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Arquitetura Comunitária: O mais recente de arquitetura e notícia

O papel do desenho urbano na segurança das mulheres: lições de quatro espaços públicos

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O espaço público costuma ser idealizado como um ambiente universal, mas a experiência de acesso a ele é desigual. Para muitas mulheres, deslocar-se pela cidade exige uma avaliação contínua de exposição, visibilidade, proximidade com outras pessoas, iluminação, acesso ao transporte, rotas de fuga e a probabilidade de sofrer assédio. Esses cálculos são moldados tanto pelas condições espaciais quanto pelas sociais. A segurança é uma questão de forma urbana, manutenção, mobilidade, governança e distribuição de investimento público. Embora o ambiente construído possa não ser a causa direta da violência de gênero, ele tem o poder de intensificar a vulnerabilidade e normalizar o acesso desigual, especialmente a espaços públicos.

Para profissionais de arquitetura e planejamento urbano, existe uma distinção fundamental entre projetar para o controle de segurança e projetar para a sensação de segurança. Estratégias de controle de segurança tendem a se concentrar em vigilância, policiamento e gestão de fluxos, ao passo que a segurança urbana cotidiana depende de as pessoas poderem ver e ser vistas, de as rotas serem legíveis, de os espaços públicos acolherem atividades ao longo do dia e de como a manutenção de longo prazo é viabilizada. O papel do design é alterar as condições nas quais a vida pública acontece.

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Construir como prática política: a USINA e o legado da construção coletiva no Brasil

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Filippo Brunelleschi e a cúpula de Santa Maria del Fiore, concluída em 1436 na cidade italiana de Florença, representam um capítulo importante na história da arquitetura, frequentemente associado ao crescente distanciamento entre o desenho e a construção. Essa separação, consolidada gradualmente ao longo do tempo, encontra um ponto de inflexão decisivo no Renascimento. O desenho torna-se um instrumento para antecipar e impor autoridade sobre a construção. O canteiro de obras, outrora um espaço de invenção e tomada de decisões, passa a ser compreendido primordialmente como um local de execução.

Nos séculos seguintes, esse distanciamento torna-se cada vez mais acentuado, sobretudo com a construção moderna. A industrialização, la especialização técnica e a organização corporativa fragmentam o processo construtivo em etapas progressivamente distintas. Quem projeta raramente constrói; quem constrói nem sempre participa das decisões; quem financia, gerencia e habita ocupa posições ainda mais distanciadas entre si. A eficiência desse modelo permitiu construir em escala, mas também concentrou o conhecimento e o poder de decisão nas mãos de determinados agentes.

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Alcatraz na colina: a ascensão e a sobrevida de Rozzol Melara, em Trieste

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O pátio interno de Rozzol Melara mede duzentos metros de cada lado, o que o torna maior do que qualquer praça em Trieste. Dois blocos em L de concreto aparente o circundam, sendo um deles com o dobro da altura do outro, subindo de sete a quinze pavimentos à medida que a encosta desce em direção ao golfo, quatro quilômetros abaixo. Pilares de concreto, espaçados a cada quinze metros, sustentam os blocos sobre um declive que eles nunca chegam a tocar de fato, abrindo pórticos profundos o suficiente para a circulação de pedestres, enquanto acima deles as fachadas se resolvem em loggias na escala de um único cômodo. Visto da estrada costeira, nada disso é legível; percebe-se apenas uma linha cinza traçada sobre as colinas.

No interior do complexo, o Istituto Autonomo Case Popolari de Trieste construiu o equivalente a uma cidade. Os 648 apartamentos ocupam uma parcela menor do projeto do que as escolas, a agência de correios, o centro de saúde, o salão paroquial, as cerca de vinte lojas e a garagem de dois níveis, todos acessados por ruas cobertas que percorrem toda a extensão dos blocos e cruzam o pátio em uma passarela elevada, de forma que o trajeto diário entre a porta de entrada e uma mercearia ou sala de aula passa pelo espaço coletivo sem que seja preciso sair ao ar livre. Uma equipe de vinte e nove arquitetos/as trabalhou no projeto sob a coordenação de Carlo Celli, baseando-se em estudos sociológicos encomendados antes do início do projeto.

Uma arquitetura da coletividade: por dentro da prática do Taller General

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Fundado em Quito em 2017 por Martín Real e Florencia Sobrero, o Taller General atua em habitação, reabilitação, exposições e projetos comunitários. O que os une é menos uma tipologia de edifício e mais uma forma de construir: arquitetos/as, construtores/as, artesãos/as, estudantes, organizações e comunidades transitam pelo processo, e cada projeto toma forma a partir do que já existe no local.

Essa abordagem surgiu da experiência direta com o canteiro de obras. Antes da fundação formal do Taller General, Real e Sobrero envolveram-se com a Actuemos Ecuador, uma das iniciativas da sociedade civil criadas em resposta ao terremoto que atingiu a costa do Equador em 2016. Trabalhar sob as condições reais da construção vinculou as decisões arquitetônicas aos materiais, orçamentos, mão de obra disponível e saberes locais, estabelecendo uma relação com o fazer construtivo que permanece central em sua prática.

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Arquitetura Comunitária no Brasil: 4 Projetos de Transformação Social

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Em 2021, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou um levantamento a respeito da quantidade de equipamentos culturais e sociais existentes nas cidades do Brasil. Os resultados eram alarmantes, apenas 29,6% dos municípios brasileiros possuíam equipamentos culturais e sociais como museus, enquanto teatros e casas de espetáculos estavam presentes em apenas 23,3% das cidades. Um recorte que diz muito em relação à carência de espaços desse gênero nas cidades brasileiras. Nesse contexto, quando uma cooperativa de mulheres no Maranhão ou um grupo de voluntários na Bahia decide construir seu próprio equipamento cultural e comunitário, o gesto não apenas supre uma carência material, mas reivindica, por iniciativa própria, um direito que deveria ser garantido como política pública.

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O centro como estratégia: 8 projetos construídos em torno de um vazio

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O centro de uma planta nunca é simplesmente um espaço vazio. A partir do momento em que ambientes e fluxos passam a se organizar ao seu redor, o centro começa a estruturar todo o projeto. Ele pode conter um pátio, uma escada, um jardim ou um espaço de uso comum. Pode também preservar algo preexistente no terreno ou abrigar um processo que a arquitetura não controla totalmente. O que ocupa essa posição determina como os espaços circundantes são organizados, conectados e utilizados.

Em Uma Linguagem de Padrões, Christopher Alexander, Sara Ishikawa e Murray Silverstein descrevem os espaços compartilhados como mais eficazes quando se situam no centro de gravidade da vida cotidiana e permanecem conectados às rotas mais utilizadas pelas pessoas. O argumento dos autores sugere que um centro é importante não por ocupar o meio geométrico, mas porque os ambientes, caminhos e atividades ao redor lhe conferem peso espacial. Os projetos selecionados aqui estendem essa ideia para além do espaço comunitário, mostrando como o centro pode organizar a circulação, o uso coletivo, os sistemas ambientais e a relação entre a arquitetura e o que já existe no local.

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Escolas na fronteira: como a arquitetura apoia o aprendizado em condições de deslocamento

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Para milhões de crianças e jovens em situação de deslocamento, a educação se desenvolve em meio a condições de mobilidade forçada, incerteza administrativa e precariedade prolongada. Desse modo, as escolas situadas em regiões de fronteira, assentamentos de pessoas refugiadas e locais de deslocamento por causas climáticas operam como mais do que simples instalações educacionais. Elas se tornam infraestruturas espaciais que negociam as demandas contraditórias de emergência e continuidade, oferecendo ambientes onde o aprendizado persiste apesar da instabilidade do status legal, das condições de vida e da própria sensação de estar em casa.

De acordo com o ACNUR, aproximadamente 45 milhões das 117,8 milhões de pessoas deslocadas à força no mundo eram crianças com menos de dezoito anos no final de 2025. À medida que o deslocamento decorre cada vez mais de conflitos armados, perseguição política, crises ambientais e instabilidade econômica, a arquitetura humanitária enfrenta um desafio crescente: não se trata apenas de construir mais escolas rapidamente, mas de criar ambientes educacionais capazes de assegurar continuidade, segurança e pertencimento em meio a futuros incertos.

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RIBA revela a lista de finalistas do Prêmio Stirling 2026

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O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou os seis projetos finalistas para o RIBA Stirling Prize de 2026, marcando o 30º aniversário do prêmio. Estabelecido em 1996, o Stirling Prize reconhece a obra considerada de maior contribuição para a evolução da arquitetura no Reino Unido. A lista de finalistas deste ano abrange uma ampla variedade de tipologias, incluindo uma nova praça pública sobre um dos nós de transporte mais movimentados de Londres, o reúso adaptativo de um teatro da década de 1970 em um espaço cultural, um empreendimento residencial de alta densidade, dois projetos para faculdades de Cambridge e uma casa unifamiliar localizada na borda da Floresta de Epping. O projeto vencedor será anunciado em 15 de outubro no Old Billingsgate, em Londres.

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Intestinos de um edifício: Aziza Chaouni sobre os sistemas e recursos da arquitetura

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Em uma era tão obcecada por cuidados com a pele e aparências, poucos profissionais da arquitetura estão de fato interessados nos intestinos de nossos edifícios. Com uma prática enraizada na consciência contextual e no pragmatismo técnico, sensível às necessidades das pessoas atendidas e às limitações de recursos, a arquiteta marroquina Aziza Chaouni se concentra nos sistemas ocultos que viabilizam a existência da arquitetura. Ao longo das últimas duas décadas, ela vem trabalhando em projetos em diversas geografias, especialmente na região do Saara, engajando-se ativamente com as comunidades e o patrimônio locais.

Atualmente liderando o South–North (SoNo) Lab for Sustainable Construction and Conservation na EPFL em Lausanne, na Suíça, Chaouni leva para o meio acadêmico sua experiência prática em atuar sob restrições severas, defendendo uma colaboração recíproca entre o Sul Global e o Norte Global. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Aziza sobre sua experiência na África e como ela pode fomentar maneiras mais sustentáveis de projetar edifícios para o futuro das nossas cidades.

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Arquitetura do Pertencimento: Vision Pakistan em Islamabad, por DB Studios

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Para o DB Studios, a arquitetura não consiste apenas em construir, mas em pertencer. Trata-se de criar uma prática situada, que responda ao seu contexto, ao seu povo e à sua identidade local, expressa por meio de materiais, cores e decisões espaciais. Nesse sentido, o design torna-se uma forma de articular uma linguagem enraizada em seu contexto e moldada pelas pessoas a quem serve.

Essa postura torna-se especialmente evidente no Vision Pakistan, projeto do DB Studios recentemente reconhecido com o Prêmio Aga Khan de Arquitetura 2025. Para além do reconhecimento das qualidades arquitetônicas da proposta, a premiação destaca um compromisso mais amplo: a criação de um ambiente de acolhimento para jovens em situação de vulnerabilidade, no qual a educação, a capacitação profissional e o projeto espacial atuam em sinergia para fomentar a independência e a mobilidade social. Por meio de sua forma, fachada e organização interna, o edifício responde de maneira direta ao seu contexto, reforçando o sentimento de apropriação por parte de quem o frequenta, ao mesmo tempo em que desperta orgulho na comunidade do entorno e entre profissionais locais emergentes.

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Arquitetura que empodera comunidades: as histórias por trás dos projetos de Francis Kéré

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"Minha única preocupação é que meu trabalho tenha um impacto positivo nas comunidades em que está inserido", afirma Francis Kéré em seu livro Francis Kéré: Building Stories. Sua própria história de vida, o contexto em que cresceu e as experiências pelas quais passou moldam sua abordagem da arquitetura. Trata-se de um compromisso que se estende às pessoas e aos lugares que chamam de lar — valorizando a materialidade, o aprendizado coletivo e a troca de saberes. Descobrir as histórias por trás de projetos como a Escola Primária em Gando e a Escola Secundária Naaba Belem Goumma inspira uma reflexão sobre como projetar espaços que verdadeiramente sirvam à humanidade.

A história de Francis Kéré começa em uma aldeia na África Subsaariana e se estende por muitos lugares. Gando foi o cenário de sua formação inicial, onde absorveu a essência e os princípios que mais tarde moldaram os valores fundamentais de sua trajetória profissional, somados a influências de outras culturas. A estrutura de Gando é constituída por diferentes famílias que se organizam, segundo costumes estabelecidos, em pátios espalhados pela savana. Crescer nessa aldeia remota na savana de Burkina Faso fomenta um forte senso de comunidade, tornado tangível pela compreensão de que cada habitante de cada pátio faz parte da vida do todo.

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Kéré Architecture projeta centro de saúde no Burundi utilizando materiais locais e construção comunitária

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O escritório Kéré Architecture projetou um novo centro de saúde na região de Bubanza, no Burundi, cerca de 40 quilômetros ao norte da antiga capital do país, Bujumbura. Comissionado pela ONG Ineza Clinic, o projeto visa melhorar o acesso à saúde para a população rural da região, complementando os serviços do hospital geral já existente, com foco em maternidade e atendimento cirúrgico especializado. O plano de Francis Kéré distribui o programa em dez pavilhões conectados por uma via que sobe a encosta em zigue-zague em direção a um centro de visitantes, formando um complexo de 3.000 m². O projeto combina materiais provenientes da região circundante, artesanato tradicional e transferência de conhecimento, minimizando sua pegada de carbono, apoiando a economia local e fortalecendo as equipes da região. A construção já foi iniciada, e a conclusão da primeira fase está prevista para este ano.

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Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo

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Antes de qualquer desenho ou decisão formal, já pulsava, no lugar onde hoje se encontra a Praça do Mercado, no Parque Realengo, Rio de Janeiro, um espaço em permanente movimento. Barracas improvisadas, encontros informais, música, crianças correndo e adultos reunidos sob coberturas provisórias compunham uma paisagem viva, desenhando uma arquitetura efêmera.

É nesse contexto que se insere o trabalho desenvolvido por Carlos Zebulun, Helena Meirelles, Larissa Monteiro, Rodrigo Messina, Francisco Rivas e Juliana Ayako, uma das vencedoras do ArchDaily 2025 Next Practices Awards. O gerenciamento e os projetos urbanos e paisagísticos foram realizados pelo escritório Ecomimesis Soluções Ecológicas, vencedores da licitação realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2023.

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Projetar com, não para: a prática participativa da CatalyticAction

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A arquitetura é frequentemente avaliada por suas formas finais, no entanto, algumas práticas operam em um registro diferente, no qual o projeto se desenvolve por meio de relações, tempo e uso, e não por um resultado único. Para a CatalyticAction, a participação não é uma atividade social paralela, mas sim o meio pelo qual os espaços são concebidos, construídos e mantidos ao longo do tempo.

Com sedes em Beirute e Londres, o escritório trabalha no Oriente Médio e na Europa, desenvolvendo espaços públicos, escolas, parquinhos e infraestruturas urbanas cotidianas por meio da colaboração de longo prazo com comunidades locais. Baseada em pesquisa participativa e tomadas de decisão coletivas, essa abordagem foi reconhecida pelo prêmio ArchDaily's 2025 Next Practices Awards, destacando um modo de atuação no qual a arquitetura é compreendida como um processo compartilhado e em evolução, e não como um objeto estático. Nesse contexto, o valor arquitetônico é mensurado pela continuidade, pelo uso e pela apropriação coletiva, e não apenas pela forma.

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Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar

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Na América Latina, os encontros não nascem necessariamente de grandes gestos arquitetônicos ou de planos urbanos monumentais. Eles emergem do entre, do espaço intermediário: o pátio, a varanda, a calçada, o corredor compartilhado. Esses espaços, muitas vezes considerados residuais ou informais pela disciplina tradicional, são precisamente aqueles onde o cotidiano constrói vínculos.

Dessa cultura latino-americana surge uma lógica espacial na qual a vida cotidiana se organiza de maneira relacional e extensiva. Práticas como sentar à porta de casa, ocupar a calçada, brincar na rua, produzem uma cidade vivida para além dos limites formais do projeto.

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Arquitetura comunitária para a cura: A Oca da Saúde no Movimento Integrado de Saúde Mental 4 Varas

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A Oca da Saúde é uma das construções que compreendem o Movimento Integrado de Saúde Mental (MISMEC) 4 Varas, localizada na Barra do Ceará, periferia de Fortaleza, funcionando como um espaço de cura, oferecendo cuidados e experiências holísticas gratuitas à comunidade. A construção foi erguida por mestres tradicionais juntamente com os moradores da região, possuindo uma tipologia arquitetônica de caráter afro-indígena com rico simbolismo ancestral.

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Transformação territorial e comunitária: entrevista com Ester Carro

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Neste episódio do podcast do Caos Planejado, a arquiteta, professora e pesquisadora Ester Carro compartilha sua experiência à frente do movimento Fazendinhando, um projeto de urbanismo social de transformação territorial, cultural e social no bairro Jardim Colombo, na Zona Oeste de São Paulo.

Cozinhas comunitárias: o desafio de criar raízes em comunidades de refugiados

O deslocamento implica incerteza, desenraizamento e instabilidade, além da perda da comunidade, privacidade e orientação física e emocional. Atender a essas necessidades por meio de respostas arquitetônicas adequadas pode ajudar as comunidades de refugiados a recuperar o bem-estar social, econômico e ambiental. Neste contexto, as cozinhas comunitárias são projetadas para ajudar a gerar um sentimento de pertencimento e "normalidade" na vida doméstica de seus usuários.