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Entre a pedra e o design: 4 texturas e tons que se conectam com o entorno natural

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Em sua busca constante por criar espaços funcionais que também estabeleçam uma conexão visual e emocional com quem os habita, a arquitetura encontrou na natureza uma fonte de inspiração. Desde a proporção áurea, presente em estruturas biológicas, até o uso de materiais próprios do contexto, o ambiente natural oferece uma lição de formas e texturas que alimentam o pensamento arquitetônico. Um exemplo emblemático é a Casa da Cascata, onde a pedra atua como elemento de integração entre a construção e o seu entorno. Embora essa obra evidencie o potencial da pedra, sua presença e caráter evoluíram para novos formatos, como o porcelanato, ampliando as alternativas no design e consolidando a importância das texturas e tonalidades pétreas em projetos contemporâneos.

6 moodboards táteis e contextuais: inspiração para casas e apartamentos

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A atmosfera de uma residência se constrói gradualmente através da interação entre arquitetura, mobiliário e materiais. Cada componente traz cor, textura e profundidade, tornando a experiência de habitar sensorial e envolvente. Dentre eles, os materiais desempenham um papel decisivo: não apenas definem o aspecto visual, mas também transmitem tato, luz, temperatura e conexão com o entorno, transformando nossa percepção do lar. Quando observados de maneira contextualizada, revelam novas possibilidades para projetar e vivenciar interiores e exteriores, lembrando-nos de que cada escolha influencia o conforto e a funcionalidade.

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Tecnologia e fluxos de trabalho com IA: como estão transformando a prática arquitetônica?

A arquitetura de hoje está vivenciando um momento de profunda mudança. Os projetos são cada vez mais ambiciosos, os prazos mais curtos e as demandas de sustentabilidade mais exigentes. Diante desse cenário, os/as arquitetos/as não precisam apenas de criatividade: também necessitam de ferramentas que os/as ajudem a imaginar, testar e construir com mais rapidez, precisão e confiança.

Os softwares especializados —como AutoCAD, DaVinci, Revit ou Nuke— são hoje peças-chave no fluxo de trabalho de arquitetura. No entanto, seu potencial máximo é alcançado quando integrados a hardwares de alto desempenho e tecnologias emergentes como a inteligência artificial (IA), que elevam significativamente a capacidade de projeto, análise e execução.

A construção sustentável deve ser projetada desde o início: a contribuição da pintura

A indústria da construção enfrenta uma pressão crescente para adotar práticas mais sustentáveis devido à necessidade de mitigar as mudanças climáticas e proteger os recursos naturais. As construções tradicionais têm um grande impacto ambiental, desde a destruição de ecossistemas até altos níveis de consumo de energia e emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a extração e a fabricação de materiais contribuem para a poluição da água ou para a geração de resíduos perigosos. Contudo, surgem produtos que oferecem soluções mais amigáveis ao meio ambiente, sem comprometer a qualidade nem o desempenho, voltados a profissionais de arquitetura que buscam criar projetos sustentáveis.

De fato, uma das maneiras mais eficazes de praticar a construção sustentável é a escolha de materiais adequados que contribuam para a redução do impacto negativo no planeta.

De peças pré-fabricadas a mobiliário urbano: 4 projetos arquitetônicos com soluções em concreto

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Qual é o papel do mobiliário urbano no espaço público? Alinhado aos comportamentos humanos em sociedade, o desenho dos espaços públicos insere-se em uma investigação complexa que compreende, além da análise de usos, a participação da comunidade, o estudo das condições climáticas e geográficas, a economia de recursos, entre tantos outros fatores, a seleção de equipamentos e elementos urbanos adequados para satisfazer as necessidades de uma grande parcela da população. Como defende o arquiteto e urbanista espanhol Oriol Bohigas Guardiola, a arquitetura, além de uma arte, é um serviço direto à sociedade. Portanto, a harmonia entre as múltiplas disciplinas que intervêm simultaneamente deveria consolidar ferramentas que melhorem e/ou facilitem a vida em comunidade. Compreender o papel que o mobiliário urbano desempenha ao colaborar para a realização de certas atividades — de acordo com sua disposição, dimensões, materialidade e vida útil de longo prazo — é parte importante do funcionamento atual e futuro dos espaços urbanos.

Malhas de pedra natural: Mesclando tradição e inovação no design de interiores

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A pedra, como material de construção, tem sido fundamental desde os primórdios da sociedade humana, estando presente de diversas formas em nosso ambiente. Desde estruturas arquitravadas até robustos muros de pedra seca, sua presença enraizada em nosso entorno e nas primeiras construções sempre foi evidente. Alvar Aalto destacou esse fato ao afirmar que essa arquitetura primitiva poderia ser considerada a "genialidade da descoberta", uma vez que, naquela época, a natureza era a única fornecedora de materiais de construção.

Com o passar do tempo e o aprimoramento dos processos de transporte, manipulação e beneficiamento da pedra, este material tornou-se muito mais nobre e fácil de manusear. Embora preserve suas características fundamentais, hoje é possível ampliar sua aplicação como revestimento — principalmente em banheiros e cozinhas — utilizando pedras de menor tamanho, conhecidas como *pebbles* (seixos). Isso as transforma em um elemento de design que agrega interesse visual e uma nova experiência tátil, adicionando, assim, uma dimensão extra ao seu uso.

Os 10 melhores projetos de fim de curso desenvolvidos por estudantes de arquitetura na Argentina em 2017

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Com o objetivo de dar visibilidade à valiosa produção das universidades argentinas, lançamos uma chamada aberta na qual convidamos nossos leitores e leitoras na Argentina a enviar seus projetos de conclusão de curso, difundindo o fruto do trabalho que lhes permitiu se tornarem, recentemente, arquitetos e arquitetas.

Após receber mais de 70 propostas de diferentes faculdades e cidades argentinas, nossa equipe editorial selecionou 10 delas, considerando os projetos que evidenciavam um pensamento crítico em relação às problemáticas, à forma adotada e à sua representação. A seleção não apenas valoriza os projetos que entregaram a melhor arquitetura possível por meio de um desenho simples, adequado ao seu contexto, ao seu programa e aos seus usuários e usuárias, mas também aqueles que demonstram uma atenção especial à escala humana, à mediação e transição, e a novas formas de abordar a arquitetura nas cidades.

Confira os nossos 10 projetos de destaque a seguir.

9 projetos de taquerias que você precisa conhecer

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Uma das principais marcas da cultura mexicana – além de sua arquitetura e de toda a rica história das civilizações pré-hispânicas – é a sua gastronomia, tanto que, atualmente, o país conta com o reconhecimento da UNESCO, que declarou sua culinária tradicional como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. No entanto, uma das comidas mais emblemáticas e versáteis é o famoso taco – e se há algo em que os/as mexicanos/as são especialistas, é em transformar absolutamente tudo (ou quase tudo) em um taco.

Os 10 melhores aplicativos de arquitetura de 2022

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Com smartphones e tablets cada vez mais potentes, o conceito do escritório de arquitetura tradicional foi profundamente transformado desde a introdução de aplicativos móveis no setor. Essas ferramentas proporcionam fluxos de trabalho muito mais eficientes e práticos diretamente no canteiro de obras ou em trânsito, cobrindo todos os aspectos do projeto graças à sua variedade e versatilidade. Com interfaces amigáveis, modos de operação intuitivos e amplos recursos de informação, alguns são voltados para profissionais do setor, enquanto outros atraem qualquer entusiasta da arquitetura.

O ArchDaily selecionou os aplicativos de arquitetura mais populares de 2022, abrangendo desde desenho técnico e modelagem até esboços em diferentes níveis, plataformas de construção e gerenciamento, ferramentas utilitárias e aplicativos para buscar inspiração. Continue lendo para descobrir os aplicativos mais destacados para sistemas iOS e Android.

Em foco: Robert Venturi e Denise Scott Brown

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Por meio de teorias vanguardistas e edifícios controversos, Robert Venturi (25 de junho de 1925) e Denise Scott Brown (3 de outubro de 1931) lideraram uma das transformações mais profundas na arquitetura do século XX. A dupla, pioneira do pós-modernismo, marcou a história da disciplina ao publicar obras seminais como Complexidade e Contradição em Arquitetura (escrito apenas por Venturi) e Aprendendo com Las Vegas (coescrito por Venturi, Scott Brown e Steven Izenour).

Desenhos de Edifícios / Desenhar Edifícios: A Obra de Sergei Tchoban

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Um desenho deve ser a chave para a compreensão da arquitetura – o que há para gostar ou desgostar, de onde surgem as ideias dos/as arquitetos/as, como essas ideias chegam ao papel e o que é importante nesse processo.” - Sergei Tchoban

Durante o último mês, o arquiteto, artista e colecionador russo-alemão Sergei Tchoban foi o tema central da exposição *Sergei Tchoban: Drawing Buildings/Building Drawings*, que reuniu cinquenta dos desenhos de fantasia urbana em grande escala do arquiteto. Esses desenhos, embora intrigantes por seu valor técnico e artístico, também refletem as reflexões profundamente pessoais de Tchoban sobre o passado, presente e futuro de suas cidades favoritas — São Petersburgo, Roma, Amsterdã, Veneza, Berlim, Nova York — além de uma documentação detalhada de cinco projetos construídos (dois museus, dois pavilhões de exposição e uma cenografia teatral).

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15 projetos no México com pátios que fundem o interior com o exterior

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15 projetos no México com pátios que fundem o interior com o exterior - Imagem de Destaque15 projetos no México com pátios que fundem o interior com o exterior - Image 1 of 415 projetos no México com pátios que fundem o interior com o exterior - Image 2 of 415 projetos no México com pátios que fundem o interior com o exterior - Image 3 of 415 projetos no México com pátios que fundem o interior com o exterior - Mais Imagens+ 15

Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local. Isso pode representar uma dificuldade quando se trata de climas extremos, em que é necessário utilizar materiais isolantes que se adaptem a condições variáveis. No entanto, quando se fala do México e de seu clima privilegiado, esse aspecto atua a favor dos/as arquitetos/as, permitindo criar microclimas e espaços que se fundem na transição entre o interior e o exterior.

Os pátios se tornaram um elemento tradicional de projeto, e os efeitos psicológicos que produzem são fundamentais para serem retomados em propostas futuras, pois constituem o ponto de encontro entre o interior e o exterior, o comum e o privado. É uma forma de trazer o sol e a chuva para o interior da casa, abrindo espaço para o acaso de outras trajetórias e vivências que não ocorrem plenamente nos espaços internos. A seguir, apresentamos uma seleção de projetos no México que utilizam o pátio como recurso principal de projeto.

50 termos e conceitos de construção que todo arquiteto e arquiteta deve conhecer

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Como em qualquer setor, a maior parte das habilidades na construção civil é adquirida por meio de anos de prática e resolução de problemas cotidianos, indo muito além do que é ensinado em sala de aula. Para recém-formados/as em arquitetura, interagir com empreiteiros/as, engenheiros/as e construtores/as durante suas primeiras visitas à obra pode parecer intimidador, especialmente por ser o primeiro contato com a prática profissional real.

Entre os muitos aprendizados adquiridos no canteiro de obras estão as terminologias utilizadas pelas equipes de execução, que nem sempre são abordadas na faculdade. Embora um dicionário de arquitetura pareça ser a solução ideal, carregar um livro com mais de 25.000 verbetes — como o clássico Dictionary of Architecture and Construction de Cyril M. Harris — não seria a opção mais prática para o dia a dia da obra. Por isso, reunimos uma seleção de 50 termos e conceitos de construção com os quais todo/a arquiteto/a se deparará pelo menos uma vez ao longo de sua trajetória profissional.

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Os melhores exemplos modernos de renovação de pátios antigos na China

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As casas com pátio chinesas são uma das tipologias residenciais mais comuns, estendendo-se desde a capital do norte, Pequim, até as poéticas cidades do sul, como Hangzhou, e retornando às pitorescas regiões de Yunnan. Tradicionalmente chamadas de heyuan, essas casas com pátio são simplesmente um “pátio fechado nos quatro lados”.

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Conheça um perfil inusitado no Instagram dedicado a compartilhar a arquitetura peculiar dos banheiros públicos do Japão.

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Ao resgatar a história da arquitetura japonesa, pensamos de imediato em estruturas complexas de madeira, telhados inclinados e uma relação próxima com a água. Hoje, o país também desponta como líder em inovação espacial, acumulando conquistas notáveis que vão de arranha-céus e edifícios corporativos a micro-habitações. No entanto, este perfil no Instagram decidiu explorar uma tipologia arquitetônica frequentemente negligenciada: os banheiros públicos.

Com um nome desavergonhadamente direto, o perfil @toilets_a_go_go tem como propósito levar quem o acompanha a "explorar os banheiros do Japão". O conteúdo compartilhado é extremamente variado, indo de quiosques públicos inspirados na arquitetura tradicional japonesa a cabines que remetem ao Metabolismo — as quais utilizam estruturas inovadoras para proporcionar uma escala confortável. Se o nome explícito do perfil ainda puder gerar algum mal-entendido ou sugerir segundas intenções, as publicações logo dissipam as dúvidas. Embora costumemos ignorar essa tipologia ou até nutrir visões negativas sobre ela, as fotografias têm o poder de revelar a beleza dessas estruturas, mostrando que usar um banheiro público pode — e deve — ser uma experiência agradável.

Os 100 melhores projetos de arquitetura em madeira nos EUA

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Considerada um dos materiais de construção mais nobres — e também uma das favoritas de muitos profissionais da arquitetura em todo o mundo —, a madeira oferece valor estético, estrutural e prático das maneiras mais versáteis. Por meio de diferentes técnicas, como o trabalho artesanal ou a pré-fabricação, a construção em madeira permanece relevante não apenas historicamente, mas também na vanguarda da arquitetura e do design (graças a novas tecnologias que expandiram suas possibilidades).

De pavilhões temporários a residências unifamiliares e edifícios institucionais de grande porte em múltiplos pavimentos, a madeira tem demonstrado seu valor no mesmo patamar de outros materiais estruturais, como o aço, o tijolo ou até mesmo o concreto. Esse protagonismo é especialmente evidente nos Estados Unidos, onde arquitetos e arquitetas de renome utilizam novas técnicas para aprimorar as soluções que o material pode oferecer. Além disso, novas regulamentações estão permitindo que esses(as) profissionais explorem ainda mais a diversidade e as possibilidades da construção em madeira.

Com o apoio do ThinkWood, reunimos 100 exemplos das melhores estruturas de madeira nos Estados Unidos.

Alimentar a Terra: O que comemos construiu o mundo que habitamos

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Existe uma forma convencional de contar a história da arquitetura e da alimentação. Ela começa com a decisão humana de cultivar, armazenar, distribuir e consumir, e termina com o edifício que essa decisão produziu. Nessa versão dos fatos, o alimento é o pretexto e a arquitetura é a resposta.

Mas e se a história for diferente? E se o tomate tivesse construído Almería? E se o bacalhau tivesse redesenhado o Atlântico Norte? E se a soja estiver, neste exato momento, construindo um porto em Santos e, ao mesmo tempo, devastando uma floresta no Cerrado, sem que o/a arquiteto/a simplesmente tenha sido avisado/a? Trata-se da descrição de processos já concluídos, ou em andamento avançado, que produziram algumas das paisagens contemporâneas de maior impacto espacial. Grande parte do ambiente construído é moldada pelas pressões, metabolismos e ambições territoriais daquilo que comemos. Nisso, a arquitetura costuma ser menos um projeto e mais uma consequência — e a disciplina tem contado sua própria história pelo lado errado.

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Da pedreira à bancada: Traçando as origens da pedra natural na arquitetura

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Há algum tempo, tornou-se comum nos perguntarmos de onde vêm aquilo que consumimos. Conferimos rótulos, buscamos produtores locais e investigamos cadeias de produção em uma tentativa de compreender o impacto dos nossos hábitos seja na nossa própria saúde ou no planeta.

No campo da arquitetura, entretanto, essa pergunta ainda permanece relativamente marginal. Muitas vezes sabemos quem projetou um edifício, conhecemos seus acabamentos, o fabricante de suas esquadrias, a marca de seus revestimentos e até mesmo seu desempenho energético mas, quase nunca, nos perguntamos de onde vieram as toneladas de matéria que tornaram sua existência possível.

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Clima, cultura e modernismo: o campus pós-colonial como laboratório de arquitetura

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Nas décadas que se seguiram à independência, alguns dos experimentos arquitetônicos mais ambiciosos do mundo não surgiram em museus, monumentos ou palácios governamentais. Eles surgiram por meio de universidades. No Sul da Ásia e na África, nações recém-formadas transformaram seus campi em campos de teste para maneiras inteiramente novas de conceber a vida coletiva. Esses campi funcionaram como muito mais do que simples instituições de ensino. Tornaram-se territórios onde o Estado testava como organizar a modernidade — espaços voltados para a convivência cidadã, o funcionamento das instituições, a definição da arquitetura a partir do clima e a transformação das realidades locais por ideias importadas.

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Cuidado Animal: 8 Hospitais Veterinários ao Redor do Mundo

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Em 2025, o mercado global de saúde animal movimentou cerca de 70 bilhões de dólares, e a projeção é de que esse número dobre até 2033. Por trás da cifra, no entanto, há também uma transformação silenciosa no espaço construído, sendo o hospital veterinário um exemplo disso. Esse programa que por décadas ocupou fundos de clínicas improvisadas e anexos de petshops, tem ganhado cada vez mais uma linguagem e identidade próprias. É a consolidação arquitetônica de um vínculo que já dura mais de 15 mil anos.

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Quando o modernismo encontra a resistência local: habitação e fricção urbana na América Latina

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A habitação moderna foi um dos campos em que o modernismo fez sua promessa mais audaciosa: a de que a arquitetura poderia remodelar não apenas a cidade, mas a própria maneira como as pessoas nela viviam. Como argumenta o historiador da arquitetura argentino Ramón Gutiérrez, a habitação popular é "o grande tema pendente, que geralmente não aparece nas histórias da arquitetura". Na América Latina, essa ausência é significativa. Ao longo do século XX, a expansão das cidades transformou a habitação em uma das vias mais evidentes para projetar a mudança urbana, e o modernismo penetrou não apenas em planos e desenhos, mas em apartamentos, bairros, ruas e rotinas domésticas.

No entanto, uma vez construídos, esses projetos inseriram-se em cidades moldadas pela política, pela memória, pela desigualdade e pelas dinâmicas mutáveis de ocupação. Seus significados deixaram de pertencer exclusivamente ao plano original, passando a residir nas formas como foram habitados, alterados e transformados ao longo do tempo. O que essa história revela não é uma mera adaptação, mas sim um atrito: o momento exato em que a arquitetura deixa de ser um modelo idealizado para se deparar com uma cidade que ela não consegue controlar plenamente.

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Mobiliário como Arquitetura: Micro-modernismos no Interior da Casa

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O modernismo é frequentemente vivenciado por meio da forma construída, de fachadas fotografadas, plantas canônicas, manifestos de concreto. Para a maior parte das pessoas, contudo, esse primeiro contato foi muito mais imediato. Foi uma cadeira em um escritório, uma estante em uma sala de estar, um volume compacto que reorganizou o sentar, o guardar ou o dormir. Muito antes de a arquitetura moderna poder ser amplamente encomendada, foi o mobiliário que adentrou o espaço cotidiano, trazendo consigo uma nova lógica de viver. A promessa modernista de transformar a vida era frequentemente cumprida por meio desses objetos menores e replicáveis.

Para compreender essa mudança, o mobiliário precisa ser interpretado como uma forma condensada de arquitetura, e não como mera decoração. Profissionais do design do início do século XX o tratavam exatamente dessa forma. Le Corbusier descreveu o mobiliário como équipement de l'habitation (equipamento da habitação), inserindo-o no sistema operacional do edifício, e não fora dele. Da mesma forma, a Bauhaus abordou cadeiras e mesas como protótipos industriais, incorporando princípios de padronização, eficiência e produção em massa em seus desenhos. Como argumenta a historiadora da arquitetura Beatriz Colomina, a arquitetura moderna não circulava apenas através de edifícios, mas por meio de mídias e objetos que traduziam suas ideias para a vida cotidiana. O mobiliário tornou-se arquitetura em miniatura: portátil, reproduzível e capaz de reorganizar o espaço sem reconstruí-lo.

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Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano

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Entre as décadas de 1950 e 1960 foram construídas duas cidades que marcariam a história da arquitetura e do urbanismo. Filhas de um mesmo conceito, mas separadas por mais de 14 mil quilômetros, Brasília, no Brasil, e Chandigarh, na Índia, embebidas pelos princípios modernistas, foram planejadas e erguidas do zero.

Ao surgirem em um contexto de profundas transformações políticas e sociais, no qual diversos países buscavam reformular suas capitais como símbolos de progresso, ambas as cidades assumiram um papel estratégico. Por meio da linguagem arquitetônica adotada, reafirmavam narrativas ideológicas e identitárias vinculadas ao poder do Estado.

Tratava-se de cidades criadas em abstrato, seguindo uma visão utópica. Seriam urbes vanguardistas, livres das deficiências que assolavam as cidades de meados do século XX, exemplificando princípios estéticos que refletiriam ideologias políticas progressistas e que abraçariam novas tecnologias – principalmente o automóvel.

No entanto, essa promessa de futuro acabou gerando grandes desafios. Dificuldades que, claro, refletem os percalços sociais e econômicos dos seus países, mas também pode se dizer que são "temperadas" por uma ideia modernista que hoje é colocada em discussão.

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Espaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano

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A arquitetura costuma ser avaliada pelo que é construído. No entanto, em muitos casos, o que realmente importa acontece depois: a forma como os espaços são usados, adaptados e integrados à vida cotidiana. Para o Región Austral, vencedor do prêmio 2025 Next Practices Awards do ArchDaily, é exatamente aí que o projeto começa. Trabalhando em múltiplos contextos, o escritório aborda o espaço público não como um objeto isolado, mas como algo que precisa ser ativado, negociado e mantido ao longo do tempo. Seus projetos focam menos na definição da forma e mais na criação de condições de uso, fazendo do projeto o ponto de partida.

Essa abordagem se manifesta em diferentes contextos, desde a Praça do Bairro Olímpico até a rede Playón de Chacarita. Embora cada projeto responda a uma situação específica, ambos exploram como o espaço público pode acolher a vida coletiva em áreas marcadas pela fragmentação e pela desigualdade. Em vez de adotar uma abordagem predefinida, o trabalho se adapta a diferentes condições urbanas, utilizando processos participativos e estratégias incrementais para moldar o funcionamento dos espaços ao longo do tempo.

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