Em entrevista ao Louisiana Channel, Liz Diller, cofundadora do renomado escritório de arquitetura Diller Scofidio + Renfro, reflete sobre sua trajetória não convencional na arquitetura e sua abordagem inovadora de projeto. Iniciando sua carreira com a aspiração de ser artista, Liz Diller não pretendia originalmente se tornar arquiteta. Sua bagagem artística, que inclui pintura, escultura e cinema, continua influenciando seu trabalho hoje. O que a atraiu para a arquitetura foi uma combinação de curiosidade e praticidade, motivada em parte por preocupações com a viabilidade de uma carreira nas artes.
Leitor/a de mentes, arqueólogo/a, psiquiatra, sonhador/a, poeta: a filosofia de projeto de Liz Diller em entrevista ao Louisiana Channel
Fundadores do SANAA, Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa recebem o Prêmio Charlotte Perriand 2025

Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, fundadores do renomado escritório de arquitetura SANAA, foram anunciados como os vencedores do Le Prix Charlotte Perriand 2025 pelo Créateurs Design Awards. Anunciado hoje em Paris, na França, o prêmio homenageia contribuições excepcionais para a arquitetura e o design modernos. Conhecidos por seus projetos minimalistas que integram forma, função e meio ambiente, Sejima e Nishizawa seguem sendo reconhecidos como inovadores na área, tendo sido laureados anteriormente com o prestigiado Prêmio Pritzker de Arquitetura em 2010. Sejima e Nishizawa receberão o Le Prix Charlotte Perriand na cerimônia do Créateurs Design Awards em Paris, no dia 18 de janeiro de 2025.
Guia de Arquitetura de Dakar: 10 obras modernas e contemporâneas que refletem a identidade em evolução da cidade

Uma cidade que desafia as expectativas: é o que muitos/as visitantes costumam dizer sobre a capital senegalesa, Dakar. Como a cidade portuária mais ocidental da África, que conquistou sua independência da França em 1960, Dakar é um polo regional de diversidade e cultura. Embora seja frequentemente descrita como uma cidade inesperadamente elegante e "moderna", com seus edifícios monolíticos característicos e por vezes coloridos, Dakar está, na verdade, em constante desenvolvimento, e cada um de seus distritos tende a refletir um estilo e foco diferentes, dependendo de sua população e das funções predominantes.
Dakar, uma cidade em constante reinvenção

Dakar é uma cidade em constante desenvolvimento. Desde o período colonial, a capital do Senegal tem passado por profundas transformações em sua definição social, o que, por sua vez, afetou seu tecido urbano e arquitetônico. Desde o mandato francês, que de certa forma forçou a transição das tradições habitacionais locais para um estilo de vida mais "europeu", as engrenagens da mudança foram postas em movimento. Posteriormente, uma notável tentativa pós-colonial de redefinir Dakar tornou-se inevitável. Essa redefinição manifestou-se de diversas maneiras, ainda visíveis hoje, e moldou uma cidade de linguagens arquitetônicas híbridas que desafia as expectativas da maioria dos visitantes.
Embora o renomado modernismo de meados do século africano estivesse certamente presente nos anos que se seguiram à independência do Senegal em 1960, isso se deveu principalmente à sua popularidade entre profissionais de arquitetura atuantes na região, e não à sua relevância para os esforços de reconstrução da capital. A abordagem modernista, observada principalmente em edifícios públicos, institucionais e culturais, e que persiste hoje sob um estilo contemporâneo mais indefinido, sempre teve como objetivo projetar Dakar para o mundo. No entanto, ela não refletia a realidade do desenvolvimento da cidade nem o modo de vida de seus habitantes.
Em um esforço para trazer o foco de volta a Dakar, algumas das coberturas mais recentes do ArchDaily destacaram as diversas iniciativas de desenvolvimento e projeto que buscam proporcionar melhores condições de vida aos seus habitantes.
No Dia dos Direitos Humanos, a Grace Farms lança um kit de ferramentas de estratégias éticas para arquitetos/as

A Design for Freedom, uma iniciativa da Grace Farms Foundation, lançou uma versão atualizada do seu International Guidance & Toolkit (Guia de Orientação Internacional), desenvolvido para ajudar arquitetos/as e profissionais da construção civil a especificar materiais de forma ética, evitando produtos associados ao trabalho forçado. Esse recurso digital abrangente aborda o grave problema do trabalho análogo à escravidão nas cadeias de suprimentos globais, oferecendo ferramentas e estratégias práticas de implementação. O guia traz informações detalhadas sobre doze materiais de alto risco frequentemente utilizados na construção — como vidro, concreto, aço, madeira e tijolos —, evidenciando as condições muitas vezes desumanas sob as quais são extraídos e produzidos. O lançamento do documento coincide com o Dia dos Direitos Humanos, reforçando a urgência e a relevância global de combater o trabalho forçado na indústria da construção civil.
Bienal de Arte de Veneza nomeia Koyo Kouoh como curadora da edição de 2026

O Conselho da La Biennale di Venezia acaba de anunciar a nomeação de Koyo Kouoh como curadora do Departamento de Artes Visuais. Kouoh liderará a curadoria da 61ª Exposição Internacional de Arte, programada para 2026. O anúncio ocorre após a recomendação de Pietrangelo Buttafuoco, presidente da Bienal, que destacou a vasta experiência de Kouoh no cenário artístico global e sua habilidade em dialogar com o discurso artístico e cultural contemporâneo. Nascida em Camarões, Koyo Kouoh será a primeira mulher africana a atuar como curadora da Bienal de Arte de Veneza.
Casa Cano / Diego Cano-Lasso

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Arquitetos: Diego Cano-Lasso
- Área: 209 m²
- Ano: 2025
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Fabricantes: Andrew Riiska, Base Collaborative, Ceramiques Est, Entler Studio, Luz Mixtura
Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede

A arquitetura é tradicionalmente registrada pela persistência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é invocada, ela costuma ser compreendida como um ato subtrativo — o afilamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. No entanto, existe uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material de construção não é o que ocupa o espaço, mas o que se move através dele.
Tratar o ar como um meio significa ir além do binarismo do envelope. A fronteira entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e se transforma, em contrapartida, em um campo de filtragem e pressão. Começamos a ver o edifício como uma válvula térmica, uma série de gradientes nos quais a umidade, a velocidade e o calor não são meras "condições" de fundo a serem mitigadas por sistemas mecânicos, mas as próprias substâncias que estão sendo moldadas.
Goethe-Institut Sénégal / Kéré Architecture

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Arquitetos: Kéré Architecture
- Área: 1800 m²
- Ano: 2026
Smiljan Radić Clarke: Conheça a obra do vencedor do Pritzker 2026

O Prêmio Pritzker de 2026 foi concedido este ano ao arquiteto chileno de ascendência croata, Smiljan Radić Clarke. Nascido em Santiago, Chile, em 1965, sua prática evoca uma geografia de extremos, moldada pela tensão tectônica entre o peso monumental dos Andes e a instabilidade sísmica do território. Após se graduar na Pontifícia Universidade Católica do Chile e prosseguir seus estudos em estética em Veneza, Smiljan Radić Clarke estabeleceu sua base em Santiago. A partir dali, desenvolveu uma das visões mais singulares da arquitetura contemporânea. Sua obra privilegia a intensidade do momento por meio de uma arquitetura frágil. Nela, o edifício opera como um refúgio temporário e tátil que coloca o espectador em um estado de incerteza estética, oscilando entre a ruína ancestral e o artefato de vanguarda.
Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje

O patrimônio arquitetônico é frequentemente descrito como aquilo que sobrevive ao tempo. No entanto, a sobrevivência não explica por que certos edifícios são preservados enquanto outros desaparecem. Muitas obras hoje protegidas como patrimônio cultural já foram criticadas, contestadas ou abertamente rejeitadas; foram acusadas de serem socialmente equivocadas, materialmente falhas ou simbolicamente excessivas. Com o tempo, contudo, essas mesmas deficiências tornaram-se fundamentais para o seu significado, à medida que o patrimônio se revela como um processo lento e instável de interpretação.
A arquitetura contemporânea opera sob intenso escrutínio, pressionada pela responsabilidade ambiental, equidade social, volatilidade econômica e aceleração das mudanças tecnológicas. Espera-se que os edifícios tenham um desempenho ético, eficiente e simbólico, muitas vezes de forma simultânea. Diante disso, o fracasso arquitetônico deixa de ser uma exceção para se tornar uma condição cada vez mais comum. Os projetos envelhecem mais rápido, os materiais revelam limitações mais cedo e as estratégias urbanas perdem rapidamente a sintonia com as mutáveis realidades políticas, sociais e ambientais.
Conheça os 15 projetos vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026

Uma fábrica de conservas revitalizada em uma cidade costeira de Portugal, um parque memorial na Etiópia, uma casa em uma pequena cidade brasileira, um pavilhão de madeira que evoca a herança do Bahrein e outros 11 projetos visionários compõem a lista de vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026. Escolhidos após três semanas de votação pública, os vencedores representam o cenário arquitetônico atual, refletindo uma diversidade de abordagens, materialidades e estéticas, além de revelarem pontos em comum entre diferentes culturas.
Em sua 17ª edição, o prêmio deste ano recebeu mais de 120.000 votos de mais de 100 países, estabelecendo um recorde histórico para a maior premiação de arquitetura do mundo baseada na escolha do público. Os vencedores representam 14 países, culturas e perspectivas diferentes, vindos de Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Dinamarca, Etiópia, Alemanha, Índia, Indonésia, Japão, Portugal, Coreia do Sul, Estados Unidos e Vietnã.
Como as cidades projetam a vida pública à sombra

As cidades estão aquecendo a aproximadamente o dobro da taxa global, uma tendência acelerada pela rápida urbanização. Embora as temperaturas crescentes estejam remodelando a vida cotidiana em todo o mundo, algumas cidades e bairros, muitas vezes os mais vulneráveis e com menos recursos, estão aquecendo mais do que outros. A razão para isso reside no próprio ambiente urbano. A infraestrutura construída, como vias, edifícios, calçadas e espaços públicos, determina como o calor se desloca pela cidade, onde ele se acumula e por quanto tempo permanece retido. Independentemente da zona climática ou da localização geográfica, a sombra continua sendo a maneira mais eficaz e imediata de resfriar os pedestres e aliviar o ambiente construído.
Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.
Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.
Museu Calder Gardens / Herzog & de Meuron

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Arquitetos: Herzog & de Meuron
- Área: 1691 m²
- Ano: 2025
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Fabricantes: Hagen Construction, Mack Custom Woodworking, Von Rickenbach Swiss
Os 20 projetos mais aguardados de 2026

À medida que 2025 se aproxima do fim, aguardamos ansiosamente por 2026, um ano que promete a entrega de uma série diversa de projetos arquitetônicos de grande relevância ao redor do mundo. O período se destaca especialmente pela conclusão de importantes obras de infraestrutura e equipamentos culturais, incluindo projetos de longa duração que finalmente chegam à etapa final. A Europa estará em evidência com os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão–Cortina 2026. O evento contará com projetos como a Vila Olímpica, assinada por SOM, e a Arena Olímpica de Inverno, projetada por David Chipperfield Architects. Ainda em Milão, BIG deve concluir o City Wave, parte de um novo distrito de negócios da cidade. Paralelamente, após mais de 140 anos desde o início de sua construção, arquitetos do mundo todo acompanham com expectativa a tão aguardada conclusão da Sagrada Família, de Antoni Gaudí, em Barcelona, prevista para 2026.
Grande Museu Egípcio / Heneghan Peng Architects

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Arquitetos: heneghan peng architects
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Fabricantes: Goppion
Centro Ismaili Houston / Farshid Moussavi Architecture

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Arquitetos: Farshid Moussavi Architecture
- Ano: 2025















































































