
Projeto fotográfico: City of Light
Fotógrafo: Sebastian Weiss
Localização: Lisboa
Ano: Março de 2019

Projeto fotográfico: City of Light
Fotógrafo: Sebastian Weiss
Localização: Lisboa
Ano: Março de 2019

Para chegar a um dos muitos pontos culturais de Medellín, segunda maior cidade colombiana, é preciso subir montanhas. É na zona periférica do município que estão equipamentos como a Biblioteca Espanha, um conjunto de prédios negros que podem ser vistos a quilômetros de distância, ou as UVAS (Unidades de Vida Articulada), tanques de água convertidos em centros de esporte e cultura.

O cobogó é um elemento bastante difundido na cultura arquitetônica brasileira. Sua origem e nome remontam aos criadores dessa peça que contribui tanto para filtrar a luz natural e a ventilação, quanto para proporcionar ritmo e leveza nas fachadas e repartições internas. Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis são os engenheiros que, no começo do século XX, trabalhando em Recife, idealizaram esse tipo de elemento vazado.

O artigo a seguir faz parte de uma série desenvolvida por Nikos A. Salingaros, David Brain, Andres M. Duany, Michael W. Mehaffy e Ernesto Philibert-Petit, que enfoca as particularidades da habitação social na América Latina. Este texto explora o papel da participação nos processos de projeto e construção de um tecido urbano saudável baseado na experiência de Christopher Alexander. Reveja as outras matérias e o novo artigo, a seguir:

Uma inovação tecnológica está revolucionando uma das profissões mais antigas do mundo. A realidade aumentada mal chegou e vem transformando a maneira como se fazia construção civil nos últimos séculos. A mudança não é apenas ao projetar e modelar, mas também ao construir. A realidade aumentada beneficia engenheiros, designers, arquitetos, gerentes de projetos, provedores de serviços - e toda a equipe de construção.
Diferente da realidade virtual, que cria um ambiente totalmente novo e independente do mundo real, a realidade aumentada inclui elementos virtuais que interagem com o que já existe. Assim é possível unir projetos arquitetônicos virtuais à realidade do canteiro de obras - aumentando a eficiência e precisão, reduzindo a ocorrência de erros e economizando tempo, dinheiro e recursos.


Essa pergunta já pode ter passado pela sua cabeça e ela é, de fato, objeto de reflexão de pesquisadores de diversas áreas, incluindo filosofia, ciências sociais e psicologia. Atualmente, somos mais de 4 bilhões de pessoas que vivem em áreas urbanas, índice que aumenta a cada ano. A vida em comunidade traz grandes desafios e, para coordenar muitos deles, os grupos estabeleceram uma série de princípios e padrões que estimulam um senso comum entre os indivíduos.

O Malaquita é um projeto localizado no terraço do Hotel City Center, no coração do Centro Histórico, cujo design busca ser um refúgio da agitação da Cidade do México. Ali, é possível sentir a passagem do tempo por meio das diferentes épocas que compõem o território: o pré-hispânico, o colonial, o moderno e o pós-moderno convivem em constante resiliência.

A península é, além de um vasto e diverso meio geográfico, um mapa de exemplos de arquitetura que soube se adaptar, reinterpretando diferentes materiais, métodos técnicos e necessidades.
Nesse sentido, a arquitetura vernácula na Espanha, referindo-nos exclusivamente à habitação ou casa tradicional, goza talvez de menos vigor hoje do que em seus melhores dias; no entanto, não há dúvida de que muitos exemplares ainda continuam de pé ou até mesmo se mantêm como propostas de espaços habitáveis.
Apresentamos uma lista das casas tradicionais mais típicas — as mais comuns em cada uma das diferentes regiões do território espanhol. Um percurso por todo o país em busca de inspiração.

A pesquisa a seguir, realizada pelo Laboratorio de Urbanismo de Córdoba (LuCBA) — fruto de um convênio entre a Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Diseño da UNC e o Instituto de Planificación Municipal — explora as lógicas formativas, as estruturas físicas e a realidade do Cinturão Verde de Córdoba, na Argentina.
"A Paisagem Rural Metropolitana" é um compêndio que apresenta diferentes olhares intencionais sobre o território rural metropolitano. São olhares que têm por objetivo difundir e colocar em discussão as problemáticas e potencialidades desses espaços. Confira alguns trechos do trabalho a seguir:

Ninguém conhece tão bem uma rua ou um bairro quanto as pessoas que vivem neles. Cada local tem suas peculiaridades, suas vocações e também seus problemas. Sendo assim, soluções em escala local podem ser criadas pelos próprios cidadãos, aumentando assim a eficiência e a aderência do projeto. Cidades ao redor do mundo vêm abrindo possibilidades em suas legislações para políticas públicas que facilitem e fomentem a participação cidadã em iniciativas transformadoras.

Colmeia, kebab, abacaxi... chame do que quiser, mas o projeto Vessel em Nova Iorque conseguiu atrair a atenção da mídia e do público desde que foi inaugurado há algumas semanas - e não apenas por sua inusitada forma, mas também pelas belas vistas panorâmicas que oferece em sua cobertura.
Percebendo a infinidade de apelidos atribuídos à nova atração de Hudson Yards, o designer de arquitetura e ilustrador Chanel Dehond selecionou alguns dos mais divertidos e os transformou em desenhos.
E você, de que chamaria o Vessel?

O MIT - Senseable City Laboratory, Singapura, dirigido pelo arquiteto Carlo Ratti, lançou esse ano o Escape, uma plataforma interativa de visualização de dados sobre viagens aéreas. O Escape funciona como um mecanismo de busca que ajuda usuário achar quais são os voos mais baratos partindo de uma cidade determinada e facilitando a decisão sobre a próxima viagem de maneira mais rápida e simples.
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Este artigo foi feito em parceria com o Design Indaba, um site e festival anual que prestigia a inovação. A arquiteta Nicole Moyo apresentou seu projeto no primeiro dia do festival de 2019. Clique aqui para saber mais sobre o evento anual.
Nosso planeta abriga mais de 7 bilhões de pessoas. Desses 7 bilhões, mais de 5 bilhões têm acesso a telefones celulares, no entanto, menos pessoas têm acesso a banheiros, e mais de 1 bilhão ainda despeja seus dejetos a céu aberto.

No momento de considerar a implementação de metodologias BIM (Building Information Modeling), como um profissional independente ou em uma empresa, deve-se levar em conta três aspectos fundamentais e igualmente importante: tecnologias, processos e pessoas. Abaixo, abordamos os pontos-chave em cada uma dessas áreas, para fornecer uma compreensão básica de como começar a utilizar o BIM.

O espaço público urbano entre dois maciços arquitetônicos é intitulado como rua. Por ela criamos uma relação entre veículos motorizados, não motorizados e pedestres. No relacionamento entre pedestres e veículos, o espaço público carece de uma série de sistemas à garantia da permanência, além de infraestrutura e segurança. Posto isso, o correto desenho de vias e entorno imediato público torna-se imprescindível. Indo além do que os olhos veem, redes de água, gás, eletricidade, telecomunicação, etc., são dispostas sob nossos pés sem que percebamos.

Flávio de Carvalho foi um arquiteto moderno brasileiro reconhecido mundialmente por sua maneira inovadora e provocativa de mostrar sua visão de mundo através da arte. Conheça, a seguir, algumas de suas formas de manifestação artística.

Recentemente, publicamos uma lista com os hábitos estranhos de alguns arquitetos famosos. De beber no trabalho a rotinas de sono desregradas, percebemos o quão esquisitos podem ser estes renomados profissionais. Mas e quanto ao resto de nós? Não são apenas os famosos que são estranhos, afinal, é difícil passar tanto tempo em função da profissão sem desenvolver alguns hábitos incomuns durante o caminho. Seja o modo como trabalhamos, como interagimos com nossos projetos ou coisas que nem parecem tão estranhas, até alguém de fora da profissão comentar, arquitetos têm, em geral, hábitos muito particulares.

A prática da deriva é um assunto que desperta muito interesse dos profissionais que estudam as cidades. Os Situacionistas, movimento de crítica social iniciado em 1957, propuseram com essa prática novas interpretações da cidade a partir da experiência vivida por cada indivíduo. Jacopo Visconti, curador da 34a Bienal de Artes de São Paulo, analisou em sua tese de doutorado as práticas artísticas que incorporam o ato de andar, buscando características que envolveram a prática da deriva situacionista. Jacopo, orientado pelo Prof. Dr. Luis Antonio Jorge, defendeu em 2012 sua tese que ganhou uma edição publicada pela Martins Fontes. Veja abaixo o resumo da tese.

A cidade chilena de Valparaíso é conformada por 42 morros e colinas que se voltam para o Oceano Pacífico. Sua geografia particular permitiu (ou exigiu) que os habitantes criassem uma ampla rede de elevadores, escadarias e becos para conectar os diferentes pontos da cidade.

Com o objetivo de criar uma arquitetura que estimule o bem-estar, a autorrealização e a plenitude de seus habitantes para que alcancem sua melhor versão, CEBRA lançou um ambicioso Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) chamado WISE (Work, Innovation, Space and Education).
Conforme explicado por sua equipe de criação, o propósito do WISE é "fazer a ponte entre as rápidas e contínuas mudanças nos setores de espaço de trabalho e educação para subsidiar o projeto de edifícios que estimulem o aprendizado e a inovação. Estamos conectando ideias das principais mentes da educação e do empreendedorismo, pesquisas e estudos sobre estímulos sensoriais, psicologia cognitiva e behaviorismo com a arquitetura."
Conversamos com Carsten Primdahl, sócio-fundador do CEBRA, e Klaudio Muca, arquiteto de P&D no CEBRA, para compreender melhor a abordagem e os resultados esperados do programa.

Quando abordamos a prática de Flores & Prats, logo pensamos em seu trabalho à mão, tanto em seus desenhos precisos quanto em suas maquetes detalhadas. Um trabalho que não apenas "valoriza o tempo investido e acumulado como uma qualidade e não como um defeito", mas também se apresenta como uma aproximação interessante de um pensamento atento aos processos, ao cuidado com os detalhes e ao inesperado. (Nesse sentido, lembro-me de quão pertinente é ler sobre como desenhar uma floresta de árvores, entre outras coisas, nos escritos de "As tardes de desenho no estúdio Miralles & Pinós").
Realizamos uma entrevista por escrito, à distância, com o escritório de Eva Prats e Ricardo Flores com esse propósito: aprofundar suas reflexões sobre o papel do desenho na representação na arquitetura. Suas observações deixam clara a razão de suas decisões, apontando não apenas como lidam com os tempos contemporâneos, mas também sua relação com a construção, entre outras recomendações.

É fim de maio de 2016, a Bienal "Reporting from the Front", de Alejandro Aravena, está prestes a começar no dia seguinte e acabo de pousar no aeroporto de Veneza. Os vaporettos já não circulam a esta hora da noite, por isso sigo em direção a um táxi aquático, pensando que me custará uma fortuna chegar à cidade. Ou talvez não! Vejo uma figura solitária: "Você está indo para Veneza? Gostaria de compartilhar um táxi?" Uma jovem chinesa aceita sem hesitar. Assim que o barco parte, continuo testando a minha sorte: "Por acaso você é arquiteta?" Sim! A hora seguinte passou sem que percebêssemos, enquanto discutíamos nossa disciplina e amigos em comum. Dois anos se passaram e estou de volta à Bienal de Veneza. Na abertura do Pavilhão da China, vou pulando de conversa em conversa até ser apresentado a Xu Tiantian, "a arquiteta mais promissora da China". Olhamos um para o outro e dissemos em uníssono: "A garota/o cara do táxi!" Finalmente trocamos contatos e, na minha viagem seguinte a Pequim, nos encontramos no escritório de Xu, o DnA Design and Architecture. O que se segue, após uma breve introdução, é um trecho dessa conversa.

Esta série de artigos desenvolvida por Nikos A. Salingaros, David Brain, Andres M. Duany, Michael W. Mehaffy e Ernesto Philibert-Petit trata das particularidades da habitação social na América Latina. Aborda sua pesquisa e não apenas um sistema de práticas baseado na experiência e aplicável a situações gerais, mas sua continuidade a longo prazo com o objetivo de ajudar os residentes a criar raízes em seu ambiente construído.
O presente artigo enfoca em como a saúde e o bem-estar humanos dependem fortemente da geometria do meio ambiente.

I Am Interested in Seeing the Future é uma exposição de arquitetura que, ao contrário do que se poderia esperar, não inclui maquetes nem desenhos. Em vez disso, assim que os/as visitantes chegam, deparam-se com textos por toda parte. A parede em frente à entrada é ocupada por uma instalação de palavras isoladas em cartazes, transcrições de entrevistas em papéis coloridos e espelhos que refletem frases impressas em delicados rolos de papel que despencam do teto em forma de arco.