A Chinati Foundation anunciou planos para restaurar os Artillery Sheds em Marfa, no Texas, antigos edifícios militares adaptados pelo artista Donald Judd para abrigar suas 100 obras sem título em alumínio fresado, criadas entre 1982 e 1986. Liderado pelo/a arquiteto/a Troy Schaum, da Schaum Architects, o projeto plurianual de preservação está sendo desenvolvido em parceria com o Getty Conservation Institute e abordará a envoltória dos edifícios históricos, acessibilidade, desempenho ambiental e paisagismo, ao mesmo tempo em que preservará a instalação *site-specific* de Judd. O projeto ocorre após a inclusão dos Artillery Sheds no National Register of Historic Places em 2025, como parte da ampliação do Distrito Histórico Donald Judd.
Powerhouse Parramatta, um novo museu e instituição cultural às margens do Rio Parramatta, no oeste de Sydney, Austrália, abrirá ao público no sábado, 7 de novembro de 2026. O edifício de 30 mil metros quadrados foi projetado pelo escritório franco-japonês Moreau Kusunoki como projetista principal, com o escritório australiano Genton na arquitetura local e a Arup na engenharia. O Moreau Kusunoki venceu o concurso de projeto em 2019, com a conclusão inicialmente prevista para 2025. O Powerhouse Parramatta é a primeira organização cultural estatal localizada no oeste de Sydney, uma região cuja população inclui comunidades de mais de 170 países. Em sua abertura, o museu apresentará cinco exposições.
Profissionais de arquitetura recebem treinamento para escolher materiais, comparar suas propriedades e decidir como devem ser usados. No entanto, alguns escritórios estão assumindo uma tarefa diferente: desenvolver o próprio material.
Para o Material Cultures, o BC architects e o Studio Ossidiana, esse processo pode começar com o cultivo de cânhamo para a construção civil, terra escavada de canteiros de obras ou misturas de concreto, pigmentos, pedras e conchas. Seu trabalho conecta a pesquisa de materiais com o processamento, a fabricação e a construção.
Exterior of the Cinema Studio Namibe, Angola. Photo credit: Walter Fernandes
O que sustenta o propósito de uma arquitetura que nunca foi ocupada? Durante décadas, essa foi a pergunta que rondou o Cinema-Estúdio de Namibe, construído na costa da Angola, em 1973. Concebido para ser um espaço de exibição cinematográfica, o edifício permaneceu fechado e abandonado sem nunca exercer o papel para o qual foi criado. Ainda assim, sobreviveu ao tempo, tornando-se um ícone da paisagem e da arquitetura angolana, até finalmente exibir seu primeiro filme quase cinquenta anos depois.
Mas o que manteve esse edifício vivo no imaginário coletivo durante tanto tempo? Teria sido justamente sua arquitetura ousada e singular capaz de atribuir significado a uma obra que nunca teve um uso?
A Trienal de Arquitetura de Oslo de 2026 acontecerá de 17 de setembro a 1º de outubro na Igreja de Sofienberg, em Oslo, reunindo mais de 30 projetos internacionais de arquitetura sob o questionamento "E se a natureza vier em primeiro lugar?". Em sua nona edição, a Trienal adotará o formato de um festival de duas semanas, combinando uma exposição com conferências, seminários, oficinas, exibições de filmes e caminhadas guiadas. Com curadoria de Line Ramstad, a programação examinará como colocar a natureza como ponto de partida das decisões arquitetônicas pode influenciar o que é construído, preservado, transformado ou deixado intocado.