
Embora a cidade de Berlim tenha uma longa história, que remonta ao século XIII, sua arquitetura e tecido urbano passaram pelas transformações mais significativas durante o último século, refletindo o impacto de grandes acontecimentos históricos que marcaram a capital alemã. No início do século XX, Berlim transformou-se em uma metrópole moderna, caracterizada pela construção de edifícios grandiosos e estruturas imponentes que demonstravam o crescente poder econômico e político da cidade. As décadas de 1920 e 1930 viram o surgimento do movimento modernista que, juntamente com a escola de arquitetura Bauhaus fundada em 1919, influenciou profundamente a imagem e o desenho urbano de Berlim.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi intensamente bombardeada, o que resultou na destruição de muitos edifícios históricos. No período pós-guerra, os esforços de reconstrução concentraram-se na infraestrutura e na habitação, enquanto a cidade permaneceu dividida até 1989, com a queda do Muro de Berlim. Após esse período, Berlim testemunhou um interesse renovado pela arquitetura e pelo desenho urbano. Intervenções como o Neues Museum, de David Chipperfield, buscaram recuperar monumentos históricos sem apagar as marcas de seu passado difícil. Outros projetos, como a renovação do Reichstag, tiveram um propósito diferente. A intervenção de Norman Foster buscou preservar a imagem do edifício, mas alterando seu simbolismo de uma estrutura representativa do regime nazista para uma que abraça os ideais de democracia e igualdade.



























































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