS atende ativamente a diversas demandas de serviços de arquitetura e projeto urbano em sua área profissional, ao mesmo tempo em que promove a produção da cultura arquitetônica contemporânea por meio de múltiplos suportes midiáticos.
Os projetos de arquitetura, pesquisa e arte do PILLS são amplamente reconhecidos no setor. As obras do estúdio têm sido apresentadas em grandes exposições internacionais, incluindo a Bienal de Arquitetura de Veneza, a Trienal de Lisboa, a Trienal de Oslo, a Bienal de Seul, a Helsinki Design Week, a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades de Shenzhen e Hong Kong (UABB), a Temporada de Arte do Espaço Urbano de Xangai (SUSAS), a Bienal de Arte de Pequim, a Exposição Nacional de Belas Artes da China, o Programa de Jovens Curadores da PSA de Xangai, o Programa de Jovens Curadores do Hyundai Motorstudio Beijing, a exposição Get It Louder, a exposição "Nine-Tiered Pagoda" no Museu de Arte de Pingshan em Shenzhen, e a exposição "New Generation's Working Methods" no Centro de Arte Wind h-space, entre outras. O trabalho do estúdio também recebeu inúmeros prêmios, incluindo o de Melhor Estúdio de Design do Ano, Best of Category e Gold Cube no ADC Awards de Nova York; o prêmio máximo Platinum no London Design Awards; o prêmio máximo Platinum no MUSE Design Awards; o segundo lugar no "Kharkiv Housing Challenge" da Fundação Norman Foster; o primeiro prêmio no concurso Fairy Tales; o primeiro prêmio no concurso Jacques Rougerie; e o Grande Prêmio do Comitê Organizador e o Grande Prêmio do Comitê Acadêmico da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades de Shenzhen e Hong Kong.
Zigeng Wang, fundador e arquiteto principal do PILLS, é arquiteto, artista e curador. Ele é professor associado e vice-chefe do Departamento de Arquitetura da Academia Central de Belas Artes (CAFA), e possui mestrado em Arquitetura pela Universidade de Princeton. Foi curador-geral e membro do comitê acadêmico da 9ª Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades de Shenzhen e Hong Kong (UABB). É membro do comitê acadêmico da Academia de Inovação da Área da Baía na Academia de Belas Artes de Guangzhou, bem como do Centro de Pesquisa de Design Benyuan da Universidade de Shenzhen. Anteriormente, atuou como professor convidado na Universidade de Syracuse, palestrante na Escola de Belas Artes da Academia de Cinema de Pequim e tutor de cursos abertos na Escola de Arquitetura da Universidade Tsinghua. Suas áreas de pesquisa incluem tecnologia ambiental, exposições de arquitetura, mídia arquitetônica e narrativa.
O meado do século XX marcou um período de transformação para a África, com a conquista da independência por 29 países entre 1956 e 1964, sinalizando o surgimento do Estado-nação em todo o continente. Essa era ecoou um espírito de libertação e progresso, em paralelo aos movimentos globais da época, como a criação de organizações internacionais como as Nações Unidas (1945) e a Organização da Unidade Africana (1963). Nesse contexto, a arquitetura modernista emergiu como um símbolo potente de identidade nacional, ambição e aspiração coletiva por um futuro melhor. À medida que as nações recém-independentes buscavam se definir além de seus passados coloniais, a adoção dos princípios do Movimento Moderno facilitou a construção de infraestruturas fundamentais — como centros de convenções, edifícios governamentais e hotéis —, além do desenvolvimento do ensino de arquitetura, em um momento em que arquitetos e arquitetas locais começavam a substituir profissionais estrangeiros ou a cooperar com eles.
Este artigo inaugura uma nova série intitulada Redescobrindo o modernismo na África, com o objetivo de explorar o legado arquitetônico do Movimento Moderno no continente, destacando seu papel na construção das nações e na evolução do ensino de arquitetura, ao mesmo tempo em que lança luz sobre os arquitetos, as arquitetas e os movimentos que moldaram essa era de transformações.
Este ano consolidou mais um marco para os/as arquitetos/as indianos/as na ampliação dos limites da prática contemporânea em todo o país. Uma tendência notável entre os projetos apresentados no ArchDaily tem sido a adoção de formas fluidas, uma sutil homenagem às práticas vernáculas que caminha lado a lado com um distanciamento gradual do legado da retórica de design modernista da Índia. A práxis da arquitetura indiana evoluiu para refletir um compromisso mais profundo com os contextos locais, somado a uma disposição de experimentar influências globais. Essa abordagem provavelmente persistirá nos próximos anos, abrindo caminho para novas expressões arquitetônicas no país.
Ao transcender as geometrias rígidas para celebrar a fluidez, os/as arquitetos/as de todo o subcontinente reinventam as experiências espaciais com formas que fluem, se fundem e respiram. Ao desafiar os paradigmas arquitetônicos convencionais, esses projetos continuam a se inspirar e a proliferar narrativas culturais profundamente enraizadas. No caso da Índia, a adoção da fluidez na arquitetura reflete um jogo de influências entre temas como materialidade, memória, artesanato e o contexto vivo do espaço.
Localizado na junção da London Wall com a Aldersgate Street, no distrito de Barbican, na City de Londres, encontra-se o Museum of London. Construído em 1977, o edifício brutalista abrigava o maior acervo de história urbana do mundo, com mais de seis milhões de objetos selecionados para evidenciar a história social de Londres. O museu está fechado há mais de dois anos devido a planos de relocação, enquanto seu edifício histórico corre o risco de ser demolido para dar lugar a um novo empreendimento — o projeto London Wall West. A medida gerou reações divergentes entre os habitantes de Londres e de todo o país, motivando apelos pela revisão da proposta e campanhas que defendem o retrofit em vez da demolição deste singular edifício modernista. O/A fotógrafo/a Arnolt Smead visitou recentemente o museu para capturar seus belos momentos arquitetônicos e destacar suas características únicas.
Com o encerramento do ano, dedicamos um momento para homenagear as trajetórias e contribuições de célebres arquitetos/as, designers e artistas que faleceram em 2024. Essas figuras influentes deixaram um legado duradouro no ambiente construído, estimulando uma reflexão mais profunda sobre o papel de suas disciplinas na sociedade e sua capacidade de evoluir ao longo do tempo.
Seja por meio de sua atuação na academia, na prática profissional ou nas artes, cada uma dessas pessoas se destacou pela dedicação em impulsionar os campos da arquitetura, do paisagismo, do design, da materialidade, entre outros. Do arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Fumihiko Maki ao renomado escultor Richard Serra, cada um apresentou uma visão e uma abordagem singulares de projeto, deixando um vasto repertório de conhecimento a ser explorado.
O Concurso MICROHOME 2025 da Buildner está de volta, oferecendo uma premiação recorde de 100.000 EUR para celebrar soluções sustentáveis e inovadoras em habitação compacta. Patrocinado pela Kingspan, este concurso global convida arquitetos/as, designers e mentes criativas a redefinirem o conceito de microcasas.
Inscreva-se antes do prazo final em 13 de fevereiro de 2025.
O conceito de arquitetura inclusiva tem ganhado destaque à medida que o ambiente construído evolui para refletir e atender às diversas necessidades da humanidade. Essa abordagem prioriza a empatia, a acessibilidade e a equidade, buscando criar espaços que ressoem com indivíduos de diferentes perfis demográficos, habilidades e contextos culturais. O conceito vai além do mero cumprimento de normas de acessibilidade ou da incorporação de elementos de desenho universal; em vez disso, representa uma mudança de paradigma que humaniza a arquitetura e a alinha a valores sociais fundamentais. Sob essa ótica, a arquitetura inclusiva estimula conexões, acolhe a diversidade e garante que os espaços físicos contribuam para o bem-estar coletivo.
Este artigo explora quatro temas interligados — Empatia, Arquitetura Inclusiva, Equidade Espacial e Acessibilidade — por meio de artigos selecionados publicados em 2024. Juntos, esses temas revelam como a arquitetura pode responder aos desafios e aspirações da sociedade, ilustrando seu potencial como catalisadora de transformação social. Desde projetar para a conexão emocional até enfrentar as desigualdades espaciais, as lições de 2024 enfatizam a responsabilidade de profissionais de arquitetura em criar espaços que transcendam a funcionalidade, promovam a inclusão em todas as escalas e fomentem ambientes onde todas as pessoas se sintam vistas, valorizadas e integradas.