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Como o mármore transforma os espaços interiores na arquitetura histórica de Vicenza?

Em uma antiga igreja do século XVI em Vicenza, duas histórias se encontram: a da arquitetura sacra do Renascimento italiano e a do mármore, o material milenar por excelência, aqui reinterpretado sob uma perspectiva contemporânea. Nesse diálogo entre épocas, a Lithos Design apresenta a Quinte, uma divisória de dupla face que transforma o mármore em uma ferramenta de design: não apenas uma superfície, mas um elemento rítmico e modular que define e valoriza os espaços. Uma ideia concebida para arquitetos/as de interiores que buscam soluções simultaneamente funcionais e decorativas, capazes de moldar ambientes com precisão, elegância e personalidade.

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Do funcional ao sensorial: como se projeta a experiência de um banheiro sem contato?

A arquitetura jamais deixará de buscar a funcionalidade, pois nela reside um de seus princípios essenciais. A essa condição somam-se fatores como a estética e a operacionalidade, que também influenciam na valorização do design contemporâneo. Com o tempo, o conceito de funcionalidade evoluiu, estendendo-se para além da resolução e da eficiência, vinculando-se à criação de experiências. Assim, a qualidade de um ambiente depende tanto de seu design quanto da forma como seus elementos e sistemas se articulam para gerar uma experiência global de habitar. Inovar, nesse sentido, implica conceber ambientes fluidos e intuitivos, onde cada componente contribui para que a vivência seja natural e segura, algo especialmente relevante em espaços de uso cotidiano como os banheiros.

Masterplan do Gonio Yachts & Marina, desenvolvido por Spectrum Architecture, transformará a costa da Geórgia no Mar Negro

Spectrum Architecture, em colaboração com SOG e F&M, apresenta o masterplan para o Gonio Yachts and Marina — um importante empreendimento à beira-mar na costa do Mar Negro, projetado para oferecer infraestrutura residencial e hoteleira de alto padrão para mais de 30.000 pessoas.

O projeto faz parte do expressivo investimento da EMAAR no setor imobiliário da Geórgia sob a marca Eagle Hills, que planeja desenvolver dois megaprojetos em Tbilisi e Batumi. O investimento total supera US$ 6,5 bilhões e visa atrair US$ 10 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, gerar 30.000 empregos em diversos setores e receber 350.000 visitantes anualmente.

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Repensando o espaço público sob o olhar de um/a skatista

Criado por surfistas da Califórnia que queriam trazer as linhas do surfe para o asfalto, o skate logo superou seu papel de mera alternativa para os dias sem ondas. Consolidou-se como uma prática que lê a cidade sob uma lógica diferente, reinterpretando degraus, corrimãos, muros e espaços intersticiais como potenciais linhas, desafios e oportunidades. Ao longo do tempo, evoluiu para uma cultura urbana global, uma forma de habitar e transformar o espaço público por meio do movimento. O que antes era marginal tornou-se um catalisador para a ativação urbana, a construção de comunidades e o surgimento de novos usos para espaços negligenciados. Em sua essência, o skate revela quantas cidades coexistem dentro de uma mesma cidade, dependendo de quem transita por ela e de como cada pessoa é capaz de reinterpretar o que está ao seu redor.

Luz, Material, Reação: Como as Active Surfaces® transformam a sede da Cybernet Systems em Tóquio

A nova sede da Cybernet Systems foi projetada com base no conceito arquitetônico japonês de flexibilidade, promovendo bem-estar, colaboração e produtividade. Como líder global em Engenharia Auxiliada por Computador, que apoia a produção industrial por meio de soluções digitais avançadas, a empresa materializa na sede — localizada no edifício Fuji Soft Akihabara, em Tóquio — seu compromisso de criar uma comunidade dinâmica e voltada para a tecnologia.  

Desenvolvido pelo escritório MB-AA (Matteo Belfiore Architect & Associates) e pela Shukoh, em colaboração com a Cybernet Systems, o projeto traduz os valores corporativos em design espacial. Minimalismo, iluminação natural e amplitude definem o ambiente. Divisórias transparentes e layouts adaptáveis estimulam a comunicação, ao mesmo tempo que permitem a cada colaborador/a personalizar seu espaço de trabalho. Bem-estar, criatividade, flexibilidade e tecnologia constituem o cerne do projeto.

Imaginando um mundo sem limites: Orama Minimal Frames na BAU Munich 2025

A prestigiada BAU Munique, a principal feira mundial de arquitetura, materiais e sistemas, serviu de palco para as mais recentes inovações da Orama Minimal Frames em tecnologia de esquadrias arquitetônicas. A exposição ofereceu uma plataforma para conexões do setor e apresentou avanços que desafiam os limites convencionais no design de esquadrias.

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Onde cada centímetro conta: como banheiros minúsculos moldam o design espacial

Os espaços residenciais estão encolhendo? À medida que as cidades se tornam mais densas e a população global continua sua migração constante em direção aos centros urbanos — com projeção de atingir cerca de 70% até 2050 —, o espaço doméstico torna-se cada vez mais reduzido. O aumento dos preços dos terrenos, os altos custos de construção e o crescimento de domicílios de uma única pessoa impulsionam as incorporadoras a criar unidades menores e plantas mais enxutas. Ao mesmo tempo, mudanças culturais em direção à eficiência de recursos e a um estilo de vida minimalista apoiam esse movimento. Espaços residenciais reduzidos exigem menos materiais, consomem menos energia e incentivam as pessoas a viver de forma mais equilibrada com seus recursos.

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Projetando com Empatia: De Cidades Inteligentes a Cidades Sensíveis

O futuro das cidades tem sido definido há muito tempo pela inteligência: redes de sensores, dados e sistemas de engenharia. De algoritmos de fluxo de tráfego a painéis de controle climático, a cidade inteligente prometia tornar a vida urbana otimizada, mensurável e previsível. No entanto, em meio a essa abundância tecnológica, algo essencial parece ausente: a sensibilidade. As cidades estão se tornando cada vez mais equipadas para processar informações, mas menos capazes de perceber a atmosfera, a emoção ou o cuidado.

Como revelam os debates globais recentes sobre inovação urbana, o próximo desafio não é adicionar mais dispositivos, mas sim cultivar novas formas de consciência. Uma cidade sensível escuta seu clima, se adapta a seus habitantes e responde aos ritmos sutis do ambiente. Nessa transição da computação para a percepção, a arquitetura e o desenho urbano estão redescobrindo a inteligência como uma forma de empatia.

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Arquitetura para a Mudança: Desenho Urbano Paramétrico, Conservação do Patrimônio Vernáculo e Soluções Habitacionais Resilientes

Projetos acadêmicos podem explorar novos rumos e contribuir para o debate público sobre questões globais e locais? O The 2025 Politecnico di Torino Architecture Students Award buscou responder a essas questões, demonstrando como a pesquisa, a formação e a experimentação arquitetônicas podem ser integradas ao currículo acadêmico.

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Ethos de Design de Subtração e Adição: 10 Projetos de Reuso Adaptativo para Espaços Comerciais e Sociais na Ásia

Embora o reuso adaptativo venha sendo cada vez mais reconhecido como uma estratégia arquitetônica vital em todo o mundo, sua discussão e implementação na Ásia ainda estão em expansão — impulsionadas por uma crescente consciência ecológica e por uma mudança na compreensão do conhecimento arquitetônico. Em vez de acelerar um modelo desenvolvimentista centrado na demolição e em novas construções, profissionais da arquitetura hoje se deparam com uma abordagem diferente em relação ao ambiente construído: tratar a estrutura existente como um recurso — um arquivo de materiais, organizações espaciais e histórias informais.

O reuso adaptativo é frequentemente associado à preservação de edifícios históricos e patrimônios de relevância cultural. No entanto, o vasto campo de estruturas aparentemente "menos valorizadas" — casas abandonadas, residências comuns embora antigas, edifícios de escritórios fora das normas vigentes e vazios urbanos negligenciados — tornou-se um terreno fértil para a experimentação. Esses locais desafiam profissionais de arquitetura e design a reconsiderarem os padrões vigentes de eficiência e desenvolvimento orientados pelo mercado, bem como a imaginarem práticas espaciais e ecológicas que evitem a perda contínua de material incorporado e do conhecimento cultural inerente à reconstrução constante.

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Arquitetura em Movimento: Enquadrando espaços que vivem e respiram

O espaço arquitetônico há muito é moldado pela permanência: cômodos com funções fixas, fachadas que definem claramente onde o exterior termina e o interior começa. No entanto, a vida contemporânea é definida pela sobreposição e pela transição: entre o trabalho e o morar, o interior e o exterior, a privacidade e a comunidade. As necessidades espaciais evoluem continuamente, exigindo uma arquitetura capaz de responder, adaptar-se e permanecer relevante ao longo do tempo. 

Nesse contexto, a adaptabilidade surge não apenas como uma ambição de projeto, mas como uma necessidade sustentável. Edifícios que se ajustam a usos dinâmicos, climas em transformação ou novas formas de habitar prolongam sua vida útil e reduzem a necessidade de demolições ou grandes reformas (retrofits). A flexibilidade torna-se uma medida de resiliência, permitindo que as estruturas mantenham sua vitalidade ao longo de décadas. Mas de que maneira a arquitetura pode responder às formas em constante evolução como habitamos e vivenciamos o espaço?

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Como os kits de ferramentas de código aberto estão democratizando o patrimônio construído

A demolição parece mais barata do que o restauro quando os custos econômicos do patrimônio intangível são ignorados. Quando o conhecimento técnico de conservação fica restrito a honorários profissionais elevados, proprietários/as que enfrentam a deterioração de um edifício enxergam apenas dois valores: o custo da obra e o custo dos honorários. O primeiro é o custo de contratar um/a arquiteto/a de conservação, um/a engenheiro/a estrutural e prestadores de serviços especializados para uma avaliação e um plano de restauro. O outro é o custo de uma licença de demolição e de uma nova construção. A demolição vence — não por ser de fato mais econômica quando se consideram a energia incorporada nos materiais, os custos de infraestrutura e o valor do ciclo de vida, mas porque o conhecimento necessário para restaurar de forma viável permanece inacessível.

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O papel da inteligência artificial responsável na transformação da prática e do design de arquitetura

A discussão sobre IA na arquitetura deixou de ser especulação para se tornar realidade prática. Arquitetos/as e designers agora buscam compreender como o uso inteligente de ferramentas baseadas em inteligência artificial pode impulsionar a inovação e criar vantagens competitivas. No entanto, à medida que a curiosidade e o otimismo crescem, os escritórios também enfrentam receios relacionados a questões éticas e jurídicas que cercam a adoção da IA.

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Cozinhas inteligentes? Fusionando tecnologia, estética e movimento em bancadas de cozinha

Ao compreender o papel atual da cozinha como um espaço de convivência, lazer e experimentação na residência, o diálogo entre tecnologia e arquitetura ganha relevância por trazer movimento, adaptabilidade e flexibilidade aos espaços domésticos. Embora as cozinhas representem a essência de diferentes culturas, preservando desde receitas e processos antigos até heranças e tradições, a arquitetura desses espaços abre caminho para a integração de acabamentos de materiais inovadores a tecnologias invisíveis, combinando resistência, eficiência energética e design.

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Litorais elementais na Ásia-Pacífico: o concreto redefine a casa de praia

Morar à beira-mar é, há muito tempo, um desejo marcante — atraído pela promessa de uma natureza amena, privacidade e acesso imediato à água. Historicamente, as casas de praia tendiam a ser rústicas e despojadas: em parte porque a infraestrutura em locais remotos e o transporte de materiais eram difíceis, e em parte porque seu charme residia em estar mais próximo dos elementos — de forma mais simples, rústica e direta.

Por conta disso, muitas das primeiras casas de praia foram construídas em madeira. O material oferecia vantagens claras: era leve, adaptável, de rápido manuseio e podia ser montado com o mínimo de maquinário pesado. Embora a madeira sofra com a ação do tempo e apresente baixa resistência à umidade carregada de sal, a madeira para uso externo carrega um caráter bruto e natural que reforçava o apelo do ideal da casa de praia.

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A Arquitetura do Comedimento: Quando Escolher Não Construir se Torna Projeto

Em um mundo que enfrenta o esgotamento ecológico e a saturação espacial, o ato de construir passou a representar tanto criação quanto consumo. Durante décadas, o progresso arquitetônico foi medido pelo novo: novos materiais, novas tecnologias, novos monumentos à ambição. Hoje, no entanto, a disciplina é cada vez mais moldada por outra forma de inteligência, que valoriza o que já existe. Profissionais da arquitetura estão aprendendo que fazer menos pode significar projetar mais, e essa mudança marca o surgimento do que se poderia chamar de uma arquitetura da contenção: uma prática definida pelo cuidado, pela manutenção e pela escolha deliberada de não construir.

Esse princípio reconhece que o edifício mais sustentável costuma ser aquele que já está de pé, e que a transformação pode ocorrer por meio da preservação, do reparo ou até mesmo da ausência. Escolher não construir torna-se um ato político e criativo, uma resposta aos limites materiais do planeta e aos limites éticos do crescimento infinito. Essa arquitetura vai além da produção de novas formas para abraçar a continuidade, prolongando a vida útil de estruturas, materiais e memórias que já habitam o mundo.

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De Bangkok a Florença: 6 projetos não construídos de espaço público que repensam a comunidade, a ecologia e a identidade urbana

Os espaços públicos continuam sendo alguns dos cenários mais dinâmicos para a experimentação arquitetônica não construída, revelando como as cidades e os/as arquitetos/as podem conceber a acessibilidade, o encontro e a identidade cívica. Nesta seleção de projetos não construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas examinam parques, corredores de pedestres, paisagens culturais e ambientes urbanos de livre acesso que convidam as pessoas a se encontrar, se movimentar, descansar e participar da vida coletiva. Em vez de tratar o espaço público como um terreno residual, esses projetos o posicionam como uma infraestrutura essencial, moldando a saúde urbana, a memória e a interação social.

De Bangkok a Florença: 6 projetos não construídos de espaço público que repensam a comunidade, a ecologia e a identidade urbana - Imagem 19 de 4De Bangkok a Florença: 6 projetos não construídos de espaço público que repensam a comunidade, a ecologia e a identidade urbana - Imagem 22 de 4De Bangkok a Florença: 6 projetos não construídos de espaço público que repensam a comunidade, a ecologia e a identidade urbana - Imagem 32 de 4De Bangkok a Florença: 6 projetos não construídos de espaço público que repensam a comunidade, a ecologia e a identidade urbana - Imagem 26 de 4De Bangkok a Florença: 6 projetos não construídos de espaço público que repensam a comunidade, a ecologia e a identidade urbana - Mais Imagens+ 30

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Hospitalidade panorâmica: a integração da paisagem, da luz e do conforto no design hoteleiro

Em meio a uma era de novos paradigmas, a arquitetura hoteleira contemporânea repensa a adoção de novas tecnologias, a incorporação de princípios de sustentabilidade e eficiência energética, bem como a personalização das experiências de seus usuários. Redefinindo o design dos espaços interiores e exteriores dos hotéis, integram-se desde soluções de projeto adequadas ao clima de cada região até a aplicação de materiais reciclados e projetos bioclimáticos, buscando gerar o menor impacto ambiental possível.

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O silêncio também é importante: a acústica como infraestrutura cultural

Em 1952, o compositor norte-americano John Cage apresentou pela primeira vez sua obra revolucionária "4'33''". Nela, a orquestra não emite nenhum som intencional durante quatro minutos e trinta e três segundos. Em vez disso, o que se ouve são respirações, movimentos e ruídos sutis que normalmente passariam despercebidos, mas que ali se tornam parte da própria composição. Com essa obra, Cage revelou que o silêncio absoluto não existe. Sempre há som, mesmo quando não planejado.

Da mesma forma, cada espaço arquitetônico possui sua própria paisagem sonora. O som se propaga, reflete, reverbera e se dissipa de acordo com os materiais, volumes e superfícies que encontra. Paredes rígidas e pés-direitos altos podem amplificar os ecos, ao passo que tecidos e painéis porosos os suavizam. A acústica, portanto, não é meramente uma preocupação técnica, mas uma forma de escuta materializada — uma ciência que opera no limite entre a percepção e a emoção. Por essa razão, trata-se de um campo complexo. Cada tipologia, seja um museu, templo, estúdio ou teatro, tem sua própria lógica sonora, e a compreensão dessas nuances é essencial para criar espaços que acolham o som, a voz e o silêncio com igual precisão.

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A Temperatura da Desigualdade: Repensando as Superfícies Urbanas para um Clima em Transformação

As cidades reúnem o melhor e o pior da condição humana. Elas concentram oportunidades de trabalho, redes sociais e produção cultural, mas também expõem profundas desigualdades sociais. Entre as muitas formas de exclusão urbana estão o acesso limitado ao transporte, à moradia, ao lazer ou a questões de segurança. Uma vertente raramente debatida é a desigualdade térmica. Em bairros de menor renda, onde há menos árvores, parques e superfícies permeáveis, o calor se acumula e o desconforto térmico predomina, resultando em maior consumo de energia e riscos à saúde. À medida que cresce a preocupação com a crise climática, essa discussão se torna mais urgente: o calor extremo já não é apenas um fenômeno climático, mas também uma expressão espacial da desigualdade.

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Projetando além da fórmula: conheça as obras do 5468796 Architecture no Canadá

Fundado em Winnipeg, Manitoba, em 2007 por Johanna Hurme e Sasa Radulovic, e logo em seguida integrado por seu terceiro sócio, Colin Neufeld, o 5468796 Architecture estabeleceu-se como um escritório de arquitetura cujos primeiros trabalhos exploraram o estado atual da habitação na América do Norte. O estúdio canadense funciona como um coletivo de cerca de 20 designers que priorizam o valor coletivo das ideias em detrimento da autoria individual.

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Projetando para o amanhã: soluções positivas para a natureza em ambientes urbanos

O futuro do planejamento urbano e da arquitetura é promissor se o mundo, coletivamente, olhar além do conceito de mera sustentabilidade e, em vez disso, adotar uma abordagem positiva para a natureza. À medida que o crescimento populacional global impulsiona uma rápida urbanização — exigindo que a humanidade construa o equivalente a uma cidade do tamanho de Madri a cada semana pelas próximas décadas —, o setor da construção enfrenta um desafio decisivo: como construir ambientes urbanos duráveis, energeticamente eficientes e resilientes em harmonia com os ecossistemas naturais. 

Esculpindo a visão urbana da Arábia Saudita: Buildner revela os vencedores do Mujassam Watan Challenge

A Buildner e a Iniciativa Mujassam Watan anunciaram os resultados do Mujassam Watan Urban Sculpture Challenge.

Este concurso internacional convidou arquitetos/as, artistas e designers a criarem esculturas públicas visionárias que refletissem o rico patrimônio cultural e as ambições futuras da Arábia Saudita. À medida que o Reino passa por uma profunda transformação sob a chancela da Vision 2030, esta iniciativa — organizada em parceria com a Iniciativa Mujassam Watan — buscou propostas que dialogassem tanto com a história quanto com o futuro, a tradição e a inovação no espaço público.

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Além da arquitetura centrada no ser humano: projetando espaços com outras espécies

À medida que a arquitetura avança para além do design centrado no ser humano, novas práticas repensam a coexistência como uma estrutura ética e ecológica. Das infraestruturas políticas aos habitats, essas abordagens nos convidam a imaginar a arquitetura como um sistema vivo compartilhado.

A arquitetura moderna foi, por muito tempo, escrita sob uma ótica antropocêntrica, colocando o ser humano no centro e tornando invisíveis as demais espécies. Contudo, esse paradigma vem se transformando, à medida que profissionais da arquitetura e da pesquisa redefinem o papel do design em mundos mais-que-humanos. Estúdios como Office for Political Innovation, Studio Ossidiana e Husos Architects questionam as narrativas centradas no ser humano e reformulam o design como uma prática compartilhada entre espécies. Nesse contexto, a arquitetura deixa de ser uma ferramenta de controle para se tornar um meio de coexistência, uma disciplina que media a relação entre espécies, ambientes e culturas.

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