Uma onda de prestadores de serviços e clínicas vem utilizando uma identidade de marca atraente e design de interiores para atrair pacientes frustrados com as instituições médicas tradicionais. Mas será que a crescente mercantilização da saúde é a resposta?
Alguns anos atrás, contratei o plano de saúde Oscar. Cofundado em 2012 por Joshua Kushner e com sede em Nova York, era o plano de saúde que a maioria dos meus colegas freelancers usava. Além disso, para quem morava no Brooklyn, como eu na época, era muito fácil visitar o Oscar Center, um espaço de cuidados primários em um loft de galpão que também abrigava escritórios de revistas literárias. Fui fazer um check-up, sentindo-me um pouco tenso, como ocorre em qualquer consulta médica, mas me surpreendi ao abrir a porta e me deparar com um consultório amplo, minimalista, com piso de madeira, cores primárias, divisórias de vidro e espadas-de-são-jorge. Havia até uma sala de ioga decorada com o adesivo de parede “Let the Healing Begin” (Que comece a cura).
De modo geral, os livros de fotografia de arquitetura seguem um paradigma: imagens grandes e reluzentes de edifícios monumentais, acompanhadas de textos mínimos, desprovidos de toda e qualquer polêmica. O contexto, nesse cenário, pode parecer uma distração. Felizmente, o novo livro de Lee Bey, Southern Exposure: The Overlooked Architecture of Chicago’s South Side(Northwestern University Press), é uma exceção notável a essa regra não escrita. Trata-se de um híbrido intrigante: um livro de fotos do South Side, uma história de bairro, um livro de memórias em miniatura e um manifesto polêmico sobre racismo sistêmico e preservação histórica em Chicago.
Diagrama do Falcon FS 420C da Falcon Lift. Imagem cortesia de Falcon Lift
Para empresas ou locadores proprietários de grandes edifícios, a manutenção predial pode parecer desafiadora, onerosa ou até mesmo supérflua, especialmente quando o funcionamento do edifício parece ocorrer sem problemas. No entanto, uma manutenção predial adequada e consistente é imperativa por diversos motivos. Os edifícios perdem eficiência naturalmente ao longo do tempo devido a fatores como o clima, o uso diário por parte de seus ocupantes, a obsolescência mecânica, entre outros. Se não forem resolvidos, esses problemas podem prejudicar a experiência dos usuários e usuárias, criar ambientes perigosos e insalubres e, inclusive, gerar custos mais altos e imprevistos do que aqueles de uma manutenção regular.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071143/por-que-a-manutencao-predial-e-importanteLilly Cao
Texto fornecido por MasilWIDE. A Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul, realizada ao longo de aproximadamente dois meses, encerrou-se com grande sucesso no dia 10 de novembro. Realizada pela primeira vez em 2017 sob o tema "Bens Comuns Iminentes" (Imminent Commons), a Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul (doravante Bienal de Seul) reuniu 450 mil pessoas em seu ano de estreia, marcando o início da trajetória do evento. Este ano, a escala ampliada e o crescente interesse do público ficaram evidentes, uma vez que o número de visitantes da primeira edição já havia sido superado em outubro, no auge do evento.
Abrindo as portas de estúdios de arquitetura, Open More Doors é uma série desenvolvida pelo ArchDaily em parceria com o MINI Clubman que, por meio de entrevistas em vídeo cativantes e ensaios fotográficos exclusivos, convida a explorar os bastidores das mentes e dos escritórios de design mais inovadores do mundo.
Este mês, visitamos o escritório de design Heatherwick Studio, com sede em Londres, para conversar sobre sua prática multidisciplinar, seus espaços de trabalho e como materializam a filosofia colaborativa de projeto em seu ambiente de trabalho, integrando equipes e projetos.
A maioria dos/as arquitetos/as concorda que preferiria passar mais tempo projetando e menos tempo gerenciando. A gestão é uma atribuição vital na arquitetura, mas o aumento da eficiência é sempre valioso. Seja coordenando consultores/as ou garantindo que a obra avance conforme os documentos contratuais, os/as arquitetos/as são responsáveis por orquestrar diversas frentes de trabalho ao longo da vida de um projeto. Com um aplicativo como o Archireport, arquitetos/as podem acompanhar seus projetos no escritório ou no canteiro de obras, onde quer que a jornada de trabalho os/as leve.
Kimbell Art Museum / Louis Kahn. Imagem cortesia de Xavier de Jauréguiberry
(Traduzido por Sun Cong) A seção AD Classics apresenta as maiores obras arquitetônicas do passado, aquelas que influenciaram e moldaram a arquitetura de hoje. Ao longo dos 11 anos de história do ArchDaily, apresentamos mais de 200 clássicos e, nesta edição, reunimos as 20 obras mais populares da coluna AD Classics até o momento.
O novo empreendimento de cidade inteligente Quayside, desenvolvido pela Sidewalk Labs, terá sua escala reduzida após uma votação realizada na semana passada em Toronto. Como subsidiária da Alphabet, empresa controladora do Google, a Sidewalk Labs tinha como objetivo "desbloquear o potencial" da orla leste da cidade. A agência governamental responsável pelo desenvolvimento da área, a Waterfront Toronto, votou de forma unânime para limitar o plano original de 190 acres da equipe a apenas 12 acres.
Até 2050, projeta-se que a população mundial ultrapasse os 10 bilhões de pessoas, tornando as cidades superpopulosas um dos desafios mais urgentes da atualidade. A análise de dados, o aprendizado de máquina, a evolução dos transportes e o rápido avanço de novas tecnologias sociais estão transformando progressivamente as necessidades das pessoas e das comunidades. Isso terá um impacto cada vez mais direto sobre a superpopulação e o nosso ambiente construído.
O City of the Future é um podcast quinzenal da Sidewalk Labs que explora ideias e inovações que transformarão as cidades.
No terceiro episódio da segunda temporada, a dupla de apresentadores Eric Jaffe e Vanessa Quirk discute o futuro da mobilidade nas cidades e compartilha ideias para facilitar o deslocamento sem a necessidade de possuir um carro. No podcast, Horace Dediu fala sobre micromobilidade; Bibiana McHugh, da TriMet, conta a história por trás do GTFS e do OpenTrip Planner; Sampo Hietanen, CEO da MaaS Global, explica o conceito de Mobilidade como Serviço (MaaS); e Corinna Li, da Sidewalk Labs, detalha como a Mobilidade sob Demanda poderia funcionar na cidade do futuro.
A nova Biblioteca de Belas Artes Mui Ho de Cornell foi inaugurada em Ithaca, Nova York, para o semestre de outono de 2019. A abertura ocorre após uma reforma de 18 meses no histórico Rand Hall. Ao abrigar um acervo circulante de materiais de arte e design, a biblioteca busca criar espaço para o artefato físico como um recurso acadêmico e criativo durável e insubstituível nas disciplinas de artes visuais e design.
Sushant Verma, cofundador/a e diretor/a de design do rat[LAB], descreveu ao ArchDaily como o design computacional está impulsionando a área do design rumo a um ritmo de adaptação acelerado às novas tecnologias, o que já tem gerado inovações de diversas escalas e tipologias. Além disso, destacou como os/as arquitetos/as e designers devem manter uma mentalidade voltada para a resolução profunda de problemas e para o aprendizado de novas metodologias, em vez de se concentrarem apenas em tecnologias específicas.
O ArchDaily teve o privilégio de visitar o estúdio ThiermannCruz, em Berlim, para conhecer de perto o trabalho do arquiteto na intersecção entre a prática profissional, a pesquisa acadêmica e sua paixão pela música. Alfredo Thiermann formou-se na Faculdade de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica do Chile e, posteriormente, obteve seu título de mestre pela Universidade de Princeton. Iniciando sua trajetória profissional ainda jovem, realizou uma série de projetos experimentais de pequena escala. Seus projetos buscam constantemente a colaboração com profissionais de diferentes áreas. Desde cenografias até instalações acústicas, essas obras são concebidas como estruturas significativas, pois, quando "a construção torna-se um elemento necessário para compreender uma totalidade indescritível, é preciso integrá-la. Sob essa base, o ato de construir passa a ser a condensação de suas trajetórias políticas e culturais originais".
Em 1782, Bangkok tornou-se a capital do Sião – como a Tailândia era anteriormente conhecida. Sua posição estratégica, protegida pela curva do rio Chao Phraya a oeste e pelo vasto delta pantanoso do "Mar de Lama" que assegurava a defesa da cidade a leste, foi fundamental. O Rei Rama I modelou a nova cidade com base naquela que vinha sendo a referência urbana da Tailândia desde o século XIV: Ayutthaya, que por volta de 1700 já havia se tornado a maior cidade do mundo, com um total de 1 milhão de habitantes.
Bangkok viu progressivamente a construção de templos (wats), escolas, bibliotecas e hospitais. No entanto, poucas outras tipologias foram erguidas e a cidade carecia de ruas pavimentadas significativas. Em vez disso, o rio e uma rede de canais interconectados serviam como a infraestrutura de transporte local. Com o tempo, as casas flutuantes ancoradas ao longo da orla do rio diminuíram e a pavimentação se espalhou.
Nos últimos anos, o interesse por um movimento que remonta ao século passado voltou a crescer — uma vertente introduzida inicialmente entre as décadas de 1940 e 1950 por meio das obras de Le Corbusier e de Alison e Peter Smithson. Com estruturas monolíticas, formas modulares e volumetria imponente, o Brutalismo destaca a integridade arquitetônica. Este movimento caracteriza-se marcantemente por superfícies ásperas, brutas e puras que evidenciam a essência dos próprios materiais. Disseminado pelo mundo, profissionais da arquitetura adotaram e desenvolveram suas próprias visões desse movimento moderno, criando variações contextuais.
Em meio ao caos que atualmente assola a cidade de Beirute, voltamos nossa atenção para as joias brutalistas escondidas da capital libanesa. Com o objetivo de lançar luz sobre um movimento muitas vezes negligenciado e esquecido, o arquiteto Hadi Mroue criou uma série de imagens que destacam o brutalismo libanês e sua evolução como parte fundamental do patrimônio moderno do país.
Durante o verão, por ocasião do Moscow Urban Forum anual, o CEO do ArchDaily, David Basulto, visitou a capital russa para proferir uma palestra no evento e se encontrar com parceiros e parceiras do ArchDaily. Dentre outros compromissos, David visitou o Strelka Institute — nosso estimado parceiro e companheiro de longa data — e conversou com sua CEO, Varvara Melnikova.
O arquiteto belga Juliaan Lampens faleceu aos 93 anos em Gante, na Bélgica. Conhecido por suas residências brutalistas e pelo uso habilidoso de estruturas de concreto, madeira e vidro, o arquiteto criou algumas das obras mais célebres das últimas décadas, incluindo a Casa Juliaan Lampens – Van Hove, a Casa Vandenhaute – Kiebooms e a Capela de Kerselare.
Os centros Maggie's são uma instituição de acolhimento a pessoas com câncer em rápida expansão, para a qual diversos/as renomados/as arquitetos/as e designers projetaram espaços confortáveis e acolhedores.
Após a fundação do primeiro centro Maggie's em Edimburgo, em 1996, com o objetivo de oferecer apoio psicológico e social a pacientes com câncer e seus familiares e cuidadores, uma rede cada vez maior de novos centros foi rapidamente projetada e construída.
Blanca Pyrenees, Centro de Educação (Els Hostalets de Tost, Espanha, 2013). Imagem cortesia de Jose Ahedo, vencedor do Prêmio Wheelwright
A Harvard Graduate School of Design abriu a convocatória de inscrições para o Wheelwright Prize 2020, um concurso internacional aberto que concede US$ 100.000 a um/a “arquiteto/a talentoso/a em início de carreira para apoiar uma pesquisa de projeto ampla e intensiva.” Este prêmio anual é dedicado a promover pesquisas arquitetônicas originais fundamentadas pelo intercâmbio cultural e que apresentem potencial para gerar um impacto significativo no discurso da arquitetura.
Embora o desenvolvimento urbano deva partir das necessidades de cada usuário/a, na grande maioria dos casos, desde a concepção do plano diretor até as decisões de planejamento e a execução do projeto, as cidades são majoritariamente moldadas por homens: “As cidades deveriam ser construídas para todos/as, mas não são construídas por todos/as.”
Homens e mulheres possuem necessidades básicas distintas e, consequentemente, expectativas diferentes em relação ao ambiente urbano. Fundamentalmente, as cidades devem, sempre que possível, atender às demandas essenciais de cada usuário/a. Recentemente, o tema “cidades projetadas por mulheres” despertou grande interesse público. Com a eleição de uma prefeita e a promoção de pautas feministas, o espaço urbano de Barcelona passou por uma série de transformações significativas nos últimos quatro anos.
No que se refere a edifícios comerciais e industriais que precisam resistir ao teste do tempo, a madeira vem provando ter a resiliência e a resistência necessárias, ao mesmo tempo que oferece vantagens exclusivas em relação ao aço e ao concreto. Em espaços comerciais e de escritórios, a madeira não apenas oferece uma durabilidade notável, mas também introduz um calor estético muito desejado, antes ausente nesses ambientes. Incorporar a madeira engenheirada a esses espaços representa uma espécie de renascimento moderno das antigas estruturas de pilares e vigas de madeira de séculos passados. O que é antigo torna-se novo outra vez, porém com todas as tecnologias de ponta e recursos sustentáveis que se espera das edificações comerciais contemporâneas.
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas" (Urban Interactions), o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Eyes of the City" (Olhos da Cidade) na Bienal para estimular uma discussão sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o manifesto de curadoria da seção "Eyes of the City", escrito por Carlo Ratti, Politecnico di Torino e SCUT.
A Arquitetura de Mídia (Media Architecture) é a fusão de novas tecnologias com a forma construída para explorar narrativas e conferir personalidade, engajando as pessoas e criando novos diálogos por meio de uma camada de experiência significativa.
Não se trata de um conceito novo — contar uma história sobre um edifício por meio de sua forma, especialmente por sua fachada, é algo que acompanha a história da humanidade. Basta pensar nos vitrais da Catedral de York, na Basílica de São Marcos em Veneza ou no Templo de Meenakshi em Tamil Nadu. O aspecto fascinante do cenário atual, contudo, são as oportunidades trazidas pela tecnologia para criar novas narrativas e formas inéditas de interação humana.
Após o sucesso do guia original sobre a subestimada arquitetura soviética, o Garage Museum of Contemporary Art publica a versão em inglês de seu aclamado livro: Moscow: A Guide to Soviet Modernist Architecture 1955–1991em um novo formato digitalizado com seis capítulos inéditos.
No último verão, por ocasião do Moscow Urban Forum anual, o CEO do ArchDaily, David Basulto, visitou a capital russa para palestrar no evento e se reunir com parceiros e parceiras do ArchDaily. Além disso, David visitou o Strelka Institute para conversar com sua CEO, Varvara Melnikova — instituição que há muito tempo figura como uma das nossas parcerias mais próximas de longo prazo.