O título de Capital Mundial da Arquitetura UNESCO-UIA é uma iniciativa criada em conjunto pela UNESCO e pela União Internacional de Arquitetos (UIA). Em 5 de agosto de 2026, Pequim foi nomeada Capital Mundial da Arquitetura para 2029, um título concedido a cada três anos a uma cidade que sedia um ano de programação voltada à arquitetura, coincidindo com o Congresso Mundial de Arquitetos/as da UIA. A indicação foi feita sob recomendação do Comitê Conjunto para a Capital Mundial da Arquitetura, presidido pelo/a arquiteto/a Dominique Perrault. A nomeação ocorre após o recente encerramento do Congresso Mundial de Arquitetos/as da UIA 2026 em Barcelona, atual Capital Mundial da Arquitetura, e se apoia nas experiências anteriores do Rio de Janeiro e de Copenhague.
No Congresso Mundial de Arquitetos da UIA de 2026 em Barcelona, as discussões sobre o futuro da habitação frequentemente foram além das questões de projeto para abranger temas como governança, propriedade e gestão a longo prazo. Entre os/as palestrantes que participaram dessas conversas estava Cristina Gamboa, cofundadora da Lacol, cooperativa com sede em Barcelona, cuja prática alia arquitetura, ativismo pela habitação, gestão de obras e pesquisa ambiental por meio de um modelo cooperativo. Durante o Congresso, o ArchDaily conversou com Gamboa sobre como a prática cooperativa redefine o papel do/a arquiteto/a, por que a participação vai muito além da mera consulta e de que forma projetos como La Borda e La Morada continuam a alimentar debates mais amplos sobre habitação, cuidado e vida coletiva.
Barcelona é a primeira cidade na história do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA a sediar o evento duas vezes. A edição de 1996, Presente e Futuros: Arquitetura nas Cidades, aconteceu em um momento de forte efervescência, quando a cidade pós-olímpica consolidava um modelo urbano que se tornaria um dos mais estudados e contestados do urbanismo contemporâneo, e quando a arquitetura aprendia a pensar a grande metrópole como seu principal campo de investigação. Trinta anos depois, a mesma cidade retoma a questão sob uma condição distinta: aquela em que o ambiente construído não pode mais ser compreendido como um objeto autônomo, mas apenas por meio dos sistemas ecológicos, materiais e políticos mais amplos que o sustentam. O tema do Congresso de 2026 — Devir. Arquiteturas para um Planeta em Transição — não abandona as preocupações urbanas de 1996; ele as reabre a partir de uma escala planetária.
A equipe de curadoria por trás desta edição, formada por Pau Bajet, Maria Giramé, Mariona Benedito, Tomeu Ramis, Pau Sarquella e Carmen Torres, aborda a arquitetura como uma ferramenta crítica e transformadora enraizada no território, atuando na intersecção entre prática profissional, pesquisa e ensino. Seu programa estrutura o Congresso em torno de seis linhas temáticas interconectadas (Devir Mais-que-humano, Devir Circular, Devir Incorporado, Devir Interdependente, Devir Hiperconsciente e Devir Sintonizado) e o distribui por três locais de características bastante distintas — Les Tres Xemeneies del Besòs, o Disseny Hub em Glòries e o CCIB —, cada um escolhido tanto pelo que representa quanto pelo que pode abrigar.
Uma discussão coletiva intitulada "Beyond Recognition: Exploring the Role of Architectural Awards" ocorrerá no dia 29 de junho em Barcelona, por ocasião do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026. O debate parte da convicção de que, no contexto atual de aceleração dos desafios globais, o papel dos prêmios de arquitetura precisa evoluir. O evento dá continuidade à discussão iniciada durante a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, na qual a relevância das premiações foi questionada, abrindo caminho para um novo debate sobre como os prêmios de arquitetura podem contribuir para moldar a prática profissional, as instituições e o discurso público. As sessões de discussão são organizadas por representantes de importantes prêmios internacionais: o Prêmio Aga Khan de Arquitetura, o Ammodo Architecture Award, os EUmies Awards, o Holcim Foundation Awards, o Mies Crown Hall Americas Prize e o OBEL Award, contando também com a participação de figuras proeminentes no campo da arquitetura e do design.
Unidades de Habitação Temporária Tierras em Palenque, México, por Manuel Cervantes Estudio. Imagem cortesia de International Union of Architects (UIA)
Durante uma cerimônia realizada no Fórum Urbano Mundial (WUF) em Baku, Azerbaijão, em 20 de maio de 2026, a União Internacional de Arquitetos (UIA) e o ONU-Habitat anunciaram os/as vencedores/as do terceiro ciclo do Prêmio UIA 2030. O prêmio bienal reconhece projetos construídos que trazem contribuições significativas para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Arquitetos/as foram convidados/as a enviar projetos de arquitetura, paisagismo e desenho urbano que abordassem desafios ambientais, sociais e econômicos urgentes em seis categorias: gestão sustentável da água, promoção de ambientes de trabalho seguros, habitação adequada e acessível, planejamento eficiente e inclusivo, acesso a espaços verdes e públicos e resiliência climática.
A cidade de Barcelona se tornará um laboratório de pesquisa durante o Congresso Mundial de Arquitetura da União Internacional de Arquitetos (UIA), que será realizado de 28 de junho a 2 de julho de 2026. Seu objetivo é garantir que o Congresso seja de máxima relevância e interesse para a comunidade global de arquitetos, além de gerar conhecimentos e práticas com impacto real no cotidiano das pessoas e no futuro do planeta.
Ao refletirmos sobre os acontecimentos de 2023, vemos que este foi um capítulo notável no mundo da arquitetura e do design. Assistimos à concretização de numerosos projetos inovadores que deixaram uma marca no nosso ambiente construído coletivo. Esta narrativa ocorre em torno de um ano significativo, com um compromisso renovado no combate às mudanças climáticas, com o diálogo iniciado em torno de eventos mundiais como o Congresso Mundial de Arquitetura da UIA em Copenhague ou a 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza.
Esta lista com curadoria inclui projetos que foram abertos ao público em 2023. Cada um deles foi projetado e muito aguardado para ser concluído. Os arquitetos apresentados incluem MVRDV,Zaha Hadid Architects, Snøhetta, Studio Gang e OMA em colaboração com Shohei Shigematsu. Cada uma dessas empresas é um escritório de arquitetura único com seu estilo arquitetônico específico, enquanto todos esses projetos construídos listados são públicos e comerciais.
Copenhague sediou por cinco dias o maior encontro no campo da arquitetura sustentável, reunindo mais de 6.000 participantes de 135 nações. O Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 teve como foco o tema "Futuros Sustentáveis - Não Deixar Ninguém para Trás". O evento serviu como um fórum para pesquisadores e profissionais renomados de diversas áreas e idades se aprofundarem em métodos de criação de edifícios que abordam as mudanças climáticas, fortalecem a biodiversidade e promovem a inclusão social. À medida que o congresso chegava ao fim, foram reveladas as “lições de Copenhague": dez princípios destinados a facilitar o progresso rápido e transformador no campo da construção sustentável.
Uma chamada internacional de trabalhos foi divulgada em 2022 e 296 das mais de 750 inscrições de 77 países foram convidadas a participar do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 em Copenhague. O ArchDaily está colaborando com a UIA para compartilhar artigos relacionados aos seis temas como preparação para a abertura do Congresso.
Neste terceiro artigo, nos reunimos com os co-presidentes do painel arquitetura para Comunidades Resilientes,Anna Rubbo, Pesquisadora Sênior, Centro de Desenvolvimento Urbano Sustentável (CSUD), The Climate School, Columbia University, e Juan Du, Professor e Reitor da John H. Daniels Faculty of Architecture, Landscape and Design Universidade de Toronto.
Servindo como uma construção emblemática para a Capital Mundial da Arquitetura, Copenhague, e para o Congresso Mundial de Arquitetos da UIA, os Pavilhões dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Copenhague, Dinamarca, começarão a aparecer nesta primavera e verão, explorando como os arquitetos podem responder aos objetivos de desenvolvimento da ONU. Questionando a construção do futuro, em relação a um ou mais dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, arquitetos, engenheiros, produtores de materiais, instituições científicas, associações e fundações colaboraram para criar cada uma das diferentes estruturas. Os Pavilhões ODS foram criados por vários estúdios de arquitetura dinamarqueses, incluindo Schmidt Hammer Lassen, EFFEKT, Architects Without Borders Denmark, ReVaerk, LOKAL, Leth & Gori, Rnnow Architects, GXN, FORMA, Terroir, AART, Mangor & Nagel, NOAA Architects, Studio Coquille, Tan & Blixenkrone, ATENASTUDIO e MAST.
Como disse a arquiteta e curadora da Bienal de Veneza de 2023, Leslie Lokko, "após dois dos anos mais difíceis de que se tem memória, nós arquitetos temos uma oportunidade única de mostrar ao mundo o que fazemos de melhor: propor ideias ambiciosas e criativas que nos ajudam a imaginar juntos um futuro mais igualitário e otimista".
2023 terá uma série de eventos de arquitetura que tentarão incorporar essas ideias ambiciosas e criativas. Desde a abordagem de Veneza sobre a África como laboratório do futuro até a revisão de 100 anos de Seul, passando por Chicago e sua arte que encontra arquitetura e civismo. A seguir, veja 12 eventos de arquitetura que merecem sua atenção no próximo ano.
Juntando-se a Copenhague e Rio de Janeiro, Barcelona foi nomeada Capital Mundial da Arquitetura para 2026 pela Unesco e sediará o Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos dois anos após o evento em Copenhague. Barcelona e Pequim foram candidatas ao título de 2026, mas a cidade espanhola venceu com a proposta de tema Um hoje, um amanhã, que explora a abordagem da cidade em relação à sustentabilidade e o futuro do ambiente construído.