Uma das primeiras coisas que ouço ao chegar é que a sexta edição do Evento Acadêmico da Escola de Arquitetura (EARQ) não apenas foi organizada por estudantes, mas também faz parte dos requisitos para se graduar como arquiteto/a na Pontifícia Universidade Católica do Equador (PUCE-SI). Este trabalho de gestão, sem dúvida, apresenta certas condições que se aproximam bastante do que consideramos necessário hoje em dia na nossa disciplina.
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Sede da SGBL em Beirute. Imagem cortesia de RPBW
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas idealizado pelo Itinerant Office, que convida renomados/as arquitetos/as a compartilharem suas perspectivas sobre o mundo da arquitetura em constante evolução. Cada entrevista é dividida em três partes de vídeo: Passado, Presente e Futuro, nas quais os/as entrevistados/as debatem suas reflexões e vivências na arquitetura sob cada uma dessas lentes. O primeiro episódio do projeto contou com 11 profissionais da Itália e dos Países Baixos, e o Episódio II traz entrevistas com 13 arquitetos/as da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
O objetivo da série é investigar esses escritórios de sucesso e buscar compreender seus métodos e abordagens. Com o intuito de traçar um panorama mais claro do que significa ser arquiteto/a no século XXI, os vídeos também servem de inspiração para a próxima geração de estudantes e novos/as profissionais que ingressam no mercado de trabalho.
“Casa é tanto um lugar (…) físico como um conjunto de sentimentos. (…) o lar é uma relação entre materialidade e reinos e processos imaginativos, em que a localização física e da materialidade e os sentimentos e ideias estão unidos e se influenciam mutuamente, ao invés de estarem separados e distintos. (…) a casa é um processo de criação e compreensão de formas de habitação e de pertença. A casa é vivida, bem como imaginava. O que significa casa e como ela se manifesta materialmente é algo que é criado e re-criado de forma contínua através das práticas domésticas de todos os dias, que são, elas próprias, ligadas ao imaginário espacial da casa”.1 A frase supramencionada constitui-se como ponto de partida da presente reflexão, num exercício que marcará de forma significativa a minha abordagem à forma de projetar casas.
Renaturalização do rio Cheonggyecheon em Seul – Coréia do Sul Fonte: https://www.koreapost.com.br/wp-content/uploads/2016/01/Rio-Cheonggyecheon-Seul.jpg. Cortesia das autoras
Expressiva obra de recuperação do leito natural do rio Cheonggyecheon em Seul – Coréia do Sul e a revitalização urbanística de seu entorno caracterizam exemplo brilhante de Drenagem Urbana Sustentável. A desconstrução baseia-se na premissa da renaturalização, a qual, objetiva retornar ao balanço hídrico pré-urbanização (aumento do tempo de concentração e diminuição do pico de vazão), com alta permeabilidade, e demonstra inegável importância de preservação dos fundos de vale e Áreas de Preservação Permanente - APP's, no Brasil, determinadas pelo Código Florestal.
https://www.archdaily.com.br/pt/920314/drenagem-urbana-sustentavel-para-a-concretizacao-de-metas-de-ods-onuAdriana Idalina Rojas Gutierrez e Ivanete Carpes Ramos
O que acontece quando a cidade permeada por sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antecedendo a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas" ("Urban Interactions"), o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Eyes of the City" ("Olhos da Cidade") na Bienal para estimular um debate sobre como as novas tecnologias – em especial a Inteligência Artificial – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o manifesto curatorial de "Eyes of the City", elaborado por Carlo Ratti, pelo Politecnico di Torino e pela SCUT.
Fundado por Norman Foster em 1967, o estúdio Foster+Partners desenvolve projetos que integram arquitetura e engenharia com design de interiores e de objetos. Numa colaboração especial com a Porcelanosa - especialistas na fabricação de móveis e acessórios em pedra, cerâmica, latão, madeira e KRION® -, projetaram uma coleção de peças de banheiro de formas simples e minimalistas, destacando a honestidade dos materiais e o ofício de sua fabricação.
A coleção foi denominada TONO e os seus objetos podem ser misturados e adaptados a diferentes tipologias, desde interiores residenciais a espaços comerciais e escritórios.
Profissionais de arquitetura em atividade têm sua prática profissional regida pelas regulamentações de zoneamento. Iniciamos projetos rotineiros lendo as leis locais e ligando para órgãos municipais para garantir aos clientes que seus objetivos serão viáveis sob as diretrizes vigentes de uso do solo. Com sorte, o projeto será construído sem a necessidade de compensações urbanísticas complexas ou audiências diante de conselhos de zoneamento impassíveis. Contudo, cada vez mais, o que parecia simples e responsável há 15 anos é hoje considerado controverso o suficiente para exigir uma audiência pública e, talvez, a contratação de serviços jurídicos de alto custo. Frequentemente, a questão em jogo é a proteção dos "direitos" de proprietários de imóveis vizinhos, que veem o valor de seu patrimônio ameaçado por qualquer novo empreendimento.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071477/e-hora-de-por-fim-ao-reinado-do-zoneamento-unifamiliarMark Alan Hewitt
A China parece estar no auge de uma febre de reformas e remodelações. Não apenas as ruelas (hutongs)nos centros históricos, mas também as fábricas abandonadas estão se tornando novos pólos tecnológicos ou culturais, e mesmo os edifícios com risco de colapso estão sendo reformados para prolongar sua vida útil. Por que isso está acontecendo? Quem está investindo? Como isso pode acontecer em um país onde você não pode comprar propriedades?
Nesta edição do Editor's Talk, nossas editoras do ArchDaily China compartilham o que pensam sobre essa febre de remodelações nas grandes cidades daquele país, que há anos passa por um acelerado processo de desenvolvimento.
Eletrodutos para distribuição da rede elétrica aparente. Aplicação de papel de parede. Projeto: Apartamento 203. Image Cortesia de Apartamento 203
Também conhecidas como 'obras-secas', conceito cada vez mais utilizado nas reformas de interiores. São soluções simples que modificam a essência de ambientes internos, de maneira mais econômica e sustentável. Através da menor produção de entulhos e, consequentemente, menos desperdício de dinheiro, tempo e matéria-prima. Reunimos nesse guia 8 sugestões que podem auxiliar você a projetar reformas de interiores mais conscientes.
Estações de trem são programas complexos que devem resolver não apenas a partida e a chegada dos comboios, mas também a circulação de passageiros, oferecer uma variedade de serviços e garantir a conexão entre os sistemas de transporte de uma cidade ou região. Profissionais de diferentes partes do mundo desenvolveram soluções diversas para este programa; veja, a seguir, 10 delas acompanhadas por seus desenhos.
Desde sua invenção na década de 1920, o concreto celular representava a busca de um material industrial que apresentasse as características da madeira - como a sua leveza, capacidade de corte e perfuração - e evitasse algumas de suas desvantagens - como a absorção de água e a necessidade de manutenção. Atualmente, os blocos de concreto celulares autoclavados estão ativamente presentes no mercado por fabricantes como Hebel ou Retak, constituindo um sistema de construção simples e eficiente. Se você está se perguntando como construir com esse tipo de alvenaria, é pertinente examinar um pouco mais sobre as vantagens deste material.
Time Sensitive é um podcast sincero onde a cada semana os apresentadores Spencer Bailey e Andrew Zuckerman entrevistam um dos mais influentes personagens da atualidade, pessoas que estejam contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do mundo dos negócios das artes e da cultura. Produzido e veiculado pela plataforma digital de “entretenimento consciente” The Slowdown, o último episódio do Time Sensitive apresenta um bate papo franco e direto entre Spencer Bailey e a renomada arquiteta Elizabeth Diller do escritório nova-iorquino de arquitetura Diller Scofidio + Renfro. Falando sobre alguns dos seus mais importantes projetos na cidade, passando pelo High Line Park, o recém inaugurado The Shed até o novo projeto de expansão do MoMA, ela reflete sobre seu passado, revelando que “foi a sua mãe quem insistiu para que ela estudasse arquitetura e, e se não a arquitetura, que fosse dentista.” Quando ela pôs os pés na Cooper Union e passou a ter aulas com professores como Peter Eisenman e John Hejduk, não havia dúvidas que Diller seria uma grande arquiteta - mas de qualquer maneira é necessário ouvir o episódio completo para saber mais detalhes desta incrível jornada nem um pouco direta e convencional.
O conflito armado na Colômbia deixou uma marca na experiência de cada colombiano/a — cada uma singular, nenhuma melhor ou pior do que a outra. O Museu Histórico da Memória encomendou a Antonio Yemail e a uma equipe interdisciplinar a materialização arquitetônica de seu discurso a partir do impacto na terra, na água e no corpo.
Há um certo tempo o planejamento cicloviário se tornou um tópico prioritário para diversos países no mundo que buscam seriamente mitigar os problemas causados pela extrema urbanização. Nesse sentido, vale conferir quais países estão aumentando suas malhas cicloviárias e entender quais os padrões de desenvolvimento estabelecidos para cada uma delas. O OpenCycleMap é um projeto que permite ver claramente quais são esses países e analisar suas redes com um enorme nível de detalhe.
https://www.archdaily.com.br/pt/916333/ciclovias-do-mundo-conheca-o-opencyclemapPedro Vada
Veneza é certamente um dos destinos mais procurados da Europa por viajantes do mundo inteiro. A cidade tem atrativos em muitas áreas, da gastronomia à arte, passando evidentemente pela arquitetura, uma arte que acompanha a cidade e se faz evidente sobretudo nas Bienais de Arquitetura, que ocorrem desde 1980. Além da Bienal, a ilha tem muito a oferecer àqueles interessados em conhecer lugares que, por excelência, falam da relação entre passado e presente, da conservação da memória histórica, das novas técnicas a serviço de edifícios em constante relação com a água, etc.
A acessibilidade universal na arquitetura, ou seja, a possibilidade de todas as pessoas acessarem e habitarem um espaço independentemente de suas capacidades cognitivas e / ou físicas, é um assunto que não pode mais ser deixado de fora da discussão. E ainda que pequenas operações possam fazer a diferença, o ideal é pensar os espaços desde o início de acordo com as diretrizes do desenho universal.
No caso das cozinhas, uma série de novas tecnologias surgiram para aumentar o conforto e a eficiência de nossos espaços cotidianos, multiplicando suas funções e permitindo um melhor aproveitamento da superfície disponível. Vamos rever as últimas inovações apresentadas por Häfele.
Embora inerente à disciplina, a relação do corpo humano com a arquitetura não estabeleceu vínculos precisos e diretos até o desenvolvimento recente da ergonomia. Mas como o corpo era percebido na modernidade? E como esta perspectiva influencia o projeto dos edifícios que habitamos? Frequentemente, separam-se a ênfase no corpo e a ênfase no objeto, no entanto, além de ser o elo de ligação entre ambos, a ergonomia é o roteiro ou coreografia pré-estabelecida que potencializa ou harmoniza a produtividade. Em seu nível mais básico, é um discurso técnico que surgiu de um problema percebido para fazer o ser humano viver em um ambiente cada vez mais mecanizado.
Esta experiência de checkout torna-se lúdica e funcional com uma combinação colorida de Laminado Comercial Wilsonart® e o Laminado Traceless™ resistente a impressões digitais.
Líder mundial na fabricação de superfícies de engenharia compartilha três tendências que influenciam a próxima geração de superfícies decorativas
Há anos, profissionais de design de superfícies de interiores buscam inspiração no ambiente ao seu redor para criar materiais inovadores e surpreendentes, especificados em projetos de arquitetura. Do familiar e tradicional ao futurista e contemporâneo, a inspiração projetual pode ser encontrada nas estruturas, elementos e estilos que nos cercam diariamente.
A recém-criada cidade de Sadra, no Irã, gradualmente está se transformando em uma mega-cidade, devido principalmente a sua localização geográfica privilegiada. Procurando diversificar o contexto de uma cidade em um avassalador processo de crescimento e expansão, vários centros culturais tem sido construídos em Sadra ao longo dos últimos anos, transformando a cidade em uma vibrante e dinâmica centralidade urbana dentro do país.
Mas uma cidade projetada e em permanente processo de expansão não se faz apenas de edifícios, por mais variados que seus programas possam ser, ela necessita principalmente de um planejamento urbano bastante efetivo e que considere a flexibilização do uso do espaço ao longo do tempo assim como projete a sua decorrente expansão futura. Pensando nisso, o estúdio de arquitetura NextOffice - Alireza Taghaboni desenvolveu um projeto chamado de “Centro Cívico de Sadra” como uma cidade dentro da própria cidade, construída e definida a partir de seus principais elementos urbanos e características espaciais.
Para que o projeto do escritório seja verdadeiramente eficaz, é tão importante contemplar os aspectos funcionais do espaço quanto sua dimensão emocional. Para satisfazer a necessidade de conexão com a natureza no ambiente de trabalho, não bastam apenas iluminação natural, vistas para o exterior, plantas e elementos naturais; a escolha das cores também é um fator fundamental.
Nos últimos anos, a arquitetura europeia tem se voltado para a renovação e remodelação de edifícios e centros históricos, visando deminuir a expansão urbana horizontal e promover o readensamento dessas regiões.
Além de adensar zonas anteriormente degradadas, esta tendência permitiu, em alguns casos, que populações deslocadas para as periferias voltassem a habitar os centros, desfrutando de melhores condições de acesso à infraestrutura urbana.
Utilizando a mistura de uma base cimentícia com fragmentos de pedras naturais, o granilite caracteriza-se como um material extremamente resistente e versátil. Muito utilizado há algumas décadas, o material tem sido redescoberto pelos arquitetos e cada vez mais utilizado em novas obras. Mas além das pedras naturais, essa base cimentícia pode incluir elementos inusitados, como resíduos da construção: pregos, tijolos quebrados, pedaços de madeira, que são incluídos na mistura criando produtos interessantes.
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Às vésperas da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas" ("Urban Interactions"), o ArchDaily colabora com a curadoria da seção "Olhos da Cidade" ("Eyes of the City") do evento para estimular o debate sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aqui você pode ler o texto curatorial da seção “Olhos da Cidade”, assinado por Carlo Ratti, Politecnico di Torino e SCUT.
Antes de mais nada, gostaria de declarar minha inequívoca aversão ao futuro projetado no qual “qualquer sala, rua ou loja de nossa cidade poderá nos reconhecer e responder autonomamente à nossa presença”. Apesar disso, seria possível enxergar algum potencial positivo nos onipresentes sistemas de vigilância e resposta urbana?
Muitas referências à arquitetura histórica ainda são utilizadas em projetos contemporâneos. Seja por meio de técnicas construtivas antigas, do uso de materiais ou da relação entre arquitetura e natureza, o passado permanece em evidência.
O escritório de arquitetura iranianoNextOffice diluiu as fronteiras entre interior e exterior, utilizando elementos históricos da arquitetura iraniana para criar a contemporânea Guyim Vault House.