Quando se fala de inteligência na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, a exposição principal a categoriza amplamente em três domínios: natural, artificial e coletiva. Embora as atenções se voltem principalmente para as performances robóticas e para experimentos materiais de vanguarda—como os tijolos de esterco de elefante de Boonserm Premthada ou a fascinante exibição de picoplâncton do Canadá—, uma forma de inteligência coletiva frequentemente negligenciada, porém fundamental, reside no ato de arquivar.
Diversos pavilhões nacionais expõem essa inteligência coletiva por meio de mostras belamente curadas—o Pavilhão da Espanha, por exemplo, com seu jogo perspicaz de escalas, apresenta maquetes meticulosamente elaboradas que convidam a uma leitura atenta e ao encantamento. Essas coleções curadas oferecem um retrato do presente e, em alguns casos, acenam para o futuro. No entanto, sem um envolvimento crítico com o passado, sem documentar e dar sentido ao nosso conhecimento espacial e arquitetônico compartilhado, o potencial da inteligência coletiva permanece incompleto. O arquivamento não é um mero ato de preservação; trata-se de uma ferramenta generativa para projetar novos futuros.
Quando se fala sobre a inteligência futura da arquitetura, grande parte do esforço histórico tem se concentrado em expandir limites — desafiando normas, explorando alternativas e projetando visões ousadas do que a arquitetura pode vir a ser. O advento do modernismo exemplificou essa abordagem: novos materiais e métodos construtivos radicais deram origem a um futuro arquitetônico amplamente reimaginado. Esse impulso continua hoje, com instituições de pesquisa e escritórios de destaque explorando constantemente técnicas inovadoras, materiais e sistemas de manufatura.
No entanto, um método de imaginação dos futuros da arquitetura costuma ser negligenciado: o ato de revisitar o passado de forma crítica. Aprender com, revelar e documentar práticas espaciais e comunitárias menos conhecidas é igualmente essencial. Essas formas mais sutis de conhecimento — como os espaços foram usados, adaptados e habitados — podem revelar percepções duradouras que moldam futuros mais fundamentados e culturalmente ressonantes. Em vez de buscar a novidade pela novidade, talvez um caminho igualmente significativo consista em construir um arquivo arquitetônico coeso que conecte o passado e o futuro.
O Japão, conhecido por sua elevada longevidade, enfrenta uma transição demográfica crítica. À medida que o envelhecimento populacional avança, cresce também a demanda por espaços bem projetados e concebidos com sensibilidade para apoiar o cuidado de idosos. Tradicionalmente, a atividade de cuidar estava intrinsecamente ligada à vida familiar, recaindo frequentemente sobre as mulheres em uma sociedade patriarcal. No entanto, com a progressiva dissolução das famílias grandes tradicionais e a consolidação da família nuclear como norma, o cuidado de idosos passa a depender cada vez mais de serviços de assistência social e de instalações especializadas.
Esse cenário impõe um desafio arquitetônico profundo e crescente: como os ambientes de acolhimento podem não apenas atender às necessidades médicas e de enfermagem, mas também promover a dignidade individual, o conforto e interações humanas e não humanas? O projeto ideal para instalações de acolhimento de idosos equilibra a funcionalidade clínica com as nuances do cotidiano — para as próprias pessoas idosas, para aquelas que enfrentam dificuldades decorrentes de condições como a demência, para suas famílias e para os profissionais de cuidado que as apoiam.
Paradoxalmente, o banheiro costuma ser, ao mesmo tempo, o cômodo mais compacto de uma residência e o de maior complexidade técnica: é ali que se cruzam as redes de eletricidade, água fria e quente, esgoto, ventilação e, frequentemente, gás. Por essa razão, seu projeto deve ser otimizado para acomodar tubulações, válvulas, ralos e conexões sem comprometer a estética ou a funcionalidade. A disposição estratégica de pontos hidráulicos, acessórios, armários e iluminação deve buscar a eficiência e a funcionalidade do espaço, idealmente transformando essas áreas tipicamente compactas em santuários confortáveis e visualmente atraentes. Cada decisão é fundamental — desde a seleção do produto até a altura de instalação de uma base de chuveiro.
O Global Award for Sustainable Architecture, criado em 2006 pela arquiteta e acadêmica Jana Revedin, reconhece anualmente cinco arquitetos/as — ou escritórios — de todo o mundo cujas práticas se baseiam nos princípios do desenvolvimento sustentável, do design participativo e de uma abordagem voltada para a comunidade. Esse reconhecimento alinha-se à urgência global em torno das questões prementes de hoje — as crises ecológica e climática, bem como os desafios sociais, culturais e econômicos. Reconhecendo o papel fundamental da arquitetura na modelagem do ambiente construído, o prêmio busca destacar o trabalho de criadores/as que enfrentam esses desafios com soluções inovadoras e criativas.
Os hotéis estão sendo cada vez mais projetados para além de meros locais de hospedagem. À medida que as expectativas em torno das viagens mudam, profissionais da arquitetura abordam projetos de hotelaria como oportunidades para explorar conceitos de contexto, experiência e identidade. Sejam integradas em paisagens remotas ou inseridas em ambientes urbanos densos, estas propostas examinam como a arquitetura pode moldar a experiência do hóspede por meio da organização espacial, da seleção de materiais e da conexão com o lugar. O hotel torna-se uma estrutura não apenas para o descanso, mas para a interação com o entorno, com o outro e com o próprio projeto.
A cada mês, a equipe editorial do ArchDaily cura uma seleção de projetos não construídos focados em uma tipologia ou tema comum. Enviadas por escritórios de todas as escalas e de várias partes do mundo, essas propostas representam a diversidade de abordagens na nossa comunidade global de arquitetura. A seleção deste mês foca em hotéis, indo desde as escultóricas Pistachio Villas em Ubud ao modular Dubai Edition Hotel e ao Terra Dionysia em Santorini, enraizado em um vinhedo. Juntos, esses projetos refletem um amplo espectro do pensamento arquitetônico voltado à hotelaria, desde a integração com a paisagem e referências culturais até questões de densidade e espaço público. O envio de projetos é aberto a todas as pessoas.
À medida que a arquitetura navega por um mundo em rápida mudança, moldado pela urgência ecológica, pela transformação social e pela aceleração tecnológica, a noção de inteligência se transforma. Não mais restrita à cognição individual ou à computação artificial, a inteligência pode emergir da memória cultural, de práticas coletivas e de sistemas adaptativos. Nesse sentido mais amplo, a arquitetura torna-se um campo de convergência onde as inteligências natural, artificial e social se cruzam para oferecer novas formas de projetar e construir.
As tradições vernáculas incorporam gerações de conhecimento ambiental, frequentemente transmitidas por meio de materiais, técnicas de construção e lógicas espaciais finamente sintonizadas com as condições locais; as plataformas participativas expandem a tomada de decisões para comunidades mais amplas para que participem da modelagem de seus ambientes, redistribuindo a agência no processo de projeto; e os processos computacionais simulam e respondem a dados complexos em tempo real, trazendo a capacidade de analisar, simular e responder a variáveis complexas — sejam ambientais, sociais ou comportamentais — oferecendo novas formas de adaptabilidade.
A Buildner tem o prazer de anunciar os resultados da terceira edição anual do seu concurso The Architect's Chair, que recebeu propostas excelentes de todas as partes do mundo. A Buildner publicou dois livros sobre o tema, destacando ideias fundamentais e projetos de destaque de suas edições anteriores. Com as inscrições já abertas, convidamos você a compartilhar sua visão da cadeira ideal até o dia 18 de setembro — envie sua proposta aqui.
O design de cadeiras exemplifica a natureza interdisciplinar da arquitetura, demonstrando a capacidade de arquitetos e arquitetas de adaptar habilidades e sensibilidades em diferentes escalas e contextos, atenuando as fronteiras entre arquitetura, design e arte. Essa versatilidade permite que esses e essas profissionais explorem novas ideias e desafiem noções convencionais sobre a estética, os materiais e a tecnologia das cadeiras.
Impresión de paredes exteriores. Image Cortesía de XWG Archi Studio at Tsinghua University
Segundo a empresa de análise Gartner, as vendas de impressoras 3D dispararam 75% por volta de 2014; no entanto, essa tecnologia ainda segue apresentando um forte crescimento. Embora existam múltiplos debates no campo da arquitetura sobre se a impressão 3D pode ser considerada artesanato ou se é viável a mistura de materiais locais com impressão 3D, sua implementação no meio acadêmico busca criar novas experiências, pesquisas e conhecimentos que colaborem para o desenvolvimento e a aplicação dessa tecnologia. Diante disso, como a integração da impressão 3D a partir da academia poderia provocar mudanças na indústria da construção no futuro? Como o ensino de arquitetura e design poderia fomentar a colaboração com outras disciplinas e criar novas aplicações em outros campos?
Pia Quagliato, Giovana Giosa, Luiza Giurni, Amanda Castro e Gabriela Mestriner. Cortesia de Vestigare Agency
A arquitetura se constitui tanto na materialidade dos espaços quanto na forma como é percebida, discutida e registrada. O discurso arquitetônico, suas mediações e representações são partes inseparáveis do ato de projetar, pois definem o alcance e a permanência da obra no tempo.
A partir dessa compreensão, a Vestigare Agency surge como uma agência de mídias sociais direcionada para arquitetura e design, mas também como um espaço de curadoria arquitetônica e uma ponte entre arquitetos e um público mais amplo. A plataforma, criada e liderada por Luiza Giurni, se estabelece como uma nova instância de comunicação na arquitetura contemporânea e destaca, entre suas parcerias, uma construção coletiva estabelecida a partir da colaboração com arquitetas mulheres.
A inteligência material refere-se à forma como os materiais se comportam, se adaptam e interagem com os sistemas ecológicos e culturais. Ela analisa como a pedra, o aço ou a madeira respondem a forças interligadas, como esses materiais são obtidos e montados, e como persistem após a demolição. Profissionais de projeto estão colocando a inteligência material no centro da construção de nossas cidades em uma geração marcada pela incerteza ambiental e por cadeias de suprimentos sobrecarregadas.
Como é possível maximizar a habitabilidade em espaços pequenos? Que decisões projetuais colaboram para a funcionalidade e para a satisfação das necessidades essenciais de seus habitantes? Na última década, a arquitetura em pequena escala ganhou protagonismo na busca por novas maneiras de habitar em conexão com a natureza e com o objetivo de alcançar uma relativa autossuficiência, entre outras razões. De casas mínimas ou casas na árvore a soluções de marcenaria fina e esculturas, o escritório de design português Madeiguincho se dedica ao desenvolvimento de soluções em madeira, buscando promover o conhecimento do trabalho artesanal com esse material como matéria-prima e recurso construtivo.
O desenvolvimento imobiliário tradicional segue um modelo arriscado: projetar, construir em escala real e torcer para que tudo funcione como planejado. Os protótipos de habitação sustentável invertem essa lógica ao criarem microversões funcionais de visões mais amplas. Essa abordagem metódica permite que profissionais de design experimentem novos materiais, tecnologias e sistemas sem os enormes riscos financeiros e ambientais associados ao desenvolvimento em escala real. Protótipos de edifícios sustentáveis funcionam como laboratórios compactos onde teorias podem ser testadas antes de uma implementação mais ampla.
O programa de mestrado em Cidades Sustentáveis combina experiência prática com reflexões acadêmicas da rede global de especialistas da Norman Foster Foundation. Codirigido por Norman Foster, presidente da fundação, e pelo professor Kent Larson, diretor do City Science Group no MIT Media Lab, o programa coloca estudantes na vanguarda da inovação urbana. A cada ano, estudantes vivenciam uma imersão em três cidades-piloto, colaborando diretamente com planejadores/as e gestores/as locais para enfrentar desafios urbanos urgentes.
Após o sucesso das cidades-piloto deste ano na África, a edição de 2026 do programa expande seus horizontes geográficos para abranger três continentes: Ásia, Europa e América Latina. As cidades-piloto serão anunciadas nos próximos meses.
Humanos e animais de estimação há muito compartilham um vínculo profundo e inseparável — e, hoje, a forma como vivemos ao lado deles assume uma importância cada vez maior. Mais do que oferecer companhia, os pets hoje são frequentemente considerados parceiros de vida, proporcionando um forte apoio para a saúde mental e o bem-estar emocional. No entanto, não é apenas a conexão emocional que importa: a maneira como projetamos e curamos os espaços para a coabitação desempenha um papel fundamental na construção de relações espaciais significativas entre os seres humanos e seus companheiros animais.
Seja por meio de móveis sob medida ou de soluções integradas de forma mais fluida, como nichos embutidos e cavidades nas paredes, dedica-se cada vez mais atenção a como podemos coexistir melhor com os animais de estimação em nossas casas. Essa mudança reflete mais do que mera prosperidade financeira ou a posse de um animal; ela sinaliza uma evolução mais ampla do conceito de companhia — enraizada no apoio mútuo, na saúde emocional e em ambientes compartilhados.
Na maioria dos casos, os/as arquitetos/as enfrentam uma complexa rede de códigos de obras, regulamentos de espaço aéreo e inúmeras outras regras que ditam a forma e a execução de um projeto. No entanto, a arquitetura cultural frequentemente apresenta uma oportunidade única para projetos mais ousados e expressivos. Esses projetos costumam receber apoio dos governos locais, liberando possibilidades de explorações formais que, de outra forma, poderiam não se concretizar. Nesse sentido, a arquitetura cultural cumpre um duplo propósito: enriquecer a comunidade e estabelecer marcos icônicos que definem a identidade de sua cidade ou região. Essa ambição certamente se manifestou em Taiwan. Situado no coração do Leste Asiático, este país insular ostenta uma variedade notável de explorações formais, realizadas tanto por profissionais internacionais quanto por arquitetos/as taiwaneses.
No passado, as imagens geradas por inteligência artificial costumavam se assemelhar a experiências psicodélicas — repletas de formas e cores estranhas, por vezes inquietantes. No entanto, avanços recentes na inteligência artificial transformaram esse panorama. Hoje, estamos cercados por imagens cujas origens muitas vezes desconhecemos. De colagens lúdicas a retratos transformados em obras de arte, é inegável que a inteligência artificial se consolidou como parte integrante de nossa paisagem visual. Como Yuval Noah Harari observou em uma entrevista de 2023 à revista *The Economist*, "a IA adquiriu habilidades notáveis para manipular e gerar linguagem — seja por meio de palavras, sons ou imagens. Ela, com efeito, hackeou o sistema operacional da nossa civilização."
A arquitetura, naturalmente, não ficou imune a isso. Geradores de imagem baseados em comandos (*prompts*) inundaram o ambiente virtual com renderizações que variam do surreal ao hiper-realista: cidades futuristas, arranha-céus orgânicos e cabanas utópicas empoleiradas em penhascos idílicos. A maior parte dessas criações é gerada por ferramentas de uso geral que priorizam o ineditismo visual em detrimento da lógica projetual. Contudo, nem todas as plataformas seguem esse caminho. O Gendo, por exemplo, foi desenvolvido especificamente para arquitetos/as e designers, oferecendo um controle mais refinado sobre parâmetros como escala, materialidade e intenção espacial. Seu objetivo não é apenas gerar imagens, mas apoiar o pensamento projetual. Ainda assim, essas ferramentas mais intencionais continuam sendo exceções em um vasto oceano de imagens genéricas e descontextualizadas.
Teatros, salas de concerto e casas de ópera são muito mais do que simples locais de apresentação — constituem ambientes meticulosamente orquestrados onde arquitetura, tecnologia e emoção humana convergem. Ao contrário de edifícios convencionais, esses espaços precisam acomodar uma interação dinâmica entre acústica, linhas de visão, engenharia de palco e engajamento do público, mantendo ao mesmo tempo uma identidade arquitetônica capaz de ressoar tanto com os artistas quanto com o público. Seja no acolhimento imersivo de uma sala de concerto em estilo "vinhedo" (vineyard) ou na imponência de um palco italiano, cada decisão de projeto molda a maneira como as apresentações são vivenciadas e lembradas.
A publicação recente SET PIECES: Architecture for the Performing Arts in Fifteen Fragments , do escritório Diamond Schmitt Architects, explora essas complexidades por meio de estudos de caso e reflexões. Inspirado nessas perspectivas, este artigo examina considerações fundamentais de projeto para espaços de apresentação, desde a engenharia acústica até o papel em evolução dos teatros na vida urbana.
Buildner, em parceria com a Collective Action for Culture (C.A.C), a Prefeitura de Peja e o Ministério da Cultura do Kosovo, divulgou os resultados do concurso Peja Culture Pavilion – um concurso internacional de arquitetura que convidou arquitetos/as e designers a reimaginar um local de grande relevância histórica no coração de Peja, no Kosovo.
O concurso buscou propostas de projeto inovadoras e respeitosas que revitalizassem uma praça urbana negligenciada, que tem como ponto central uma fonte de água do século XV. Solicitou-se aos/às participantes que integrassem esse elemento do patrimônio cultural a um pavilhão multifuncional que pudesse servir de espaço para apresentações, reflexão, encontros e celebrações.
As soluções modulares da BoConcept transformam o espaço em uma experiência positiva e diversa, aprimorando o ambiente de trabalho
Qual é o sentido do espaço arquitetônico se ele não for usado e vivenciado? Essa reflexão ampla toca no propósito essencial e na sustentabilidade da própria arquitetura. Trata-se de uma questão que talvez seja ainda mais relevante hoje para escritórios que correm o risco de ficarem vazios em uma era de trabalho remoto e híbrido. Diante disso, um desafio fundamental para o design contemporâneo é aprimorar o ambiente de trabalho de modo a incentivar a presença física das pessoas.
O que faz de um edifício arquitetura? O eterno debate sobre o que distingue a arquitetura da mera construção utilitária frequentemente inclui a habitação social e de baixo custo como um tema de grande influência, despertando diferentes pontos de vista. Esta questão é particularmente significativa no contexto latino-americano, onde condições singulares vão além das preocupações com custos, sejam elas impostas ou inevitáveis. O acesso limitado ao financiamento, a prevalência da autoconstrução e a disseminação de assentamentos informais são fatores interligados que moldam o ambiente construído. Essas dinâmicas fomentam uma estética que, para alguns, desafia as noções de boa arquitetura, manifestando-se em paisagens urbanas onde os materiais aparentes se tornam uma característica definidora.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140763/narrativas-nao-polidas-materiais-aparentes-na-habitacao-social-da-america-latinaEnrique Tovar & José Tomás Franco
A Enel, líder global em energia renovável, lançou o "WinDesign", um concurso internacional que convida estudantes e profissionais talentosos/as das áreas de engenharia, arquitetura e design a imaginarem e projetarem novas turbinas eólicas. O objetivo é desenvolver projetos de turbinas que se integrem de forma mais harmoniosa às paisagens que as abrigam, impulsionando, assim, um papel mais amplo para essa tecnologia na transição energética.
O ambiente interno é o foco deste segundo artigo sobre projetar considerando o ruído para melhorar o bem-estar. Segundo diversos estudos recentes, o ruído nas cidades tornou-se uma ameaça crescente à saúde. O ruído ambiental — ou seja, aquele proveniente do tráfego, de atividades industriais ou de música amplificada que atinge os espaços internos — não é apenas um incômodo. Ele está associado a doenças cardiovasculares, diabetes, demência e problemas de saúde mental. À medida que o mundo se urbaniza, mais pessoas ficam expostas a níveis excessivos de ruído. Em habitações de média e alta densidade, em edifícios de escritórios e em escolas, a poluição sonora pode emanar tanto de fontes internas quanto externas.