1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

Restaurando as vistas na Casa Corwin de Neutra com Sky-Frame

Áudio disponível

A cerca de uma hora de carro de Nova York, a Corwin House localiza-se em uma região de floresta montanhosa acima do rio Saugatuck. Concluída por Richard Neutra em 1956, é uma das apenas três casas que o arquiteto projetou em Connecticut. O designer de arquitetura Aziz Osko atualizou a residência, revisitando detalhes do projeto original de Neutra que nunca haviam sido executados.

A encomenda do projeto começou quando Betty e Henry Corwin perguntaram a Neutra se ele poderia recomendar um/a arquiteto/a da Costa Leste que trabalhasse em um estilo semelhante. Neutra ficou tão encantado com o terreno arborizado acima do rio que acabou assumindo o projeto ele mesmo.

Como a Seaside House explora a relação entre o tijolo, a madeira e a paisagem costeira

 | Em colaboração
Áudio disponível

O tijolo e a madeira podem estabelecer um diálogo entre a permanência arquitetônica e as texturas das paisagens litorâneas. Em Höllviken, na costa sul da Suécia, a Seaside House, projetada pelo escritório Koistinen Hellborg Architects, explora como a materialidade, a luz e a organização espacial podem moldar uma residência em estreita relação com seu entorno natural. Situada em meio a um terreno arenoso, arbustos, musgo e pinheiros, a poucos passos do mar, a casa responde a uma paisagem marcada por variações cromáticas sutis, mudanças sazonais e uma forte conexão com o exterior.

Acesso exclusivo

Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos

Áudio disponível

No Uruguai, projetos residenciais de pequena escala ocupam cada vez mais as paisagens rurais e costeiras, das colinas de Villa Serrana às florestas marítimas ao longo da costa atlântica. Construir nessas áreas costuma exigir materiais estruturais que equilibrem durabilidade, eficiência térmica e viabilidade de transporte. Diante disso, os projetos nesses ambientes dependem significativamente de materiais como estrutura de madeira engenheirada, perfis estruturais de aço, revestimento externo de madeira ou fabricação offsite. Essas escolhas de projeto não apenas ajudam a reduzir o peso das matérias-primas que devem ser transportadas por vias de acesso não pavimentadas, mas também tornam a construção mais viável em locais remotos. Além disso, o contexto dos projetos desta seleção parece ter desempenhado um papel limitador em relação às áreas construídas, mantidas em 60 m² ou menos para reduzir a demanda por materiais estruturais e o impacto no terreno.

Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos - Image 1 of 4Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos - Image 2 of 4Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos - Image 3 of 4Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos - Image 4 of 4Casas pequenas no Uruguai: como três escritórios constroem com leveza em terrenos rurais e litorâneos - Mais Imagens+ 3

Abrindo espaço para o descanso em interiores residenciais

Áudio disponível

O bem-estar não está mais restrito a resorts exclusivos, spas ou ambientes de hotelaria. Hoje, tornou-se parte essencial do viver contemporâneo, inspirando moradores/as a criarem espaços privados dedicados ao relaxamento e ao autocuidado. Coleções como a Home Spa Collection da LEMI exploram esse crescente interesse pelo bem-estar residencial por meio de uma seleção de macas de massagem e espreguiçadeiras de relaxamento.

Rebeldia Criativa: Design, Conhecimento e Experimentação no interihotel MAD26

Áudio disponível

De 17 a 19 de novembro de 2026, o interihotel MAD26 reunirá arquitetos/as, designers de interiores, operadores/as de hotelaria e marcas especializadas no IFEMA Madrid. Organizado pelo AMBIT Living Spaces Cluster, o evento deve receber mais de 14.000 profissionais, 350 marcas expositoras e mais de 200 palestrantes internacionais. Sob o tema Creative Rebellion, a programação combinará palestras, workshops, cinco fóruns especializados e espaços experimentais em escala real para explorar novas abordagens no design de hotéis e restaurantes.

O que se acumula? Lições sobre materialidade, memória e espaço público da Amman Design Week 2026

Áudio disponível

Após uma pausa de sete anos, a Amman Design Week retornou à Jordânia com uma premissa intimamente ligada à própria cidade: a de que nada é totalmente novo. Sob o tema "Acúmulos" (Accumulations), a quarta edição do evento bienal reuniu mais de 220 designers, criadores/as, arquitetos/as e coletivos em exposições, intervenções públicas, palestras, oficinas e performances de 2 a 17 de outubro. Essa premissa mostrou-se particularmente relevante para Amã, uma cidade cuja arquitetura foi moldada por ondas de construção, migração, adaptação e reutilização — onde o acúmulo não é mera metáfora.

O que se acumula? Lições sobre materialidade, memória e espaço público da Amman Design Week 2026 - Image 1 of 4O que se acumula? Lições sobre materialidade, memória e espaço público da Amman Design Week 2026 - Image 2 of 4O que se acumula? Lições sobre materialidade, memória e espaço público da Amman Design Week 2026 - Image 3 of 4O que se acumula? Lições sobre materialidade, memória e espaço público da Amman Design Week 2026 - Image 4 of 4O que se acumula? Lições sobre materialidade, memória e espaço público da Amman Design Week 2026 - Mais Imagens+ 23

Do ocultamento à presença cívica: como as estações de tratamento de esgoto entraram na cidade

Áudio disponível

Quando o principal sistema de drenagem de Londres foi concluído ao norte do Tâmisa em 1868, o Metropolitan Board of Works celebrou a ocasião com um banquete realizado no interior de uma estação de bombeamento de esgoto. A estação de Abbey Mills havia sido construída nos três anos anteriores pelo engenheiro Joseph Bazalgette, em colaboração com o arquiteto Charles Driver, organizada sob uma planta cruciforme com oito motores de viga, dois em cada braço. Seu estilo já foi interpretado como bizantino, medieval italiano, russo, gótico ruskiniano e mourisco, e suas chaminés de ventilação gêmeas, ricamente ornamentadas, erguiam-se a mais de sessenta metros de altura. O construtor a definiu como uma estrutura elegante em meio a um pântano e considerou que ela poderia facilmente passar por uma mesquita ou um templo.

Praticamente todas as outras obras de Bazalgette foram enterradas, e essa exceção não durou mais que um século. O vapor deu lugar a motores elétricos em Abbey Mills em 1933 e as chaminés, tornadas obsoletas desde então, foram demolidas em 1941 por temor de que um bombardeio as derrubasse sobre a estação. A engenharia sanitária consolidou-se em torno de critérios mensuráveis — tais como capacidade de vazão, qualidade do efluente e gradiente hidráulico —, e a aparência estética não figurava em nenhum deles. O tratamento de resíduos migrou para as planícies aluviais, estuários e periferias urbanas, locais onde a terra era barata e a gravidade exercia um papel funcional útil.

Do ocultamento à presença cívica: como as estações de tratamento de esgoto entraram na cidade - Imagem 5 de 4Do ocultamento à presença cívica: como as estações de tratamento de esgoto entraram na cidade - Imagem 6 de 4Do ocultamento à presença cívica: como as estações de tratamento de esgoto entraram na cidade - Imagem 7 de 4Do ocultamento à presença cívica: como as estações de tratamento de esgoto entraram na cidade - Imagem 3 de 4Do ocultamento à presença cívica: como as estações de tratamento de esgoto entraram na cidade - Mais Imagens+ 7

Acesso exclusivo

“A arquitetura deve retornar à sua essência”: Wang Shu e Lu Wenyu sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2027

Áudio disponível

"A arquitetura precisa retornar à sua essência." Com esta afirmação, Wang Shu e Lu Wenyu estabelecem a premissa central de sua visão curatorial para a 20ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, que ocorrerá de 8 de maio a 21 de novembro de 2027, no Giardini, no Arsenale e por toda a cidade de Veneza. Intitulada "Do Architecture – For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality", a exposição convoca um retorno ao ato físico de fazer arquitetura, em um momento no qual, segundo a curadoria, a disciplina tem se distanciado cada vez mais da realidade vivida devido ao excesso de abstração, mercantilização e digitalização.

Em vez de focar no que a arquitetura pode vir a ser, os curadores propõem um engajamento renovado com o presente, questionando o que significa praticar a arquitetura hoje por meio de materiais, construção, saberes locais e experiência direta. Essa abordagem se baseia em ideias que há muito fundamentam o trabalho do Amateur Architecture Studio, fundado por Wang Shu e Lu Wenyu em 1997, sobretudo na exploração de técnicas tradicionais de construção, no reuso de materiais e na relação entre a arquitetura e o lugar. A exposição também coloca a questão da coexistência no centro dos debates, explorando como a arquitetura pode conciliar condições aparentemente opostas, da tecnologia ao artesanato, de modos de construir urbanos a rurais, mantendo-se fundamentada nas realidades específicas de cada lugar.

“A arquitetura deve retornar à sua essência”: Wang Shu e Lu Wenyu sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2027 - Image 1 of 4“A arquitetura deve retornar à sua essência”: Wang Shu e Lu Wenyu sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2027 - Image 2 of 4“A arquitetura deve retornar à sua essência”: Wang Shu e Lu Wenyu sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2027 - Image 3 of 4“A arquitetura deve retornar à sua essência”: Wang Shu e Lu Wenyu sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2027 - Image 4 of 4“A arquitetura deve retornar à sua essência”: Wang Shu e Lu Wenyu sobre a Bienal de Arquitetura de Veneza 2027 - Mais Imagens+ 8

Acesso exclusivo

Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados

Áudio disponível

A atividade industrial pode cessar muito antes de seus efeitos desaparecerem do território. Fábricas fecham, edifícios são demolidos e antigos distritos industriais tornam-se, gradualmente, parte de novos empreendimentos residenciais. No entanto, o solo sob eles ainda pode conter vestígios de seu uso anterior, exigindo, por vezes, intervenções complexas antes que a construção possa ser iniciada.

A requalificação dessas áreas levanta um questionamento sobre quanto do solo original pode ser mantido e o que é necessário para construir habitações sobre ele. A extensão da contaminação determina as ações necessárias antes do início das obras, ao passo que o custo de preparação do terreno pode influenciar o próprio empreendimento. Grande parte desse trabalho acaba desaparecendo sob as edificações concluídas, deixando poucos indícios da condição anterior do local.

Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados - 1 的图像 4Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados - 2 的图像 4Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados - 3 的图像 4Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados - 4 的图像 4Solo Herdado: Projetar Casas em Terrenos Contaminados - Mais Imagens+ 17

De quanta informação um modelo BIM realmente precisa?

 | Em colaboração
Áudio disponível

O BIM (Building Information Modeling) tornou possível associar uma enorme quantidade de informações a cada elemento de um projeto. Uma parede pode conter sua classe de resistência ao fogo e seu grupo de custos e, mais tarde, até mesmo as informações de manutenção de que o/a gestor/a predial precisará. Essa possibilidade gera uma tentação: se o modelo pode conter mais dados, ele deve conter. Nesse processo, uma questão importante de eficiência pode se perder: o projeto realmente precisa dessas informações, e precisa delas agora?

Para arquitetos/as, o BIM é frequentemente descrito como uma "única fonte de verdade". No entanto, cada propriedade adicional gera mais trabalho, coordenação e manutenção, e as informações inseridas precocemente ou sem um propósito claro podem se tornar obsoletas rapidamente. O que importa é ter a informação certa para as decisões que estão sendo tomadas em cada etapa do projeto. O escritório KUBUS360, sediado em Stuttgart, colocou essa questão no centro de seu trabalho em um complexo administrativo em Baden-Württemberg (Alemanha).

Acesso exclusivo

Obter mais com menos: repensando a estrutura por meio da forma

Áudio disponível

O que acontece quando a estrutura não é tratada como um elemento adicionado à arquitetura, mas como algo que a própria arquitetura fornece? 

Ao longo da história da arquitetura, a forma sempre forneceu estrutura. Arcos, treliças e outras geometrias estruturais utilizavam a disposição dos materiais para obter resistência, muitas vezes permitindo que elementos individuais desempenhassem múltiplas funções. Hoje, no entanto, os envelopes de edifícios frequentemente dependem de uma hierarquia de elementos isolados: uma estrutura primária suporta as cargas, apoios secundários mantêm os painéis no lugar, suportes conectam as peças e camadas adicionais fornecem fechamento ou acabamento. Juntos, esses componentes exigem mais material, peso, etapas de fabricação e coordenação no canteiro de obras. 

Obter mais com menos: repensando a estrutura por meio da forma - Imagen 1 de 4Obter mais com menos: repensando a estrutura por meio da forma - Imagen 2 de 4Obter mais com menos: repensando a estrutura por meio da forma - Imagen 3 de 4Obter mais com menos: repensando a estrutura por meio da forma - Imagen 4 de 4Obter mais com menos: repensando a estrutura por meio da forma - Mais Imagens+ 9

O manguezal como muralha: proteção costeira e desenvolvimento urbano na Índia

Áudio disponível

Ao longo da costa da Índia, a fronteira entre a terra e o mar nem sempre é uma linha de concreto. Em alguns trechos, ela se revela como uma floresta de raízes emaranhadas, canais de maré e sedimentos — uma paisagem que muda de caráter conforme o fluxo das águas. Os manguezais influenciam o movimento das águas, a evolução das linhas de costa e a forma como as comunidades litorâneas vivenciam o risco de inundação. Seu papel na proteção costeira depende da largura e das condições da floresta, do movimento das marés e do acúmulo de sedimentos.

Quebra-mares e diques são projetados para resistir à água em um limite definido. Os manguezais, por sua vez, funcionam por meio de um conjunto diferente de processos. Suas raízes, troncos e galhos criam resistência à água em movimento, enquanto a floresta interage com os sedimentos e os fluxos das marés ao longo do tempo. Embora essas duas formas de proteção sejam frequentemente discutidas de maneira isolada, nas costas habitadas elas ocupam o mesmo território. A expansão urbana ocorre atrás de diques, estradas cruzam paisagens de maré e as florestas de mangue persistem nos espaços que restam entre a infraestrutura e a água. A forma como esses elementos estão dispostos pode influenciar as condições sob as quais a proteção costeira opera.

O manguezal como muralha: proteção costeira e desenvolvimento urbano na Índia - Image 1 of 4O manguezal como muralha: proteção costeira e desenvolvimento urbano na Índia - Image 2 of 4O manguezal como muralha: proteção costeira e desenvolvimento urbano na Índia - Image 3 of 4O manguezal como muralha: proteção costeira e desenvolvimento urbano na Índia - Image 4 of 4O manguezal como muralha: proteção costeira e desenvolvimento urbano na Índia - Mais Imagens+ 6

Do Papel ao Espaço: A Matéria como Arquitetura Sensorial

 | Em colaboração
Áudio disponível

Selecionar um material durante o processo projetual envolve mais do que definir uma aparência. Seu comportamento em resposta à luz, ao som, ao toque e à passagem do tempo pode transformar a maneira como um espaço é percebido e utilizado. Paralelamente, fatores como durabilidade, resistência, reciclabilidade e o impacto ambiental associado à sua produção introduzem novas variáveis na tomada de decisões na arquitetura. Para Stephanie Forsythe e Todd MacAllen, cofundadores do estúdio de design e produção molo, com sede em Vancouver, essas considerações levaram a uma exploração do papel e de seu potencial para moldar espaços flexíveis e sensoriais.

Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar

Áudio disponível

Onde rios, reservatórios e o regime de chuvas já não oferecem um abastecimento confiável, a busca por água volta-se cada vez mais para a atmosfera. Neblina, umidade atmosférica e condensação oferecem caminhos distintos para essa captação. À medida que a arquitetura passa a extrair água do ar, superfícies, estruturas e espaços abertos integram-se ao sistema hídrico.

De acordo com o UNICEF, a Estratégia Nacional de Água da Jordânia estima que a disponibilidade anual de água renovável seja de apenas 61 metros cúbicos por habitante — patamar muito aquém dos 500 metros cúbicos usualmente adotados como limite para a escassez absoluta de água. Cerca de metade da população local recebe água encanada apenas uma vez por semana, ao passo que os aquíferos subterrâneos são explorados em um ritmo mais acelerado do que sua capacidade natural de recarga.

Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar - Image 1 of 4Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar - Image 2 of 4Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar - Image 3 of 4Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar - Image 4 of 4Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar - Mais Imagens+ 6

Bunkers e arcas: escapando do futuro que nós mesmos construímos

Áudio disponível

Invertendo a narrativa convencional, esta história começa pelo fim: o dia seguinte ao colapso do mundo. Enquanto quase toda a população luta para sobreviver a chamas e tempestades solares, uma fração ínfima é recebida por um guarda fortemente armado na entrada do Survival Condo Project, um antigo silo de mísseis no Kansas convertido há alguns anos em apartamentos de luxo.

Esqueça, portanto, a figura do eremita que estoca comida enlatada no porão ou o profeta do fim dos tempos. Nos últimos anos, o sobrevivencialismo expandiu-se para círculos mais abastados, criando raízes no Vale do Silício entre profissionais de tecnologia de nível executivo e da gestão de fundos de hedge. O que antes poderia ser visto meramente como excentricidade tornou-se também uma forma de pensar o futuro e, para algumas pessoas, uma oportunidade de investimento.

Bunkers e arcas: escapando do futuro que nós mesmos construímos - Image 1 of 4Bunkers e arcas: escapando do futuro que nós mesmos construímos - Image 2 of 4Bunkers e arcas: escapando do futuro que nós mesmos construímos - Image 3 of 4Bunkers e arcas: escapando do futuro que nós mesmos construímos - Image 4 of 4Bunkers e arcas: escapando do futuro que nós mesmos construímos - Mais Imagens+ 1

Transformando a orla de Barcelona: uma história de renovação urbana

Áudio disponível

Ao caminhar pela orla de Barcelona, a linha da costa parece sempre ter estado ali: areia, palmeiras, um longo calçadão, restaurantes, lojas e hotéis modernos. No entanto, a realidade é que nem sempre foi assim. Até a década de 1980, a frente marítima de Barcelona era uma barreira ativa de linhas ferroviárias, fábricas e habitações informais, com águas residuais escoando diretamente para o Mediterrâneo. A partir de 1987, a cidade começou a criar continuamente grandes calçadões e passagens entre o tecido urbano e o mar, moldando um ambiente que hoje muitos podem interpretar como um espaço outrora vazio, mas que, na verdade, resulta de décadas de intervenções de infraestrutura e complexidade social, somadas a um esforço municipal para transformar o território urbano e sua relação com a água. Acompanhar essa transformação levanta três questões que estruturam este artigo: quem foi deslocado para abrir a orla, quem a governa hoje e quem a mantém de pé?

Transformando a orla de Barcelona: uma história de renovação urbana - Image 1 of 4Transformando a orla de Barcelona: uma história de renovação urbana - Image 2 of 4Transformando a orla de Barcelona: uma história de renovação urbana - Image 3 of 4Transformando a orla de Barcelona: uma história de renovação urbana - Image 4 of 4Transformando a orla de Barcelona: uma história de renovação urbana - Mais Imagens+ 2

O que o isolamento externo deve oferecer além do desempenho térmico?

Áudio disponível

O setor de edifícios e construção é responsável por cerca de 39% das emissões globais de CO₂ e por quase 50% da extração global de materiais. As emissões operacionais de carbono, associadas à energia consumida para o funcionamento das edificações, também aumentaram 1%, atingindo 9,9 bilhões de toneladas de CO₂ em 2024, mesmo com a melhora na intensidade de uso de energia (EUI) dos edifícios. Esses números apontam para lacunas persistentes na forma como os edifícios são projetados, construídos e reformados. Uma área crucial para superar essas lacunas é o isolamento do envelope da edificação, que continua sendo fundamental para controlar a demanda de energia, aumentar a resiliência térmica e reduzir as emissões de carbono.

O escopo ampliado do/a arquiteto/a: Centro de Inovação Moving Windmills

Áudio disponível

O que fazem os/as arquitetos/as? Essa pergunta milenar revela a dicotomia perene entre dois aspectos da edificação – como construir e por que construir. Apesar de suas origens antigas e de seu nome derivar do grego antigo, a profissão se transformou ao longo dos séculos. Sua configuração atual, geralmente datada do Renascimento Italiano, estabelece uma distinção entre o ato de construir e a tomada de decisões intelectuais e estéticas por trás dele. No entanto, podemos estar no meio de outra transformação incipiente. Historicamente, a encomenda da arquitetura permaneceu separada da prática, mas, como se pode observar no trabalho do MASS e em projetos como o Moving Windmills Innovation Center, essa distinção começa a se diluir.

O escopo ampliado do/a arquiteto/a: Centro de Inovação Moving Windmills - 1 的图像 4O escopo ampliado do/a arquiteto/a: Centro de Inovação Moving Windmills - 2 的图像 4O escopo ampliado do/a arquiteto/a: Centro de Inovação Moving Windmills - 3 的图像 4O escopo ampliado do/a arquiteto/a: Centro de Inovação Moving Windmills - 4 的图像 4O escopo ampliado do/a arquiteto/a: Centro de Inovação Moving Windmills - Mais Imagens+ 11

Como transformar um sótão em espaço habitável

 | Em colaboração
Áudio disponível

O que acontece com o espaço sob a cobertura? Em muitas casas, a resposta é simples: ele se torna um sótão, um depósito ou um volume amplamente subutilizado entre o último pavimento e o telhado. No entanto, esse mesmo espaço pode se transformar em um dormitório, home office, sala de brinquedos ou área de estar adicional se a cobertura e o ambiente abaixo dela forem pensados de forma conjunta.

Esse potencial é relevante tanto em edifícios existentes quanto na arquitetura residencial de modo geral. A conversão de um sótão pode adicionar área útil sem ampliar a projeção da edificação, ao passo que projetar uma casa nova já prevendo o aproveitamento do espaço sob a cobertura a torna mais adaptável ao longo do tempo. Portanto, a questão não é apenas como converter um sótão, mas sim como reconhecer o potencial arquitetônico de um espaço subutilizado criado por uma cobertura inclinada.

Arquitetura entre a terra e a água: lições de projeto dos bayous

Áudio disponível

Um bayou é um corpo d'água de fluxo lento, tipicamente um riacho ou rio que serpenteia por terrenos planos e baixos em uma paisagem mais ampla de áreas úmidas. Encontrados por toda a Costa do Golfo, os bayous se diferenciam dos pântanos (*swamps*), que abrigam florestas alagadas caracterizadas por águas paradas, e das marismas (*marshes*), onde gramíneas altas e plantas herbáceas crescem em solos saturados. As correntes na paisagem do bayou sustentam ecossistemas biodiversos de plantas, árvores, insetos, aves e peixes, ao passo que as oscilações nos níveis da água, o solo saturado, o ar úmido, as chuvas intensas e os verões longos e quentes criam uma fronteira difusa entre a terra e a água, o úmido e o seco, o interior e o exterior.

Arquitetura entre a terra e a água: lições de projeto dos bayous - Image 1 of 4Arquitetura entre a terra e a água: lições de projeto dos bayous - Image 2 of 4Arquitetura entre a terra e a água: lições de projeto dos bayous - Image 3 of 4Arquitetura entre a terra e a água: lições de projeto dos bayous - Image 4 of 4Arquitetura entre a terra e a água: lições de projeto dos bayous - Mais Imagens+ 61

O que é preciso para iniciar uma carreira na arquitetura?

Áudio disponível

O diploma de arquitetura fornece as bases da disciplina, mas a transição para a prática profissional muitas vezes vai muito além da sala de aula. Adquirir experiência, desenvolver um portfólio e navegar pelas realidades dos escritórios de arquitetura são desafios que muitos/as jovens profissionais enfrentam em seus primeiros anos de prática.

Acesso exclusivo

Aprendizado pela Prática: Por que estudantes de arquitetura participam de concursos

Áudio disponível

Em tese, participar de um concurso de arquitetura é um dos maiores desafios na trajetória de um/a estudante de arquitetura. O grande atrativo para os/as estudantes é a oportunidade de experimentar, abordando um programa vagamente definido que abre espaço para testar ideias não convencionais e ferramentas desconhecidas fora do ritmo do semestre letivo. Esse distanciamento das avaliações formais é um desdobramento relativamente recente, já que os concursos outrora desempenhavam um papel central no ensino de arquitetura.

Na École des Beaux-Arts, o ensino dividia-se entre o ateliê — onde os/as estudantes desenvolviam projetos sob a orientação de um/a arquiteto/a atuante — e o concurso, no qual um júri de professores/as avaliava o trabalho sem ter acompanhado seu desenvolvimento. Esse modelo foi posteriormente levado a escolas como o MIT, a Penn, e a Cornell por docentes com formação francesa. Com o tempo, a maioria das escolas manteve o ateliê, que se transformou no estúdio de projeto, e relegou os concursos às margens do currículo acadêmico.

Aprendizado pela Prática: Por que estudantes de arquitetura participam de concursos - Imagen 1 de 4Aprendizado pela Prática: Por que estudantes de arquitetura participam de concursos - Imagen 2 de 4Aprendizado pela Prática: Por que estudantes de arquitetura participam de concursos - Imagen 3 de 4Aprendizado pela Prática: Por que estudantes de arquitetura participam de concursos - Imagen 4 de 4Aprendizado pela Prática: Por que estudantes de arquitetura participam de concursos - Mais Imagens+ 12

Geometria que gera energia: a fachada solar de Breidablikk Gården, Noruega

 | Em colaboração
Áudio disponível

Painéis solares costumam ser tratados como equipamentos adicionados a um edifício. Mas o que acontece quando eles passam a integrar a própria arquitetura? Uma vez incorporada ao envelope, a tecnologia fotovoltaica pode gerar energia e, ao mesmo tempo, influenciar a forma, a construção e o desempenho ambiental da edificação.

As coberturas costumam ser o local mais óbvio para painéis fotovoltaicos; no entanto, outras partes do edifício também podem gerar energia enquanto desempenham funções arquitetônicas adicionais. Fachadas podem proporcionar sombreamento, brises podem controlar a luz solar e fachadas ventiladas podem aliar a proteção contra intempéries à geração de energia. Com isso, sua orientação, posicionamento e integração ao envelope do edifício passam a fazer parte do partido arquitetônico, em vez de se limitarem a uma decisão técnica isolada.

Além da caixa: O que a arquitetura com contêineres acerta e onde deixa a desejar

Áudio disponível
Além da caixa: O que a arquitetura com contêineres acerta e onde deixa a desejar - Imagem de Destaque
Edifício de contêineres District 10. Imagem cortesia de Shipping Containers

Usar contêineres marítimos como base para uma estrutura — prática também conhecida como "cargotectura" — parece ser uma abordagem simples para a construção. Uma impressão que, no entanto, pode ser enganosa. Embora seja verdade que os contêineres são um material de construção rápido, econômico e que frequentemente exige menos esforço, além de durável e personalizável, as conversões dessas estruturas também trazem desafios. Sem um planejamento minucioso, o processo de obra pode ser desgastante e os resultados, frustrantes.

Para entender se os contêineres são a escolha certa para um projeto de construção, é importante olhar além de seu apelo industrial e encarar a realidade e as limitações das caixas de aço como material construtivo.

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.