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O futuro do desenvolvimento urbano na Mongólia: perspectivas do Concurso de Projeto Hunnu City

A Mongólia, o segundo maior país do mundo sem saída para o mar, estende-se por 1,5 milhão de quilômetros quadrados. No entanto, mais de 50% de sua população — cerca de 1,7 milhão de pessoas — reside em Ulaanbaatar, uma cidade que ocupa apenas 0,3% da área territorial total do país. Essa concentração demográfica desproporcional resultou em graves desequilíbrios no desenvolvimento regional e em crescentes desafios urbanos na capital.

Diante desse cenário, Ulaanbaatar tem passado por uma série de iniciativas abrangentes de desenvolvimento urbano. Desde a introdução do primeiro plano diretor, em 1954, já foram elaborados seis planos desse tipo. O mais recente deles, o Plano Diretor Ulaanbaatar 2040, inclui uma visão estratégica para descentralizar o crescimento urbano por meio do desenvolvimento de duas novas cidades-satélite — uma das quais é o projeto Hunnu City.

Contraste como estratégia projetual na arquitetura

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O contraste pode ser amplamente utilizado na arquitetura como recurso para destacar aquilo que desejamos evidenciar. Queremos destacar uma entrada? Que o projeto se sobressaia em relação ao entorno? Que nossa arquitetura se torne um marco na paisagem urbana — ou rural? Precisamos criar simbolismos? Garantir legibilidade? Como fazer isso? Como "colocar luz" em algo?

Tudo aquilo que queremos destacar se amplifica pela comparação — por meio de um contraste exagerado, antagônico. Propositalmente, podemos intensificar o uso da escuridão para evidenciar uma única fonte de luz, marcando uma escada de maneira dramática e teatral. Ou então inserir paredes robustas e opacas para fazer sobressair uma entrada leve e transparente.

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Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição "Time Space Existence" de 2025 do ECC

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A edição de 2025 da exposição Time Space Existence do European Cultural Centre (ECC) em Veneza é norteada pelo manifesto "Reparar, Regenerar e Reutilizar". Com o objetivo de ir além de soluções superficiais e terminologias desgastadas, a mostra apresenta um grupo de profissionais que interpretam a arquitetura como um agente ativo de reparação. As obras mais instigantes apresentadas em Veneza demonstram que a "reparação" é uma prática multifacetada, operando em registros materiais, sociais e históricos. As diferentes abordagens revelam uma mudança no papel de profissionais de arquitetura, que deixam de ser apenas projetistas de objetos físicos para assumirem a função de restauradores/as, capazes de combinar tecnologia, comunidade e inteligência material para restaurar narrativas e construir sistemas culturais mais robustos.

Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição "Time Space Existence" de 2025 do ECC - Image 2 of 4Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição "Time Space Existence" de 2025 do ECC - Image 7 of 4Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição "Time Space Existence" de 2025 do ECC - Image 18 of 4Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição "Time Space Existence" de 2025 do ECC - Image 16 of 4Atos Arquitetônicos de Reparação: Temas Críticos da Exposição Time Space Existence de 2025 do ECC - Mais Imagens+ 14

Nada se perde, tudo se transforma: O futuro reutilizável das estruturas da Bienal

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Ao final de cada Bienal de Arquitetura, longe dos olhos dos visitantes, toneladas de materiais das exposições são transportadas por Veneza em carrinhos de mão e barcos. Apenas uma fração desses materiais é reutilizada. A principal razão é a escassez de espaços de armazenamento na cidade e os altos custos logísticos — desafios recorrentes da arquitetura circular. Como resultado, a maior parte dos resíduos acaba sendo destinada a aterros sanitários ou centros de reciclagem próximos. Mas essa realidade está prestes a mudar. Diante das crescentes preocupações ambientais, arquitetos têm se empenhado em desenvolver estratégias que viabilizem a reutilização desses materiais. Processos que envolvem não apenas as decisões arquitetônicas e construtivas, mas também abarcam questões de logística e comércio internacional.

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De plataforma a potência: a evolução e a visão de futuro do ArchDaily

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Caras leitoras, caros leitores,

A arquitetura passa por tempos de profunda transformação, assim como as plataformas que moldam a maneira como a compreendemos.

No início deste ano, dirigi-me diretamente a vocês para compartilhar nossa visão para 2025: um compromisso em reafirmar a missão do ArchDaily, elevar nossa voz editorial e fortalecer nosso papel como uma fonte confiável e crítica para arquitetos e arquitetas de todo o mundo. Aquela mensagem marcou o início de um novo capítulo, fundamentado em relevância, clareza e ação intencional.

"Luxo sem contexto é apenas excesso": Elisa Orlanski Ours sobre como fazer a ponte entre a visão de design e as realidades do mercado

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No complexo ecossistema do desenvolvimento arquitetônico, onde conceitos inovadores encontram as realidades do mercado, existe um papel distinto que consiste em estabelecer pontes entre diversos interesses profissionais e concretizar espaços de impacto. Elisa Orlanski Ours exemplifica essa função. Esse é o território de Elisa Orlanski Ours, designer, educadora e líder do setor. Como Diretora de Planejamento e Design (Chief Planning & Design Officer) no Corcoran Sunshine Marketing Group, Elisa fundou seu departamento há duas décadas. Hoje, seu amplo portfólio abrange desde planos diretores para arranha-céus residenciais até vilas de marca individuais em vários continentes, incluindo empreendimentos marcantes na cidade de Nova York, como o Hudson Yards e o 220 Central Park South, além de projetos internacionais em colaboração com renomados escritórios de arquitetura como SHoP Architects, BIG, Herzog & de Meuron, Adjaye Associates e SO-IL. Sua perspectiva estratégica ao conduzir projetos desde a fase de estudo preliminar até a venda final oferece insights valiosos sobre as complexas engrenagens do setor. A editora-gerente do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Elisa sobre esses temas fundamentais na entrevista a seguir.

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O sal como material de construção: repensando a vida dos minerais e resíduos na arquitetura com Mále Uribe

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Diante dos desafios ambientais, políticos, econômicos e sociais atuais, a experimentação com materiais na arquitetura convida a reconhecer a importância de investigar e analisar as propriedades dos elementos construtivos e compreender o papel do design espacial e de seu entorno imediato. Embora existam diversos tecidos, plásticos e até mesmo resíduos de várias fontes que são reciclados e ganham uma nova vida útil, o debate sobre o uso do sal como material de construção abre espaço para fomentar práticas mais sustentáveis para reduzir o impacto da indústria sobre o meio ambiente, bem como para investigar a nova vida de minerais descartados e resíduos de mineração para aplicação na arquitetura.

"A cidade não pode ser compreendida a partir da tela": IA e infância no desenho urbano

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Nem tendência passageira, nem ameaça permanente: o alarme inicial está se dissipando. A inteligência artificial vem sendo cada vez mais adotada como uma ferramenta estratégica que, quando integrada de forma responsável, pode ser extremamente valiosa — sobretudo em processos participativos de desenho urbano focados na infância e na juventude.

Para explorar essa intersecção entre tecnologia, cidades e novas gerações, conversamos com Dolores Victoria Ruiz Garrido, arquiteta e fundadora do Little Architects, programa que ela criou há mais de uma década na Architectural Association (AA) em Londres. Com mais de 15 anos de experiência em urbanismo participativo, ela enfatiza que a IA pode ser uma ferramenta poderosa quando utilizada de forma ética e intencional — especialmente para enriquecer a educação e os processos de design voltados para a comunidade. No entanto, ela alerta: "A cidade não pode ser compreendida a partir da tela — ela deve ser apreendida pelo corpo, pelo caminhar e pelo maravilhamento. Antes de gerar imagens impressionantes ou visualmente belas para transformar a cidade, devemos ensinar a lê-la: a observar, compreender e conectar-se emocionalmente com ela."

Queensway de Hong Kong Reimaginada: Sara Klomps sobre a gênese e a ambição de The Henderson, de Zaha Hadid Architects

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É comum que marcos arquitetônicos se concentrem em uma mesma região. Em Tóquio, a icônica Omotesando é um trecho bastante conhecido onde "starchitects" globais construíram lojas-conceito de luxo nos anos 2000. Hong Kong possui uma aglomeração arquitetônica menos conhecida, mas igualmente potente, ao longo da Queensway — embora, historicamente, apresente um caráter mais corporativo e menos voltado ao engajamento público. A partir da década de 1980, esse corredor passou a abrigar uma série de edifícios emblemáticos projetados por alguns dos nomes mais proeminentes da arquitetura mundial: a Sede do HSBC de Norman Foster, a Bank of China Tower de I.M. Pei, o Lippo Centre de Paul Rudolph e, nas proximidades, o Murray Building de Ron Phillips — hoje revitalizado como hotel pelo escritório Foster + Partners. Mais tarde, a região foi ainda mais enriquecida pela renovação do Pacific Place, realizada pelo Heatherwick Studio, e pelo Asia Society Hong Kong Center, projetado por Tod Williams Billie Tsien Architects.

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Arquitetura e luz entre documentação e emoção: em conversa com o fotógrafo Thomas Mayer

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Há mais de cinco décadas, o fotógrafo suíço Thomas Mayer vem desenvolvendo uma linguagem serena, emocional e documental para a arquitetura. Sua lente captura momentos aleatórios e memoráveis do nosso ambiente construído — reflexos na chuva, longas horas azuis nos verões nórdicos e a escuridão silenciosa dos espaços sagrados. Reconhecido pelo ArchDaily como um dos principais nomes da fotografia de arquitetura, Mayer carrega um profundo fascínio pela luz e pelo espaço.

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Design sem interrupções: uma maneira melhor de acessar o que está por trás da parede

No projeto de arquitetura de alto padrão, os fixadores tradicionais para painéis de acesso, como parafusos aparentes e fechos magnéticos, costumam comprometer a estética e a funcionalidade. Esses métodos obsoletos podem afrouxar com o tempo, carecem de durabilidade ou exigem molduras visíveis, tornando-os inadequados para espaços premium. Seja para acessar sistemas elétricos, componentes de climatização (HVAC) ou instalações hidráulicas, a escolha do método de instalação correto é crucial para uma integração perfeita ao ambiente.

As primeiras soluções ocultas, como as mãos-amigas (French cleats) e os clipes em Z (Z-clips), melhoraram a aparência, mas trouxeram novos desafios. Esses sistemas exigem a remoção sequencial dos painéis e folgas adicionais, o que dificulta a manutenção — especialmente em áreas que demandam acesso frequente. A fresta inevitável que surge no topo dos painéis também compromete o apelo estético, assim como a necessidade de recortar seções do painel para tomadas de parede.

Patiorismo: Uma Visão para um Futuro Urbano Mais Equilibrado na Grande Área da Baía por Wang Weijen Architecture

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Situado em uma das regiões de desenvolvimento mais acelerado na última década — o sul da China, que abrange Hong Kong e a Grande Baía —, o crescimento urbano tem sido impulsionado por uma forte onda de ambição comercial. Os projetos locais costumam ser concebidos para maximizar a densidade, a altura e a eficiência, resultando em empreendimentos de escala colossal que podem facilmente ocupar vários hectares. Ao priorizarem o desenvolvimento orientado ao transporte público (TOD), esses complexos frequentemente assumem a forma de shoppings imensos construídos diretamente sobre grandes terminais de transporte. Projetadas para desorientar e prolongar o fluxo de pedestres a fim de estimular o consumo, essas megaestruturas tornaram-se comuns em cidades como Hong Kong e Shenzhen.

Embora essa tipologia de megaestruturas ofereça vantagens claras — eficiência econômica, alto retorno sobre o investimento e conveniência para os usuários do transporte —, ela quase invariavelmente ignora seu contexto urbano e o meio ambiente. Esses empreendimentos costumam fechar os olhos, deliberadamente, para sua pegada ecológica e para a caminhabilidade da cidade. Em escalas tão esmagadoras, a experiência do pedestre é diminuída, quando não totalmente negligenciada. Os pedestres são interiorizados — confinados no mundo isolado desses complexos.

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Design em etapas iniciais elevado: Superando desafios comuns com novos recursos

As etapas iniciais de projeto podem ser o ponto de partida de tudo, mas, sem uma análise criteriosa, também são o momento em que tudo pode desmoronar. Em média, os escritórios relatam que quase 15% de todo o trabalho realizado não gera faturamento, sendo grande parte disso associada ao estudo preliminar. Trabalhando com uma colcha de retalhos de ferramentas como Rhino, Excel, Revit e Miro, profissionais de arquitetura costumam passar semanas alternando entre plataformas apenas para finalizar um conceito e uma apresentação. Os dados ficam presos em capturas de tela, o retrabalho se acumula e, no momento em que o modelo finalmente está pronto para a documentação no Revit, o fôlego criativo já se perdeu. O Snaptrude 3.0 foi desenvolvido para resolver justamente isso.

Com a ascensão do padel, cresce a demanda por quadras — e o piso dá o saque vencedor

Na esteira do recente sucesso do Campeonato Mundial de Padel da FIP no Catar e do anúncio da Arábia Saudita como sede da Copa do Mundo da FIFA em 2034, o Oriente Médio está se preparando para se tornar um polo de grandes eventos esportivos, o que impulsiona a demanda por infraestrutura esportiva de alto desempenho. De quadras de pickleball e padel a estádios de renome internacional, a evolução dos pisos esportivos exige soluções inovadoras, duráveis e sustentáveis.

Terraco, líder global em materiais de acabamento para construção civil, tem fornecido consistentemente soluções de ponta para complexos esportivos em todo o mundo, auxiliando arquitetos/as, construtores/as e incorporadores/as a projetar e erguer instalações que resistem ao teste do tempo.

Anunciados os vencedores do 20º Concurso de Estudantes de Arquitetura da Saint-Gobain

Mais de 200 universidades de 33 países participaram da 20ª edição do Architecture Student Contest. Estudantes de todo o mundo idealizaram projetos para transformar e desafiar o desenvolvimento de uma cidade periférica e de um vilarejo em um território de conexão estratégica na Europa — lar da maior plataforma logística do sul do continente e que em breve receberá um grande projeto de linha ferroviária de alta velocidade transeuropeia —, unidos pela ambição de "Atrair a Juventude".

Da fragilidade à resiliência: a curadoria da Bienal Pan-Africana de Arquitetura inaugural

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Uma Bienal Pan-Africana de Arquitetura está prevista para 2026 em Nairóbi, no Quênia. Segundo o curador, o evento "representa uma oportunidade sem precedentes para recuperar a narrativa arquitetônica da África, reafirmando o papel do continente como líder global em resiliência urbana, sustentabilidade e expressão cultural."

Omar Degan, curador em parceria com a Architectural Association of Kenya, é arquiteto atuante, professor e educador. Ele lidera o escritório de arquitetura DO Architecture Group, fundado entre a Itália e a Somália — dois lugares profundamente conectados à sua identidade. Seu trabalho se concentra no que ele descreve como "contextos frágeis" ao redor do mundo, incluindo áreas afetadas por desastres naturais, campos de refugiados, urbanização de favelas e bairros periféricos e desassistidos.

Da fragilidade à resiliência: a curadoria da Bienal Pan-Africana de Arquitetura inaugural - Image 1 of 4Da fragilidade à resiliência: a curadoria da Bienal Pan-Africana de Arquitetura inaugural - Image 2 of 4Da fragilidade à resiliência: a curadoria da Bienal Pan-Africana de Arquitetura inaugural - Image 3 of 4Da fragilidade à resiliência: a curadoria da Bienal Pan-Africana de Arquitetura inaugural - Image 4 of 4Da fragilidade à resiliência: a curadoria da Bienal Pan-Africana de Arquitetura inaugural - Mais Imagens+ 5

Além da Imagem: Repensando a Arquitetura na Era da IA

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© Ulises (@ulises.studio)

A inteligência artificial está se tornando uma presença inegável em nosso cotidiano. Ela ensina, gera conteúdo e rompe as frágeis fronteiras—tanto visuais quanto imaginativas—que antes governavam nossas interações nas redes sociais. Em plataformas como o Instagram, testemunhamos uma enxurrada de imagens onde todo tipo de exercício especulativo é compartilhado livremente, recalibrando nossa compreensão da relação entre arquitetura e imagem. Em meio a essa transformação, profissões inteiras se veem em terreno incerto, à medida que a IA passa a desafiar áreas antes definidas pela expertise humana.

No entanto, sob essa aparente abundância reside o núcleo opaco da IA de código fechado: uma caixa-preta algorítmica que sistematicamente oculta as origens dos dados que consome. Como resultado, suas produções estão inevitavelmente sujeitas a distorções fatuais, anacronismos e vieses sutis ou manifestos. Esse mesmo mecanismo pode esvaziar o significado por trás das linguagens e assinaturas estilísticas de nomes canônicos da arquitetura—manifestando-se, por exemplo, em visões geradas por IA que especulam como projetistas renomados, vivos ou falecidos, poderiam ter reimaginado a Torre Eiffel. Compartilhamos uma dessas imagens para observar e compreender melhor como as pessoas—especialmente arquitetos e arquitetas—respondem às possibilidades e limitações atuais da IA, e às maneiras como ela mimetiza a intenção arquitetônica. A reação foi fascinante, revelando uma mistura de curiosidade, preocupação e reflexão crítica.

Design centrado no ser humano na Feira Internacional de Mobiliário Contemporâneo de 2025

Combinando talentos emergentes e marcas consagradas, a edição deste ano da International Contemporary Furniture Fair promoveu conexões significativas, dinamismo comercial e debates aprofundados em toda a comunidade global de design.

De volta ao Javits Center em maio deste ano, a edição de 2025 da International Contemporary Furniture Fair (ICFF) reuniu mais de 400 marcas de design de 35 países, consolidando seu papel como ponto de encontro central para o design contemporâneo na América do Norte. Abrangendo os setores residencial, comercial e hoteleiro, a feira atraiu mais de 13 mil visitantes e manteve um forte engajamento em todas as frentes — mesmo diante da contínua volatilidade do mercado e das pressões tarifárias.

Onde estão os talentos? Enfrentando a escassez de mão de obra qualificada em AEC

Encontrar o emprego ideal — ou o/a candidato/a certo/a — na indústria de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) pode ser um verdadeiro desafio. À medida que o setor evolui, tanto profissionais quanto empresas buscam formas mais eficazes de se conectar, colaborar e crescer. A AECO Space é uma plataforma de empregos e networking desenvolvida especificamente para profissionais de AEC. Ela oferece um espaço para que contratantes e talentos participem de um processo de recrutamento e conexão mais eficiente e focado no setor.

Reabilitar como gesto de escuta: uma casa no Porto

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No coração de um tecido urbano histórico e comprimido, onde o tempo parece sedimentar-se nas paredes de granito, nas coberturas de cerâmica e nos mosaicos que pintam as fachadas com memória, uma casa estreita e profunda ressurge com um novo fôlego. A Casa do Carriçal, uma reabilitação implantada num típico lote geminado do Porto do século XIX, propõe mais do que uma simples atualização espacial: é um exercício de escuta, uma tentativa de conciliar passado e presente sem hierarquias rígidas, revelando a potência transformadora da arquitetura cotidiana.

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Explorando materiais de construção vivos através da impressão robótica de terra

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É consenso que o surgimento de musgo ou vegetação na superfície de um edifício é sinal de negligência, deterioração ou falta de manutenção. E essa premissa não é totalmente infundada: pequenas fissuras em materiais tradicionais podem levar a infiltrações de água, pontes térmicas ou até mesmo patologias estruturais. Mas e se essa presença orgânica não fosse uma falha, mas sim o resultado de uma coevolução entre a arquitetura e o ambiente? Essa inversão de perspectiva foi magistralmente antecipada por Lina Bo Bardi na Casa Cirell, em São Paulo, onde musgos, orquídeas e vegetação espontânea faziam parte da intenção arquitetônica desde os primeiros esboços. O uso de revestimento de pedra bruta e superfícies expostas permitiu que a casa se integrasse ao terreno. Projetos mais recentes aprofundaram ainda mais essa relação entre a matéria construída e a vida vegetal, como os jardins verticais de Patrick Blanc e o Bosco Verticale de Stefano Boeri, que transformam fachadas em ecossistemas verticais, redefinindo o envelope arquitetônico como uma infraestrutura viva capaz de filtrar poluentes, absorver calor e promover a biodiversidade.

O que são metamateriais? Inovações na arquitetura, da invisibilidade acústica à proteção sísmica

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O futuro da indústria da arquitetura reserva inúmeras possibilidades à medida que as pesquisas na área avançam. Entre as inovações está a capacidade de tornar estruturas acusticamente invisíveis, absorver a energia de terremotos ou captar eletricidade a partir dos sons ao redor. Atributos dessa natureza podem ajudar a redefinir a funcionalidade e a sustentabilidade das edificações. Profissionais de arquitetura e cientistas estão na vanguarda dessa criação. O que torna isso viável são metamateriais que podem oferecer métodos alternativos para projetar edifícios de qualidade.

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Buildner anuncia os vencedores do Concurso MICROHOME Kingspan com fundo de prêmios de 100.000 euros

Buildner, em colaboração com a fabricante de materiais de construção Kingspan, anunciou os vencedores da MICROHOME Kingspan Edition, que conta com um fundo de prêmios de 100.000 EUR.

Interiores Conectados à Terra: Explorando Pisos de Terra Através de 10 Projetos Contemporâneos

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Materiais de pavimentação à base de terra incluem elementos naturais como argila, areia, silte, cal e fibras orgânicas. Eles proporcionam tanto desempenho estrutural quanto estímulo sensorial ao serem aplicados tanto em áreas externas quanto internas. Devido às suas propriedades térmicas, durabilidade e qualidades sustentáveis, esses materiais evoluíram de técnicas construtivas vernaculares para elementos arquitetônicos de alto valor, constantemente reinventados e otimizados. Existem diversos tipos de pisos de terra, cada um com benefícios únicos, e seu uso em ambientes internos tem se tornado cada vez mais frequente.

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