Quando a Índia conquistou a independência em 1947, a nação enfrentou uma decisão que determinaria o rumo de seu futuro arquitetônico: tijolo ou concreto. Uma escolha de material aparentemente banal estava enraizada em uma divisão filosófica mais profunda entre dois caminhos possíveis para o ambiente construído da Índia pós-colonial. Figuras pioneiras na luta pela independência indiana tinham visões opostas — Mahatma Gandhi defendia o artesanato tradicional, enquanto Jawaharlal Nehru abraçava o modernismo. A arquitetura que se vê no subcontinente hoje é um mosaico de ambos, levantando a questão: o modernismo na Índia teria sido uma imposição estrangeira ou uma importação celebrada?
O tempo está correndo para que arquitetos/as, urbanistas e engenheiros/as enviem seus projetos inovadores para o Holcim Foundation Awards. Com o encerramento das inscrições marcado para 11 de fevereiro de 2025, às 14h UTC, esta é a última oportunidade de obter reconhecimento global e concorrer a uma parte do prêmio total de US$ 1 milhão. A cerimônia de premiação acontecerá no Venice Forum em 20 de novembro de 2025, e os/as vencedores/as serão convidados/as a comparecer.
Faz quase três semanas que teve início um dos incêndios florestais mais devastadores da Califórnia, mobilizando um esforço imenso para combater as chamas e mitigar novos danos. Enquanto as equipes de bombeiros trabalham para conter os focos restantes, a cidade se prepara para as primeiras chuvas significativas de inverno, o que gera preocupações sobre inundações e deslizamentos de terra que podem agravar a destruição já generalizada.
Diante desses desafios, o incêndio desencadeou uma ampla reflexão tanto em nível local quanto global. Surgiram discussões sobre temas como o sistema de seguros, a infraestrutura de combate ao fogo, os recursos hídricos, o papel do aquecimento global nas condições de ventos fortes que propagam as chamas e o impacto do paisagismo, sobretudo o uso de vegetação não nativa.
Os banheiros desempenham um papel significativo em nossas vidas diárias, cumprindo múltiplas funções que vão além da higiene básica. Pesquisas destacam sua importância como espaços de relaxamento, introspecção e bem-estar pessoal. O design e o conforto de um banheiro podem influenciar profundamente a maneira como começamos e terminamos o dia, moldando nossas rotinas com uma sensação de tranquilidade ou de desconforto. Ao viajar, os banheiros de hotéis costumam deixar uma impressão duradoura, pois um ambiente bem projetado e executado com esmero pode elevar significativamente a experiência geral de uma estadia.
Em muitas culturas, o fogo é um elemento sagrado, utilizado em rituais de renascimento e renovação. Ele carrega uma simbologia dicotômica, sendo ao mesmo tempo criador e destruidor, capaz de iluminar caminhos ou consumir tudo à sua volta. Na mitologia grega, por exemplo, Prometeu roubou o fogo dos deuses e o entregou à humanidade, marcando-o como um símbolo de progresso, conhecimento e poder criativo. No entanto, o fogo também evoca destruição, como nos contos bíblicos de Sodoma e Gomorra, onde foi usado como punição divina. Essa dualidade ficou evidente também no incêndio da Catedral de Notre Dame, em 2019, que devastou sua estrutura histórica. O desastre evidenciou uma onda de solidariedade e impulsionou avanços tecnológicos, com esforços de restauração utilizando ferramentas digitais, como escaneamento a laser e modelos BIM (Building Information Modeling), para recriar detalhes intrincados e preservar o legado arquitetônico.
Há muito tempo, os pátios constituem um aspecto fundamental da arquitetura tradicional chinesa, atuando como espaços centrais em torno dos quais a vida doméstica se organiza. Esses locais desempenham um papel vital na criação de um ambiente residencial harmonioso, oferecendo benefícios que vão desde a regulação da temperatura interna até o estímulo às interações sociais e a promoção de uma estreita conexão com a natureza.
A cidade de Kharkiv tem enfrentado desafios significativos devido à sua proximidade com a fronteira russa. Diante de tais circunstâncias, o prefeito de Kharkiv, Ihor Terekhov, destacou a necessidade de um novo marco urbano durante o Segundo Fórum de Prefeitos das Nações Unidas — um projeto que pudesse personificar renovação, resiliência e esperança. O Concurso Internacional para a Praça da Liberdade foi lançado como parte dessa visão, convidando especialistas locais e internacionais a proporem projetos inovadores para a Praça da Liberdade e para o Edifício da Administração Estatal Regional de Kharkiv.
Este concurso integra o escopo mais amplo do Conceito do Plano Diretor de Kharkiv (Kharkiv Masterplan Concept), uma iniciativa liderada pela Prefeitura de Kharkiv em colaboração com a Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE), a Norman Foster Foundation, a Arup, além de arquitetos/as e especialistas locais. O Plano Diretor busca orientar a regeneração de Kharkiv ao promover um ambiente urbano vibrante, inclusivo e voltado para o futuro, sem deixar de honrar a identidade histórica da cidade.
Projeto desenvolvido pelo estudante Jonah Ring, durante o InArch 2024. Imagem cortesia de UC Berkeley
Você está pensando em seguir carreira em arquitetura ou design ambiental? O College of Environmental Design (CED) da UC Berkeley oferece programas de verão imersivos que podem ajudar você a decidir se esses campos criativos são a escolha certa para o seu futuro. Independentemente de você já atuar como profissional ou de ser estudante de graduação ou do ensino médio, os Programas de Verão do CED oferecem uma oportunidade valiosa para explorar a arquitetura, o design urbano, o planejamento urbano sustentável e a arquitetura de paisagem.
Nos últimos oito anos, entrevistei o arquiteto e educador radicado em Pequim, Zhu Pei, várias vezes. Sua busca persistente por combinar princípios tradicionais de planejamento e construção com sensibilidades formais e espaciais inovadoras me intriga. Seus projetos mais recentes, incluindo o Zijing International Conference Camp (2022) e o Museu do Forno Imperial de Jingdezhen (2020), são amplamente publicados e representam suas obras mais maduras. No entanto, ele está convencido de que sua melhor obra ainda está por vir. "Isso vai ser incrível! Estou muito entusiasmado!", disse-me o arquiteto, referindo-se ao Museu de Ruínas e Observatório de Majiayao, atualmente em construção na província de Gansu, no noroeste da China. "Odeio soluções de pilar e viga. Quero espaços sem pilares para o edifício público", continuou ele. Nossa conversa ocorreu no início deste ano por videochamada, acompanhada por dezenas de ilustrações pertinentes.
No campo da arquitetura e da construção, o conceito de reutilização de materiais está vinculado à economia circular e à redução da pegada de carbono, em busca de consolidar um futuro mais sustentável e responsável. Ao incorporar práticas de reciclagem, recuperação, restauração e/ou reutilização de materiais de demolição, o aproveitamento de recursos aliado à redução do consumo de energia viabiliza a experimentação com técnicas, aplicações e novas materialidades que celebram a memória dos espaços e, ao mesmo tempo, dão nova vida tanto a interiores quanto a exteriores.
Apesar de sua aparência lúdica, as casas na árvore oferecem uma plataforma única para inovações estruturais e explorações de projeto. As casas na árvore tradicionais dependem dos troncos para sustentação estrutural, mas, a fim de aliviar a carga suportada pela árvore, os projetos contemporâneos frequentemente introduzem sistemas adicionais, como pilares para manter o aspecto lúdico ao mesmo tempo em que oferecem suporte extra. Uma das principais vantagens de elevá-las dessa maneira é a redução da pegada ambiental. As casas na árvore podem ser projetadas de modo a deixar o solo da floresta intocado, preservando ecossistemas de pequena escala. Ao liberar o solo abaixo, minimizam-se as interferências na flora e fauna nativas, permitindo que a natureza prospere sem perturbações. Da mesma forma, muitos arquitetos e arquitetas utilizam a topografia local para criar conexões fluidas, incorporando rampas, escadas ou pontes que se integram à paisagem. Essas soluções não apenas melhoram a acessibilidade, mas também enriquecem a experiência geral, criando um passeio arquitetônico que transita entre a casa na árvore e seu entorno.
"Essa sensibilidade ao meio ambiente se reflete não apenas no projeto estrutural, mas também na seleção cuidadosa dos materiais. O uso de materiais naturais, como a madeira, também ajuda a estrutura a se mesclar com o ambiente. Algumas equipes de projeto foram além ao empregar materiais alternativos, como painéis espelhados para refletir a floresta ao redor e camuflar completamente a presença da casa na árvore, demonstrando que a escolha dos materiais pode contribuir para criar um projeto que pareça uma extensão de seu entorno, e não uma imposição a ele. Esta seleção destaca exemplos notáveis na Suécia, Dinamarca, Indonésia e França, apresentando suas diversas abordagens.
A sustentabilidade há anos ocupa um papel central nas discussões arquitetônicas, envolvendo não apenas a responsabilidade da arquitetura frente às mudanças climáticas e à transição para economias de baixo carbono, mas também o resgate de heranças culturais e a valorização das tradições vernaculares. Em 2024, destacaram-se projetos e estudos que exploram o uso inovador de materiais naturais, com especial atenção às iniciativas do Sul Global. Essas propostas aliam criatividade e tecnologia ao aproveitamento de recursos renováveis, demonstrando como é possível criar espaços de alta qualidade que atendem às demandas contemporâneas de sustentabilidade e responsabilidade ambiental.
No coração do Cairo, em meio a seus marcos históricos e a uma malha urbana em evolução, um movimento arquitetônico modernista singular tomou forma nas décadas de 1950 e 1960. Essa vertente refletia a resposta da cidade às rápidas transformações políticas, econômicas e sociais. Em sua chegada, o modernismo no Cairo não foi mero estilo importado, mas sim uma "resposta pragmática às necessidades de uma cidade em crescimento". Os/as arquitetos/as concentraram-se na funcionalidade, na eficiência e na adaptação dos projetos ao clima e ao contexto cultural local. Após a revolução de 1952, o Egito passou por transformações significativas sob a liderança do presidente Gamal Abdel Nasser. De fato, o governo buscava construir uma nova identidade nacional que refletisse o progresso e a autossuficiência do país. A arquitetura desempenhou um papel crucial nesse esforço, com forte ênfase na modernização e no desenvolvimento. O Estado investiu em projetos de grande escala para atender às demandas de uma população em rápido crescimento e de indústrias em expansão. Este período marcou uma transição das influências da era colonial em direção à busca por uma identidade arquitetônica própria, alinhada às aspirações políticas e sociais da época.
O Centro Nacional de Atletismo de Budapeste representa um marco significativo na regeneração urbana e na inovação arquitetônica. Situado em uma antiga área industrial às margens do Danúbio, este projeto transformador revitaliza um terreno degradado (*brownfield*), transformando-o em um polo vibrante de esportes, lazer e engajamento comunitário. Com projeto assinado por Marcel FERENCZ, da NAPUR Architect Ltd., paisagismo desenvolvido pela S-TÉR e centenas de peças de mobiliário da VPI Concrete, o Centro é fundamental para conectar o norte de Csepel à cidade e impulsionar o desenvolvimento urbano.
A configuração da mesquita, local de culto da comunidade muçulmana, remonta sua história ao pátio do fundador da religião. As primeiras mesquitas eram, portanto, simples espaços abertos destinados às orações rituais. Ao longo dos anos e séculos, esses templos incorporaram diversos elementos funcionais e normativos, como o mihrab, um nicho que indica a direção da oração, e o minbar, o púlpito de onde o pregador profere o sermão. Outros elementos também se tornaram comuns, como as cúpulas e os minaretes, historicamente utilizados para o chamado à oração. Estes tinham o propósito adicional de sinalizar a função do edifício como mesquita e eram usados por governantes e benfeitores para exaltar sua imponência.
Na contemporaneidade, as mesquitas não estão imunes ao debate arquitetônico. Elementos que não possuem função religiosa direta são questionados, assim como a relação entre o templo e seu entorno. Essa discussão é especialmente acirrada em regiões do mundo com comunidades muçulmanas relativamente novas, onde alguns teóricos defendem a eliminação de elementos simbólicos sob o argumento de que se tratam de mero "pastiche", enquanto outros manifestam nostalgia em relação à carga afetiva associada às formas históricas. Contudo, arquitetos e arquitetas contemporâneos têm elevado com sucesso a arquitetura das mesquitas, atendendo aos requisitos funcionais com criatividade ao mesmo tempo em que deixam o contexto do edifício moldar sua volumetria.
De novos métodos de viabilização para reaproveitamento adaptativo e estruturas de madeira engenheirada à fabricação digital, novas pesquisas visam fornecer orientação sobre métodos e tecnologias de construção emergentes. Imagem cortesia de Perkins&Will
A inovação assume diversas formas. O ano de 2025 promete ser marcado por avanços contínuos nas áreas de inteligência artificial, sustentabilidade e biotecnologia. Essas transformações costumam surgir da experimentação em setores como tecnologia e saúde, nos quais as empresas dispõem de equipes robustas de pesquisa e desenvolvimento, além de orçamentos significativos. Isso as capacita a gerar novos produtos e serviços que atendem às necessidades em constante evolução da sociedade.
Em um mundo confrontado por desafios complexos, a inovação na arquitetura desempenha um papel singular. Diferente de setores movidos por ciclos rápidos de inovação, a arquitetura precisa equilibrar criatividade com soluções práticas profundamente enraizadas na experiência humana. O que será necessário para que o setor da arquitetura aproveite plenamente seu potencial para moldar o futuro do nosso ambiente construído?
A vida urbana tornou-se sinônimo de espaço limitado e soluções criativas para apartamentos compactos. À medida que as cidades se tornam cada vez mais dominadas por concreto e aço, observa-se um aumento empolgante, embora não surpreendente, no interesse pelo cultivo de plantas, mesmo sob as restrições de um ambiente urbano denso. Esse interesse não visa apenas atender a gostos estéticos, uma vez que estudos mostram consistentemente que a exposição à natureza reduz o estresse, melhora o foco e aumenta o bem-estar geral. Contudo, em ambientes urbanos densos, o desafio reside em encontrar maneiras inovadoras de tornar essa visão realidade em apartamentos onde cada centímetro importa.
O modernismo na arquitetura surgiu no início do século XX, impulsionado pelos avanços da ciência e da engenharia e por um distanciamento deliberado dos estilos históricos. O movimento defendia o foco na equidade social, no desenvolvimento urbano, na eficiência e no design funcional, marcando uma mudança significativa na filosofia arquitetônica. Com origem principalmente na Europa e nos Estados Unidos, o modernismo cativou a imaginação global com sua redefinição inovadora do espaço e da arquitetura. Sua disseminação pela Ásia foi facilitada por intercâmbios culturais — arquitetos/as do Leste Asiático que estudaram com modernistas de destaque e arquitetos/as europeus/ias que trabalharam no Leste Asiático por meio de colaborações internacionais ou sob influências do período colonial.
Foto de Brasília. Créditos: Ana Volpe/Agência Senado
O que é melhor: uma cidade planejada do zero ou uma que se forma espontaneamente? No imaginário popular, existe a crença de que, se uma cidade foi planejada desde o início, ela deve ser melhor ou mais organizada que as outras. Na prática, contudo, isso não garante o sucesso de uma cidade.
Cidades como Tamansourt, no Marrocos, Songdo, na Coreia do Sul, e a King Abdullah Economic City, na Arábia Saudita, servem de alerta sobre o planejamento de novas cidades do zero que, posteriormente, enfrentam dificuldades para atrair o número esperado de moradores. Esses projetos demandaram investimentos significativos (tanto operacionais quanto financeiros) em desenho urbano, espaço e infraestrutura, mas negligenciaram as razões econômicas fundamentais pelas quais as cidades existem.
É quase impossível falar de Madri, a capital espanhola, que, além de seu evidente apelo turístico e de sua liderança como a cidade mais visitada do país — seguida por Barcelona —, é indissociável de sua longa história e evolução até os dias atuais. Em 2024, Madri recebeu mais de 11,2 milhões de visitantes, o que representou aproximadamente 11,9% do total de turistas que chegaram à Espanha naquele ano. Grande parte da identidade da cidade, a singularidade de cada um de seus bairros e as novas áreas desenvolvidas ao longo dos anos estão profundamente ligadas a um crescimento que, embora planejado e modernizado em muitos aspectos, conseguiu preservar o caráter diverso que define sua essência urbana.
A Espanha conta com uma vasta diversidade de paisagens, tanto naturais quanto urbanas, onde o espaço público desempenha um papel protagonista. Nos últimos anos, sua relevância cresceu, consolidando-se como um eixo fundamental para o encontro. Para além de suas qualidades arquitetônicas e paisagísticas, o espaço público oferece aos visitantes e cidadãos ambientes de qualidade que contribuem para melhorar as condições de vida, seja em um parque urbano, em um eixo de pedestres dentro da cidade ou em um espaço para simplesmente estar em um entorno natural e em conexão com o território.
SO-IL (Solid Objectives – Idenburg Liu) é um escritório de arquitetura sediado no Brooklyn, Nova York, fundado em 2008 por Florian Idenburg e Jing Liu. Reconhecido por uma arquitetura profundamente engajada com os contextos social, cultural e ambiental, o estúdio concentra-se em explorar materiais inovadores, criar experiências espaciais fluidas e priorizar a sustentabilidade ecológica. O trabalho do SO-IL abrange diversas escalas e programas, refletindo sua abordagem versátil de projeto. Em 2024, seu projeto residencial 450 Warren, no Brooklyn, foi eleito pelo público como a Obra do Ano do ArchDaily na categoria habitação.
Em seu livro mais recente, In Depth: Urban Domesticities Today, o SO-IL explora a evolução do conceito de lar nos contextos urbanos contemporâneos, transformando-o "de uma fonte de vulnerabilidade em uma ferramenta de empoderamento". A publicação redefine a domesticidade como uma experiência ativa e compartilhada, e examina como arquitetos e arquitetas podem enfrentar desafios urbanos urgentes, tais como acessibilidade econômica, densidade e sustentabilidade. O trabalho do SO-IL defende uma habitação flexível e resiliente, que fomente o senso de comunidade ao mesmo tempo em que integra as dimensões ecológica e social. O ArchDaily conversou com a equipe de arquitetura sobre as soluções e ideias inovadoras apresentadas no livro, aprofundando-se em como seus projetos desafiam os sistemas convencionais e vislumbram um futuro no qual a arquitetura é um instrumento de emancipação.
A indústria da construção civil, tradicionalmente dependente do uso intensivo de materiais naturais não renováveis, encontra-se em um momento decisivo para reavaliar seus processos e mitigar seu significativo impacto ambiental. Como atender à crescente demanda por infraestrutura, habitação, saúde e educação sem esgotar os recursos naturais? Embora as iniciativas de reciclagem estejam ganhando força, elas ainda se mostram insuficientes. Nesse cenário, surgem soluções mais inovadoras, que propõem o aproveitamento de resíduos agrícolas, como o bagaço da cana-de-açúcar, para criar alternativas sustentáveis e disruptivas para o setor.
Phyllis Lambert tem sido uma figura fundamental na preservação do patrimônio cultural do Canadá. Como arquiteta e defensora da conservação patrimonial, Lambert deixou uma marca indelével em Montreal e em outras cidades ao redor do mundo. Suas contribuições para o cenário arquitetônico de Montreal não devem ser avaliadas apenas em termos de edifícios individuais, mas sim pela perspectiva da cidade como um todo. Ela não apenas cofundou o Centro Canadense de Arquitetura (CCA), mas também ajudou a remodelar a forma como cidades como Montreal pensam sobre o patrimônio e sobre a importância das vozes da comunidade no planejamento urbano.