A superfície feita à mão: imperfeição, textura e artesanato em interiores chineses contemporâneos

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O artesanato em interiores contemporâneos adquire um valor crescente na maneira como os materiais são unidos e postos em relação uns com os outros. À medida que cresce a demanda por reformas rápidas, baratas e lucrativas, surge também um desejo paralelo por interiores que transmitam uma resolução cuidadosa: espaços onde os detalhes são integrados, as composições de materiais são ponderadas, as transições de textura ocorrem com intencionalidade e as ferragens são tratadas como parte da própria linguagem arquitetônica, e não como um improviso de última hora. Em muitos interiores chineses contemporâneos, o fazer artesanal opera de forma sutil no tratamento de superfícies e estruturas: madeiras que preservam suas irregularidades, terrazzos que registram agregados e o trabalho manual, ou acabamentos que revelam o esmero de sua execução.

Ambientes que surgem: divisórias deslizantes e o espaço doméstico condicional

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As portas de correr são frequentemente discutidas sob a ótica da eficiência. Elas poupam o raio de abertura de uma porta convencional, facilitam o funcionamento de cômodos compactos e ajudam pequenos apartamentos a ganhar alguns centímetros extras de espaço útil. Contudo, em muitos interiores, seu papel mais interessante não se limita à economia espacial. Divisórias deslizantes transformam a própria leitura do espaço. Um quarto, escritório, quarto de hóspedes, sala de jantar ou espaço de trabalho pode surgir quando um painel é fechado, desaparecer quando ele é aberto e permanecer ambíguo quando o limite é translúcido ou parcial.

Antes da sala de estar: Limiares de entrada em residências urbanas compactas

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Em muitas casas, a entrada é tratada como um espaço residual ou uma faixa estreita de transição antes do início da sala de estar. No entanto, em interiores densos da região Ásia-Pacífico, por vezes apesar das dimensões reduzidas, a entrada frequentemente desempenha um papel muito mais complexo do que seu tamanho sugere. Trata-se do limiar que dita a transição: a rua é filtrada, o corpo se ajusta, os sapatos são retirados, as visitas são recebidas, a privacidade é negociada e a ordem doméstica se inicia. Antes que a sala de estar se tornasse reconhecível como interior, a sequência e o espaço de entrada já haviam encenado o primeiro ato do habitar.

Uniformemente iluminadas, sem excessos: Repensando a luminosidade nas cidades subtropicais

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No sul da China, existe um mito urbano recorrente — especialmente em Hong Kong, Shenzhen e Guangzhou — sobre a importância de escolher um imóvel que evite a luz poente. Ao longo de décadas, o sol voltado para o oeste tem se mostrado uma condição particularmente difícil de conviver: seu ângulo baixo no fim da tarde, seu agressivo ganho de calor (especialmente no verão) e a maneira como penetra profundamente nos interiores. Com o aquecimento global e as estações cada vez mais quentes e longas, aquele tão romantizado "brilho do entardecer" é cada vez menos vivenciado como romance e mais como ofuscamento, calor e fadiga. Embora essa sabedoria circule como uma regra prática popular, ela carrega uma inegável clareza arquitetônica sobre a orientação dos edifícios: evitar a luz poente não diz respeito apenas ao conforto térmico, mas também a evitar a forma mais forte e intrusiva de iluminação direta — uma luz que incide no ângulo mais implacável, lavando superfícies, achatando a profundidade e transformando os ambientes em campos de desconforto de alto contraste.

Da Indústria à Sala de Estar: Mobiliários de Metal na Arquitetura de Interiores

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Como um material concebido para pontes, fábricas e grandes estruturas chegou ao banco da sala, à estante do apartamento, à mesa do café? O metal atravessou séculos associado ao esforço, à máquina e à monumentalidade — das estruturas expostas das Exposições Universais do século XIX à lógica produtiva da indústria moderna. Sua presença no interior doméstico não é um dado óbvio, mas uma conquista cultural: a transformação de um material fabril em elemento de uso cotidiano, íntimo e próximo do corpo.

Ingrediente arquitetônico: 15 restaurantes brasileiros que ampliam fronteiras

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A relação entre arquitetura e gastronomia transcende a simples funcionalidade de um espaço para comer. Trata-se de uma simbiose sensorial onde o ambiente prepara o paladar tanto quanto o tempero. A estética visual de um prato pode ser compreendida a partir de princípios de volumetria, equilíbrio, contraste e ritmo — conceitos igualmente caros ao desenho arquitetônico. Da mesma forma, a arquitetura do restaurante — suas cores, iluminação e escolha de materiais — atua como um ingrediente invisível que pode elevar a experiência gastronômica ou comprometer a percepção do sabor antes mesmo da primeira garfada. Ambas as disciplinas são dinâmicas e reflexos diretos de comportamentos sociais e tendências culturais que ditam a maneira como ocupamos o espaço e como alimentamos o corpo.

O Embate Produtivo: Interiores Patrimoniais, Projetos Contemporâneos e o Valor da Imperfeição

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Cada vez mais raramente o patrimônio em interiores resume-se a uma questão de mera preservação. Com mais frequência, ele se manifesta como fricção: o encontro entre o que um edifício já é — a lógica de sua planta, suas cicatrizes, suas inconsistências estruturais — e o que a vida contemporânea dele exige.

Da tradição ao morar moderno: a versatilidade e a elegância da madeira em 12 interiores japoneses

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A arquitetura japonesa contemporânea continua a demonstrar como adaptar as necessidades em constante evolução de seus/suas moradores/as a uma rica tradição construtiva e a um legado artesanal. A madeira sempre foi a alma da arquitetura japonesa. Em muitos projetos residenciais recentes, esse material transcende sua função estrutural para se tornar o principal acabamento de diversas superfícies — de pisos e forros a mobiliários e elementos arquitetônicos. Esses ambientes alcançam um delicado equilíbrio entre elegância e aconchego.

Santuários urbanos: como criar lares tranquilos em meio ao caos da cidade

"Sentir-se em casa" é uma expressão que representa as sensações de acolhimento e conforto as quais transformam um espaço em um verdadeiro refúgio. Para alcançar essa experiência, diversos elementos — como cores, texturas, iluminação e materiais — desempenham um papel essencial, construindo um ambiente que promove relaxamento e bem-estar. Apoiado por estudos no campo da psicologia ambiental e neurociência, esse vínculo entre o ambiente físico e o comportamento humano evidencia como a arquitetura influencia diretamente a criação de atmosferas podendo, inclusive, transformar o caos em tranquilidade.

O poder da escala: como as proporções influenciam a experiência humana

A forma como os espaços são percebidos e vivenciados vai muito além da estética—eles influenciam diretamente as emoções, pensamentos e até mesmo a criatividade. Na prática é fácil perceber como ambientes amplos e com pé-direito alto geralmente transmitem uma sensação de liberdade e inspiração, enquanto espaços menores e fechados tendem a induzir foco e introspecção. Esse fenômeno não é apenas uma impressão subjetiva, mas algo cientificamente estudado. O antropólogo Edward T. Hall, na década de 1960, cunhou o termo Efeito Catedral para descrever como a altura dos pés-direitos impacta a cognição e o comportamento. Pesquisas mais recentes aprofundam essa ideia, demonstrando como a arquitetura molda nossas decisões e estados emocionais em diferentes âmbitos.

18 Projetos de interiores que usam estantes abertas para esconder a bagunça

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Espaços domésticos desarrumados e bagunçados podem ser mentalmente exaustivos, tornando-se impossível relaxar nesses ambientes internos. Assim como diz o ditado "espaço arrumado, mente arrumada", ambientes domésticos onde prevalecem linhas limpas (seja com um estilo de vida minimalista, organização ou sistemas de armazenamento retráteis e bem organizados) promovem uma mentalidade mais meditativa. Talvez, no entanto, a demonização dessa desordem crie espaços sem caráter que podem vir a ser um pouco entediantes.

Tons neutros no design de interiores: 30 projetos com paleta de cores discreta

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A história das 'cores neutras' é uma jornada fascinante pela evolução da estética humana e das sensibilidades de design. Estreitamente relacionada à composição de materiais encontrados organicamente na natureza, a harmonia de cores entre brancos, cinzas e tons terrosos desempenhou um papel fundamental na expressão artística, na moda, design de interiores e arquitetura por milênios. Desde os tons discretos das estruturas arquitetônicas de argila, palha, madeira ou tijolo até o estilo de interiores contemporâneo, agora predominante, as cores neutras transcendem fronteiras culturais e continuam ocupando um lugar especial em nossa paisagem visual — oferecendo uma elegância sofisticada e versatilidade que resistiram ao tempo.

Formas inesperadas: o apelo estético da madeira em 30 projetos de interiores

Ao longo da história da arquitetura, a madeira tem sido um elemento fundamental na evolução do projeto e da construção de edifícios. Desde as antigas estruturas de madeira do Japão até as catedrais europeias medievais, a capacidade estrutural e o apelo estético da madeira deixaram uma marca indelével na civilização humana. Somente na Revolução Industrial é que ocorreu uma mudança significativa em direção aos materiais de construção alternativos, como aço e concreto, relegando o material a um papel secundário na construção. No entanto, à medida que os arquitetos contemporâneos enfrentam as consequências das alterações climáticas, a madeira tem registado um regresso notável, oferecendo uma alternativa ecológica e estruturalmente robusta. Empresas de renome internacional estão centrando seus projetos no potencial da madeira, abraçando a sua rica história e, ao mesmo tempo, aproveitando tecnologias avançadas para criar estruturas inspiradoras e sustentáveis que representam uma mistura harmoniosa de sabedoria histórica e inovação moderna.

Círculos no design de interiores: 27 projetos que abraçam as curvas

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Os círculos, como uma forma geométrica fundamental, possuem uma qualidade cativante e harmoniosa que foi integrada perfeitamente à arquitetura e ao design ao longo de várias épocas e estilos. De detalhes sutis a pontos focais ousados, o uso de curvas no design de interiores transcende a mera ornamentação, muitas vezes simbolizando continuidade, conexão e um ritmo visual relaxante. Com suas curvas infinitas e contínuas, eles oferecem uma sensação de unidade, movimento e equilíbrio que pode transformar espaços em ambientes convidativos e esteticamente agradáveis — um efeito especialmente útil para os projetos de interiores. A seguir, reunimos 27 projetos que empregam formas circulares em interiores ao redor do mundo.

Elementos de design para interiores contemporâneos: 7 recursos que resistem ao tempo

Quando se trata de design de interiores com visão de futuro, adaptabilidade e atemporalidade são dois fatores-chave que podem garantir que uma casa pareça tão atual quanto no momento da sua construção. Ao emprestar elementos de vários estilos proeminentes e combiná-los em um todo harmônico, os interiores contemporâneos permanecem atuais mesmo com o avanço das tendências. Mas quais são os componentes que se mantém presentes mesmo com as frequentes mudanças? Exploramos sete elementos de design que resistem ao tempo e definem os interiores contemporâneos.

Arquitetura em miniatura: 17 projetos que exploram o design de interiores para crianças

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O mundo certamente se revela de forma diferente aos olhos de uma criança; tudo parece enorme, curioso e também desafiador. Não é por acaso que há muito se acredita que a nossa perspectiva de mundo é moldada justamente nos primeiros anos de nossas vidas. Quando questionado sobre suas memórias de infância na Suíça, Peter Zumthor afirmou que é exatamente na experiência de mundo de uma criança que reside a mais profunda sensibilidade arquitetônica. É neste lugar que Zumthor diz encontrar os as atmosferas e as imagens arquitetônicas que ele procura explorar em seu trabalho como arquiteto hoje.

Salas de estar ainda são relevantes? 16 Projetos que adaptam estes espaços de encontro à arquitetura contemporânea

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Hoje, a arquitetura se tornou — ou está se tornando — mais flexível e individualista, para acomodar os diversos estilos de vida, e necessidades espaciais das pessoas. Com esta adaptação, a tipologia residencial mudou, e as salas de estar correm perigo. Muitos insistem na necessidade de ter um espaço dedicado ao relaxamento e ao lazer, enquanto outros afirmam ser simplesmente um desperdício de espaço e dinheiro. Este debate levantou uma questão importante: ainda precisamos de salas de estar? Neste enfoque, veremos como as salas de estar evoluíram ao longo dos anos, e como os arquitetos readaptaram e integraram o conceito de "espaço de encontro" na arquitetura residencial contemporânea.

Ratã: projetos contemporâneos que usam este material tradicional do sudeste asiático

Ao longo dos últimos anos, muitos arquitetos e arquitetas têm expressado seu compromisso para com o desenvolvimento de uma arquitetura mais ética e sustentável, apropriando-se amplamente de materiais locais e técnicas tradicionais de construção. Neste âmbito, muitos deles foram buscar inspiração em sistemas construtivos vernáculos e na própria cultura e identidade local, ressignificando antigas soluções em contextos contemporâneos.