Embora a maioria das cidades do mundo busque implementar meios de transporte mais sustentáveis e ecologicamente corretos, estimulando novos hábitos de mobilidade urbana em seus habitantes, o uso do automóvel ainda persiste, ocupando grandes áreas de estacionamento nos centros urbanos. Encontrar uma maneira de integrar esses usos, oferecer novos espaços para a população e tirar proveito de suas instalações para fins ecológicos, produtivos, entre outros, é o desafio de muitos profissionais da arquitetura e do urbanismo.
Trabalhar sob as restrições de uma pegada de carbono limitada pode ser uma das partes mais difíceis — mas também mais gratificantes — do papel do/a arquiteto/a contemporâneo/a. Seja para atender ao relatório de sustentabilidade de uma grande corporação multinacional, obter a certificação LEED ou equivalente para uma incorporadora comercial, ou construir uma casa ecológica para um/a cliente particular consciente do clima — ou mesmo alguém que apenas deseja gastar menos com energia —, é fundamental manter-se atualizado/a com as mais recentes práticas e materiais de construção de baixo carbono e neutros em carbono.
Seja analisando a fase estrutural inicial de um projeto, seus acabamentos de alto padrão ou pensando de forma mais holística em todo o seu ciclo de vida, há grandes avanços a serem conquistados com substitutos e alternativas sustentáveis aos materiais e técnicas tradicionais.
Encravada entre a França e a Espanha, Andorra é a sexta menor nação da Europa. Com uma área de menos de 500 quilômetros quadrados, o microestado sem saída para o mar está localizado no leste dos Pirineus, na Península Ibérica. Hoje, uma nova arquitetura surge entre as montanhas escarpadas de Andorra e os três vales estreitos que se unem para formar o rio Gran Valira.
A arquitetura do golfe está diretamente atrelada à paisagem. Por ser um dos poucos esportes sem uma área de jogo padronizada, suas sedes e estruturas costumam ser únicas para cada campo. Ao priorizar as vistas e o acesso, a arquitetura desse esporte tende a ser exclusiva, especialmente pelo fato de muitos campos não serem abertos ao público. As sedes proporcionam espaços de encontro e socialização para praticantes e o público, permitindo contemplar o campo sob diversos ângulos.
A equipe de curadoria do ArchDaily se esforça diariamente para apresentar a nossos leitores e leitoras os projetos mais significativos, inspiradores e inovadores, zelando, ao mesmo tempo, pela representatividade da arquitetura mundial.
Como parte de nossa retrospectivaResumo do Ano 2023 no ArchDaily, revisitamos e refletimos sobre o que foi publicado durante este ano. A arquitetura residencial continua sendo uma das categorias mais visitadas em termos de obras construídas, despertando grande interesse em nossos usuários e usuárias de todo o mundo. Por essa razão, selecionamos as 50 melhores casas publicadas este ano no ArchDaily em espanhol, que trazem um recorte da forma e do caráter da arquitetura residencial hispano-americana.
Com a ascensão das casas compactas e das cidades densas, fomos forçados a abrir mão de uma quantidade significativa de espaço de armazenamento. Ironicamente, nossos hábitos de consumo não mudaram e, com poucos metros quadrados à disposição, arquitetos/as e designers tiveram que desenvolver soluções de armazenamento eficientes para aproveitar ao máximo o espaço limitado. Por outro lado, para quem tem a sorte de ocupar um espaço amplo e desobstruído com um orçamento generoso, as possibilidades de design são infinitas. Neste artigo, analisamos como profissionais da arquitetura e do design encontraram maneiras criativas de guardar pertences em espaços com diferentes funções, escalas e restrições espaciais, variando de armários completamente invisíveis a peças centrais escultóricas.
Mais de 5.000 projetos de arquitetura foram publicados no ArchDaily este ano. Ano após ano, realizamos a curadoria de centenas de projetos residenciais e, sabendo da paixão do nosso público por casas, compilamos uma seleção das residências mais visitadas publicadas no site.
Implantadas nos mais diversos contextos globais — em paisagens urbanas, rurais, montanhosas ou litorâneas —, essas obras apresentam uma grande variedade de soluções estruturais, que vão da alvenaria tradicional aos sistemas pré-fabricados de alta tecnologia, e escalas que variam de pequenas cabanas a grandes mansões, tendo o concreto, a madeira e o tijolo como os materiais protagonistas. Constatamos também que as soluções espaciais e tipológicas respondem de forma muito precisa às especificidades de cada terreno, compartilhando um diálogo franco entre a casa e a natureza, seja por meio da integração direta com a paisagem do entorno, seja pela introdução da vegetação em contextos urbanos mais densos.
Esta seleção de 50 casas destaca as obras mais visitadas ao longo destes doze meses e que, segundo nosso público leitor, apresentaram as soluções mais inspiradoras em termos de inovação, técnicas construtivas e desafios de projeto. Confira a seleção a seguir:
Compreensivelmente, o termo "biofilia" evoca imagens de edifícios tomados por vegetação e integrados a paisagens naturais. No discurso arquitetônico moderno, o conceito passou a ser associado à incorporação de vegetação aos ambientes construídos; no entanto, tais aplicações representam apenas uma fração do verdadeiro escopo do design biofílico. Sem dúvida, a natureza desempenha um papel central no design biofílico. Contudo, sua influência se estende a estratégias frequentemente negligenciadas que envolvem a configuração espacial e os padrões ambientais. A biofilia "invisível" frequentemente resulta em impactos positivos na saúde de quem ocupa o espaço, atuando de maneira profunda sob a superfície.
Entre costas, rios, lagos e cordilheiras, o ambiente natural da Espanha apresenta uma grande variedade de climas, topografias e espécies de vegetação. Com o objetivo de impulsionar o reconhecimento global do impacto da construção sobre o meio ambiente e a importância de enfrentar as mudanças climáticas a partir de novas formas de fazer arquitetura, diversos escritórios de arquitetura e equipes de pesquisa propõem o desenvolvimento de cabanas ou protótipos de acomodação de pequenas dimensões. Ao mesmo tempo em que são capazes de se integrar harmoniosamente ao seu contexto natural circundante, esses projetos demonstram estratégias de autossuficiência, aproveitamento de recursos e maximização dos espaços, além de uma ampla aplicação de tecnologias de inovação e soluções materiais adequadas a cada região.