A evolução de novas tecnologias, aplicações inovadoras e a transição para soluções sustentáveis são fundamentais na arquitetura hoteleira contemporânea. Esses avanços buscam conscientizar sobre a preservação ambiental, ao mesmo tempo que elevam o conforto interno e o bem-estar. De resorts de grande porte e complexos turísticos a cabanas e refúgios remotos, o projeto de áreas comuns incorpora mobiliário essencial para o desenvolvimento de atividades, equipamentos de climatização adequados e acabamentos de pisos e paredes alinhados a necessidades específicas.
No turbilh&ilhão do dia a dia, a grande maioria dos centros urbanos se transforma para dar lugar a novas funções e/ou necessidades de suas populações, que buscam melhorar, renovar ou atualizar as infraestruturas, equipamentos, redes e espaços que viabilizam a vida em comunidade. Com o passar do tempo, diversas edificações que outrora cumpriam funções importantes de proteção ou abrigo começam a se tornar obsoletas. Contudo, o legado patrimonial que deixam testemunha a passagem do tempo e oferece um relato vivo de sua história, colaborando para a consolidação da identidade e para o reconhecimento de um sentimento de pertencimento.
Na busca por conservar certos traços arquitetônicos, históricos e culturais das habitações catalãs originais, a renovação de apartamentos é concebida como um meio de conexão entre o passado e o presente através da recuperação e/ou restauração de revestimentos, pisos, esquadrias, fachadas, entre outros. A história da cerâmica na Espanha evoluiu com o passar dos anos, atravessando períodos de florescimento produtivo e também de declínio. No entanto, a linguagem expressiva, a versatilidade e a adaptabilidade dos ladrilhos hidráulicos à tradição e ao futuro destacam-se na espacialidade interna e externa das residências, com sua ampla combinação de cores, texturas e padrões.
A habitação estudantil passou por uma transformação notável ao longo do último século. Outrora vista como uma necessidade utilitária, limitada a fornecer abrigo e comodidades básicas para estudantes, essa tipologia arquitetônica evoluiu para atender a demandas sociais, culturais e urbanas cada vez mais complexas. A partir da abordagem modernista de Le Corbusier na Cité Universitaire em Paris, a moradia estudantil passou a refletir tendências mais amplas da arquitetura, do urbanismo e das transformações sociais.
Hoje, esses edifícios precisam atender a uma população altamente diversa e transitória, lidando com as pressões de acessibilidade econômica, densidade e com os novos padrões de vida dos jovens adultos. Diante da rápida urbanização e da crescente mobilidade estudantil, as universidades enfrentam agora o desafio de projetar habitações que não sejam apenas funcionais, mas também adaptáveis a diferentes contextos culturais e sociais. Isso tem levado a soluções mais flexíveis e inovadoras, que promovem tanto a privacidade quanto a vida em comunidade.
Ao longo de sua história relativamente recente, os museus evoluíram para condensar aspectos específicos de uma cultura e apresentá-los de forma coerente e unificada. Desse modo, a relação entre a arquitetura e a exposição torna-se crucial, pois cabe ao/à arquiteto/a desenhar não apenas o suporte e o plano de fundo das obras de arte ou artefatos expostos, mas também se responsabilizar pelo percurso do/a visitante, aliando o enriquecimento cultural com a experiência espacial vivenciada ao percorrer as salas de exposição. Contudo, nem todos os museus foram originalmente construídos para essa finalidade.
Por toda a Europa, museus estão sendo instalados ou se expandindo a partir de monumentos históricos e edifícios que perderam sua função original. Frequentemente em estado de deterioração, a decisão de convertê-los em espaços culturais interrompe essa degradação e preserva a matéria histórica, agregando uma nova camada de complexidade às exposições planejadas. O papel do/a arquiteto/a passa a ser o de introduzir uma ordem e um sistema capazes de equilibrar o patrimônio do local com as demandas de funcionalidade modernas, garantindo a preservação da essência da estrutura original enquanto atende às necessidades das exposições contemporâneas e do engajamento do público.
Ao trabalhar com o lugar, e não contra ele, a exposição "Arquitetura é Cooperação", com curadoria de Josep Ferrando, enfatiza o valor da cooperação na essência da arquitetura. Apresentando o trabalho de profissionais, organizações e comunidades em projetos de cooperação promovidos a partir da Espanha, a instalação se materializa por meio de uma expografia em terra e madeira. Dessa forma, compreende-se a escolha desses materiais não apenas por sua estética ou simbolismo, mas por sua funcionalidade e compromisso com os princípios da economia circular. Até 30 de setembro de 2025, a mostra fica em exibição na Casa de la Arquitectura, em Madri, ressaltando a necessária atenção da arquitetura às demandas das sociedades e coletivos mais vulneráveis, alinhando a linguagem construtiva ao conteúdo da exposição.
O European AHI Award reconhece intervenções no patrimônio arquitetônico em toda a Europa, destacando seu papel como um modelo voltado para o futuro para a arquitetura do século XXI, com benefícios sociais, ambientais e econômicos tangíveis. Em sua sétima edição, a premiação homenageou seis projetos — sendo quatro primeiros prêmios e duas menções especiais — durante uma cerimônia realizada no início de junho no Paranimf da Escola Industrial de Barcelona. No total, foram enviados 238 projetos de escritórios de arquitetura de 24 países europeus. Os vencedores selecionados estão localizados na Antuérpia, em Kortrijk, Olot, na Corinto Antigo e em Milão.